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Dilma teria hoje margem confortável contra impeachment, dizem líderes

A presidente Dilma Rousseff (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
A presidente Dilma Rousseff (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
A presidente Dilma Rousseff (Foto: Jorge William / Agência O Globo)

Se a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff manteria seu mandato, caso os deputados votassem segundo a avaliação das lideranças de seus partidos. O GLOBO ouviu os líderes dos 17 maiores partidos da Casa. Segundo esse levantamento, Dilma teria hoje o respaldo de pelo menos 258 dos 513 deputados, 86 votos a mais do que os 172 necessários para se manter no poder.

Segundo esse levantamento, a oposição contaria com 182 adeptos. Os votos dos 17 partidos cujos líderes aceitaram falar somam 454 parlamentares.

Embora os números sejam absolutos, as certezas, como disse um deputado, são voláteis. Pelos cálculos dos líderes partidários, toda a oposição votará a favor do impeachment: DEM, PSDB, Solidariedade e PPS somariam 99 votos. Dos partidos governistas, PT, PCdoB e PSOL já se posicionaram em sua totalidade contra o impeachment. Junto com PDT e Rede, que disseram que vão caminhar na mesma direção, Dilma já tem cem votos garantidos.

PMDB ESTÁ DIVIDIDO

De todos os partidos ouvidos, só o PRB não quis fazer nenhum cálculo. Embora tenha um ministério desde o início do segundo mandato de Dilma (Esporte, ocupada por George Hilton), a infidelidade tem sido uma marca recorrente da sigla. A maior incógnita é o PMDB do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ). O líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), embora reticente em falar em números, tem uma estimativa:

— Eu diria que 60% dos peemedebistas são contra o impeachment, 20% a favor e outros 20% indefinidos.

No PR, outro partido da base aliada, mas cujos representantes votarão contra a admissibilidade do processo para cassação do mandato de Cunha no Conselho de Ética, o líder Maurício Quintela Lessa (AL) disse que encaminhará o voto da bancada, de 34 parlamentares, contra o impeachment, mas já adianta que pelo menos seis parlamentares devem se manifestar a favor.

No recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB), o líder Domingos Neto (CE) estimou que dois terços da bancada de 20 deputados serão contra o impeachment, o que garantiria 12 votos para Dilma.

O PSD, outro partido que comanda um ministério (Gilberto Kassab, das Cidades), calcula que um terço de seus representantes votarão contra a presidente. Mas um deputado da legenda tem outro cálculo. Na opinião dele, quando o processo chegar ao plenário, 80% do partido devem se posicionar a favor do impeachment.

— Quem vai querer salvar o mandato da Dilma e depois nunca mais ser eleito? — questiona o parlamentar.

O PDT, que ganhou o Ministério das Comunicações na reforma ministerial para garantir uma base mais sólida, disse que votará em peso com o governo. A bancada pedetista tem 18 deputados.

— Vamos encaminhar para que o PDT feche questão — disse o ministro André Figueiredo.

COMISSÃO ESPECIAL É CRIADA

A Rede, com cinco deputados, também fechou questão contra o impeachment. Há siglas divididas, caso do PTB (que na campanha presidencial apoiou o tucano Aécio Neves) e do PSB, com 33 parlamentares. A tendência da maioria do PSB é votar a favor do impeachment. Há, porém, cerca de 12 deputados ligados ao governo que devem fechar com Dilma. Eles são de redutos do Nordeste, como Bahia e Pernambuco.

Ontem, foi criada a Comissão Especial que analisará o processo de impeachment. Com 65 membros, será convocada, em sessão extraordinária, segunda-feira. PT e PMDB indicarão oito membros cada. O bloco da oposição (PSDB, PPS, SD e PSB) indicará 11 deputados. As bancadas terão até as 14h de segunda-feira para indicar os membros da comissão. No mesmo dia, às 18h, haverá sessão extraordinária para a votação dos membros. Uma vez ratificada pelo plenário da Câmara, a comissão escolherá, por voto secreto, o presidente e o relator.

OGlobo

Unidades da Defensoria Pública alteram expediente na próxima semana

Não haverá expediente na Defensoria Pública da Paraíba na próxima segunda-feira (7) e nem na terça-feira (8), feriado religioso do Dia de Nossa da Conceição e também Dia da Justiça. Na segunda-feira, o ponto será facultativo em todas as unidades do Estado, conforme determinação do defensor público geral Vanildo Oliveira Brito, uma vez que o Poder Judiciário Estadual não vai funcionar nesses dois dias.

Dia da Justiça – Trata-se de um feriado forense, por isso as instituições da Justiça não trabalham neste dia. Instituído no ano de 1951, pelo então presidente Getúlio Vargas,  através do Decreto de Lei nº 1408, essa data objetiva homenagear os profissionais que atuam no Poder Judiciário do Estado  Brasileiro.  A origem do Dia da Justiça está ligada ao dia em que é homenageada a santa católica Imaculada Conceição e foi celebrado oficialmente pela primeira vez em 1950 pela Associação de Magistrados Brasileiros, apesar de já ser comemorado desde 1940.

Da Redação, PBVale

Bandidos assaltam Correios de Baía da Traição e levam arma de vigilante

Por ser dia de pagamento, a agência estava lotada. Imagem G1PB
Por ser dia de pagamento, a agência estava lotada. Imagem G1PB
Por ser dia de pagamento, a agência estava lotada. Imagem G1PB

Dois homens não identificados assaltaram por volta das 8h30 de ontem (3), a agência dos Correios e Telégrafos da cidade de Baía da Traição e levaram todo o dinheiro que estava nos caixas. A arma do vigilante também foi roubada.

Leia aqui: Três jovens são assassinados com tiros na cabeça em Baía da Traição; veja fotos

De acordo com relato policial os bandidos chegaram a pé, ambos armados de revolver, entraram na agencia, um rendeu o vigilante e tomou o revolver taurus, com dez munições, e o outro rendeu o gerente e levou uma quantia em dinheiro não revelada.

Testemunhas informaram ainda que eles pegaram uma moto Honda fan de cor preta que haviam deixado á aproximadamente 100 metros dos Correios e fugiram com destino incerto.

Da redação

PBVale

 

Mamanguape: Hugo Malta defende nome de Baby para vice de Eunice

Baby Helenita ao lado de Hugo Malta (camisa azul).
Baby Helenita ao lado de Hugo Malta (camisa azul).

O empresário do ramo imobiliário e filiado do (PSB) de Mamanguape, Hugo Malta, declarou no último domingo (30), que vai defender até as convenções partidárias em 2016, o nome de Baby Helenita (PRTB), na composição da chapa socialista, que terá o apoio do governador Ricardo Coutinho, na disputa pela Prefeitura da cidade.

Segundo Hugo, Baby tem espírito público e já mostrou sensibilidade as causas sociais. Para o empresário, Helenita tem mostrado ser uma grande articuladora política dentro do grupo socialista e, entre outros valores, vai poder agregar o seu jeito jovem e comunicativa de ser com as pessoas.

Hugo Malta fez discurso em sua Granja em Camaratuba
Hugo Malta fez discurso em sua Granja em Camaratuba

O nome de Hugo Malta já chegou a ser cogitado para disputa da Prefeitura de Mamanguape nas eleições de 2012. De acordo com informações repassadas ao PBVale, Malta vai está empenhado nas articulações políticas de bastidores em prol da candidatura de Eunice Pessoa no próximo ano.

Da redação

PBVale

Cunha notifica Dilma sobre aceitação de pedido de abertura de impeachment

A presidenta Dilma Rousseff foi notificada há pouco, oficialmente, da decisão do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o pedido de abertura de processo de impeachment contra ela por suposto crime de responsabilidade contra a lei orçamentária.

Leia mais: Ministros do STF rejeitam 2 pedidos para barrar processo de impeachment

Cunha enviou a mensagem após a leitura da decisão em plenário. O presidente da Câmara acatou o pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, que usaram como argumento decretos assinados pelo governo em 2015, correspondentes a créditos suplementares que somam R$ 2,5 bilhões.

Segundo a Secretaria-Geral da Câmara, o ofício de Eduardo Cunha foi enviado ao ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini. Para a presidenta, ele enviou a mensagem com cópia da denúncia, dos respectivos anexos apresentados pelos juristas e da sua decisão.

Os expedientes com os anexos, que somam 3.717 páginas, foram protocolados no protocolo do Palácio do Planalto e no da Secretaria de Governo. De acordo com a Secretaria Geral da Câmara, com o protocolo dos documentos, a presidenta Dilma Rousseff está oficialmente notificada da aceitação da denúncia.

Iolando Lourenço – Repórter da Agência Brasil

Oito governadores do Nordeste repudiam pedido de impeachment de Dilma

Governadores de oito estados do Nordeste repudiaram hoje (3) o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
Governadores de oito estados do Nordeste repudiaram hoje (3) o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
Governadores de oito estados do Nordeste repudiaram hoje (3) o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

Governadores de oito estados do Nordeste repudiaram hoje (3) o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Em nota, eles chamaram o episódio de “absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional”. O pedido foi aceito ontem (2) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A nota dos governadores afirma que não houve prática de crime de responsabilidade por parte da presidenta Dilma e que a decisão de aceitar o pedido de abertura de processo decorreu “de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade”.

“Diante desse panorama, os governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária aoimpeachment nos termos apresentados e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam”, diz o texto. “Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda”, acrescenta a nota, que foi divulgada pelo governador da Bahia, Rui Costa.

Além de Costa, assinam a nota os governadores Camilo Santana, do Ceará; Flávio Dino, do Maranhão; Jackson Barreto, de Sergipe; Ricardo Coutinho, da Paraíba; Renan Filho, de Alagoas; Robinson Faria, do Rio Grande do Norte; e Wellington Dias, do Piauí.

Paulo Câmara, de Pernambuco, foi o único dos governadores do Nordeste que não assinou a nota. Câmara divulgou seu próprio comunicado, no qual evitou criticar abertamente o processo de impeachment que se inicia no Congresso. Ele questionou, porém, o papel de Eduardo Cunha, que enfrenta problemas no Conselho de Ética da Câmara.

O governador disse que Cunha tem sua legitimidade comprometida e “precisa deixar a presidência da Casa”. Câmara defendeu “trabalho duro” para superação da crise e falou em oportunidade para o governo federal “dar um basta na política pequena, de troca de favores para qualquer tomada de posição”.

Ao concluir a nota, Câmara diz que seu partido, o PSB, não votou na presidenta Dilma, nem no presidente da Câmara. “Trilhamos nosso próprio caminho. Essa postura continuará, defendendo as instituições e o respeito à Constituição do país.”

O rito de análise do processo do impeachment teve início hoje, com a leitura da denúncia aceita pelo presidente da Câmara. O texto, de 68 páginas, foi lido pelo primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP). Em seguida, o próprio Eduardo Cunha leu a decisão em que acatou pedido de abertura do processo.

Agência Brasil

Ministros do STF rejeitam 2 pedidos para barrar processo de impeachment

“Pedidos foram apresentados por deputados do PT e do PC do B. PT tentou retirar ação horas antes, mas Gilmar Mendes recusou retirada”.

Os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitaram na noite desta quinta-feira (3) duas ações propostas separadamente por parlamentares do PT e do PC do B que tentatavam barrar o processo de impeachment na Câmara. A decisão que autorizou o processo foi lida nesta tarde pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Leia: Entenda o rito do processo de impeachment

Ainda há no Supremo um pedido de mesmo teor protocolado pelo PC do B e sob a relatoria do ministro Luiz Edson Fachin. Mais cedo, Fachin pediu manifestações da Presidência da República, da Câmara e do Senado sobre a decisão de Cunha (PMDB-RJ) de acolher um pedido de impeachment. Também foram solicitadas informações à Procuradoria Geral da República (PGR)  e à Advocacia Geral da União (AGU).

Uma das ações rejeitadas nesta quinta, analisada pelo ministro Gilmar Mendes, é de autoria de deputados do PT. A decisão saiu horas após os petistas anunciarem ter desistido da ação. O ministro, no entanto, rejeitou tanto a desistência da ação quanto o próprio pedido que o documento continha.

O mandado de segurança dos petistas alegava que o presidente da Câmara acolheu pedido de abrir processo de impeachment somente para retaliar o partido, que havia se manifestado a favor da continuidade de um processo que pode levar à cassação de seu mandato.

A ação foi distribuída por sorteio para a relatoria do ministro Gilmar Mendes, que, na função, faria a análise inicial do pedido. O ministro é conhecido por fazer duras críticas ao PT e ter pedido neste ano investigações sobre as contas de campanha de Dilma no ano passado.

O G1 apurou que os petistas decidiram retirar o mandado de segurança por achar que o pedido seria rejeitado por Gilmar Mendes. Oficialmente, eles afirmam que a peça foi retirada para ser complementada com informações de eventos ocorridos nesta quinta (3).

Para o ministro Gilmar Mendes, houve uma tentativa de burlar o princípio do juiz natural e isso pode configurar fraude à distribuição de processos, porque os parlamentares estariam tentando escolher quem seria o relator do caso.

“Insta salientar que os impetrantes sequer disfarçam a tentativa de burlar o princípio do juiz natural e as regras atinentes à competência, em atitude flagrantemente ilegal, com a desistência imediatamente posterior à ciência do relator a quem foi distribuída esta demanda. A toda evidência, tal atitude configura-se como clara fraude à distribuição processual e constitui ato temerário […] ao Poder Judiciário”, afirmou o ministro.

OAB acionada
Por conta de possível fraude, para desistir do processo e entrar com outra ação, que poderia ter novo relator, o minsitro ordenou que o caso seja analisado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. “Oficie-se ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para examinar a eventual responsabilidade disciplinar por ato atentatório à dignidade da Justiça”, diz a decisão.

Para o ministro, “ninguém pode escolher seu juiz de acordo com sua conveniência”. “Razão pela qual tal prática deve ser combatida severamente por esta Corte, de acordo com os preceitos legais pertinentes. Ademais, verifica-se que o causídico não tem poderes específicos para desistir da presente demanda […] Assim, indefiro a homologação do pedido de desistência”, decidiu Gilmar Mendes.

Pedido de parlamentar do PC do B
A outra ação rejeitada é do deputado Rubens Júnior (PCdoB-MA), que protocolou um mandado de segurança com pedido de liminar para suspender a decisão de Cunha que acolheu pedido de impeachment. Este processo foi relatado pelo ministro Celso de Mello. O autor alegava que Cunha não poderia ter autorizado o processo sem antes dar à presidente Dilma Rousseff a oportunidade de se defender.

Em sua decisão, contrária ao pedido do parlamentar, Celso de Mello considerou que o deputado não poderia ter entrado com a ação porque não apresentou um direito próprio, mas sim da presidente, que seria ferido com o andamento do processo de impeachment.

Ministros não veem clima para barrar
Em conversas com jornalistas, ministros do Supremo já vinham demonstrando ao longo do dia que não há clima para barrar, neste momento, o processo de impeachment deflagrado na Câmara. Segundo eles, o processo está sendo feito com base na lei, e não em um rito próprio.

Gilmar Mendes informou que, se houver lacunas e pontos contraditórios com a Constituição ao longo do processo, o Supremo vai se pronunciar. O ministro Marco Aurélio seguiu na mesma linha e enfatizou que Eduardo Cunha só cumpriu papel formal de dar início ao procedimento, e agora será preciso acompanhar

Outros quatro ministros ouvidos sob a condição de anonimato também disseram considerar que não cabe ao Supremo interferir se o processo está seguindo dentro da normalidade.

Do G1

Aécio faz críticas a presidente e fala em negociação entre Planalto e Cunha

Aécio Neves participou de convenção dos Democratas
Aécio Neves participou de convenção dos Democratas
Aécio Neves participou de convenção dos Democratas

O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou, nesta quinta-feira (03/12), que a presidente Dilma Rousseff iniciou mal sua defesa no processo de impeachment, aberto ontem na Câmara dos Deputados, ao mentir aos brasileiros em pronunciamento oficial feito no Palácio do Planalto, quando negou ter mantido negociações com o deputado Eduardo Cunha em troca do arquivamento do pedido de impeachment.

Aécio destacou que as negociações mantidas pelo Palácio do Planalto e o presidente da Câmara ocorreram intensamente nas últimas semanas, com o aval da presidente. O senador acrescentou que Dilma Rousseff mentiu duas vezes: ao negar a barganha com Cunha e também ao afirmar que não houve crime de responsabilidade no seu governo, uma vez que a ilegalidade das manobras fiscais autorizadas por ela foi atestada pelo próprio Tribunal de Contas da União (TCU).

“A presidente da República começou mal a sua defesa porque mentiu. Em primeiro lugar, ao dizer que não aceitaria barganhas para trocar os votos no Conselho de Ética da Câmara. Não é verdade. Os seus principais ministros negociaram esses votos durante todos os últimos dias sem que ela se opusesse de forma clara a isso. O que houve foi que o PT, em um determinado momento, resolveu não pagar mais o preço desse desgaste. De mais um desgaste para ajudar a presidente da República. E mentiu ao dizer que não cometeu crimes. O Tribunal de Contas atestou, pela unanimidade dos seus membros, que foi cometido um crime de responsabilidade. Essa que é a questão central. E é sobre isso que ela deve se defender”, declarou Aécio Neves.

Crime de responsabilidade

O presidente do PSDB lembrou que a partir da aceitação do pedido de impeachment, Eduardo Cunha deixa de ser protagonista do processo que tramitará no Congresso para julgar o crime de responsabilidade apontado pelo TCU. As chamadas pedaladas fiscais violaram a Lei de Responsabilidade Fiscal e fundamentam o pedido de impeachment da presidente da República, elaborado pelos juristas Hélio Bicudo, pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior e pela advogada Janaína Paschoal.

“Temos de parar com esta bobagem que se criou hoje de que é a disputa entre o presidente da República e o presidente da Câmara. O presidente da Câmara, a partir de agora, já não é mais protagonista deste processo. Ele será discutido por uma comissão formada pelo conjunto dos partidos políticos representado na Câmara dos Deputados. E ali se discutirá efetivamente a validade ou não das acusações. A presidente cometeu ou não crime de responsabilidade ao assinar decretos autorizando despesas sem autorização do Congresso? A lei 1.079 veda isso de forma absolutamente clara e peremptória. Essa que é a discussão. Vamos discutir com base no documento jurídico apresentado”, afirmou Aécio Neves aos jornalistas, após participar da Convenção Nacional do Partido Democratas, em Brasília.

O presidente nacional do PSDB também defendeu agilidade na tramitação do processo de impeachment. Na avaliação do senador, a saída para a gravíssima crise econômica e social que o país atravessa passa obrigatoriamente pelo fim do impasse político.

“Estamos no processo de desaquecimento absoluto da economia pela ausência de confiança que se tem neste governo. A previsão de todos os economistas, antes mesmo do desfecho de ontem da abertura do processo de impeachment, era para o aumento do desemprego a partir do ano que vem, aumento da inflação, e ainda a taxa de juros na estratosfera. Tudo isso, mostra que a crise mais grave que temos hoje no Brasil a enfrentar é a crise social. E esse impasse, a insegurança em relação ao governo, isso claro que contribui para o agravamento desta crise. Precisamos superar este momento”, afirmou Aécio.

Convenção do Democratas

Antes de falar com os jornalistas, o senador Aécio Neves participou da abertura da Convenção Nacional do Democratas, partido aliado do PSDB na oposição ao governo Dilma no Congresso.

Ao lado do presidente da sigla, senador Agripino Maia, dos líderes no Senado, Ronaldo Caiado, e na Câmara, Mendonça Filho, e de outras lideranças, como o prefeito de Salvador ACM Neto, Aécio Neves afirmou que chegou a hora de o PT prestar contas à sociedade pela crise na qual seu governo mergulhou o Brasil.

“Nunca na história republicana deste país assistiu-se a um grupo político apoderar-se do Estado brasileiro e, a partir daí organizar, aquilo que chamei e repito: uma organização criminosa a serviço de um projeto de poder, que hoje se desmancha aos olhos da sociedade brasileira. Aquilo que aqui se faz aqui se paga. Hoje caberá ao governo do PT demonstrar, aqui no Congresso Nacional, que não cometeu os crimes que lhe são imputados e são crimes absolutamente graves, porque confrontam talvez a mais valiosa das conquistas que juntos viabilizamos nesse país que foi a Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou.

O presidente nacional do PSDB convocou os partidos de oposição para que se mantenham na defesa da democracia e das instituições públicas.

“Nós, da oposição, continuaremos onde sempre estivemos em defesa da democracia, em defesa de valores, mas atuando para que as nossas instituições sejam preservadas e continuem a fazer o seu trabalho. Para nós, qualquer que seja a saída para esse impasse deverá se dar dentro daquilo que prevê a Constituição brasileira. Não há, para nós, saída que se distancie um milímetro sequer do que prevê a Constituição”, destacou Aécio.

Com assessoria

 

 

Três jovens são assassinados com tiros na cabeça em Baía da Traição; veja fotos

Local onde ocorreu o triplo homicídio
Local onde ocorreu o triplo homicídio
Local onde ocorreu o triplo homicídio

Três jovens da Baía da Traição foram assassinados com disparos de espingarda calibre 12, na noite desta quinta-feira (3), as 21h, próximo a Praça da Prefeitura da cidade. A Polícia Militar informou que trata-se de brigas entre facções rivais e disputa pelo tráfico de drogas na região.

Leia aqui: Operação prende suspeitos de tráfico e tentativa de homicídio em Baía da Traição

De acordo com as primeiras informações, as vítimas que não tiveram suas identidades reveladas até o momento, são conhecidas na cidade como Patrik, ‘Gole-gole’ e Fausto.

Em contato com a redação do PBVale, o tenente da Polícia Militar Paiva Neto, que está no local, disse ‘preliminarmente’ que o crime tem características de execução, pelos disparos terem sidos efetuados nas cabeças das vítimas.

“A única informação que temos no momento é que os criminosos chegaram de carro. E os tiros são de espingarda calibre 12. Provavelmente, mais de uma arma foram usadas, com cerca de seis disparos efetuados”, relatou Paiva Neto.

O Patrik e o Fausto foram detidos na manhã da última quarta-feira (2), numa operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar, resultado de um mandado de prisão por suspeitas de tráfico de drogas e tentativa de homicídio. Ambos foram liberados horas depois.

Patrik também foi vítima de uma tentativa de homicídio no dia 1º de novembro deste ano, quando na oportunidade, um de seus amigos, que lhe acompanhava, foi assassinado com um tiro na cabeça, próximo a Praça Central de Baía da Traição.

Leia mais: Homem morre com tiro na cabeça e dois são baleados na Praça de Baía da Traição

Da redação

PBVale

 

 

Estado paga Abono Natalino para mais de 500 mil famílias

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), faz o pagamento da 4º edição do Abono Natalino, programa estadual de Transferência de Renda que tem como objetivo complementar a renda das famílias extremamente pobres beneficiárias do Bolsa Família. A Paraíba é o único Estado a pagar, com recursos próprios, o complemento de renda a 504.277 famílias.

A secretária da Sedh, Cida Ramos, destaca que a iniciativa do Governo do Estado é um compromisso com a população extremamente pobre. “Esta ação do Governo é de extrema importância porque garantimos um complemento de renda, com recursos do próprio Governo, em uma época de crise econômica para todos”, destacou.

A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Humano organizou junto com a Secretaria de Segurança e Defesa Social e os Correios e Telégrafos uma estrutura especial para garantir o pagamento do benefício com tranqüilidade, como aconteceu em todas as edições do Abono Natalino.

Cronograma de Pagamento – Neste sábado (5), recebem as famílias dos 26 municípios paraibanos que não têm Agência dos Correios e Telégrafos. Já no período de 9 a 22 deste mês, as famílias dos demais municípios paraibanos recebem o Abono Natalino, de acordo com cronograma definido pela Sedh, que obedece o Número da Inscrição Social (NIS).

Documentos necessários – Para ter acesso ao Abono Natalino é necessário que o beneficiário leve documento como CPF, Identidade e o Cartão do Bolsa Família que tem o número da Inscrição Social.

Da Redação, PBVale

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