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sábado, 19 setembro 2026
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Conta de luz pode começar a cair a partir de fevereiro

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Termelétricas poderão ser desligadas no próximo mês, barateando a energia (Foto: Folhapress)
Termelétricas poderão ser desligadas no próximo mês, barateando a energia (Foto: Folhapress)

A conta de luz pode ser reduzida em, aproximadamente, 10% a partir de fevereiro, conforme indicam as projeções para o preço da energia elétrica em 2016.

A geração de energia poderia começar a ficar mais barata logo no segundo mês do ano, de acordo com as previsões feitas pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

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Os cálculos indicam que todas as usinas termelétricas, que produzem eletricidade mais cara, poderão ser desligadas no próximo mês, com a exceção das nucleares –por questões técnicas elas não podem parar de funcionar– e de algumas no Nordeste.

Como consequência, a cor da bandeira tarifária (encargo adicional que encarece a conta de luz) poderia mudar para verde a partir do próximo mês. Essa alteração anularia o encargo adicional que é cobrado hoje.

Atualmente, a cor da bandeira é vermelha, que eleva o custo para o consumidor em R$ 45 por MWh (megawatt-hora). Essa arrecadação extra é direcionada para o pagamento das térmicas.

Isso ajudou a encarecer a conta de luz que, de um modo geral, subiu 51,3% nos 12 meses encerrados em novembro, segundo o IBGE.

Segundo a Folha apurou, no entanto, o alívio no bolso dos consumidores não deve ser imediato: o impacto tende a ser gradual, ao longo do primeiro semestre.

CÁLCULOS

As projeções feitas pela CCEE estabelecem estimativas para o valor do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que define o valor máximo do custo da geração.

Em 2016, o PLD deve ficar em média a R$ 30 por MWh, o valor mínimo. Apenas para o Nordeste o valor não atinge o piso —a média fica em R$ 100 por MWh.

O principal fator de influência sobre esses cálculos são as chuvas.

A CCEE fez também uma segunda projeção, baseada na pior hidrologia já registrada. Mesmo assim, a bandeira verde poderia ser adotada a partir de abril.

Até então, a bandeira amarela, que adiciona um encargo intermediário, de R$ 25 por MWh, deveria estar em vigor.

Nesse caso, a redução média seria de 4%.

A mudança de cores, que só poderá ser feita após as projeções serem confirmadas e aprovadas pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) e pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seria a primeira desde quando o sistema das bandeiras passou a ser calculado, há dois anos.

CAUTELA

Apesar de o PLD ser o valor de referência da energia e estabelecer o teto do custo de produção, o ONS e a Aneel podem exigir a operação de usinas mais caras.

Os órgãos possuem essa prerrogativa por serem responsáveis pela manutenção da segurança energética.

Desde o ano passado, as termelétricas mais caras estão sendo utilizadas para que o país não enfrente um cenário de escassez de energia.

Apesar do custo maior, essas usinas ajudam na recomposição do nível dos reservatórios. É exatamente o caso do Nordeste. Atualmente, o ONS mantém térmicas em operação com custo de geração superior a R$ 700 por MWh, a fim de garantir o abastecimento da região.

A expectativa é que a bandeira verde só seja adotada depois de afastada a crise hídrica nordestina.

A cor da bandeira de fevereiro deverá ser decidida pela Aneel em 29 de janeiro.

Da Redação, com Folha

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