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Cardozo: pedido de impeachment tem erros conceituais básicos

Brasília - O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo faz a sustentação oral da defesa da presidenta Dilma Rousseff.para os integrantes da comissão E/D (Valter Campanato/Agência Brasil)
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, falou por cerca de duas horas na Comissão Especial do Impeachment, na Câmara dos Deputados, onde defendeu a presidenta Dilma Rousseff (Foto: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, falou por cerca de duas horas na Comissão Especial do Impeachment, na Câmara dos Deputados, onde defendeu a presidenta Dilma Rousseff (Foto: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

Responsável pela defesa da presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, disse nessa segunda-feira (4) que a denúncia aceita pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresenta “erros conceituais básicos de direito financeiro” e confunde gestão orçamentária com gestão financeira.

“Quem já atuou na gestão pública sabe disso. Mas é possível que pessoas que não militem nessa área tenham dificuldade de entender”, disse Cardozo. Segundo o ministro, a Lei Orçamentária estabelece uma programação, com uma previsão do que vai ser arrecadado e define onde será efetuado o gasto. Ao falar em defesa de Dilma na comissão especial que analisa o impeachment, Cardozo lembrou que a Lei de Responsabilidade Fiscal criou instrumentos para garantir o controle financeiro, “a despeito” do controle orçamentário, que é efetivado por meio do contingenciamento, que é a limitação de gastos do orçamento.

“Quando fala-se créditos suplementares não se está falando em gestão financeira, mas orçamentária”. De acordo com o ministro, na maior parte das vezes, os créditos não têm implicação com o gasto financeiro.

Assim como fez o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, quando esteve na comissão na última semana, Cardozo comparou a elaboração orçamentária do governo ao gastos domésticos em uma feira, que podem variar conforme a necessidade de uma família.

“O crédito suplementar é a alteração da lista [de compras] sem que isso implique gasto a mais, porque o gasto é controlado pelo contingenciamento. Ele altera a disponibilidade do gasto”, argumentou o ministro.

“Em síntese, os créditos suplementares editados por decreto não afetaram as metas fiscais. Metas fiscais têm a ver com gestão financeira, que é controlada pelo decreto de contingenciamento. A simples alteração de crédito suplementar não implica em ofensa à nenhuma meta estabelecida.”

Mesmo que houvesse ilegalidade, segundo Cardozo, o argumento só poderia servir de base para o pedido de impeachment sem ferir a Constituição, se houvesse, necessariamente, uma ação dolosa da presidente. “Sabem os senhores quantos órgãos técnicos intervêm para que um decreto seja expedido? Mais de 20. Todos os decretos foram respaldados por relatórios técnicos”, argumentou.

“Ela [Dilma] agiu com má-fé quando todos os técnicos dizem que é possível, factível e pode ser feito? Há um princípio no direito que trata da legitimidade dos atos administrativos. Ele prevê que os atos administrativos são legais até que se prove o contrário. Imaginar-se que a presidente tivera uma ação dolosa na edição de decreto quando própria AGU, o Ministério do Planejamento firmou esses estudos, seria um verdadeiro absurdo”, acrescentou.

Cardozo destacou que, por 15 anos, o Tribunal de Contas da União e os tribunais de contas estaduais admitiram a prática de edições de decretos. “Portanto, se essa Casa admitir o impeachment haverá processos de impeachment em todo o país, de governadores e prefeitos. Todos praticam porque as cortes de contas aceitam isso.”

Pedaladas 

Sobre as chamadas pedaladas fiscais, o ministro da AGU ressaltou que, mesmo que elas sejam consideradas crimes – tese que ele discorda – ocorreram no mandato de Dilma encerrado em 2014 e, portanto, a presidente não pode ser penalizada com a perda de mandato por essa razão.

“[A aprovação do impeachment] fere o princípio da previsibilidade jurídica, fere a segurança das instituições, criam-se teses para justificar fatos a partir de uma concepção política. Não pode o país viver com tal situação de imprevisibilidade na gestão governamental. Ao defender a presidenta, defendo todos os governadores e todos os defeitos”, argumentou Cardozo.

Por quase duas horas, o ministro apresentou a defesa da presidente Dilma à comissão especial do impeachment. Por determinação do presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), os parlamentares não puderam fazer perguntas ao ministro. Ao longo da exposição, no entanto, alguns deputados favoráveis a saída de Dilma interromperam a fala de Cardozo com críticas a ele e ao governo.

Por Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Consumo menor contribui para adoção de bandeira verde nas contas de luz

Sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015, como forma de recompor os gastos extras das distribuidoras com a compra de energia de usinas termelétricas (Foto: Agência Brasil)

A redução do consumo de energia, principalmente pelas indústrias, foi um dos fatores que contribuíram para a decisão do governo de adotar a bandeira tarifária verde nas contas de luz neste mês, o que significa que não há cobrança extra na tarifa. Isso porque com menos demanda, não é preciso acionar as termelétricas, que produzem energia mais cara que as usinas hidrelétricas, por exemplo.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a adoção da bandeira verde foi definida levando em conta três fatores: o aumento de energia disponível com a redução da demanda, a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro e o aumento das chuvas no período úmido, que fez com que o nível dos reservatórios das hidrelétricas ficasse maior. O nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentram cerca de 70% da capacidade de armazenamento do país, está atualmente em 58,6%, bem acima dos 33,54% registrados em abril do ano passado.

O professor Gilberto Jannuzzi, do Departamento de Energia da Unicamp, diz que os reservatórios estão em melhor situação que anteriormente, mas, segundo ele, não se pode deixar de mencionar a forte queda da demanda de eletricidade no país. “Esse equilíbrio entre oferta e demanda é que interessa discutir. Reduzir a discussão apenas para dizer que os reservatórios estão mais cheios é desconhecer como funciona um sistema elétrico”.

O consumo de energia elétrica no Brasil caiu 5,1% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a redução foi puxada pela demanda do setor industrial, que caiu 7,2% no período. O consumo residencial fechou fevereiro com queda de 3,2%. Na avaliação da EPE, o quadro de crédito restritivo, além da perspectiva de aumento do desemprego e retração da renda, tem levado o consumidor a adotar um comportamento mais cauteloso.

Januzzi lembra que o consumo de eletricidade é um termômetro extremamente importante para aferir como anda a economia do país. “O primeiro setor a demonstrar isso foi o industrial, que vem reduzindo o consumo há dois anos pelo menos”. Segundo ele, a redução do consumo residencial também deve ser levada em conta. “O setor residencial em períodos de crise abriga muito da economia informal e chega inclusive a apresentar pequeno aumento do consumo de eletricidade em períodos de recessão. Nem isso está acontecendo agora, e devemos buscar explicações em nossas pesquisas”.

Para o professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o principal fator para a decisão do governo de adotar a bandeira verde neste mês foi o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas, Ele ressalta, no entanto, que a redução do consumo de energia do setor industrial também contribuiu para essa reserva ficar alta. “Então, ajudou na tomada de decisão do governo [a redução do consumo industrial]. Mas [o principal motivo é que] está chovendo muito, os reservatórios estão cheios, então o governo resolveu dar um alívio nas tarifas”, diz.

Castro alerta que nos próximos meses começa o período de seca na maior parte do país e, se não chover, o governo poderá acionar novamente as bandeiras tarifárias amarela ou vermelha para manter o equilíbrio financeiro das distribuidoras. “Isso pode acontecer e vai depender do nível dos reservatórios, da segurança. A partir de maio, historicamente chove menos. Tem que ter uma reserva de energia para o ano que vem”, acrescenta.

“Está tão baixo o consumo industrial que a energia está sobrando”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Alexandre Moana. De acordo com Moana, o governo poderá manter a bandeira verde até que haja uma retomada da economia. “Se o Brasil voltar a crescer, as térmicas vão ser demandadas no primeiro momento. Mas estamos em uma paralisia produtiva no país”.

O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado em janeiro de 2015, como forma de recompor os gastos extras das distribuidoras com a compra de energia de usinas termelétricas. No primeiro ano de vigência, a bandeira adotada foi a vermelha, com cobrança extra de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em março, a bandeira foi amarela, com taxa de R$ 1,50 a cada 100 kWh. Em abril, a bandeira é a verde, sem cobrança extra na conta de luz.

Por Kelly Oliveira e Sabrina Craide – Repórteres da Agência Brasil

Banco do Nordeste prorroga prazo do concurso por mais 2 anos

O Banco do Nordeste prorrogou o prazo de validade do seu mais recente concurso público para julho de 2018. A seleção foi realizada em 2014 e formou cadastro de reserva de aprovados para o cargo de analista bancário I. Inicialmente o prazo de validade do certame foi de dois anos.

Quando foi realizado, o concurso previa o preenchimento de 12 vagas imediatas, além de formação de cadastro reserva de pessoal para suprir as necessidades que forem surgindo durante o prazo de validade da seleção.

A remuneração inicial foi de R$ 2.950,58, incluindo salário base de R$ 1.390,22, gratificação mensal de R$ 510,84, acréscimo de piso salarial definido em acordo coletivo de R$ 142,30, auxílio-refeição de R$ 509,89 e auxílio-alimentação de R$ 397,33, com jornada de trabalho de 30 horas semanais. Os aprovados também têm direito a auxílio-creche.

O concurso tem abrangência nacional e valeu para todas as localidades que contam com unidades do banco, incluindo as regiões Norte e Nordeste, bem como Minas Gerais e Espírito Santo. As informações são do Jornal da Paraíba.

PF desarticula esquema de fraude de R$ 5 milhões no ‘Minha Casa, Minha Vida’ na PB

Documentos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Documentos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Documentos foram apreendidos durante operação da Polícia Federal em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (5) uma operação da Polícia Federal que pretende desfazer uma organização criminosa que atua em fraudes no programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’. Segundo informações da PF, foram concedidos financiamentos para casas que sequer existiam, todas na cidade de Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, com documentos falsos e o prejuízo para a Caixa Econômica Federal gira em torno de R$ 5 milhões.

A ação, chamada de ‘Falsa Morada’, aconteceu no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa, mas também em Santa Rita, na região metropolitana e mais de 60 policiais estão mobilizados. Devem ser cumpridos três mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, além de sequestro de bens e valores dos investigados.

Esta é a segunda operação com o mesmo objetivo, sendo que a primeira foi realizada em outubro de 2015, quando uma advogada foi presa suspeita de comandar o esquema. Três pessoas foram levadas coercitivamente para a sede da PF para prestar depoimentos, sendo um mestre obras, um corretor de imóveis e um ex-funcionário de correspondente bancário, todos suspeitos de participação no esquema. Na época, a PF registrou fraudes em 17 financiamentos, somando um desvio de R$ 1,7 milhão.

Os crimes investigados são de organização criminosa, obtenção fraudulenta de financiamento perante instituição oficial e corrupção passiva. As penas previstas variam de dois a 12 anos de reclusão, que podem ser ampliados em um terço por envolver instituição como a Caixa e envolvimento de servidor público. As informações são do G1.

Equipe da Polícia Federal cumpriu mandado em residencial no bairro de Manaíra, em João Pessoa, nesta terça-feira (5) (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Equipe da Polícia Federal cumpriu mandado em residencial no bairro de Manaíra, em João Pessoa, nesta terça-feira (5) (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Passagens gratuitas para jovens de baixa renda são regulamentadas

Beneficiários podem usufuir do direito portando a Identidade Jovem, documento que vai ser expedido pela Caixa (Foto: Kleide Teixeira)
Beneficiários podem usufuir do direito portando a Identidade Jovem, documento que vai ser expedido pela Caixa (Foto: Kleide Teixeira)
Beneficiários podem usufuir do direito portando a Identidade Jovem, documento que vai ser expedido pela Caixa (Foto: Kleide Teixeira)

Jovens de baixa renda poderão ter acesso a gratuidade ou descontos em viagens interestaduais em ônibus e trens. A decisão foi publicada na última semana no Diário Oficial da União (DOU). O novo direito, incluso no Estatudo da Juventude, foi regulamentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os beneficiários podem usufuir do direito portando a Identidade Jovem, documento que será expedido pelo Governo Federal.

De acordo com a assessoria de comunicação da ANTT, as empresas de transportes deverão reservar nas linhas interestaduais duas vagas gratuitas e outras duas com desconto de pelo menos 50%, após os dois primeiros bancos gratuitos estarem preenchidos.

O beneficiário deverá solicitar um único “Bilhete de Viagem do Jovem”, nos pontos de venda da empresa que deseja, com antecedência de, pelo menos, três horas em relação ao horário de partida do coletivo, no seu ponto inicial (saída). Se for o caso, deve também solicitar, em separado, o bilhete de retorno.

Esgotado esse prazo de três horas, as empresas podem colocar à venda os bilhetes até então reservados. No dia da viagem, o jovem deve comparecer ao terminal de embarque até trinta minutos antes da hora marcada para o início da viagem, sob pena de perda do benefício.

Identidade Jovem
O programa Identidade Jovem vai fornecer documento de identificação para jovens de 15 a 29 anos com renda familiar de até dois salários mínimos e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Ele deve estar disponível em até quatro meses.

A Caixa Econômica Federal será a responsável pela disponibilização do documento e gerenciamento de cadastro. A Identidade Jovem será um documento de emissão virtual, acessado por meio de aplicativo para smartphones e pela Internet. O documento também terá emissão em cartões plásticos para as localidades onde há dificuldade no acesso à Internet.

Bilhete de Viagem do Jovem
O “Bilhete de Viagem do Jovem” e o bilhete com desconto são intransferíveis e o beneficiário deve apresentar Identidade Jovem, dentro do prazo de validade, acompanhada de documento de identificação com foto. O jovem beneficiário não pode fazer reserva em mais de um horário para o mesmo dia e mesmo destino.

Cógenes Lira (especial para o Jornal da Paraíba)

Relatório denuncia execuções e prisões arbitrárias na Venezuela

Pelo menos 20 pessoas teriam sido executadas extrajudicialmente e mais de 14 mil detidas temporariamente em 2015 pelas forças de segurança da Venezuela, no âmbito de um programa governamental. As informações constam de um relatório divulgado hoje pela Human Rights Watch (HRW).

Intitulado “Poder Sem Limite: Ataques policiais e militares a comunidades vulneráveis e de imigrantes na Venezuela” e realizado em conjunto pela HRW e pelo Programa Venezuelano de Educação-Ação em Direitos Humanos (Provea), o relatório documenta abusos ocorridos a partir de julho de 2015 como parte do programa governamental Operação para Libertar e Proteger o Povo (OLP).

Esta operação foi apresentada pelo governo como forma de combater grupos criminosos que contribuem para os elevados níveis de violência na Venezuela – a taxa oficial de homicídios foi 58 em 100 mil habitantes em 2015, uma das mais elevadas do mundo – mas é por vezes caracterizada como um meio de libertar o país de grupos armados que o governo diz terem ligações aos paramilitares e políticos de direita colombianos.

“Os venezuelanos enfrentam uma das maiores taxas de homicídio do hemisfério e necessitam de proteção urgente contra os crimes violentos”, disse José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas. “No entanto, em muitas operações que acontecem em todo o país, membros das próprias forças de segurança são suspeitos de cometer graves abusos, incluindo execuções extrajudiciais, nas mesmas comunidades que deveriam defender”, completou.

Vítimas

Segundo o relatório, a OLP coordenou mais de 135 operações, durante as quais teriam cometido violações aos direitos humanos incluindo execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias, despejos forçados e destruição de casas, assim como deportações arbitrárias de colombianos, muitas vezes acusados sem provas de terem ligações aos paramilitares.

De acordo dom a Human Rights Watch, há uma questão comum a todos os casos: o forte sentimento por parte das vítimas e de seus familiares de que não têm a quem recorrer para pedir proteção ou a reparação dos danos.

O relatório admite que a dimensão dos abusos por parte das forças de segurança é pouco clara, em parte porque as autoridades venezuelanas não investigam adequadamente as acusações e também porque muitas vítimas não querem falar para evitar retaliações.

No entanto, a HRW e a Provea dizem ter entrevistado dezenas de vítimas e testemunhas entre julho de 2015 e fevereiro de 2016, recolhendo relatos detalhados de abusos por agentes das forças de segurança da OLP. Entre os abusos, o relatório inclui informação sobre 20 acusações de execuções extrajudiciais cometidas em ações da OLP em 2015.

Procuradoria

Segundo a Procuradoria-Geral da Venezuela, 245 pessoas morreram em ações da OPL em 2015, em incidentes que envolveram membros de diferentes forças de segurança.

Embora o governo argumente que essas pessoas morreram durante “confrontos com criminosos armados”, o relatório diz ter provas de que em 20 casos relatados, as pessoas assassinadas não constituíam uma ameaça.

“Em muitos desses casos, os agentes de segurança teriam matado pessoas que estavam sob custódia e em pelo menos um caso, a vítima estava deitada na sua própria cama”, diz o relatório.

O documento também diz que, segundo fontes oficiais, as forças de segurança detiveram temporariamente mais de 14 mil pessoas entre julho de 2015 e janeiro de 2016, das quais menos de 100 foram acusadas de algum crime.

“A grande disparidade entre o número de detidos e o dos que foram acusados de um crime sugere que muitas das detenções, provavelmente a maioria, foram indiscriminadas e arbitrárias”.

As conclusões do relatório serão apresentadas hoje (4) à Comissão Interamericana de Direitos Humanos em uma audiência pública para a qual foram convidados representantes do governo venezuelano.

Da Agência Lusa

Brasil pede explicações à Indonésia sobre restrições à carne bovina brasileira

O Brasil apresentou hoje (4) pedido de consultas à Indonésia sobre restrições impostas às exportações de carne bovina brasileira, em “desconformidade com as obrigações assumidas por aquele país no âmbito dos acordos da OMC [Organização Mundial do Comércio]”.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, os questionamentos brasileiros, feitos no âmbito da OMC, envolvem amplo conjunto de medidas mantidas pela Indonésia, entre as quais se destacam entraves comerciais de natureza alfandegária, sanitária, técnica e relacionadas ao regime de licenciamento.

Segundo a nota, o governo brasileiro espera que as consultas, que constituem a primeira etapa do procedimento de solução de controvérsias da OMC, contribuam para o pronto equacionamento da questão e que a solução do problema permitiria ao Brasil exportar mais de 20 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia.

A data e o local das consultas serão definidas de comum acordo nos próximos dias.

Subsídio ao açúcar na Tailândia

Também no âmbito do Sistema de Solução de Controvérsias da OMC, o Brasil apresentou pedido de consultas à Tailândia sobre subsídios concedidos pelo país ao setor de cana e de açúcar, em desconformidade com obrigações assumidas no Acordo de Agricultura e do Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias da organização.

No entendimento do governo brasileiro, as medidas tailandesas têm afetado artificialmente as condições de competitividade internacional do açúcar, em detrimento das exportações brasileiras, cuja participação no mercado global do produto caiu mais de 5% entre 2012 e 2014, com prejuízos anuais da ordem de US$ 1 bilhão.

Da Agência Brasil

PRF apreende mil relógios sem nota fiscal em Mamanguape

Apreensão aconteceu durante fiscalização de rotina
Apreensão aconteceu durante fiscalização de rotina

Um carregamento de relógios sem nota fiscal foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante fiscalização de rotina, no início da tarde desta segunda-feira (4), na BR-101, em Mamanguape. No total, foram encontradas 1.000 unidades dentro de um carro que vinha do Rio Grande do Norte.

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A carga de relógios estava em sacolas plásticas, dentro do porta malas de um veículo de modelo Fox, de Guarabira, Agreste da Paraíba. O dono do relógios declarou que comprou os mesmos na cidade de Caruaru, localizada no Agreste pernambucano, e que comercializa os produtos em feiras nos municípios de Jacaraú, Mamanguape e Itapororoca, todos na Paraíba, há cerca de dois anos.

Toda a mercadoria apreendida foi encaminhada à Secretaria da Fazenda do estado.

Da Redação, com G1PB, via PRF

Polícia apreende espingarda durante blitz na PB-071, entre Pedro Regis e Lagoa de Dentro

Arma estava dentro de um veículo; três homens foram detidos.
Arma estava dentro de um veículo; três homens foram detidos.
Arma estava dentro de um veículo; três homens foram detidos.

Policiais Militares da Força Tática da 2ªCIPM apreenderam uma espingarda durante abordagem a um carro que trafegava pela Rodovia PB-071, entre as cidades de Pedro Regis e Lagoa de Dentro, na madrugada desta segunda-feira (4). No veículo, com placa de Santa Rita, havia três homens.

De acordo com a PM, os três suspeitos foram levados para a Delegacia de Mamanguape, no Litoral Norte paraibano, onde um dos detidos, Jorgival dos Santos Silva, de 30 anos, confessou ser dono da arma.

Jorgival dos Santos é albergado do Presídio Silvio Porto, em João Pessoa, e já respondeu por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Após a prisão, populares informaram que Jorgival tinha discutido em um bar e teria ido em casa buscar a espingarda.

Da Redação, PBVale

Roberto Carlos fica sem voz e interrompe show

Na primeira saída do palco, Roberto disse que microfone tinha defeito (Foto: Caio Duran / Ag. News)
Na primeira saída do palco, Roberto disse que microfone tinha defeito (Foto: Caio Duran / Ag. News)

Roberto Carlos precisou interromper seu show duas vezes por falta de voz, na noite de sábado (2), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A apresentação começou às 21h30. Cerca de meia hora depois, enquanto cantava ‘Detalhes’, o Rei pediu desculpas alegando problemas com o microfone e ficou ausente por cerca de sete minutos.

Quando o artista voltou para o palco para cantar ‘Lady Laura’, a voz dele falhou novamente e foi aí que dividiu com o público que estava com rouquidão e que não queria fazer um show aquém da qualidade que está acostumado.

O cantor então saiu do palco e ficou ausente por aproximadamente dez minutos. “Ele foi até o camarim e fez gargarejo com mel e gengibre. Enquanto isso, a banda continuava a tocar”, detalha Maurício Aires, assessor do cantor.

“Ele é perfeccionista, prima sempre pela qualidade em tudo que faz e gosta de conversar, explicar a história de uma música, brincar com a equipe antes das apresentações, fazer piada. Não adianta. Não tem essa de pedir para ele poupar a voz. Ele quer sempre dar o melhor para o público”, completa.

Depois de cantar um pot-pourri de canções da época da Jovem Guarda, Roberto Carlos fez outra parada, desta vez já programada. É quando sai e volta ao palco para então apresentar a sua banda.

Apesar dos imprevistos na apresentação de sábado, o Rei não se deixou abater pelos contratempos vocais e levou seu show até as 23h20. O concerto terminou com a música ‘Jesus Cristo’ e o cantor jogando as tradicionais rosas vermelhas para a plateia.

Ainda no fim da apresentação, o artista foi ovacionado pelo público, que o aplaudia de pé por seu esforço.

Para Vera Marchisiello, do Grupo Um Milhão de Amigos, que tem o maior acervo sobre o Rei, a falha na voz não significa grande coisa e muito menos representa qualquer sinal de alerta para os fãs do cantor. “Quem nunca ficou rouco? O Carlinhos (Carlos Alberto, um dos irmãos de Roberto Carlos) uma vez disse: ‘Se meu irmão espirrar, todo o povo aplaude’. Tudo que o Roberto faz vira notícia. E na vida, todo nós estamos passíveis a ficarmos gripados ou roucos. Provavelmente, até você já ficou. Não acredito que tenha algum problema. Foi só uma falha na voz, nada alarmante”, observa.

Prova de que não há motivo para preocupações é a agenda do cantor, que não sofreu qualquer alteração e só ratifica que o Rei está com todo o pique. Na próxima quarta-feira, ele se apresenta em Teresina (PI); sábado em Fortaleza (CE) e no dia 19, quando completará 75 anos, fará show em sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim (ES). Em seguida, ele segue com apresentações na Argentina, na Colômbia e no Chile, além de outros concertos também no Brasil. 

Reportagem de Gabriel Sobreira

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