Rodrigão quer voltar a marcar no jogo contra o Sport
Para tentar reverter o resultado diante do Sport, o Campinense conta com o retorno do artilheiro do time, da Copa do Nordeste e do futebol brasileiro. Rodrigão, suspenso com três cartões amarelos, não participou da derrota por 1 a 0, aos 50 minutos de partida, na Ilha do Retiro.
E, além da classificação para a final do maior regional do país, o centroavante luta contra o fim de uma seca de gols. Com 15 tentos em 2016, – sete na CNE e oito no Estadual – o camisa 9 já está há 23 dias sem balançar as redes adversárias.
Raposa e Leão duelam neste domingo (17), às 16h, no Amigão. O Campinense precisa da vitória pelo placar mínimo para levar a disputa para os pênaltis e por dois ou mais gols de diferença para chegar à grande final e buscar o bicampeonato. Qualquer empate credencia o Sport à decisão.
A presidente Dilma Rousseff: cabe ao Senado decisão final de seu afastamento do Planalto
Impeachment, STF, Dilma, Cunha, Temer, batalhas jurídicas… Diante do confuso cenário político atual, tire suas dúvidas sobre o que vai acontecer nos próximos dias. Veja a seguir algumas delas, comentadas por especialistas:
Dilma é afastada pela Câmara ou pelo Senado?
No caso de o impeachment passar na Câmara, o Senado teria a palavra final. Os deputados, na verdade, podem apenas autorizar o processo – que só seria iniciado caso os senadores assim decidissem.
Ou seja: Dilma Rousseff só seria processada se a maioria simples do Senado (ao menos 41 dos 81 votos) aceitasse a recomendação da Câmara para processá-la. Se isso ocorresse, a presidente teria de sair temporariamente do cargo por até 180 dias, enquanto esperaria o julgamento final pelos senadores. Enquanto isso, o vice, Michel Temer (PMDB), assumiria a cadeira interinamente.
Caso o Senado não concluísse o processo no prazo, Dilma reassumiria e aguardaria a votação no exercício do mandato. Para ela perder o cargo efetivamente, seriam necessários os votos de no mínimo dois terços da Casa – 54 senadores. Se isso não acontecesse, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções.
Eu posso chamar o impeachment de Dilma de golpe?
A pergunta é bastante polêmica e depende do entendimento das acusações ou do alinhamento político-ideológico de cada um. Em entrevista recente à “BBC Brasil”, a ex-candidata à Presidência Marina Silva (Rede), por exemplo, defendeu a validade do processo e disse que não pode ser classificado como golpe.
Em um artigo, a revista britânica “The Economist” afirmou que o impeachment não é um golpe, embora considere que a medida não representa a melhor solução para o Brasil. Em um texto anterior, a publicação defendeu a renúncia da presidente.
O cientista político Antonio Carlos Mazzeo, professor do departamento de História da USP, afirma que o impeachment em si é um instrumento democrático, e foi usado de maneira correta no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Dilma ergue braço de Lula na posse do padrinho na Casa Civil: ele nem chegou a exercer o cargo
Mazzeo, porém, é parte do grupo que considera que o processo contra Dilma é feito com “bases irreais”, por não ver clareza nas acusações de “pedaladas fiscais”. Há quem discorde dessa visão, argumentando que as manobras orçamentárias dão motivo, sim, para a saída da presidente.
O relator da comissão especial que analisou a questão na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), entendeu que o processo é válido. Ele disse estar convicto de que há “indícios de gravíssimos e sistemáticos atentados à Constituição”, o que configuraria crime de responsabilidade. Por 38 votos a 27, o parecer foi aprovado pelo colegiado. A defesa de Dilma sustenta que o impeachment seria um “golpe” porque não há provas de que ela tenha cometido atos de extrema gravidade intencionalmente.
Se Dilma sair, vão haver novas eleições?
Caso Dilma sofra um impeachment, não. Neste caso, Temer assumiria o cargo até o fim do mandato, ou seja, até o fim de 2018. Novas eleições poderiam ser convocadas apenas em outros cenários.
O primeiro deles, de Dilma e Temer serem cassados, poderia ocorrer caso o Tribunal Superior Eleitoral julgue procedente uma ação de impugnação da eleição da presidente, com base em acusações do PSDB de que a campanha da chapa teria sido financiada parcialmente pelo esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.
O segundo, se Temer, após assumir, sofresse um impeachment ou renunciasse. Ou, o terceiro, se ambos renunciassem. Em todos esses cenários, assumiria temporariamente a Presidência da República o presidente da Câmara (função exercida atualmente por Eduardo Cunha, do PMDB), que teria de convocar novas eleições em até 90 dias.
Há um porém. Se a cadeira presidencial ficasse vaga ainda na primeira metade do mandato (até o fim deste ano), as eleições seriam diretas, ou seja, com voto popular; mas se isso ocorresse a partir da segunda metade do mandato, o Brasil teria eleições indiretas, com apenas deputados federais e senadores apontando um sucessor.
Já foi aventada a possibilidade de um acordo em que o Congresso aprovaria um projeto convocando novas eleições. Essa discussão, porém, não avançou até o momento.
Por que Temer não está sofrendo o impedimento, se ele fez o mesmo que Dilma?
Há um pedido de impeachment contra Temer, feito pelo advogado mineiro Mariel Márley Marra, argumentando que o vice e Dilma cometeram o mesmo crime de gestão fiscal e, por isso, devem ser processados conjuntamente pelo Congresso Nacional.
Segundo o advogado, Temer cometeu crime de responsabilidade ao assinar quatro decretos de suplementação orçamentária entre maio e julho de 2015, autorizando novos gastos quando o governo já não estava cumprindo a meta original estabelecida para o superavit primário – economia para pagar juros da dívida pública.
A defesa do vice tem argumentado que ele não pode ser responsabilizado porque não teria participado da elaboração dos decretos nem da formulação da política econômica do governo, ou seja, apenas cumpriu o ato burocrático de assiná-los por Dilma estar fora do País.
Após Cunha decidir arquivar a solicitação de Marra, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, anulou a medida e determinou que ele colocasse o pedido em tramitação. Na última quarta-feira (13), porém, Cunha entrou com mais um recurso na Corte para tentar reverter a decisão. O recurso será relatado pela ministra Rosa Weber.
Para Mazzeo, da USP, é preciso ter em mente que, para além do lado jurídico, “o processo de impeachment tem uma carga política muito pesada”. “Temer não está (sofrendo impeachment) porque esta é uma ação política. Se a comissão do impeachment tivesse parado para analisar tudo em detalhes, o cenário seria diferente”, opina ele. “Mas não houve isso. Desde o inicio, uma parte queria o impeachment e outra, não. E o que vemos é o Cunha acelerar o (processo de impeachment) da Dilma e barrar o do Temer.”
O cientista político Rafael Cortez, da consultoria Tendências, ressalta que o processo contra a presidente “caminhou para destravar o problema” da governabilidade. “Sob essa lógica, é pouco provável que se avance nessa mesma direção se o Temer assumir.”
O que Temer e Cunha poderão fazer pela estabilidade política e econômica no Brasil que Dilma não seria capaz de fazer?
Na opinião de Cortez, o custo de restaurar a governabilidade é mais baixo com Temer do que com a Dilma. “No caso dela, a luta pra evitar o impeachment significou amarrar as mãos do Planalto e ir na direção contrária à que defendem os aliados do PT. E o processo político acabou sendo vítima do impeachment”, diz.
O vice-presidente da República, Michel Temer: articulador do rompimento do PMDB com Dilma
Uma administração Temer, segundo o analista, criaria uma janela de oportunidades para conter a instabilidade política, que acabou afetando a política econômica. “Mas uma janela não é uma condição garantida. É preciso lembrar que há um risco político significativo, com um déficit de legitimidade especialmente por conta da Lava Jato (na qual o vice também é citado; ele nega envolvimento).”
O que acontecerá com Eduardo Cunha depois do impeachment?
Cunha é réu da primeira ação penal aberta pelo STF na Operação Lava Jato. Entre as várias acusações que pesam contra ele, a principal é a de que teria recebido US$ 5 milhões (R$ 17,6 milhões) de propina em contratos da Petrobras, o que ele nega.
Na opinião de Mazzeo, “em algum momento ele vai ter a prisão decretada (pelo Supremo). Vai ser cassado. A situação é insustentável”. Cortez, por sua vez, não descarta que ocorra algum tipo de acordo para manter Cunha na Câmara, mas de uma forma que não passe a impressão de que houve impunidade.
“Talvez uma punição que não representasse a perda de mandato, como a saída da presidência da Câmara”, exemplifica. Ainda está em tramitação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa um processo que pede a cassação do mandato de Cunha, sob a acusação de quebra de decoro parlamentar por mentir à CPI da Petrobras sobre possuir contas na Suíça. Ele nega as acusações.
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados: segundo na linha sucessória ao Planalto
Brasília – Plenário durante discussão do processo de impeachment de Dilma (Wilson Dias/Agência Brasil)
A Câmara dos Deputados decide hoje (17) se aceita a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff acatada em dezembro pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após mais de dois dias de discussão pelo plenário da Casa, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impeachment, vai a voto a partir das 14h. A votação é aberta e cada um dos 513 deputados será chamado nominalmente para declarar sua posição. Para ser aprovado são necessários 342 votos favoráveis, ou dois terços da Casa.
O pedido que está em análise pelos deputados foi feito em outubro do ano passado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. e a advogada Janaína Pascoal.
A sessão de votação será aberta com a fala do relator. O deputado Jovair Arantes terá 25 minutos para apresentar seu parecer a favor do impeachment. Depois, os 25 líderes partidários, além dos líderes do governo e da minoria, orientarão suas bancadas. A previsão de Eduardo Cunha é que o resultado da votação seja conhecido por volta das 21h.
Ordem de votação
Depois de anunciar que a ordem de chamada da votação seria iniciada pelos deputados da Região Sul e finalizada pelos da Região Norte, Cunha recuou e decidiu, na última quinta-feira (14), que a ordem da votação será alternada, começando pelos deputados de um estado do Norte. A decisão foi tomada horas antes de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão extraordinária, rejeitar ação do PCdoB, que pedia a anulação das regras definidas pelo presidente da Câmara,
De acordo com decisão de Cunha, a ordem de chamada será a seguinte: parlamentares de Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.
O processo de votação deverá durar cerca de quatro horas, uma vez que cada um dos 513 deputados, segundo cálculos da presidência da Casa, gastará, em média, 30 segundos para proferir seu voto.
“Estou prevendo quatro horas [de votação]. São 513, tem segunda chamada daqueles que não compareceram, tem o tempo de deslocamento até o microfone. [Somando] o gasto com cada procedimento desse meio minuto, serão 256 minutos, o que dá 4 horas e 16 minutos”, calculou Cunha.
Com menos de 342 votos, o pedido será arquivado. Se o resultado for favorável ao texto de Arantes, o processo segue para o Senado Federal analisar o processo de impeachment. Caso os senadores também acatem o parecer do relator e decidam que deve haver um julgamento quanto ao mérito, a presidenta é afastada por 180 dias e os senadores formarão uma nova comissão para analisar a denúncia.
Transmissão AO VIVO
O PBVale transmite neste domingo (17) a votação aberta do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário da Câmara dos Deputados, a partir das 14h.
Tremor atingiu litoral do Equador e abalou estrutura de edifícios
Tremor atingiu litoral do Equador e abalou estrutura de edifícios
Pelo menos 14 mil agentes da Força Pública do Equador foram mobilizados depois que o país decretou estado de emergência devido a um terremoto de 7,8 graus na escala Richter, registrado na tarde de sábado (16) . Até o momento, dados oficiais indicam que há pelo menos 77 mortos e 558 feridos.
O estado de emergência se aplica a seis regiões administrativas do Equador – Esmeraldas, Manbí, Santa Elena, Guayas, Santo Domingo e Los Ríos – e permite a destinação de recursos financeiros, a mobilização de forças de segurança pública e a centralização de informações sobre os danos provocados, informou o vice-presidente Jorge Glas.
Na ausência do presidente Rafael Correa, que se encontrava em viagem oficial em Roma, Glas liderou o Comitê Nacional de Operações de Emergência, na capital Quito.
Os locais mais afetados são Pedernales e Portoviejo, em Manbí. Segundo Jorge Glas, o terremoto de ontem é considerado o mais forte desde 1979.
Até o momento, foram deslocados 10 mil agentes das forças armadas e 300 bombeiros a Manabí, dos quais 200 exclusivamente a Pedernales, além de 3,5 mil membros da Polícia Nacional para Manabí, Esmeraldas, Guayas e Santa Elena.
O governo também mobilizou recursos do Ministério de Transporte e Obras Públicas e do Ministério da Saúde para esses locais locais. Um hospital móvel foi montado em Pedernales.
O ministro do Turismo, Fernando Alvarado, informou que toda a força aérea nacional (aviões das empresas públicas Petroamazonas, PetroEcuador, Tame, helicópteros da Polícia e Forças Armadas) está pronta para se deslocar, conforme for necessário. Os aviões da Tame estão transportando policiais, médicos, bombeiros e membros da Cruz Vermelha para as áreas mais afetadas.
Segundo informações do vice-presidente, não exise alerta de Tsunami e as pessoas que evacuaram suas residências por precaução podem regressar, já que o alerta de prevenção emitido foi suspenso. Jorge Glas informou também que os organismos internacionais de assistência a emergências estão alertas; que nenhuma estrutura de represas foi afetada e que a energia em Manabí está sendo restabelecida paulatinamente.
Glas instou a população a manter calma e a buscar informações e alertas nos canais oficiais do Ministério de Segurança (www.seguridadec.gob.ec), na Secretaria de Gestão de Riscos (www.gestionderiesgos.gob.ec) e, em caso de emergência, informar pelo 911.
Na última sexta-feira (15) policiais da Força Tática da 2ª CIPM realizavam rondas na Praça João Pessoa, centro de Rio Tinto, Litoral Norte do Estado, ao efetuarem abordagem de rotina para verificação de um veículo Gol, foi constatado a ausência dos documentos obrigatórios.
O condutor não portava o documento e, ao realizarem consulta pela placa do veículo, NPT 7465 PB, não foi apresentada nenhuma restrição. No entanto, após verificação do chassi que estava com numeração raspada, foi identificado clone com registro de roubo e furto, na verdadeira placa KJJ 3015 PE.
Durante depoimento o condutor justificou a aquisição do carro como forma de pagamento de uma dívida. O caso foi levado à delegacia para procedimentos.
Repórter do PBVale esteve na Esplanada dos Ministérios
Em Brasília, manifestantes a favor e contra o impeachment ficarão separados por um muro e um corredor de 80 metros de largura e um quilômetro de comprimento, entre a Catedral e o Congresso Nacional. O alambrado é para impedir a visibilidade e o contato entre os grupos contrários e reduzir a chance de provocações e embates. Coxinhas para um lado, petralhas para o outro – conforme os apelidos dados ao grupo pró e contra impeachment, respectivamente. O muro é também uma representação física do clima de intolerância que tomou conta do debate político do Brasil. Para o psiquiatra Daniel Martins, essa separação representa a incapacidade de convívio com o outro. “O impacto do radicalismo na vida prática é que não enxergamos o outro”, diz.
O psiquiatra destaca que as posturas políticas adotadas acabam se tornando parte da identidade da pessoa – por isso a dificuldade de entender posições contrárias. “Quando se forma uma convicção, isso fica automaticamente, dependendo do grau de importância daquilo, misturado com a identidade do sujeito. Ele se torna uma pessoa que acredita naquilo e essa postura passa a ser uma parte constituinte da sua identidade”, explica.
O sujeito não consegue colocar em suspenso e nem questionar a sua própria convicção, o que se traduz em dificuldades para estabelecer o debate saudável com quem tem opiniões diferentes . “Por isso, é difícil argumentar e contra-argumentar com as pessoas tentando questionar convicções. A partir do momento em que você apresenta argumentos contrários àquilo que ela é convicta, automaticamente a pessoa se defende porque se sente ameaçada na sua própria identidade”, completa Martins. O confronto gera emoções negativas como raiva, frustração e medo, que são contrárias ao raciocínio claro e preciso.
Extremos: zona de conforto
“Quando falamos de política ou ciência, estamos falando de temas complexos. São muitas nuances e os detalhes escapam aos conhecimentos do leigo. A plena compreensão do que está sendo debatido é muito rara. Essa complexidade teoricamente faria com que as pessoas tivessem mais dúvidas, mas, na verdade, empurra as pessoas pros extremos de um lado ou de outro”, alerta o psiquiatra.
Em geral, a maioria das pessoas opta por ignorar essa complexidade dos assuntos e se colocar em uma posição confortável. “O cérebro não lida bem com dúvidas, com incertezas. Quando a gente está com dúvida, está o tempo todo buscando a resposta e a certeza. Só que a visão simplista, normalmente, está nos extremos”.
Como derrubar o muro da intolerância?
Uma saída para a intolerância e a construção do diálogo está no auto-questionamento. “As pessoas poderiam fazer um exercício de ‘eu posso estar errado’, ‘talvez não seja assim’. Para debater, a gente precisa ter a possibilidade de colocar em dúvida a própria crença. Caso contrário, não falaremos de uma postura e sim de um dogma”, explica.
Questionar-se não significa “entregar o jogo”: “ela pode pegar parte dos argumentos e inserir na sua visão, enriquecer o seu discurso ou ajustar sua visão de mundo”, complementa o médico.
Outra medida que se mostra eficaz, segundo alguns estudos, é pedir para que o seu interlocutor explique detalhadamente a sua visão. “Quando as pessoas são confrontadas com a sua incapacidade de explicar minunciosamente suas posições, elas percebem que o assunto é muito mais complexo do que elas imaginavam e isso leva à diminuição do radicalismo”, exemplifica Martins.
Cobertura especial
Neste sábado (16), dia que antecede a votação do impeachment na Câmara, o enviado especial do PBVale à Brasilia (DF), repórter Felipe França, esteve na Esplanada dos Ministérios para observar a expectativa.
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO) (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)
Após 34 horas de debate e 273 discursos (alguns parlamentares falaram mais de uma vez), terminou às 18h58 a sétima sessão do plenário da Câmara dos Deputados para discussão sobre o pedido da presidenta Dilma Rousseff. A primeira sessão teve início na sexta-feira (15) às 8h55.
O deputado Weliton Prado (PMB-MG) foi o último a discursar. Vinte e quatro legendas discutiram a matéria: PMDB, PT, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PDT, SD, PTN, PCdoB, PSC, PPS, PHS, PV, PSOL, PROS, Rede, PTdoB, PSL e PMB. O PEN não indicou nenhum orador para discursar. Todos os partidos representados na Câmara tiveram o direito de se manifestar por uma hora. No total, são 25 partidos.
Depois que todos os partidos se pronunciaram, começou a oitava sessão para os deputados falarem individualmente. Cada deputado tem três minutos para falar. Essa sessão estava prevista para começar às 11h deste sábado (16).
Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário, na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação neste domingo (17), às 14h.
Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. As inscrições individuais começaram às 9h e foram encerradas às 11h de sexta (15).
Jovair Arantes reiterou que não há “a menor possibilidade de adiamento” da sessão de votação no domingo, às 14h. “A partir das 11h de amanhã, vamos encerrar a sessão de debates”, disse o deputado.
Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS.
Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também afirmou não haver “a menor possibilidade” de “qualquer adiamento” do processo de impeachment de Dilma Rousseff. “A sessão de votação começará amanhã às 14h, como estava previsto, e terminará amanhã”, afirmou.
Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil
Integrantes do MST se concentraram no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Waléria Assunção/TV Paraíba)
Integrantes do MST se concentraram no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Waléria Assunção/TV Paraíba)
A Paraíba registrou três manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na manhã deste sábado (16). Os atos aconteceram nas cidades de Campina Grande, no Agreste, e Cajazeiras e Patos, no Sertão do estado.
Movimento disse que não vai fazer interdições nas rodovias (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Em Campina Grande, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se concentraram no em frente ao Estádio Ernani Sátiro, o Amigão, para sair em caminhada para João Pessoa. A organização estima a participação em 650 pessoas em Campina Grande, mas espera a adesão de outros integrantes do movimento no decorrer da caminhada. A Polícia Militar está acompanhando o ato, mas ainda não divulgou estimativa de público.
A previsão é de que a caminhada dure até o dia 26 de abril, percorrendo cerca de 130km em 10 dias. Uma das coordenadoras do MST na Paraíba, Dilei Aparecida, disse que não foi feito nenhum pedido formal de escolta para Polícia Militar ou Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas que haverá equipes para sinalizar a marcha. Eles não farão interdição e devem ocupar apenas uma das faixas nas rodovias.
Em Cajazeiras, o ato foi uma carreata. Os manifestantes saíram do campus de Cajazeiras da Universidade Federal de Campina Grande (UFPB) por volta das 9h20 e seguiram para a Praça Das Oiticicas, onde chegaram às 11h. A organização estima a participação de 600 pessoas em 150 carros e 100 motos. O 6º Batalhão de Polícia Militar informou que não foi até o protesto e não tem estimativa de público. O movimento foi convocado pela Frente Brasil Popular – Paraíba.
Em Patos, um grupo de manifestantes se reuniu na Praça Getúlio Vargas, no Centro da cidade. O protesto começou por volta das 8h e durou cerca de uma hora. A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativa de público. As informações são do G1.
Carreata aconteceu em Cajazeiras, da UFCG até a Praça Das Oiticicas (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
A política em Mamanguape está tomando um rumo perigoso. Escutando as rádios locais a gente sente isso.
Discursos inflamados, provocações despropositadas, e recheadas de impertinência, perigosas indiretas, visando atingir a honra de terceiros envolvidos no processo, estão assumindo o lugar do comedimento que o momento exige.
E o pior é o mau exemplo, perigosamente, se irradiando entre fiéis e desinformados seguidores.
Por exemplo:
Na minha condição de cidadão eleitor, fiz uns versos advertindo a população sobre o abandono da cidade. Além de postar na internet, mandei confeccionar alguns banners e coloquei em alguns locais públicos.
Pois, recentemente, num desses locais (Bar de dona Luíza), a obra apareceu violentamente cortada de faca.
Como sou contra todo tipo de violência que se possa evitar, a melhor forma que encontrei para rechaçar tal vandalismo, foi postando os versos novamente, como segue:
Policiais Civis da 7ª Delegacia Seccional deram cumprimento nesta sexta-feira (15), ao mandado de busca e apreensão, expedido pelo Juízo da Comarca de Mamanguape, numa residência na cidade de Cuité de Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. Na busca foram encontradas três espingardas, dois revólveres e várias munições.
De acordo com informações, as armas encontradas de calibres 38 e 22, além de munições de calibre 12, 38 e 32, estavam na residência de um senhor de 50 anos de idade, conhecido por Elson e de seu filho Atanásio, de 25 anos.
O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados para a DPC de Mamanguape.
A disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bayeux ganhou novos desdobramentos após a presidente da Casa, vereadora Jayslane Moura (Jays de Nita), assinar duas chapas diferentes para a eleição do biênio 2027-2028. O episódio provocou repercussão no meio político e gerou críticas à atuação da parlamentar.
A Prefeitura de Mamanguape anunciou a programação de ações em comemoração aos 171 anos de emancipação política do município. O cronograma reúne entregas de obras, ordens de serviço, inaugurações, eventos culturais e esportivos entre outubro e novembro, incluindo melhorias nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e segurança.
No Dia do Professor, Wilson Filho homenageou os educadores e relembrou ações implementadas durante sua gestão na Secretaria de Educação, como o novo PCCR, o maior concurso para professores da história da Paraíba, programas de premiação e iniciativas de formação continuada.