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Damião e Wilson usaram verba indenizatória para cobrir despesas dos partidos

Deputado federal Damião Feliciano (PDT) e Wilson Filho (PTB)
Deputado federal Damião Feliciano (PDT) e Wilson Filho (PTB)
Deputado federal Damião Feliciano (PDT) e Wilson Filho (PTB)

O colunista Lúcio Big, da ONG Operação Política Supervisionada (OPS), denunciou hoje (23), por meio de reportagem no site Congresso em Foco, que deputados paraibanos estariam utilizando recursos da verba indenizatória para custear despesas partidárias em João Pessoa. Segundo o colunista, Wilson Filho (PTB) e Damião Feliciano (PDT), fizeram uso do recurso, destinado exclusivamente para pagar despesas diretas dos seus gabinetes pessoais e inerentes ao exercício do mandato, para cobrir contas das legendas. 

Confira o texto:
 
Parece não ter fim a criatividade de parlamentares para burlar a utilização da verba pública destinada a pagar, exclusivamente, despesas diretas dos seus gabinetes pessoais e inerentes ao exercício do mandato.
 
Um grupo de deputados de partidos diferentes descobriu que pode, ao mesmo tempo, atuar como legisladores – aprovando (ou atualizando) leis e fiscalizando o Executivo – e como  fornecedores de produtos e serviços ao Poder em que trabalham.
 
A mais nova fraude acontece há alguns anos por meio da utilização da chamada verba indenizatória, aquela em que o parlamentar é ressarcido por despesas com aluguel de imóveis, combustível, locação e fretamento de veículos, embarcações e aeronaves, divulgação da atividade política, passagens aéreas, material de informática e de escritório, hospedagem, alimentação e até gastos com assinaturas de publicações.
 
Para engrossar a própria renda com dinheiro público extra, o deputado contrata empresas de amigos ou parentes e até aluga para seus próprios partidos os imóveis pagos com a verba indenizatória. Agora passaram a pagar as próprias despesas do partido ao qual são filiados com o dinheiro destinado ao funcionamento dos seus gabinetes, o que é vedado por lei.
 
São falcatruas pouco sofisticadas, feitas a conta-gotas, mas difíceis de serem detectadas pela fiscalização formal da Câmara.
 
A verba indenizatória – que varia de R$ 30.416,80 a 45.240,67 mensais, a depender do estado do congressista – também foi utilizada pelo deputado Wilson Filho (PB) para quitar despesas de aluguel do seu partido, o PTB.
 
A sede oficial da legenda, em João Pessoa, fica na Avenida Presidente Epitácio Pessoa, 3869, no bairro de Miramar. Lá também funcionou o escritório político do parlamentar, segundo o portal da Câmara. Além do aluguel, a Câmara também bancou os custos com energia, água e coleta de lixo. Entre janeiro e julho de 2015, as despesas do escritório do partido trabalhista na Paraíba chegaram a R$ 52.962,09. Tudo pago com verba indenizatória e devolvido ao deputado Wilson Filho, segundo informações oficiais da Câmara.
 
As despesas do PTB paraibano deveriam ser pagas com recursos do fundo partidário. Mas o presidente estadual da legenda, o ex-deputado e ex-senador Wilson Santiago, pai de Wilsinho, encontrou essa engenharia financeira para quitar as despesas do bunker trabalhista em João Pessoa. A verba deveria servir exclusivamente ao filho, que está no primeiro mandato, mas com ela Wilson pai quitou débitos do PTB.
 
A assessoria do parlamentar informou que o diretório estadual do PTB, de fato, funcionou no mesmo endereço do escritório político de Wilson Filho até dezembro de 2014. A legenda recebeu R$ 26,9 milhões do fundo partidário, entre janeiro e novembro de 2015, para bancar suas despesas em âmbito nacional. O parlamentar informa que a sede dos trabalhistas mudou para a Rua Clarisse Justa, 327, porque o custo de locação estava caro demais.
 
Mas no site do PTB o endereço formal é o mesmo do escritório do deputado.
 
Imagens do Google Maps, de maio deste ano, mostram que o letreiro do “Diretório Estadual do PTB” se encontrava no endereço que supostamente deveria ser apenas o escritório político de Wilson Filho. O congressista informa que, até novembro, estava sem escritório de representação no estado. Ainda assim, mesmo sem endereço, o deputado mantém empregados 25 funcionários. A maioria lotada na Paraíba.
 
Laços de família
 
Outro deputado que mistura as despesas do gabinete pessoal parlamentar e o custeio do partido é Damião Feliciano (PB). Até o final de 2013 a sede do PDT paraibano funcionou na Avenida Camilo de Holanda, 601. No mesmo endereço também ficava (ou deveria estar) o escritório pessoal do parlamentar, que à época também era presidente estadual da legenda. E tudo era pago com a verba indenizatória.
 
O congressista alugava o imóvel de Ângela Maria Mayer Ventura Morais. Ela é mulher do ex-senador Efraim Morais – atual chefe da Casa Civil do governo da Paraíba e presidente do Democratas no estado – e mãe do deputado paraibano Efraim Filho, também do DEM. As despesas desse aluguel chegaram a R$ 24,5 mil em um ano, integralmente devolvidas mensalmente ao parlamentar.
 
Além desse custo, Damião, que é casado com a médica e empresária Ligia Feliciano, vice-governadora do estado, também saldou outros R$ 1.020,00 com água e energia no período. No local funciona hoje um restaurante. Quando estava no antigo endereço da família Efraim de Morais, Damião recebeu de volta R$ 136,7 mil, pagos com a verba indenizatória pessoal a que tem direito.
 
Em meados de 2014 a sede do PDT trocou de local. Damião voltou a misturar seu escritório com a sede do diretório paraibano do partido. E novamente informou à Câmara que, até abril 2015, pagou R$ 1,9 mil de aluguel mensal para manter o local aberto, na Avenida Coremas 568, em João Pessoa, onde funcionava seu escritório de representação. Voltou a receber o ressarcimento. De novo, Damião esqueceu de informar que, no mesmo imóvel, também funcionava a sede do seu partido, presidido no estado por seu filho Renato Costa Feliciano.
 
O PDT paraibano recebeu parte dos R$ 26,9 milhões do fundo partidário de seu diretório nacional para custear esse tipo de despesa. Mas Damião preferiu usar o dinheiro do próprio mandato (e receber de volta) para pagar o custeio da legenda e, assim, economizar a grana do fundo partidário para utilizá-la em outros fins.
 
A engenharia contábil do deputado Damião também era aplicada para tentar justificar outras despesas do mandato, sempre misturadas às do partido. Ele conseguiu gastar R$ 112,1 mil com incontáveis recargas de tôneres para impressora a laser em um ano, ainda na antiga sede do PDT. Quando mudou de endereço, gastou outros R$ 53,4 mil para recarregar os mesmos tôneres da única impressora instalada no local. E recebeu de volta o dinheiro.
 
Para isso contratou a empresa Nordeste Remanufatura de Cartuchos para Impressoras Ltda. Com sede em Campina Grande, a mais de 132 km de João Pessoa, a firma cobrou R$ 180 por cada recarga quando o preço de mercado é de R$ 100 na capital. Para incluir essas despesas na verba indenizatória do próprio gabinete, novamente pagas com dinheiro público, Damião fez outra ginástica inexplicável.
 
Reprodução de tôneres
 
Em 35 meses, entre 2011 e 2014, o deputado mandou fazer, em média, 24 recargas de tôneres da impressora de seu escritório, mais de uma a cada dia útil. Cada um desses tôneres pode imprimir cerca de 2.250 folhas de tamanho A4, o que transformou o gabinete do parlamentar em uma gráfica com capacidade para imprimir quase 3 mil folhas diariamente.
 
Além desse mar de impressões gráficas, de fevereiro de 2011 a outubro de 2015 Damião pagou R$ 455 mil a duas gráficas – a Imediata e a Souza & Apolinário – que pertencem ao casal José Roberto de Souza Apolinário e Analucia de Souza Apolinário. A despesa, teoricamente, cobriu o custo de impressões de 100 a 150 mil boletins informativos mensais com notícias sobre o seu mandato. Essa tiragem é maior que a circulação de todos os jornais de João Pessoa juntos e representa o dobro do número de votos obtidos pelo parlamentar nas últimas eleições. Procurado, o deputado Damião não se pronunciou.
 
O deputado Damião Feliciano está devolvendo a verba parceladamente aos cofres da Câmara. Ao todo, são R$ 64.622,72 referentes às despesas do imóvel, custeadas de setembro de 2014 em diante. A devolução espontânea foi iniciada depois de o deputado saber que a OPS havia descoberto suas movimentações financeiras.
Com informações do Congresso em Foco

Jojo defende união das oposições para ‘vencer atraso’ de Roberto Feliciano em Sapé

Jojó em entrevista ao PBVale
Suplente de vereador Adriano de Inhauá, vice-prefeito Helhinho de Cuité e vereador Jojó de Sapé
Suplente de vereador Adriano de Inhauá, vice-prefeito Helhinho de Cuité e vereador Jojó de Sapé

O vereador mais votado das eleições de 2012 (1.154 votos) na cidade de Sapé, Jojó do Democratas, defendeu durante entrevista ao Portal de Notícias PBVale, a união das principais forças de oposição na cidade, para vencer o que chamou de “atraso de gestão” do prefeito Roberto Feleciano, na cidade do Abacaxi.

Leia mais: Helhinho recebe adesões e prestigia padroeiro de Cuité ao lado de grupo político

Jojó é pré-candidato a prefeito no próximo ano e esteve prestigiando no último domingo (20), a festa da padroeira da cidade vizinha, Cuité de Mamanguape, ao lado do também pré-candidato a prefeito e atual vice-prefeito do município, Hélio de Sousa – Helhinho (PSD). Ao lado do parlamentar, esteve o suplente de vereador da cidade de Sapé, Adriano de Inhauá que obteve votação expressiva na última eleição de 473 votos, ficando na segunda suplência do seu partido, o (PSD) de Rômulo Gouveia. Jojó vem mantendo diálogo com Adriano no sentido de unir apoios com vistas a sua futura candidatura às eleições municipais.

“Venho defendendo a união das oposições em Sapé. A cidade precisa encontrar o caminho do desenvolvimento, hoje nós temos uma gestão inoperante, sem ações que venham beneficiar os que mais precisam, sobretudo na sua coletividade”, considerou.

Jojó em entrevista ao PBVale
Jojó em entrevista ao PBVale

“Uma cidade com mais de 50 mil habitantes, regional, hoje não temos Universidades, não temos fábricas, não temos nada”, lamentou. Para Jojó, a única fidelidade da gestão é o pagamento em dia, o que dispensou méritos, ressaltando que esta é uma obrigação de todo gestor. “É preciso identificar as potencialidades da nossa região, e termos uma gestão com a capacidade de criar alternativas de crescimento. Queremos uma Sapé que possa ser protagonista neste Estado”, finalizou.

Da redação

PBVale

 

 

Justiça alemã obriga homem a deletar imagens íntimas de ex-namorada

Uma briga entre ex-namorados acabou na Justiça alemã por causa de fotos íntimas que o homem tinha guardado da mulher durante o relacionamento. As fotos haviam sido tiradas com o consentimento dela – mas após o término do namoro, a jovem queria que ele apagasse todos os registros.

A decisão da alta Corte alemã foi favorável à mulher, obrigando o ex-namorado a deletar todas as fotos íntimas que ele tinha dela. Segundo a Justiça do país, permitir que ele permanecesse com as imagens era uma “violação aos direitos dela de privacidade”.

Ainda de acordo com a Justiça da Alemanha, o “consentimento da mulher para tirar as fotos acabou quando o relacionamento entre os dois terminou”. O país é um dos mais rígidos quando o assunto é lei de privacidade.

A Corte alemã afirmou que todos têm o direito de decidir se querem ou não conceder imagens íntimas, para quem e de que forma essas imagens poderiam ou não ser usadas.

Segundo a Justiça, caso permanecesse com a posse dessas fotos, o ex-namorado teria uma espécie de “poder manipulador” sobre a então namorada. No entanto, ainda não está claro como as autoridades irão garantir que a decisão seja cumprida.

Casos recentes de fotos íntimas que foram divulgadas online fortaleceram o debate sobre os direitos das vítimas em situações do tipo. Alguns países tratam a chamada “vingança pornográfica” como crime.

No Brasil, ainda não existe uma lei específica para punir casos de divulgação de imagens íntimas – eles são classificados em crimes de punição considerada branda, como difamação ou crime contra honra.

Da Redação, com BBC

Rússia começa a construir dois reatores nucleares no Irã

A Rússia vai começar, na próxima semana, a construção de dois reatores nucleares no Irã, informou nesta terça-feira (22) o porta-voz da organização de energia atômica iraniana, Beruz Kamalvandi, à televisão estatal.

Em novembro do ano passado, a Rússia e o Irã decidiram construir dois reatores suplementares na central nuclear de mil megawatts de Buchehr (Sul), construída pela Rússia.

Os dois países firmaram também um protocolo sobre a construção de quatro reatores “em outro local do Irã”, que ainda será definido.

O anúncio é feito cinco meses depois da assinatura de acordo entre o Irã e o grupo 5+1 (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – China, França, Estados Unidos, Reino Unido e Rússia – e a Alemanha), que prevê a limitação de uma parte do programa nuclear iraniano, principalmente o enriquecimento de urânio, por um período de 10 a 15 anos e que deverá entrar em vigor em janeiro.

As limitações previstas não incluem o desenvolvimento do parque nuclear civil.

O Irã, que tem grandes reservas de petróleo e gás, quer construir 20 centrais nucleares de mil megawatts para diversificar as fontes de energia e ficar menos dependente das energias fósseis para consumo interno.

O anúncio do início da construção dos reatores ocorre ao mesmo tempo em que é realizada em Teerã uma exposição do know-how russo na área de aeronáutica, que mostra a decisão de Moscou de investir maciçamente no Irã nos próximos anos.

Da Redação, com Agência Lusa

Clubes paraibanos discutem mudanças no estatuto da Federação

Foto: Hévilla Wanderley
Foto: Hévilla Wanderley
Foto: Hévilla Wanderley

A Federação Paraibana de Futebol (FPF) vai se reunir com os clubes no início da tarde desta terça-feira para discutir mudanças no estatuto da entidade. A reunião está marcada para começar às 13h e, no encontro, o presidente Amadeu Rodrigues quer tratar de assuntos como: o término de eleições sucessivas de um mesmo presidente e o fim do voto por procuração.

– Nós queremos dar maior clareza no processo eleitoral da FPF. Não queremos repetir os erros do passado e por isso estamos chamando os clubes para uma conversa. Para que as coisas mudem, eles precisam aprovar e por isso estamos chamando esta assembleia geral – disse Amadeu Rodrigues.

Desde que assumiu o cargo de mandatário da FPF em janeiro, Amadeu Rodrigues afirmou que pretendia fazer mudanças no estatuto da Federação. O presidente foi eleito no ano passado após 25 anos sem eleições com disputas entre duas chapas e com Rosilene Gomes à frente da entidade.

A ex-presidente foi retirada do cargo pela justiça, que entendeu que havia irregularidades na última eleição da mandatária. Na ocasião, a juíza da 8ª Vara Cível de João Pessoa, Renata Câmara Pires Belmont, indicou um junta de interventores composta por Ariano Wanderley, João Máximo Malheiros Feliciano e Eduardo Faustino Diniz para chamar novas eleições, que aconteceram em dezembro de 2014.

Três chapas se inscreveram na disputa do pleito: a de Coriolano Coutinho, João Máximo e Amadeu Rodrigues. Esta última venceu a eleição e o novo presidente tomou posse do cargo em janeiro deste ano.

Por Larissa Keren, em João Pessoa

Estado não vai liberar verba para Carnaval na Paraíba

Governador Ricardo Coutinho
Governador Ricardo Coutinho
Governador Ricardo Coutinho

O governador Ricardo Coutinho (PSB) antecipou nesta terça-feira (22), em sua passagem pela cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba, que o Estado não vai ajudar com recursos os municípios paraibanos a realizar as tradicionais festas de Carnaval no próximo ano.

Assim como aconteceu no São João deste ano, o governador afirmou que não há verba a ser destinada a festas. “Com relação ao Carnaval, eu digo com muita sinceridade e franqueza, como é meu estilo. Não vai haver ajuda para Carnaval. Não há ajuda para nenhuma cidade, apesar de considerar Carnaval uma grande festa”, declarou o governador.

O governador justificou que a crise econômica que o Brasil enfrenta, também é realidade na Paraíba e o Estado “não tem capacidade” para retirar dinheiro para ajudar na realização do festejo carnavalesco.

“Eu não posso fazer isso, porque eu não estaria sendo honesto para com o estado. O estado não tem capacidade para isso. A Paraíba não é uma ilha, nós estamos sofrendo uma crise profunda e eu não posso tirar dinheiro para Carnaval”, explicou.

Ele disse ainda, que caso houvesse verba para Carnaval ela seria destinada para ações voltadas ao combate à seca.”Se eu tivesse dinheiro para Carnaval eu colocava em mais carros-pipa, evidentemente, eu colocava mais ração para o rebanho. Se eu tivesse dinheiro para isso, eu faria outras ações como perfurações de poços”, disse.

Da Redação, com informações do Portalcorreio

Governo pode avançar em reforma trabalhista no próximo ano, diz Barbosa

O ministro Nelson Barbosa, da Fazenda, diz que reforma trabalhista pode avançar em 2016 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro Nelson Barbosa, da Fazenda, diz que reforma trabalhista pode avançar em 2016 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro Nelson Barbosa, da Fazenda, diz que reforma trabalhista pode avançar em 2016 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Além de encaminhar uma proposta de reforma da Previdência nos próximos seis meses, o governo pretende avançar na reforma trabalhista em 2016, disse nesta terça-feira (22) o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Em teleconferência com jornalistas estrangeiros, ele disse que as discussões com as centrais sindicais estão avançando e que há uma chance de mudanças na legislação trabalhista no próximo ano.

Segundo o ministro, os debates no Fórum Nacional de Previdência e Trabalho resultarão em propostas conjuntas a serem enviadas ao Congresso Nacional. O fórum teve a primeira reunião em setembro, com a presença de representantes de trabalhadores, empresários, aposentados e pensionistas.

Nessa segunda-feira (21), na cerimônia de transmissão de cargo, Barbosa tinha anunciado que o governo pretende enviar ao Congresso, no primeiro semestre de 2016, a proposta de reforma da Previdência, principal fonte de gastos primários do governo. Horas antes, em teleconferência com investidores nacionais e estrangeiros, ele tinha dito que a proposta pode incluir uma idade mínima para aposentadoria ou flexibilizar a fórmula 85/95 para aumentar a pontuação requerida para receber o benefício integral.

Na teleconferência desta terça, Barbosa voltou a afirmar o compromisso com o ajuste fiscal e o controle da inflação. Ele descartou a possibilidade de o governo instituir uma banda para a meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – em 2016. “Não há uma proposta neste momento para uma banda para a meta fiscal do ano que vem”, declarou.

Na semana passada, o Congresso aprovou o Orçamento do próximo ano com meta de esforço fiscal de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), mas excluiu a possibilidade de o governo usar mecanismos de abatimento que permitiriam zerar a meta. A ideia havia sido defendida por Barbosa antes de assumir a Fazenda.

O ministro rechaçou ainda a necessidade de a União fazer aportes de dinheiro na Petrobras. Segundo ele, essa seria uma medida extrema, e o cenário atual está longe de uma decisão do tipo. Em relação à inflação, Barbosa disse que os índices de preços devem cair no próximo ano com o fim do realinhamento de preços administrados, como energia e combustíveis.

Para reequilibrar as contas públicas, o ministro disse que conta com a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até junho, para que o tributo comece a ser cobrado em setembro. Caso a proposta não seja aprovada, ele afirmou que o governo terá de tomar medidas de ajuste tanto do lado das receitas, com aumento de impostos, como do lado das despesas, com novos cortes de gastos.

Por Wellton Máximo

Brasil tem 2.782 casos suspeitos de microcefalia

O Ministério da Saúde alerta para os cuidados com o mosquito no período de chuvas e de maior circulação de pessoas. Os 266 mil agentes comunitários de saúde que trabalham nas ações de combate devem visitar 100% das casas até o dia 31 de janeiro

Os casos de microcefalia em todo o país aumentaram 16% em apenas uma semana. De acordo com o novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, foram notificados, até o último sábado (19), 2.782 casos suspeitos e 40 mortes possivelmente relacionadas ao vírus Zika. Os casos estão distribuídos em 618 municípios de 20 unidades da Federação.

Pernambuco continua sendo o estado com maior número de casos. São 1.031. Em seguida vem a Paraíba, com 429 casos e a Bahia, com 271.

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chicungunya e do vírus Zika nas férias e festas de fim de ano, período marcado por chuvas em muitos estados e com maior circulação de pessoas, como afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Nardi.

“Muitas atividades e festas estarão produzindo uma inúmera quantidade de descartáveis, de latas que estarão sendo consumidas. Nós estamos querendo exatamentente transferir a responsabilidade de descarte ecologicamente correto para que todos não deixem expostos copinhos, copos, garrafas, latas, tampas de garrafa.”

De acordo com a pasta, um paciente contraiu o vírus Zika depois de receber transfusão de sangue em um hospital de Campinas, em São Paulo. O órgão informou que o doador não sabia da doença, e fez uma notificação assim que começaram os sintomas. Os exames constataram a presença do vírus nos dois pacientes, mas, segundo o Ministério da Saúde, não é possível afirmar que o motivo foi a transfusão.

O ministério alertou que não há motivos para deixar de doar sangue, principalmente neste momento em que os estoques tendem a baixar em todo o país. Mas quem teve Zika deve esperar um prazo de 30 dias para fazer a doação, para evitar possíveis infecções.

De acordo com o Governo, 266 mil agentes comunitários de saúde trabalham nas ações de combate ao mosquito e cuidado com os criadouros no país. O objetivo é visitar 100% das casas até o dia 31 de janeiro.

Por Jéssica Gonçalves

Por falta de quórum, CCJ adia julgamento de recurso em processo contra Cunha

O próprio Eduardo Cunha recebeu e assinou a notificação do conselho (Foto: Veja)

A Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ) da Câmara adiou para o ano que vem a votação do recurso do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) contra a decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que aprovou, no último dia 15, parecer preliminar para prosseguimento das investigações contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Apenas 13 deputados dos 64 titulares da CCJ compareceram à reunião. Com isso, não houve quórum nem para iniciar a sessão para deliberação e nem para a deliberação. O recurso do deputado Carlos Marun visa cancelar a reunião do conselho de ética, na qual foi aprovado o parecer sem que fosse concedida vista do parecer do novo relator da representação, deputado Marcos Rogério (PDT-RO).

O pedido de vistas ao parecer foi rejeitado em votação no conselho e, em seguida, por 11 votos a 9, o conselho aprovou o parecer para que as investigações contra Cunha prossigam. Com o recesso parlamentar, que se inicia nesta quarta (23), encerra-se também os trabalhos da CCJ e só no ano que vem, com nova composição da comissão, poderá ser votado o recurso para anular a reunião do Conselho de Ética.  

Para que o recurso do deputado Marun seja aprovado são necessários os votos da maioria dos presentes na comissão, desde que haja quórum mínimo de 34 deputados. Se ele for aprovado, a reunião e a votação do parecer preliminar serão canceladas e uma nova votação terá que ser feita.

Por Iolando Lourenço

Vídeo: Chico Buarque bate boca defendendo o PT no meio da rua

Chico Buarque, que circula sempre pelas ruas do Leblon, bairro onde mora, no Rio de Janeiro, foi provocado na noite dessa segunda-feira (21) por conta de seu ativismo político em favor do PT.

O músico, que saía de um jantar na rua Dias Ferreira com Cacá Diegues, foi cercado por uma turma de jovens entre 20 e 30 anos, que incluía o filho de Alvaro Garnero, empresário paulista, e o rapper Tulio Dek, ex-namorado de Cleo Pires. E começou um bate boca.

“Petista, vá morar em Paris. O PT é bandido”, escutou Chico, que, ao se defender, disse que a posição do grupo era influenciada por veículos de comunicação e retrucou: “Eu acho que o PSDB é bandido”.

A discussão, na porta do restaurante Sushi Leblon, um dos mais concorridos da região, tomou conta da rua. Chico xingou e foi xingado, mas manteve o tom de voz baixo, apesar da alta temperatura.

Assista:

por Julia Moura, no Glamourama

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