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quarta-feira, 7 outubro 2026
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Cidades da PB têm protesto contra impeachment de Dilma

Manifestantes se concentram em frente ao Liceu Paraibano, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Manifestantes se concentram em frente ao Liceu Paraibano, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Manifestantes se concentram em frente ao Liceu Paraibano, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

A tarde desta quinta-feira (31) foi marcada por atos públicos pró-Governo Federal na Paraíba. As manifestações aconteceram em pelo menos quatro cidades: em João Pessoa, Campina Grande e Guarabira os atos acontecem durante a tarde e em Cajazeiras o ato aconteceu durante a manhã. Todas as manifestações foram convocadas pela Frente Brasil Popular – PB.

A organização estima a participação de cerca de 15 mil pessoas em João Pessoa. A Polícia Militar informou que não vai divulgar estimativa. A estimativa de organização de Campina Grande era de que 10 mil pessoas participaram do ato. Já a PM estima um público de 3,5 mil pessoas.Em Guarabira, a estimativa da organização é de que cerca de 200 pessoas participaram da manifestação. A polícia informou à TV Cabo Branco que não foi avisada do ato e, por isso, não está acompanhando o movimento nem tem estimativa do número de participantes. Conforme organização do protesto em Cajazeiras, aproximadamente 1.200 pessoas participaram da manifestação. A Polícia Militar confirmou 500 pessoas.

João Pessoa
Na capital, o ato foi cultural e se concentrou em três locais do Centro da cidade: o Liceu Paraibano, chamado de Pólo eletrônico, a Praça João Pessoa, chamada de Pólo dos Batuques e Tambores, a Praça Pedro Américo, chamada de Pólo da Cultura Popular, e a Praça Rio Branco, chamada de Pólo dos Violões.

Manifestantes se reúnem no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa (Foto: André Resende/G1)
Manifestantes se reúnem no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa (Foto: André Resende/G1)

Destes pontos, todos os grupos caminharam em direção ao Ponto de Cem Réis, palco de vários shows, onde começaram a se encontrar por volta das 18h.

Entre os manifestantes está a professora Ana Maria da Costa, que disse estar no ato por um motivo que ela considera simples: “defender a democracia do nosso país que foi conquistada com tanto suor, tanta luta”, disse. Para ela, “o país está num quadro bem melhor e a mídia faz com que as pessoas ignorem a nossa história”.

“O que foi o Brasil depois do golpe de 1964 e o que foi o Brasil nos últimos 14 anos? Queremos pessoas conscientes e uma vida melhor. Os governos Lula e Dilma têm mostrado que o nosso país pode ser melhor”, acredita a manifestante. 

Para o presidente do diretório estadual do PT na Paraíba, Charliton Machado, “a população respondeu ao chamamento do diretório nacional do partido, também dos movimentos sindicais e sociais, para mostrar que não vai ter golpe, vai ter luta”. “Essas últimas manifestações mostram que as ruas estão mais fortes”, acredita.

Governador Ricardo Coutinho (PSB) participa de manifestação pró-governo em João Pessoa (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Governador Ricardo Coutinho (PSB) participa de manifestação pró-governo em João Pessoa (Foto: Krystine Carneiro/G1)

O governador Ricardo Coutinho (PSB) participa da mobilização em João Pessoa. “O Nordeste deixou de ser um problema para ser um início de solução e aqueles que concentram as riquezas do país, lá no Sudeste, não admitem isso e não admitem também que o grande condutor disso tenha sido um nordestino, tenha sido um filho do povo. Minha presença e minha militância não dizem respeito a absolutamente à pessoa ‘A’, ‘B’ ou ‘C’ ou ao partido ‘A’, ‘B’ ou ‘C’. Neste momento, nós temos que dar as mãos e dizer que não vai ter golpe nesse país”, disse durante discurso no Ponto de Cem Réis.

Campina Grande
O ato em Campina Grande teve início por volta das 15h40 na Praça Clementino Procópio, no Centro, e a caminhada teve início perto das 17h20. O grupo chegou de volta à praça por volta das 18h10 e o ato foi encerrado às 20h.

Manifestantes caminham em Campina Grande (Foto: Artur Lira/G1)
Manifestantes caminham em Campina Grande (Foto: Artur Lira/G1)

Participando do ato na cidade, o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, disse que esta quinta-feira foi escolhida porque é a data que marca os 52 anos do Golpe Militar. “Estamos na rua para defender a democracia e ser contra um golpe que estão querendo dar institucionalmente. Nós não aceitamos o que está sendo feito com nossa democracia. Temos um governo que foi eleito com mais de 54 milhões de votos e que não tem crime de responsabilidade fiscal e por isso não aceitamos impeachment”, disse ele.

Mesmo sem ter título de eleitor, a estudante Maria Regina foi ao ato com os familiares e diz ser a favor do atual governo, pois se preocupa com seu futuro acadêmico. “Sou de família pobre e vejo que esse governo pensa nos pobres e que o que eles estão fazendo é o certo, melhorando a educação”, disse.

Manifestantes realizam ato em Guarabira (Foto: Volney Andrade/TV Cabo Branco)
Manifestantes realizam ato em Guarabira (Foto: Volney Andrade/TV Cabo Branco)

Guarabira
Em Guarabira, a concentração do protesto começou por volta das 16h na Praça Nossa Senhora da Luz, em frente à Catedral, no Centro da cidade. O grupo fez uma caminhada passando em frente à Câmara Municipal e pela  Praça Pedro II, mas retornou à Catedral. O protesto foi encerrado por volta das 19h.

Na cidade, o movimento reuniu representantes da CUT, Associação de Arte e Cultura de Guarabira, Sindicato da Construção Civil, partidos e Frente Brasil Popular. Eles levaram cartazes e promoveram uma manifestação pacífica, pedindo da saída  do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Manifestantes se concentram em frente à câmara de Cajazeiras (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)
Manifestantes se concentram em frente à câmara de Cajazeiras (Foto: Felipe Valetim/TV Paraíba)

Cajazeiras
A primeira manifestação aconteceu pela manhã, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. A concentração aconteceu em frente à Câmara de Vereadores, no Centro da cidade, por volta das 8h. Munidos de cartazes e faixas e trajando roupas vermelhas e bandeiras de partidos políticos, os integrantes do protesto pediam o afastamento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, e defenderam a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por volta das 9h20, os manifestantes saíram em caminhada em direção à Prefeitura de Cajazeiras, onde os manifestantes ficaram até as 13h, segundo informações da Polícia Militar. Conforme levantamento dos organizadores, pelo menos representantes de 12 cidades do Sertão paraibano integram o protesto em defesa do governo. Movimentos sociais e centrais sindicais também participaram da manifestação.

Da Redação, com G1

Campinense vence o Salgueiro e fica mais perto da semifinal da Copa do NE

Em noite inspirada de Jussimar, a Raposa venceu o Carcará do Sertão por 2 a 0 (Foto: Emerson Rocha/@NOSREME10)
Em noite inspirada de Jussimar, a Raposa venceu o Carcará do Sertão por 2 a 0 (Foto: Emerson Rocha/@NOSREME10)
Em noite inspirada de Jussimar, a Raposa venceu o Carcará do Sertão por 2 a 0 (Foto: Emerson Rocha/@NOSREME10)

O Campinense continua imbatível na Copa do Nordeste 2016. Após se classificar com folga na primeira fase, a Raposa foi novamente a Pernambuco enfrentar o Salgueiro, em partida válida pelas quartas de final da competição. A equipe paraibana não tomou conhecimento do time da casa e, no estádio Cornélio de Barros, venceu o Carcará por 2 a 0, com gols de Jussimar.

O Campinense começou atacando com velocidade. O primeiro gol não demorou a acontecer e foi marcado aos 17 minutos. Rodrigão, Roger Gaúcho e Jussimar fizeram uma triangulação e este último mandou a bola para o fundo das redes.

O primeiro tempo seguiu com o Salgueiro muito nervoso e esbarrando na marcação da Raposa, que seguia pressionando.

A segunda etapa seguiu basicamente nos mesmos moldes. Logo aos oito minutos, o Campinense tratou de ampliar a diferença no placar. Jussimar tirou a bola do goleiro Mondragon e fez o segundo dele na partida.

Com a desvantagem, o Salgueiro ainda tentou reagir, mas o Campinense, que seguiu atacando e se defendendo bem, neutralizou as tentativas.

Com o resultado, o Campinense pode até perder por um gol de diferença no domingo (3), no estádio Amigão, em Campina Grande, que avança para a semifinal da Copa do Nordeste. As informações são do Portalcorreio.

Tibério Limeira deixa a secretaria de Esporte e avalia sua gestão no cargo

Tibério Limeira, agoa ex-secretário de esportes (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)
Tibério Limeira, agoa ex-secretário de esportes (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)
Tibério Limeira, agora ex-secretário de esportes (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)

O secretário de Juventude. Esporte e Lazer do Governo da Paraíba, Tibério Limeira, anunciou nessa quinta-feira (31) que está deixando a pasta. Ele passou três anos e três meses no cargo e sua gestão foi responsável por ações positivas, como as reformas dos estádios Almeidão e Amigão e da Vila Olímpica Parahyba; mas também por polêmicas, como a não instalação de cadeiras e equipamentos de vigilância eletrônica nos estádios paraibanos e a construção com erros graves da pista de atletismo da Vila às normas da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). O secretário adjunto, o medalhista olímpico José Marco, vai assumir a função enquanto o governador não indica quem deve ficar com a pasta.

Tibério Limeira assumiu a pasta do esporte, que antes pertencia a Zé Marco, em novembro de 2012; e seguiu no cargo após a reeleição do governador Ricardo Coutinho, em 2015.

Fazendo uma avaliação da sua gestão, o ex-secretário relembrou que obteve conquistas importantes para o fomento do esporte na Paraíba e citou a reestruturação de projetos como o Gol de Placa e o Bolsa Atleta.

“Poderíamos ter feito mais, mas fomos praticamente atropelados por uma crise financeira que atinge todo o país e chegou também ao Estado. Nem tudo saiu do jeito que a gente planejou, mas conseguimos avançar. A Vila Olímpica Parahyba, por exemplo, virou uma referência no país, recebendo inclusive a seleção russa campeã olímpica de nado sincronizado”, afirmou.

As reformas das principais praças esportivas do estado foram um ganho para a prática do esporte na Paraíba. Contudo, os equipamentos foram entregues faltando itens que estavam previstas no projeto original das melhorias. No caso dos estádios, as arquibancadas foram entregues sem a instalação das cadeiras e de equipamentos de vigilância eletrônica. Na Vila Olímpica, a pista de atletismo foi entregue com apenas seis raias nas curvas e na reta oposta, o que não se encaixa nas normas da IAAF, e, portanto, o local não vai poder receber competições internacionais.

Sobre as reformas dos estádios Almeidão, em João Pessoa, e Amigão, em Campina Grande, Tibério esclareceu ainda que o processo de licitação para a instalação dos placares eletrônicos, dos novos assentos e para um sistema de monitoramento por vídeo teve de ser suspenso por conta da crise financeira.

“Chegamos a iniciar a pesquisa de preços, mas foram abortados. Espero que de forma temporária, por conta da crise financeira que estamos enfrentando e que diminuíram o montante de dinheiro que nós tínhamos à disposição em relação ao ano de 2015”, lamentou.

Durante a gerencia do secretário, os programa Gol de Placa e Bolsa Atleta foram reformulados. O Gol de Placa, na verdade, existe desde 2008; mas em 2014 passou por mudanças.  Para 2016, o valor total destinado ao programa é de R$ 3,4 milhões – R$ 200 mil a mais do que em 2015.

“O governador anunciou hoje o pagamento de 3,4 milhões de reais já a partir da próxima semana. Possivelmente a partir de segunda ou terça-feira os clubes começarão a receber o repasse”, disse Tibério Limeira.

via Globoesporte

Manifestações contra impeachment: acompanhe a cobertura ao vivo nesta quinta

FOTO: HEULER ANDREY/AFP

Manifestantes contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff realizam atos em todo o país.

20h26- Chico Buarque participa de ato no Rio e diz que “não vai ter golpe”

O cantor e compositor Chico Buarque participou do Ato pela Democracia, no Largo da Carioca, no centro do Rio, e repetiu para a multidão que “não vai ter golpe”. Chico chegou ao palco por volta das 19h30 desta quinta-feira (31), sendo ovacionado por gritos de “Chico, guerreiro do povo brasileiro”.

“Eu vim aqui dar um abraço nas pessoas das mais variadas tribos, das mais variadas convicções políticas. Gente que votou no PT, gente que não gosta do PT, gente que foi do PT, que se desiludiu com o partido, gente que votou na Dilma, mas sobretudo, gente que não pode por em dúvida a integridade da presidente Dilma Rousseff”, disse Chico.

20h19- Manifestantes contra impeachment começam a se dispersar em São Paulo

A manifestação contra o impeachment e em defesa da presidenta Dilma Roussef na Praça da Sé começou a se dispersar por volta das 20h de hoje. Desde as 16h, os manifestantes começaram a se reunir no local, onde estão quatro carros de som com bandeiras de diversas entidades, entre elas a Frente Brasil Popular, Central de Movimentos Populares (CMP) e Central Única dos Trabalhadores (CUT).

20h03- Pais levam filhos à Esplanada para ensinar sobre democracia

Cartazes em apoio à democracia e ao governo da presidenta Dilma Rousseff espalhados pelo chão e dezenas de crianças com as mãos e roupas sujas de tinta. Em meio a um número calculado pela Polícia Militar do Distrito Federal em 50 mil pessoas que foram à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, contra o impeachment,  um grupo de pais aproveitou o momento para sair às ruas ao lado dos filhos, em sua maioria, menores de dez anos.

- Pais levam filhos menores de 10 anos à Esplanada dos Ministérios para ensinar o respeito à democracia e a diferentes opiniões.

Creative Commons – CC BY 3.0 – – Pais levam filhos menores de 10 anos à Esplanada dos Ministérios para ensinar o respeito à democracia e a diferentes opiniões.

Ivan Richard/Agência Brasil

19h43- Ato em Salvador protesta contra impeachment com música e gritos de ordem

Ao som de músicas como Cálice, de autoria de Chico Buarque e Gilberto Gil, e de gritos como “Não vai ter golpe”, representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e da sociedade civil fizeram hoje (31), uma caminhada no centro de Salvador contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Um trio elétrico acompanhou o percurso, onde representantes discursaram em apoio à presidenta Dilma. Uma banda em um microtrio elétrico cantou músicas de resistência à ditadura, ao som da guitarra baiana. Segundo a Polícia Militar, cerca de 12 mil pessoas estiveram no ato, ao qual se uniram manifestantes que saíram do Campo Grande, uma pequeno bairro em Salvador, momentos antes.

 Ato contra o impeachment em Salvador reuniu 12 mil pessoas, segundo a PM

Creative Commons – CC BY 3.0 – Ato contra o impeachment em Salvador reuniu 12 mil pessoas, segundo a PM

Sayonara Moreno/Agência Brasil

18h42- Manifestantes seguem em marcha rumo ao Congresso Nacional

Manifestantes a favor do governo Dilma Rousseff saíram, no final tarde de hoje (31), em marcha do Estádio Nacional Mané Garrincha em direção ao Congresso Nacional. O ato, organizado pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos. Os manifestantes levam cartazes com frases de apoio a Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra o que chamam de golpe.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 10 mil pessoas participam do ato. Uma nova estimativa, no entanto, será calculada quando todos os manifestantes chegarem ao gramado em frente ao Congresso Nacional. A expectativa da corporação é que o ápice da manifestação reúna 100 mil pessoas.

 

Manifestantes realizam ato em defesa da democracia, em Brasília

Creative Commons – CC BY 3.0 – Manifestantes realizam ato em defesa da democracia, em Brasília

Lula Marques/ Agência PT

17h34- São Paulo: manifestação contra impeachment ocupa Praça da Sé

Ato em defesa da democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocupa a Praça da Sé e a rua lateral da catedral, no centro da capital paulista. Organizado pelo movimento Frente Brasil Popular, o ato foi batizado de “Em Defesa da Democracia, Golpe Nunca Mais”.

Quatro carros de som levam líderes de movimentos sociais e de sindicatos que se revezam nos discursos.

Manifestantes realizam ato pela democracia, na praça da Sé, no centro de São Paulo

Creative Commons – CC BY 3.0 – Manifestantes realizam ato pela democracia, na praça da Sé, no centro de São Paulo

Paulo Pinto/ Agência PT

17h23- Manifestantes de todo o país se reúnem em Brasília em defesa de Dilma

Manifestantes de todo o Brasil se concentram, desde o início da tarde, no Estádio Nacional Mané Garrincha em um ato em defesa da democracia e contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os manifestantes já deram início a uma caminhada que seguirá até o Congresso Nacional.

Entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos participam do Dia da Jornada Nacional pela Democracia

Creative Commons – CC BY 3.0 – Entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos participam do Dia da Jornada Nacional pela Democracia

Wilson Dias/Agência Brasil

16h44- Salvador sedia caminhada contra impeachment de Dilma Rousseff

Na praça da Piedade uma caminhada vai seguir em direção a Campo da Pólvora, atingo campo de futebol onde os manifestante vão depositar flores em homenagem aos perseguidos pela ditadura civil-militar no Brasil. A maioria das pessoas está vestida de branco, simbolizando a paz e de vermelho por se dizerem contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e ao que chamam de golpe.

16h10- Confira vídeo da manifestação na Paraíba

Manifestantes de movimentos sociais, entidades, instituições contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff caminham em frente ao Liceu Paraibano, no centro de João Pessoa, na Paraíba. As imagens são da telespectadora Cristiane Nepomuceno, que enviou pelo WhatsApp do Repórter Brasil.

Da Redação, com Portal EBC

TRE-PB alerta para fim do prazo para filiação partidária

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) alerta aos pretensos postulantes a cargos públicos eletivos sobre o fim do prazo de filiação partidária, que se encerra neste sábado (4). De acordo com o Calendário Eleitoral, os pretensos candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, que objetivem concorrer as eleições 2016, devem estar com a filiação deferida 6 meses antes do pleito.

Segundo a servidora da Corregedoria do TRE-PB Cibele Fonseca Bissigo e Sousa, com a publicação da Reforma Eleitoral, o prazo para o encerramento da filiação partidária foi reduzido de um ano para seis meses e a data final deve ser respeitada porque não haverá prorrogação. “A filiação partidária é uma condição determinante para os pretensos candidatos, então quem não estiver filiado a uma agremiação partidária não poderá se candidatar”, explicou.

Os pretensos candidatos que sejam servidores públicos também devem ficar atentos aos prazos de desincompatibilização que variam de 3 a 6 meses, de acordo com o cargo pretendido e o cargo ocupado, e também começam a findar neste sábado. Essas datas podem ser consultadas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Do Portal Correio

STF mantém decisão de Teori que tirou de Sérgio Moro investigações sobre Lula

A maioria dos ministros decidiu manter a decisão anterior do ministro relator, Teori Zavascki.
A maioria dos ministros decidiu manter a decisão anterior do ministro relator, Teori Zavascki.
A maioria dos ministros decidiu manter a decisão anterior do ministro relator

Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde desta quinta-feira (31) que as investigações da Operação Lava Jato sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem permanecer na Corte.

A maioria dos ministros decidiu manter a decisão anterior do ministro relator, Teori Zavascki.  Com a posição do plenário, a parte da investigação que envolve Lula permanecerá no STF e não com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância.

No voto, o ministro Zavascki afirmou que, apesar da questão da legitimidade das interceptações das conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fazer parte do julgamento desta tarde, algumas das provas podem perder validade. O ministro citou o fato de uma das conversas ter sido gravada depois do pedido para que as interceptações fossem suspensas.

Pedido relevante

“Cumpre enfatizar que não se adianta aqui qualquer juízo sobre a legitimidade ou não da interceptação telefônica em si mesma, tema que não está em causa, embora aparentemente uma das mais importante conversas tornadas públicas foi gravada depois de ter sido suspensa a ordem de interceptação. De modo que será muito difícil convalidar a validade desta prova. Mas isso, de qualquer forma, não está em questão”, acrescentou Teori.

O relator disse ainda que havia relevância no pedido da Presidência da República para que sejam suspensos os efeitos da decisão que tornou pública as conversas interceptadas.

“São relevantes os fundamentos que afirmam a ilegitimidade dessa decisão. Em primeiro lugar, porque emitida por juízo que, no momento de sua prolação, era reconhecidamente incompetente para a causa diante da constatação, já confirmada, do envolvimento de autoridades com prerrogativa de foro, inclusive a própria presidente da República. Em segundo lugar, porque a divulgação pública das conversações telefônicas interceptadas, nas circunstancias em que ocorreu, comprometeu o  direito fundamental da garantia de sigilo que tem acento constitucional”, destacou o ministro.

Danos

Teori Zavascki informou também que  os efeitos da divulgação das conversas são irreversíveis e que, ao suspender a divulgação, serão evitados novos danos.

“A esta altura há de se reconhecer que são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas interceptadas, mas ainda assim cabe deferir o pedido no sentido de sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da  divulgação, seja no que diz respeito ao comprometimento da validade da prova colhida, seja até mesmo contra eventuais consequências no plano  da responsabilidade civil, disciplinar ou criminal”, concluiu o relator.

Votos

Acompanharam integralmente o voto do relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio divergiram dos demais votos. Eles entenderem que devem tramitar no STF somente fatos relacionados com investigados com foro privilegiado. Na avaliação de Fux, a conversa entre Lula e Dilma não há qualquer ilícito, embora o juiz Sérgio Moro deveria ter feito uma análise prévia da prova.

“Fico a imaginar se o juiz de primeiro grau não tem o mínimo de possibilidade de aferição da seriedade dos fatos que se passam sob seu crivo antes de remeter os áudios ao STF”, acrescentou Fux.

AGU

Antes dos votos dos ministros, o advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, fez sustentação oral. O ministro chegou a elogiar a atuação do juiz federal Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato, mas disse que a decisão do juiz de divulgar os áudios entre o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff ofendeu a Constituição e a legalidade vigente.

Por Michèlle Canes

Hemocentro realiza coletas externas em Baía da Traição e Mamanguape

O Hemocentro da Paraíba programou, para o mês de abril, nove coletas externas de sangue. De acordo com o cronograma elaborado pelo Núcleo de Ações Estratégicas, as primeiras coletas acontecem na quarta-feira (6) município de Baía da Traição, e na quinta-feira (7) no município de Mamanguape.

No dia 9 (sábado), a Unidade Móvel vai estar no município de Sapé, e no dia 13 (quarta-feira), no município de Mulungu.

Na quarta-feira (20) os voluntários doadores de sangue podem fazer a doação na empresa Ultragás. No dia 25 (segunda-feira), a unidade móvel do Hemocentro da Paraíba vai estar no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) para receber os candidatos à doação.

Na quarta-feira (27), a coleta vai ser realizada na Usina Jupungú, em Santa Rita, e o encerramento da programação de coletas externas será no dia 29 (sexta-feira), no município de Cruz de Espírito Santo.

Todas as coletas terão início às 8h, e término às 16h. Para a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral, as ações de coleta externa possibilitam, além da doação em si, uma forma de sensibilizar mais pessoas. “Elas chamam a atenção e sensibilizam sobre o ato de doar”, comentou.

O Hemocentro da Paraíba é responsável por atender 40 hospitais, cobrindo 100% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais os leitos de planos de saúde cadastrados. Para tanto é composta por uma rede de onze hemonúcleos distribuídos nos municípios de Guarabira, Picuí, Monteiro, Princesa Isabel, Patos, Piancó, Itaporanga, Itabaiana, Cajazeiras, Sousa e Catolé do Rocha, além de um regional, em Campina Grande.

Da Redação, com Secom-PB

Governo argentino tem vitória no Congresso, mas sindicatos ameaçam fazer greve

O presidente da Argentina, Mauricio Macri,  chega nesta quinta-feira (31) a Washington, tendo obtido uma importante vitória no Congresso: a aprovação na quarta-feira (30) à noite de uma lei que permitira ao governo concluir a renegociação da dívida externa de US$ 100 bilhões, em moratória há quinze anos. Mas em Buenos Aires, líderes sindicais anunciaram protestos e greves contra demissões no setor público e aumento de tarifas.

Depois de 12 horas de debate, o Senado argentino ratificou, por 54 votos a favor e 16 contra, a iniciativa do governo que permitirá propor acordos mais favoráveis a uma minoria (7%) de credores. Eles não aderiram a duas propostas de renegociação da dívida, feitas em 2005 e 2010.  Duas leis – que impediam oferecer condições melhores do que as aceitas por 93% dos credores – foram revogadas. E o governo foi autorizado a se endividar, emitindo títulos no valor de US$ 12,5 bilhões para terminar de pagar o que deve.

Desde a crise de 2001, que levou a Argentina a dar o calote, o país pagou o que devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e acertou com 93% dos credores acordos de reestruturação com descontos de até 65%. Mas o problema ganhou novas dimensões com a vitória, na justiça norte-americana, dos chamados “fundos abutres” – fundos de investimento, que, após a moratória, adquiriram títulos da dívida argentina a preços baratos e recorreram a um tribunal de Nova York para obter o valor total.

Os abutres ganharam a batalha judicial nos Estados Unidos, mas o governo de Cristina Kirchner (antecessora de Macri) não cumpriu a sentença, alegando que estaria violando a legislação nacional. Duas leis impediam a Argentina de oferecer um acordo de reestruturação mais favorável à minoria dos credores – eles não aderiram às propostas de 2005 e 2010.

Bloqueio

A justiça norte-americana reagiu determinando o bloqueio dos recursos argentinos depositados em bancos dos Estados Unidos para o pagamento da dívida reestruturada até que a sentença favorável aos abutres fosse cumprida. Macri assumiu em dezembro com a promessa de tirar o país do impasse.  Mas precisava do Congresso para derrogar as duas leis e autorizar o endividamento.

Legisladores da oposição criticam o governo de Macri alegando que está endividando o país para pagar a especuladores. Mas o governo conseguiu aprovar a sua iniciativa porque boa parte dos oposicionistas (respondendo a pressões dos governadores das províncias) admite que a Argentina precisa de dinheiro. É que a conjuntura internacional atual é bem menos favorável: os preços das commodities que o pais exporta caíram e o principal sócio argentino, o Brasil, está em crise.

Tarifas

O governo anunciou hoje (31) que, a partir de 8 de abril, as passagens de trem e ônibus vão aumentar em até 100%. Quando assumiu em dezembro, Macri disse que teria que corrigir as tarifas dos serviços públicos, subsidiadas e congeladas há anos. E que sua prioridade seria reduzir a inflação anual, superior a 20%.

Os sindicatos, que na Argentina são fortes, já estão se mobilizando para protestar contra demissões no setor público e o aumento do custo de vida. O desafio do governo, segundo o economista Gaston Rossi, será fazer o ajuste, enquanto Macri ainda tem apoio popular, e evitar que a inflação dispare. O último aumento salarial, negociado entre sindicatos e empresários, foi em outubro.

Por Mônica Yanakiew

Ricardo diz que vai às ruas “contra corruptos que falam em combater a corrupção”

Ricardo CoutinhoO governador Ricardo Coutinho (PSB) confirmou que estará nas manifestações pela manutenção do mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), marcadas para esta quinta-feira (31), em João Pessoa e em cidades do interior da Paraíba. Ele disse que vai às ruas não para defender Dilma, mas pela democracia e criticou o que chamou de “corruptos que falam em combater a corrupção”. Ele esteve no lançamento do projeto Gol de Placa, na manhã desta quinta-feira (31), no Palácio da Redenção, sede do governo do Estado, na Capital. Veja vídeo abaixo.

Leia também: JP, CG e mais três cidades têm atos a favor de Dilma nesta quinta; Ricardo é esperado

“Eu não vou às ruas em favor de Dilma, vou às ruas a favor da democracia, da legalidade e da busca da estabilidade econômica. Não sou e nem serei do PT, agora acho que o Brasil tem uma moderna democracia que não pode se dar ao estranho luxo de ter golpes parlamentares com essa configuração. Impeachment é quando se tem crime de responsabilidade”, afirmou.

Ricardo criticou o fato de haver políticos suspeitos ou investigados falando em corrupção. “Tem um monte de gente dentro do Congresso que aparece em tudo que é lista e que se acha no direito de derrubar quem não está em nenhuma lista, que não tem nenhuma denúncia contra si. É preciso ter cuidado e bom senso”.

Ainda sobre corrupção, Ricardo defendeu que os suspeitos e crimes sejam tratados pelos poderes responsáveis, sem que se misture os casos com o desempenho político no País. “Quem tem problema com a Justiça, e muita gente tem, quem tem problema com investigação, e muita gente tem, isso tem que ser resolvido pela polícia, pelo Ministério Público e pela Justiça. Na área da política, deixem o Brasil retomar o caminho da estabilidade”.

Ricardo lembrou também que a Paraíba enfrenta dificuldades, mas que o Estado está fazendo o possível para resolver as pendências. Ele disse que o país “parou” desde que terminaram as eleições de 2014.

“Falo em nome de um Estado, em nome de um governo, que está aqui fazendo das ‘tripas coração’ para poder manter o equilíbrio e fazer com que se permaneça nesta caminhada de investimentos e geração de renda, num país que simplesmente, desde o primeiro dia após as eleições, parou e nada é votado, que tem uma guerra estabelecida. E o que é pior: utilizando uma das coisas mais essenciais e caras ao povo brasileiro que é combate à corrupção. Tem muito corrupto falando contra a corrupção. Isso é verdade. É preciso fazer com que o país volte a caminhar, porque se não vamos ter, imagino eu, problemas muito mais graves. Então, eu não vou às ruas em favor de Dilma, vou às ruas em favor do Brasil”.

Veja o vídeo:

Por Hermes de Luna e Alisson Correia

Barbosa diz à comissão que contas do governo estão dentro da legalidade

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse hoje (31), na Comissão Especial do Impeachment, que as contas do governo estão em linha com a legislação vigente e que não há crime que justifique o processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

À comissão, Barbosa apresentou razões econômicos e fiscais. “Acho que não há base legal. Estavam de acordo com a Lei Orçamentária Anual (LOA) e crédito suplementar não implica necessariamente aumento de despesa financeira porque não alterou o contingenciamento de 2015”, disse.

No caso das operações que foram questionadas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro disse que, depois das recomendações do tribunal de promover mudanças na gestão fiscal,  o governo alterou imediatamente a metodologia de pagamento de taxa de juros, de reembolso ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pagou todos os valores apontados. Segundo o ministro, após a mudança no entendimento do TCU, os atos foram readequados. “Na minha opinião, não houve violação da lei orçamentária, independentemente das análises do TCU, independentemente das análises dos parlamentares da comissão”.

Barbosa destacou que decretos de crédito suplementar são práticas legais e um instrumento de transparência orçamentária. Barbosa explicou aos parlamentares da comissão que quando o Congresso Nacional abre um espaço para que haja um remanejamento de recursos age conforme previsto na legislação. “A abertura do crédito suplementar não aumenta as despesas. Todos os anos o Congresso abre a Lei Orçamentária Anual com os valores que podem ser executados, estabelece os limites e, assim, a simples edição de crédito suplementar não representa aumento de despesas”, destacou.

De acordo com o ministro da Fazenda, nenhum dos seis decretos mencionados modificou o limite global de gastos discricionários do governo e, em relação a eles, foram elaborados pareceres técnicos. Barbosa afirmou que o valor total dos decretos, de R$ 95,96 bilhões, levou em conta a anulação de outras dotações orçamentárias, sem, por isso, aumentar o limite orçamentário. “Do total de decretos, a maior parte foi por anulação de outras despesas”.

O ministro disse, ainda, que várias suplementações orçamentárias foram demandas de outros poderes, inclusive do Judiciário. Ele citou a Justiça Eleitoral como um desses demandantes. No caso, houve uma receita maior com a inscrição de concursos, o que levou o Judiciário a pedir uma suplementação orçamentária, mas com a anulação de outras contas.

Outro exemplo dado por Barbosa à comissão foi uma solicitação do Ministério da Justiça, que pediu recursos para a escolta de carga com base no aumento de arrecadação, por exemplo, em ações judiciais. “Como o limite global não foi alterado, a utilização de recursos tem que ser compensada em outras rubricas. É preciso separar o que é gestão orçamentária da gestão financeira. A Lei Orçamentária especifica como isso pode ser feito. São questões técnicas”, afirmou.

Para exemplificar a diferença entre financeiro e orçamentário, regulado por lei, Barbosa deu um exemplo sobre as duas situações utilizando como personagem uma pessoa que vai ao supermercado com uma lista de produtos a serem comprados. “No caso, a pessoa vai com uma lista para comprar 1 quilo de arroz, feijão etc. Isto é a dotação orçamentária. Limite financeiro é quanto ela tem no bolso. A caminho [do mercado], alguém liga e fala para a pessoa que compre 2 quilos de arroz. Muda a dotação orçamentária, mas você continua com R$ 100 no bolso. Se vai comprar 2 quilos, vai ter que deixar de comprar outra coisa”, explicou, para mostrar como o governo se comportou diante das mudanças na lei orçamentária.

Sobre o fato de os decretos não conterem numeração, Barbosa disse que é porque eles são normativos que não precisam ser numerados, mas são públicos e estão publicados no portal do Palácio do Planalto.

Sobre a relação do governo com os bancos públicos, o ministro explicou que há um contrato de prestação de serviços para o repasse dos recursos para os agentes financeiros. Segundo Barbosa, pode acontecer que, em determinado momento, um valor não seja igual ao que deveria ser repassado.

Para resolver esse desequilíbrio, há uma conta de suprimento que equaliza a diferença. “[Funciona assim] Não sei quanto vou pagar a cada mês. Se as despesas forem maiores, a Caixa, por exemplo, paga e, depois, a União sana essa diferença. Em 2013, essa conta-suprimento ficou negativa por longo tempo, mas a legislação evoluiu”, disse. De acordo com o ministro, ao analisar as contas de 2014, o TCU resolveu fazer uma melhora na legislação e, ainda em 2014, o governo, obedecendo às mudanças, zerou o saldo e editou os decretos para voltar a permitir saldos elevados.

“Então, no que se refere aos contratos de prestação de serviços foram aperfeiçoados. Não há que se falar em desrespeito em 2015. Como se muda o entendimento de uma regra e uma lei, a segurança recomenda que valha para a frente”, defendeu.

A Comissão do Impeachment questiona se foram legais os atrasos de repasses a bancos públicos referentes ao pagamento de benefícios de programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial (as chamadas pedaladas fiscais). Com o atraso, dizem os críticos, as contas do governo apresentavam despesas menores enquanto o Tesouro não enviava os recursos aos bancos estatais.

Histórico

O pedido de impeachment da presidenta foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. pedem o afastamento da presidenta evocando as pedaladas fiscais do ano de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os autores do pedido dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e ao, suspostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no exercício deste novo mandato.

Os decretos, não numerados assinados pela presidenta em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, autorizaram o governo a gastar R$ 2,5 bilhões a mais do que havia previsto no Orçamento. Para os advogados, Dilma não poderia criar despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro reservado para pagar os juros da dívida) prevista no Orçamento não seria cumprida.

O governo rebate os argumentos, afirmando que as contas do governo de 2015 sequer foram apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de responsabilidade.

Impeachment é um termo de origem inglesa, que significa, na tradução livre, impedimento. O ato é regulado pela Constituição, nos artigos 85 e 86. Segundo a Carta Magna, caso seja aprovado na Câmara dos Deputados, o processo seguirá para o Senado Federal.

Por Carolina Gonçalves e Daniel Lima

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