Guarda Costeira americana gravou o resgate do iate Serena III, com 13 brasileiros a bordo (Foto: Reprodução/US Coast Guard/Youtube)
Imagem divulgada pela Guarda Costeira americana mostra algumas das pessoas resgatadas do iate Serena III (Foto: Reprodução/Twitter/USCGSoutheast)
Treze brasileiros foram resgatados depois que o iate em que estavam naufragou na Flórida, informou a Guarda Costeira americana nesta terça-feira (26), que também divulgou um vídeo do resgate.
O iate de 32 metros de comprimento “Serena III”, ocupado por seis passageiros, seis tripulantes e o capitão, enviou um sinal de emergência por rádio VHF na tarde de segunda-feira, acrescentou a Guarda Costeira, em uma nota.
Uma patrulha da Guarda Costeira conseguiu resgatar as 13 pessoas, apenas 25 minutos antes de o iate afundar completamente em uma zona de águas profundas.
Todos os ocupantes da embarcação são brasileiros, confirmou um porta-voz da Guarda Costeira à agência AFP. Nenhum precisou de cuidados médicos.
Registrado no Brasil, o iate havia partido de Fort Lauderdale, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, com destino às Bahamas.
Ainda não se sabe o motivo do naufrágio, mas, segundo os patrulheiros, o iate pode ter atingido algum objeto ao zarpar.
A não concessão do reajuste salarial, que é dada aos servidores do Estado em todo início do ano, na gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB), já era esperada com a crise econômica que também atinge a Paraíba, mas asuspensão da data-base com a publicação da medida provisória nº 242 já começa a causar revolta em algumas categorias, que ameaçam fazer mobilizações contra o ato do Executivo. Leia mais notícias no Portal PBVale
Conforme Medida Provisória, estão suspensos os reajustes das remunerações e subsídios aos servidores civis e militares da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual, bem como dos proventos dos servidores inativos e pensionistas. A medida também suspendeu o efeito da 1º da Lei nº 9.073, de 14 de maio de 2012, que instituiu como data-base de reajuste o dia 1º de janeiro.
O Sindifisco-PB, que já havia programado uma paralisação nesta quarta-feira (27), para reivindicar aumento salarial, não descarta entrar em greve por tempo indeterminado se a medida do governador não for revista.
“Amanhã nós vamos fazer uma paralisação de 24 horas de advertência e nos concentraremos às 10h no Centro Administrativo, para que o secretário da Receita, Marialvo Laureano, nos receba, porque queremos uma definição mais clara para a categoria do Fisco. Também não está descartada uma greve por tempo indeterminado”, ameaçou Victor Hugo, presidente do Fisco-PB.
Ainda segundo ele, que também é um dos coordenadores do Fórum dos Servidores do Estado, outras categorias como a do magistrado, dos procuradores e dos técnicos administrativos já estão se organizando para iniciar protestos contra o Governo.
“De um modo geral algumas categorias já estavam se organizando, mas após esse decreto haverá um aceleramento para fazer essas mobilizações. Amanhã mesmo já tem uma assembleia dos procuradores do Estado, os técnicos administrativos já estão marcando, os professores das universidades também”, contou.
O presidente do Clube dos Oficiais, coronel Francisco, Carlos Belarmino, alertou, “que por muito menos”, a categorias já fez grandes mobilizações.
“Há pouco mais de 30 e 60 dias dizia que as finanças estavam todas saneadas, que estava tudo bom, que tinha equilibrado o Estado e de repente, o Estado quebrou. Isso é lamentável. Acho que é ilegal, imoral. Ninguém nunca assistiu uma agressão tão grande a categoria”, reclamou.
Já o presidente Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintep), revelou que já foi solicitada uma audiência com o Governo para sanar dúvidas sobre quais categorias serão afetadas com a medida provisória.
“Na medida provisória tem dizendo que as categorias que tem piso serão respeitadas e nós estamos na categoria que tem piso, mas o governo pode desrespeitar o plano de carreira, que foi aprovado em 2003, então essa é a grande dúvida”, questionou.
Com os suspeitos foram encontrados um revólver calibre 38, com 11 munições, além de maconha e crack, prontos para o comércio (Foto: Divulgação)
Com os suspeitos foram encontrados um revólver calibre 38, com 11 munições, além de maconha e crack, prontos para o comércio (Foto: Divulgação)
Policiais Militares da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), com informações do NI (Núcleo de Inteligência), prenderam três suspeitos, sendo dois deles acusados de assaltos a bancos, comércio e homicídio de um sargento da Polícia Militar de Pernambuco, na madrugada desta terça-feira (26).
Na ação, os policiais receberam informações de que em uma residência na cidade de Mataraca-PB homens estariam escondidos, e que eles eram suspeitos de vários roubos na região do Vale do Mamanguape. Durante a madrugada, foi planejada uma operação que contou com o efetivo de 15 policiais. Na residência, os suspeitos foram cercados e detidos, e com eles foram encontrados um revólver calibre 38, com 11 munições, além de maconha e crack, prontos para o comércio.
Os suspeitos, Francisco Maycon de Jesus Costa, 24 anos, José Adeilson de Vasconcelos Silva, 24 anos e Pedro Aleixo de Souza Filho, 39 anos, foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Mamanguape, juntamente com todo material apreendido, e autuados por associação criminosa e tráfico de drogas.
Segundo a polícia, Cláudio Arruda era corretor de imóveis (Foto: Arquivo pessoal)
Informação foi divulgada nesta terça-feira (25) pela Polícia Civil (Foto: Stênio Macedo)
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, desvendou, em menos de 24 horas, o fato que culminou com o assassinato do corretor de imóveis Cláudio Cavalcanti de Arruda Filho, ocorrido nessa segunda-feira (25) na loja Moisés Bicicletas, no bairro do Rangel, em João Pessoa. Segundo o delegado Pedro Ivo, o mandante do crime foi o próprio dono da loja, Moisés Macedo Cordeiro, 46 anos, que contratou Igor Mesquita, 33 anos, para simular um assalto e matar Cláudio Arruda.
Em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (26), os delegados Pedro Ivo e Luiz Cotrim, que comandaram as investigações, esclareceram que o crime ocorreu por causa de uma dívida no valor de R$ 11 mil e que Cláudio Arruda emprestava dinheiro a juros. “No próprio local do crime, o dono do estabelecimento, Moisés Macedo Cordeiro, caiu em contradição ao dizer que não tinha pago nenhum valor a Cláudio Arruda e logo em seguida informou que tinha repassado R$ 600,00 à vítima. Na verdade, Cláudio Arruda trabalhava emprestando dinheiro e a dívida de Moisés era de R$ 11 mil. Esses R$ 11 mil vinham sendo pagos com produtos da loja e Cláudio já tinha adquirido duas bicicletas elétricas e duas Mountain Bikes, restando R$ 3 mil a serem pagos por Moisés. Como as cobranças começaram a se intensificar, ele resolveu contratar Igor Mesquita e atrair Cláudio Arruda para a sua loja, onde a vítima foi assassinada”, revelou o delegado Pedro Ivo.
A vítima, Cláudio Arruda, emprestava dinheiro a juros (Foto: Arquivo pessoal)
Já o delegado Luiz Cotrim explicou que, além de Igor Mesquita, também foram presos dois amigos dele, Jailton Gomes dos Santos, 28 anos, e Djalma Martins do Nascimento, 20 anos, que ficaram responsáveis por guardar a arma do crime em casa. “Depois que cometeu o crime, Igor passou a arma para um primo chamado Thiago, que ainda encontra-se foragido, e este passou para Jailton e Djalma, que levaram a arma – um revólver calibre 38 – e guardaram na casa de Djalma. A Polícia continua investigando para chegar ao outro suspeito, já que os três serão autuados por posse ilegal de arma. Quanto a Moisés Macedo Cordeiro, ele será autuado por homicídio e autor intelectual do crime, e Igor Mesquita será autuado por homicídio e tráfico de drogas, já que na casa dele foram encontradas várias pedras de crack prontas para a comercialização”, explicou.
Ainda segundo as autoridades policiais, Igor Mesquita confessou ser o autor dos disparos e disse que foi contratado por Moisés para praticar o crime. “Ele não revelou quanto ganharia para cometer o crime, apenas que receberia alguma coisa em troca, sem especificar valores. De acordo com as investigações, o crime começou a ser planejado há cerca de três meses, quando houve uma discussão mais acirrada entre Cláudio e Moisés por causa da dívida”, disse o delegado Pedro Ivo.
“Com a conclusão das investigações, Igor será indiciado por homicídio e tráfico de drogas; Moisés será indiciado por homicídio e mandante do crime; Jailton e Djalma serão indiciados por posse ilegal de armas. Serão realizados os procedimentos legais e todos ficarão à disposição do Poder Judiciário”, concluiu o delegado Luiz Cotrim.
O WhatsApp saiu do ar na madrugada desta terça-feira (26), mas já voltou a funcionar normalmente.
A empresa se pronunciou informando que estava trabalhando para corrigir o problema, que aparentemente ocorreu em escala global. Ao britânico Express, um porta-voz afirmou que apenas algumas pessoas foram afetadas.
Não foi divulgada a explicação sobre o que aconteceu e nem de quanto tempo foi a instabilidade, mas serviços de medição independente indicam que a ocorrência pode ter durado cerca de duas horas.
Seis pessoas foram baleadas no Parque Figueira Grande, zona sul de São Paulo, no final da noite desta terça-feira (4). Fernando de Assis Oliveira, de 23 anos, e Alexandre Valenciano Machado, de 19, morreram. As outras quatro vítimas permaneciam internadas.Os atiradores ocupavam uma moto, que estaria sendo escoltado por um outro veículo. Os criminosos pararam na frente de um bar, na rua Sebastião Dias Fragoso, e atiraram contra um grupo de pessoas. Três vítimas foram atingidas, entre elas uma mulher de 35 anos, que trabalha como cozinheira de creche.Ainda na mesma rua, mas a cerca de 100 metros do bar, os motoqueiros atiraram contra dois homens que estavam na calçada. A cerca de um quilômetro dali, na rua Giosué Carducci, outra homem foi baleado. A polícia suspeita que ele tenha sido alvo dos mesmos atiradores.
Foto:Nivaldo Lima/Futura Press
De acordo com um ranking internacional publicado nessa semana por uma ONG mexicana, a conurbação de João Pessoa, composta pelos municípios de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e a própria Capital, aparece como a quarta localidade mais violenta no Brasil e 16ª mais violenta do mundo. A cidade de Campina Grande também é listada e aparece na 40ª posição entre as mais violentas mundialmente.
De acordo com a ONG mexicana, a Grande João Pessoa aparece com uma taxa de homicídios de 58.40/100 mil habitantes. Já Campina Grande tem 36.04 homicídios/100 mil habitantes.
A lista, divulgada anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, leva em conta o número de homicídios por 100 mil habitantes e inclui apenas cidades com 300 mil habitantes ou mais.
O Brasil é o país com o maior número de cidades entre as mais violentas do mundo em 2015. Das 50 cidades com maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 2015, 21 são brasileiras. O relatório excluiu países que vivem “conflitos bélicos abertos”, como Síria e Iraque.
Das cidades brasileiras, a primeira a aparecer é Fortaleza, em 12º lugar. Em seguida vem Natal, em 13º, Salvador e região metropolitana, em 14º, e João Pessoa (conurbação), em 16º.
Apesar de o Brasil ser o país com mais representantes, o maior índice de violência foi detectado nas cidades da Venezuela. A taxa média brasileira foi de 45,5 homicídios por 100 mil habitantes e a venezuelana, de 74,65. Caracas, capital do país, lidera o ranking geral, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes.
O estudo é feito com base em dados oficiais ou de fontes alternativas, como ONGs. A metodologia é explicada, país por país, neste link.
AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO, SEGUNDO O RANKING
1° – Caracas (Venezuela) – 119.87 homicídios/100 mil habitantes 2° – San Pedro Sula (Honduras) – 111.03 3° – San Salvador (El Salvador) – 108.54 4° – Acapulco (México) – 104.73 5° – Maturín (Venezuela) – 86.45 6° – Distrito Central (Honduras) – 73.51 7° – Valencia (Venezuela) – 72.31 8° – Palmira (Colômbia) – 70.88 9° – Cidade do Cabo (África do Sul) – 65.53 10° – Cali (Colômbia) – 64.27 11° – Ciudad Guayana (Venezuela) – 62.33 12° – Fortaleza (Brasil) – 60.77 13° – Natal (Brasil) – 60.66
14° – Salvador e região metropolitana (Brasil) – 60.63 15° – ST. Louis (Estados Unidos) – 59.23 16° – João Pessoa; conurbação (Brasil) – 58.40 17° – Culiacán (México) – 56.09 18° – Maceió (Brasil) – 55.63 19° – Baltimore (Estados Unidos) – 54.98 20° – Barquisimeto (Venezuela) – 54.96 21° – São Luís (Brasil) – 53.05
22° – Cuiabá (Brasil) – 48.52
23° – Manaus (Brasil) – 47.87 24° – Cumaná (Venezuela) – 47.77 25° – Guatemala (Guatemala) – 47.17 26° – Belém (Brasil) – 45.83
27° – Feira de Santana (Brasil) – 45.50 28° – Detroit (Estados Unidos) – 43.89 29° – Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil) – 43.38
30° – Teresina (Brasil) – 42.64
31° – Vitória (Brasil) – 41.99 32° – Nova Orleans (Estados Unidos) – 41.44 33° – Kingston (Jamaica) – 41.14 34° – Gran Barcelona (Venezuela) – 40.08 35° – Tijuana (México) – 39.09 36° – Vitória da Conquista (Brasil) – 38.46
37° – Recife (Brasil) – 38.12
38° – Aracaju (Brasil) – 37.70
39° – Campos dos Goytacazes (Brasil) – 36.16
40° – Campina Grande (Brasil) – 36.04 41° – Durban (África do Sul) – 35.93 42° – Nelson Mandela Bay (África do Sul) – 35.85 43° – Porto Alegre (Brasil) – 34.73
44° – Curitiba (Brasil) – 34.71 45° – Pereira (Colômbia) – 32.58 46° – Victoria (México) – 30.50 47° – Johanesburgo (África do Sul) – 30.31 48° – Macapá (Brasil) – 30.25 49° – Maracaibo (Venezuela) – 28.85 50° – Obregón (México) – 28.29
O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), assinou uma medida provisóriaque suspende provisoriamente o reajuste das remunerações e subsídios dos servidores ativos, inativos e pensionistas, civis e militares, da administração direta e indireta do Poder Executivo. O ato, que já tinha sido anunciado pelo governador durante seu programa de rádio, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (26).
O texto da medida suspende os efeitos do artigo 1º da Lei nº 9.073, de 14 de maio de 2012, editada pelo próprio governador, que institui a data-base para o reajuste como sendo no dia 1º de janeiro. De acordo com a medida, a revisão dos salários está suspensa “até que as transferências de recursos federais e a arrecadação fiscal estadual sejam normalizadas”.
Ainda segundo o documento, também serão suspensos a revisão nas gratificações, Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), adicionais, abonos, verbas de representação e valores pagos a título de quinquênios ou anuênios, além das promoções e progressões funcionais para as categorias de servidores civis e militares. Serão mantidos apenas o reajuste dos servidores que recebem um salário mínimo e os pisos das categorias profissionais cujos salários são definidos por lei nacional.
De acordo com Ricardo Coutinho, durante o programa de rádio oficial do Estado, ainda não há uma previsão de quando os reajustes serão feitos. “Eu não posso nesse momento simplesmente aplicar um reajuste sem que o Estado tenha como pagar. Todo mundo sabe disso. O nosso esforço é manter o pagamento em dia e no momento adequado nós vamos estabelecer o reajuste”, explicou o governador.
Termelétricas poderão ser desligadas no próximo mês, barateando a energia (Foto: Folhapress)
A conta de luz pode ser reduzida em, aproximadamente, 10% a partir de fevereiro, conforme indicam as projeções para o preço da energia elétrica em 2016.
A geração de energia poderia começar a ficar mais barata logo no segundo mês do ano, de acordo com as previsões feitas pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Os cálculos indicam que todas as usinas termelétricas, que produzem eletricidade mais cara, poderão ser desligadas no próximo mês, com a exceção das nucleares –por questões técnicas elas não podem parar de funcionar– e de algumas no Nordeste.
Como consequência, a cor da bandeira tarifária (encargo adicional que encarece a conta de luz) poderia mudar para verde a partir do próximo mês. Essa alteração anularia o encargo adicional que é cobrado hoje.
Atualmente, a cor da bandeira é vermelha, que eleva o custo para o consumidor em R$ 45 por MWh (megawatt-hora). Essa arrecadação extra é direcionada para o pagamento das térmicas.
Isso ajudou a encarecer a conta de luz que, de um modo geral, subiu 51,3% nos 12 meses encerrados em novembro, segundo o IBGE.
Segundo a Folha apurou, no entanto, o alívio no bolso dos consumidores não deve ser imediato: o impacto tende a ser gradual, ao longo do primeiro semestre.
CÁLCULOS
As projeções feitas pela CCEE estabelecem estimativas para o valor do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que define o valor máximo do custo da geração.
Em 2016, o PLD deve ficar em média a R$ 30 por MWh, o valor mínimo. Apenas para o Nordeste o valor não atinge o piso —a média fica em R$ 100 por MWh.
O principal fator de influência sobre esses cálculos são as chuvas.
A CCEE fez também uma segunda projeção, baseada na pior hidrologia já registrada. Mesmo assim, a bandeira verde poderia ser adotada a partir de abril.
Até então, a bandeira amarela, que adiciona um encargo intermediário, de R$ 25 por MWh, deveria estar em vigor.
Nesse caso, a redução média seria de 4%.
A mudança de cores, que só poderá ser feita após as projeções serem confirmadas e aprovadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seria a primeira desde quando o sistema das bandeiras passou a ser calculado, há dois anos.
CAUTELA
Apesar de o PLD ser o valor de referência da energia e estabelecer o teto do custo de produção, o ONS e a Aneel podem exigir a operação de usinas mais caras.
Os órgãos possuem essa prerrogativa por serem responsáveis pela manutenção da segurança energética.
Desde o ano passado, as termelétricas mais caras estão sendo utilizadas para que o país não enfrente um cenário de escassez de energia.
Apesar do custo maior, essas usinas ajudam na recomposição do nível dos reservatórios. É exatamente o caso do Nordeste. Atualmente, o ONS mantém térmicas em operação com custo de geração superior a R$ 700 por MWh, a fim de garantir o abastecimento da região.
A expectativa é que a bandeira verde só seja adotada depois de afastada a crise hídrica nordestina.
A cor da bandeira de fevereiro deverá ser decidida pela Aneel em 29 de janeiro.
Crianças com ferimentos choram após bombas serem atiradas em Aleppo, na Síria (Foto: REUTERS/Jalal Al-Mamo)
Crianças com ferimentos choram após bombas serem atiradas em Aleppo, na Síria (Foto: REUTERS/Jalal Al-Mamo)
Cerca de 250 milhões de crianças, uma em cada nove no mundo, vivem em países atingidos por conflitos, divulgou nesta terça-feira (26) o Unicef, que pede US$ 3 bilhões este ano para ajudar as mais vulneráveis.
“O número de crianças envolvidas em crises humanitárias no mundo é impressionante e terrível”, considerou o Fundo das Nações Unidas para a Infância.
A agência afirma que precisará de US$ 2,8 bilhões neste ano para ajudar essas crianças, e diz que seu gasto dobrou em 3 anos, já que conflitos e condições climáticas extremas forçaram um número crescente de crianças a deixar suas residências e expuseram milhões de outras a severos déficits alimentares, violência, doenças, abusos e ameaças à educação.
No ano passado, essas crianças “tiveram duas vezes mais probabilidades de morrer de doenças que poderiam ser evitadas antes da idade de 5 anos do que as crianças do resto do mundo”.
Grande parte do orçamento previsto pela agência – cerca de 1,2 bilhão – irá para a Síria, devastada por uma guerra civil que já dura 5 anos, e para os cerca de 4 milhões sírios que se refugiaram em países vizinhos.
Banana é fruta mais consumida no mundo. O maior exportador é o Equador (Foto: Getty)
Lavoura devastada por tufão, fenômeno que ajudaria a disseminar a Doença do Panamá, que ameaça espécie mais popular da banana (Foto: Getty)
A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais – as Repúblicas das Bananas – quanto para sinalizar algum comportamento estranho – no inglês “going bananas”. Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?
Atualmente, mais de 100 milhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.
Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d’água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.
Tal possibilidade tem a ver com uma propriedade rural no condado de Derbyshire, Inglaterra. Ali, há 180 anos, foi desenvolvida a variação da fruta que se tornaria a mais consumida no mundo.
‘Planta exótica’
O jardineiro da propriedade de Chatsworth, Joseph Paxton, recebeu, em 1830, um cacho de bananas importadas das Ilhas Maurício. Paxton havia visto bananas em um papel de paredes de um dos 175 quartos da propriedade. Na esperança de cultivar o fruto, o jardineiro plantou o que seria a primeira bananeira daquela propriedade.
“Paxton sempre esteve atento a novas plantas exóticas e era bem relacionado, o que lhe permitiu saber que bananas haviam chegado à Inglaterra”, comenta o atual jardineiro-chefe da propriedade, Steve Porter.
Em novembro de 1835 a bananeira de Paxton finalmente deu frutos. Mais de 100, o que rendeu ao jardineiro a medalha durante a exposição da Sociedade Horticultural britânica.
A banana acabou batizada pelos empregados da propriedade de Cavendishii, já que Cavendish era o nome de família dos donos do local, a duquesa e o duque de Devonshire.
“Naquela época, era muito interessante para uma família inglesa plantar bananas e servir a fruta a seus visitantes”, diz Porter. “E ainda é”, comenta.
Banana é fruta mais consumida no mundo. O maior exportador é o Equador (Foto: Getty)
Missionários acabaram levando as bananas Cavendish para o Pacífico e Ilhas Canárias. Com a epidemia da Doença do Panamá, que dizimou as plantações de outros tipos de bananas a partir de 1950, mas não afetou a Cavendish, esta variação da fruta passou a ser a preferida de agricultores mundo afora.
A Cavendish era imune ao fungo assassino. E acabou sendo o tipo-exportação. A fruta rendeu, em 2014, US$ 11 bilhões em exportações da fruta, sendo o Equador o principal vendedor. O Brasil é o sexto maior produtor, com mais de 7 milhões de toneladas produzidas, mas consome quase toda a banana que produz.
O problema é que, enquanto produtores aperfeiçoavam a banana Cavendish, encontrada em supermercados do Ocidente quase sempre com o mesmo tamanho e sem manchas, o fungo da Doença do Panamá também evoluiu. E, agora, ameaça seriamente as Cavendish.
O novo fungo é ainda mais poderoso do que o que atacou o tipo mais popular de banana antes dos anos 50, a Gros Michel, e agora afeta plantações em diversos lugares no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações foram destruídos.
Como o todas as Cavendish produzidas atualmente são clones daquela plantada pelo jardineiro Joseph Paxton há quase dois séculos, se uma for atingida, as demais também serão.
Perigo
O fungo foi redescoberto em 1992, no Panamá, e detectado desde então na China, Indonésia, Malasia e Filipinas. E, de acordo com a Panama Disease.org, – entidade formada por pesquisadores holandeses para alertar sobre o perigo da doença- afetará logo, e em larga escala, plantações da América do Sul e África.
“O problema é que não temos outra variação da banana que seja imune à doença e que possa substituir a Cavendish”, diz Gert Kema, especialista e produção da planta na Wageningen University and Research Centre, na Holanda, e um dos membros do Panama Didease.org.
Pesquisadores trabalham com duas linhas de ação para salvar a banana. Primeiro, conter o avanço da doença através de campanhas.
Mas é mais fácil falar do que fazer, alerta Alistair Smith, coordenador internacional da organização Banana Link, que reúne cooperativas de agricultores ao redor do mundo.
“É mais ou menos possível conter (o fungo) com medidas severas, mas isso não significa que a doença não será transmitida”, diz.
Temos tecnologias mais avançadas agora do que tínhamos quando perdemos a Gros Michel”, complementa Kema. “Podemos detectar e rastrear o fungo muito melhor do que antes, mas o problema persiste, pelo fato de que a Cavendish é muito vulnerável à doença”.
Outra banana
Daí surge a segunda linha de atuação: achar uma banana não vulnerável ao fungo.
“Continuar plantando a mesma banana é burrice”, alerta Kema. “Podemos tentar aperfeiçoar a Cavendish geneticamente. Mas, em paralelo, precisamos aumentar a diversidade”.
A eventual extinção da banana traria impacto severo para a economia e a dieta de vários países, lembram os pesquisadores.
Enquanto isso, ainda distante da crise, a plantação de bananas iniciada por Joseph Paxton em 1830 segue firme em Chatsworth, na Inglaterra, onde são colhidos de 30 a 100 cachos por ano.
“Elas parecem mais com plântano, mais densas e não tão doces”, comenta o atual jardineiro, Steve Porter. “Mas ficam bonitas na decoração e são usadas também em alguns pratos da casa. Equanto pudermos, vamos manter nossa plantação”.
Levantamentos internos e pesquisas apontam que o PDT da Paraíba chega à reta final da campanha com dificuldades para atingir o quociente eleitoral necessário para eleger deputados estaduais e federais. A única candidata da legenda citada nas pesquisas é Denise Ribeiro, primeira-dama de Sapé, mas o desempenho da chapa pode comprometer suas chances de eleição.
O vereador João Belino e Silva Neto, o Neto Belino (Republicanos), foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Mamanguape por unanimidade dos presentes. A eleição da Mesa Diretora ocorreu nesta terça-feira (1º), com chapa única e consenso entre os parlamentares. Lito de Pitanga, Diego Peixoto e Rany Veríssimo também foram eleitos para compor a nova direção da Casa no período 2027/2028.