30 C
Mamanguape
quinta-feira, 8 outubro 2026
Bayeux
Início Site Página 2491

Especialistas respondem a questões de leitores sobre o impeachment

A presidente Dilma Rousseff: cabe ao Senado decisão final de seu afastamento do Planalto
A presidente Dilma Rousseff: cabe ao Senado decisão final de seu afastamento do Planalto

Impeachment, STF, Dilma, Cunha, Temer, batalhas jurídicas… Diante do confuso cenário político atual, tire suas dúvidas sobre o que vai acontecer nos próximos dias. Veja a seguir algumas delas, comentadas por especialistas:

Dilma é afastada pela Câmara ou pelo Senado? 

No caso de o impeachment passar na Câmara, o Senado teria a palavra final. Os deputados, na verdade, podem apenas autorizar o processo – que só seria iniciado caso os senadores assim decidissem. 

Ou seja: Dilma Rousseff só seria processada se a maioria simples do Senado (ao menos 41 dos 81 votos) aceitasse a recomendação da Câmara para processá-la. Se isso ocorresse, a presidente teria de sair temporariamente do cargo por até 180 dias, enquanto esperaria o julgamento final pelos senadores. Enquanto isso, o vice, Michel Temer (PMDB), assumiria a cadeira interinamente.

Caso o Senado não concluísse o processo no prazo, Dilma reassumiria e aguardaria a votação no exercício do mandato. Para ela perder o cargo efetivamente, seriam necessários os votos de no mínimo dois terços da Casa – 54 senadores. Se isso não acontecesse, a presidente seria absolvida e retomaria suas funções.

Eu posso chamar o impeachment de Dilma de golpe? 

A pergunta é bastante polêmica e depende do entendimento das acusações ou do alinhamento político-ideológico de cada um. Em entrevista recente à “BBC Brasil”, a ex-candidata à Presidência Marina Silva (Rede), por exemplo, defendeu a validade do processo e disse que não pode ser classificado como golpe.

Em um artigo, a revista britânica “The Economist” afirmou que o impeachment não é um golpe, embora considere que a medida não representa a melhor solução para o Brasil. Em um texto anterior, a publicação defendeu a renúncia da presidente.

O cientista político Antonio Carlos Mazzeo, professor do departamento de História da USP, afirma que o impeachment em si é um instrumento democrático, e foi usado de maneira correta no caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Dilma ergue braço de Lula na posse do padrinho na Casa Civil: ele nem chegou a exercer o cargo
Dilma ergue braço de Lula na posse do padrinho na Casa Civil: ele nem chegou a exercer o cargo

Mazzeo, porém, é parte do grupo que considera que o processo contra Dilma é feito com “bases irreais”, por não ver clareza nas acusações de “pedaladas fiscais”. Há quem discorde dessa visão, argumentando que as manobras orçamentárias dão motivo, sim, para a saída da presidente.

O relator da comissão especial que analisou a questão na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), entendeu que o processo é válido. Ele disse estar convicto de que há “indícios de gravíssimos e sistemáticos atentados à Constituição”, o que configuraria crime de responsabilidade. Por 38 votos a 27, o parecer foi aprovado pelo colegiado. A defesa de Dilma sustenta que o impeachment seria um “golpe” porque não há provas de que ela tenha cometido atos de extrema gravidade intencionalmente. 

Se Dilma sair, vão haver novas eleições?

Caso Dilma sofra um impeachment, não. Neste caso, Temer assumiria o cargo até o fim do mandato, ou seja, até o fim de 2018. Novas eleições poderiam ser convocadas apenas em outros cenários.

O primeiro deles, de Dilma e Temer serem cassados, poderia ocorrer caso o Tribunal Superior Eleitoral julgue procedente uma ação de impugnação da eleição da presidente, com base em acusações do PSDB de que a campanha da chapa teria sido financiada parcialmente pelo esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

O segundo, se Temer, após assumir, sofresse um impeachment ou renunciasse. Ou, o terceiro, se ambos renunciassem. Em todos esses cenários, assumiria temporariamente a Presidência da República o presidente da Câmara (função exercida atualmente por Eduardo Cunha, do PMDB), que teria de convocar novas eleições em até 90 dias.

Há um porém. Se a cadeira presidencial ficasse vaga ainda na primeira metade do mandato (até o fim deste ano), as eleições seriam diretas, ou seja, com voto popular; mas se isso ocorresse a partir da segunda metade do mandato, o Brasil teria eleições indiretas, com apenas deputados federais e senadores apontando um sucessor.

Já foi aventada a possibilidade de um acordo em que o Congresso aprovaria um projeto convocando novas eleições. Essa discussão, porém, não avançou até o momento.

Por que Temer não está sofrendo o impedimento, se ele fez o mesmo que Dilma? 

Há um pedido de impeachment contra Temer, feito pelo advogado mineiro Mariel Márley Marra, argumentando que o vice e Dilma cometeram o mesmo crime de gestão fiscal e, por isso, devem ser processados conjuntamente pelo Congresso Nacional.

Segundo o advogado, Temer cometeu crime de responsabilidade ao assinar quatro decretos de suplementação orçamentária entre maio e julho de 2015, autorizando novos gastos quando o governo já não estava cumprindo a meta original estabelecida para o superavit primário – economia para pagar juros da dívida pública.

A defesa do vice tem argumentado que ele não pode ser responsabilizado porque não teria participado da elaboração dos decretos nem da formulação da política econômica do governo, ou seja, apenas cumpriu o ato burocrático de assiná-los por Dilma estar fora do País.

Após Cunha decidir arquivar a solicitação de Marra, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, anulou a medida e determinou que ele colocasse o pedido em tramitação. Na última quarta-feira (13), porém, Cunha entrou com mais um recurso na Corte para tentar reverter a decisão. O recurso será relatado pela ministra Rosa Weber.

Para Mazzeo, da USP, é preciso ter em mente que, para além do lado jurídico, “o processo de impeachment tem uma carga política muito pesada”. “Temer não está (sofrendo impeachment) porque esta é uma ação política. Se a comissão do impeachment tivesse parado para analisar tudo em detalhes, o cenário seria diferente”, opina ele. “Mas não houve isso. Desde o inicio, uma parte queria o impeachment e outra, não. E o que vemos é o Cunha acelerar o (processo de impeachment) da Dilma e barrar o do Temer.”

O cientista político Rafael Cortez, da consultoria Tendências, ressalta que o processo contra a presidente “caminhou para destravar o problema” da governabilidade. “Sob essa lógica, é pouco provável que se avance nessa mesma direção se o Temer assumir.”

O que Temer e Cunha poderão fazer pela estabilidade política e econômica no Brasil que Dilma não seria capaz de fazer?

Na opinião de Cortez, o custo de restaurar a governabilidade é mais baixo com Temer do que com a Dilma. “No caso dela, a luta pra evitar o impeachment significou amarrar as mãos do Planalto e ir na direção contrária à que defendem os aliados do PT. E o processo político acabou sendo vítima do impeachment”, diz.

O vice-presidente da República, Michel Temer: articulador do rompimento do PMDB com Dilma
O vice-presidente da República, Michel Temer: articulador do rompimento do PMDB com Dilma

Uma administração Temer, segundo o analista, criaria uma janela de oportunidades para conter a instabilidade política, que acabou afetando a política econômica. “Mas uma janela não é uma condição garantida. É preciso lembrar que há um risco político significativo, com um déficit de legitimidade especialmente por conta da Lava Jato (na qual o vice também é citado; ele nega envolvimento).”

O que acontecerá com Eduardo Cunha depois do impeachment? 

Cunha é réu da primeira ação penal aberta pelo STF na Operação Lava Jato. Entre as várias acusações que pesam contra ele, a principal é a de que teria recebido US$ 5 milhões (R$ 17,6 milhões) de propina em contratos da Petrobras, o que ele nega.

Na opinião de Mazzeo, “em algum momento ele vai ter a prisão decretada (pelo Supremo). Vai ser cassado. A situação é insustentável”. Cortez, por sua vez, não descarta que ocorra algum tipo de acordo para manter Cunha na Câmara, mas de uma forma que não passe a impressão de que houve impunidade.

“Talvez uma punição que não representasse a perda de mandato, como a saída da presidência da Câmara”, exemplifica. Ainda está em tramitação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa um processo que pede a cassação do mandato de Cunha, sob a acusação de quebra de decoro parlamentar por mentir à CPI da Petrobras sobre possuir contas na Suíça. Ele nega as acusações.

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados: segundo na linha sucessória ao Planalto
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados: segundo na linha sucessória ao Planalto

Do PBVale, com BBC Brasil 

Deputados decidem se denúncia contra Dilma será aceita; votação começa às 14h

Brasília - Plenário durante discussão do processo de impeachment de Dilma (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília – Plenário durante discussão do processo de impeachment de Dilma (Wilson Dias/Agência Brasil)

A Câmara dos Deputados decide hoje (17) se aceita a denúncia de crime de responsabilidade contra a presidenta Dilma Rousseff acatada em dezembro pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Após mais de dois dias de discussão pelo plenário da Casa, o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impeachment, vai a voto a partir das 14h. A votação é aberta e cada um dos 513 deputados será chamado nominalmente para declarar sua posição. Para ser aprovado são necessários 342 votos favoráveis, ou dois terços da Casa.

O pedido que está em análise pelos deputados foi feito em outubro do ano passado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. e a advogada Janaína Pascoal.  

A sessão de votação será aberta com a fala do relator. O deputado Jovair Arantes terá 25 minutos para apresentar seu parecer a favor do impeachment. Depois, os 25 líderes partidários, além dos líderes do governo e da minoria, orientarão suas bancadas. A previsão de Eduardo Cunha é que o resultado da votação seja conhecido por volta das 21h.

Ordem de votação

Depois de anunciar que a ordem de chamada da votação seria iniciada pelos deputados da Região Sul e finalizada pelos da Região Norte, Cunha recuou e decidiu, na última quinta-feira (14), que a ordem da votação será alternada, começando pelos deputados de um estado do Norte. A decisão foi tomada horas antes de o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão extraordinária, rejeitar ação do PCdoB, que pedia a anulação das regras definidas pelo presidente da Câmara,

De acordo com decisão de Cunha, a ordem de chamada será a seguinte: parlamentares de Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amapá, Pará, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Goiás, Distrito Federal, Acre, Tocantins, Mato Grosso, São Paulo, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas.

O processo de votação deverá durar cerca de quatro horas, uma vez que cada um dos 513 deputados, segundo cálculos da presidência da Casa, gastará, em média, 30 segundos para proferir seu voto.

“Estou prevendo quatro horas [de votação]. São 513, tem segunda chamada daqueles que não compareceram, tem o tempo de deslocamento até o microfone. [Somando] o gasto com cada procedimento desse meio minuto, serão 256 minutos, o que dá 4 horas e 16 minutos”, calculou Cunha.

Com menos de 342 votos, o pedido será arquivado. Se o resultado for favorável ao texto de Arantes, o processo segue para o Senado Federal analisar o processo de impeachment. Caso os senadores também acatem o parecer do relator e decidam que deve haver um julgamento quanto ao mérito, a presidenta é afastada por 180 dias e os senadores formarão uma nova comissão para analisar a denúncia.

Transmissão AO VIVO

O PBVale transmite neste domingo (17) a votação aberta do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no plenário da Câmara dos Deputados, a partir das 14h.

Por Ivan Richard e Paulo Victor Chagas

Terremoto deixa ao menos 77 mortos e 558 feridos no Equador

Tremor atingiu litoral do Equador e abalou estrutura de edifícios
Tremor atingiu litoral do Equador e abalou estrutura de edifícios
Tremor atingiu litoral do Equador e abalou estrutura de edifícios

Pelo menos 14 mil agentes da Força Pública do Equador foram mobilizados depois que o país decretou estado de emergência devido a um terremoto de 7,8 graus na escala Richter, registrado na tarde de sábado (16) . Até o momento, dados oficiais indicam que há pelo menos 77 mortos e 558 feridos.

O estado de emergência se aplica a seis regiões administrativas do Equador – Esmeraldas, Manbí, Santa Elena, Guayas, Santo Domingo e Los Ríos – e permite a destinação de recursos financeiros, a mobilização de forças de segurança pública e a centralização de informações sobre os danos provocados, informou o vice-presidente Jorge Glas.

Na ausência do presidente Rafael Correa, que se encontrava em viagem oficial em Roma, Glas liderou o Comitê Nacional de Operações de Emergência, na capital Quito.

Os locais mais afetados são Pedernales e Portoviejo, em Manbí. Segundo Jorge Glas, o terremoto de ontem é considerado o mais forte desde 1979.

Até o momento, foram deslocados 10 mil agentes das forças armadas e 300 bombeiros a Manabí, dos quais 200 exclusivamente a Pedernales, além de 3,5 mil membros da Polícia Nacional para Manabí, Esmeraldas, Guayas e Santa Elena.

O governo também mobilizou recursos do Ministério de Transporte e Obras Públicas e do Ministério da Saúde para esses locais locais. Um hospital móvel foi montado em Pedernales.

O ministro do Turismo, Fernando Alvarado, informou que toda a força aérea nacional (aviões das empresas públicas Petroamazonas, PetroEcuador, Tame, helicópteros da Polícia e Forças Armadas) está pronta para se deslocar, conforme for necessário. Os aviões da Tame estão transportando policiais, médicos, bombeiros e membros da Cruz Vermelha para as áreas mais afetadas.

Segundo informações do vice-presidente, não exise alerta de Tsunami e as pessoas que evacuaram suas residências por precaução podem regressar, já que o alerta de prevenção emitido foi suspenso. Jorge Glas informou também que os organismos internacionais de assistência a emergências estão alertas; que nenhuma estrutura de represas foi afetada e que a energia em Manabí está sendo restabelecida paulatinamente.

Glas instou a população a manter calma e a buscar informações e alertas nos canais oficiais do Ministério de Segurança (www.seguridadec.gob.ec), na Secretaria de Gestão de Riscos (www.gestionderiesgos.gob.ec) e, em caso de emergência, informar pelo 911.

Da Agência de Notícias Andes

PM recupera veículo clonado no centro de Rio Tinto

Veículo Gol apreendido e encaminhado para DPC
Veículo Gol apreendido e encaminhado para DPC

Na última sexta-feira (15) policiais da Força Tática da 2ª CIPM realizavam rondas na Praça João Pessoa, centro de Rio Tinto, Litoral Norte do Estado, ao efetuarem abordagem de rotina para verificação de um veículo Gol, foi constatado a ausência dos documentos obrigatórios.

O condutor não portava o documento e, ao realizarem consulta pela placa do veículo, NPT 7465 PB, não foi apresentada nenhuma restrição. No entanto, após verificação do chassi que estava com numeração raspada, foi identificado clone com registro de roubo e furto, na verdadeira placa KJJ 3015 PE. 

Durante depoimento o condutor justificou a aquisição do carro como forma de pagamento de uma dívida. O caso foi levado à delegacia para procedimentos.

Por Alex Figueiredo

Impeachment: após 34 horas de debates e 273 discursos, termina etapa inicial

Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO), aprovado em comissão especial, que recomenda a abertura do processo de impeachment da presidente da República (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)
Sessão especial para discussão e votação do parecer do dep. Jovair Arantes (PTB-GO)  (Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados)

Após 34 horas de debate e 273 discursos (alguns parlamentares falaram mais de uma vez), terminou às 18h58 a sétima sessão do plenário da Câmara dos Deputados para discussão sobre o pedido da presidenta Dilma Rousseff. A primeira sessão teve início na sexta-feira (15) às 8h55.

O deputado Weliton Prado (PMB-MG) foi o último a discursar. Vinte e quatro legendas discutiram a matéria: PMDB, PT, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTB, PDT, SD, PTN, PCdoB, PSC, PPS, PHS, PV, PSOL, PROS, Rede, PTdoB, PSL e PMB. O PEN não indicou nenhum orador para discursar. Todos os partidos representados na Câmara tiveram o direito de se manifestar por uma hora. No total, são 25 partidos.

Depois que todos os partidos se pronunciaram, começou a oitava sessão para os deputados falarem individualmente. Cada deputado tem três minutos para falar. Essa sessão estava prevista para começar às 11h deste sábado (16).

Após reunião de líderes, o relator do processo do impeachment na Câmara, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), informou que 60 deputados de 14 partidos favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff abriram mão de falar no plenário, na etapa individual das discussões do impedimento. Segundo ele, essa iniciativa trará um ganho de seis a sete horas no processo, o que garantirá o início da votação neste domingo (17), às 14h.

Inicialmente, a lista de inscrições de deputados para discursos sobre a admissibilidade de abertura do processo de impeachment reunia 249 deputados: 170 iriam defender o afastamento da presidenta e 79 deveriam pedir o arquivamento do processo. As inscrições individuais começaram às 9h e foram encerradas às 11h de sexta (15).

Jovair Arantes reiterou que não há “a menor possibilidade de adiamento” da sessão de votação no domingo, às 14h. “A partir das 11h de amanhã, vamos encerrar a sessão de debates”, disse o deputado.

Os partidos favoráveis ao impeachment são: PSDB, DEM, PSB, PPS, PRB, PP, PR, PSC, PROS, PTN, SD, PSL, PSC e PHS.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também afirmou não haver “a menor possibilidade” de “qualquer adiamento” do processo de impeachment de Dilma Rousseff. “A sessão de votação começará amanhã às 14h, como estava previsto, e terminará amanhã”, afirmou.

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Cidades do interior da Paraíba têm manifestações contra o impeachment

Integrantes do MST se concentraram no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Waléria Assunção/TV Paraíba)
Integrantes do MST se concentraram no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Waléria Assunção/TV Paraíba)
Integrantes do MST se concentraram no Estádio Amigão, em Campina Grande (Foto: Waléria Assunção/TV Paraíba)

A Paraíba registrou três manifestações contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na manhã deste sábado (16). Os atos aconteceram nas cidades de Campina Grande, no Agreste, e Cajazeiras e Patos, no Sertão do estado.

Movimento disse que não vai fazer interdições nas rodovias (Foto: Taiguara Rangel/G1)
Movimento disse que não vai fazer interdições nas rodovias (Foto: Taiguara Rangel/G1)

Em Campina Grande, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se concentraram no em frente ao Estádio Ernani Sátiro, o Amigão, para sair em caminhada para João Pessoa. A organização estima a participação em 650 pessoas em Campina Grande, mas espera a adesão de outros integrantes do movimento no decorrer da caminhada. A Polícia Militar está acompanhando o ato, mas ainda não divulgou estimativa de público.

A previsão é de que a caminhada dure até o dia 26 de abril, percorrendo cerca de 130km em 10 dias. Uma das coordenadoras do MST na Paraíba, Dilei Aparecida, disse que não foi feito nenhum pedido formal de escolta para Polícia Militar ou Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas que haverá equipes para sinalizar a marcha. Eles não farão interdição e devem ocupar apenas uma das faixas nas rodovias.

Em Cajazeiras, o ato foi uma carreata. Os manifestantes saíram do campus de Cajazeiras da Universidade Federal de Campina Grande (UFPB) por volta das 9h20 e seguiram para a Praça Das Oiticicas, onde chegaram às 11h. A organização estima a participação de 600 pessoas em 150 carros e 100 motos. O 6º Batalhão de Polícia Militar informou que não foi até o protesto e não tem estimativa de público. O movimento foi convocado pela Frente Brasil Popular – Paraíba.

Em Patos, um grupo de manifestantes se reuniu na Praça Getúlio Vargas, no Centro da cidade. O protesto começou por volta das 8h e durou cerca de uma hora. A organização e a Polícia Militar não divulgaram estimativa de público. As informações são do G1.

Carreata aconteceu em Cajazeiras, da UFCG até a Praça Das Oiticicas (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)
Carreata aconteceu em Cajazeiras, da UFCG até a Praça Das Oiticicas (Foto: Felipe Valentim/TV Paraíba)

MAMANGUAPE DE A a Z

Por Sebastião Gerbase (Basinho)

A política em Mamanguape está tomando um rumo perigoso.  Escutando as rádios locais a gente sente isso.

Discursos inflamados, provocações despropositadas, e recheadas de impertinência, perigosas indiretas, visando atingir a honra de terceiros envolvidos no processo, estão assumindo o lugar do comedimento que o momento exige.

E o pior é o mau exemplo, perigosamente, se irradiando entre fiéis e desinformados seguidores.

Por exemplo:

Na minha condição de cidadão eleitor, fiz uns versos advertindo a população sobre o abandono da cidade. Além de postar na internet, mandei confeccionar alguns banners e coloquei em alguns locais públicos.

Pois, recentemente, num desses locais (Bar de dona Luíza), a obra apareceu violentamente cortada de faca.

Como sou contra todo tipo de violência que se possa evitar, a melhor forma que encontrei para rechaçar tal vandalismo, foi postando os versos novamente, como segue:

Mamanguape de A a Z

Atraso é a palavra

Que melhor se encaixaria

Pra definir Mamanguape

Nessa sua arritmia.

Bem que eu preferiria

Não insistir nesse tema

Mas minha livre expressão

Não me permite essa algema.

Como fez o beija flor

No incêndio da floresta

Não abrirei mão da minha

Participação modesta.

Denunciarei, de pronto,

Com responsabilidade

Essa extinção sumária

Da nossa maternidade.

Enquanto eu vida tiver

Não levo na brincadeira

E nem vou me acostumar

Com os urubus da feira.

Falsas promessas, mentiras

E a corrosão das traças

Jamais deixarão trazer

De volta as nossas praças.

Gasta-se tanto dinheiro

E é aí que está o nó

A buraqueira nas ruas

Parece um buraco só.

Hospitais fecharam dois

E o “Sertãozinho” morreu

Nosso carnaval murchou

E a violência cresceu.

Insuportável atraso

Que danifica a imagem

De uma cidade que é vítima

De tanta politicagem.

Jamais hei de acreditar

Em nova perspectiva

Porque a culpa não é

Só administrativa.

Lamento pensar assim

E a ninguém peço desculpa

Nem desculpo os culpados

A quem atribuo à culpa.

Minha esperança zerou

E minha expectativa

Em curto ou em médio prazo

Não é lá tão positiva.

Não tenho em quem confiar

Pois não há nada de novo

Nenhum projeto viável

Em benefício do povo.

Oremos contra o descaso

Que mais parece um agouro

Não há jeito que dê jeito

É da feira ao matadouro.

Parece até coisa feita

Coisa assim, proposital,

Abandonaram de vez

Nosso Horto Florestal.

Quem usa sabe o que é

Durante toda a semana

Enfrentar em Mamanguape

A mobilidade urbana.

Reforçando o que eu já disse

Sobre o nosso viaduto

A entrada da cidade

É desprezo absoluto.

Se quiser ver mais detalhes,

Que o desprezo continua

É só dar uma voltinha

Olhando de rua em rua.

Terá surpresa e verá

De forma involuntária

Que o antigo “Bar de Souza”

É a nossa Rodoviária.

Uma vez que está surpreso

Procure entretenimento,

Lazer, cultura e se informe

Como anda o esgotamento.

Você que ama essa terra

Que sente indignação

Há de concordar comigo.

Tenho ou não tenho razão?

Xodó desde a minha infância

Mamanguape é meu encanto

De tanto amar essa terra

Nem todo filho ama tanto.

Zero é a nota que dou

Por essa triste evidência

E dou zero ao incompetente

Pela sua incompetência.

 

Por Sebastião Gerbase (Basinho)

Policia Civil apreende armas e várias munições em Cuité de Mamanguape

Material apreendido
Material apreendido

Policiais Civis da 7ª Delegacia Seccional deram cumprimento nesta sexta-feira (15), ao mandado de busca e apreensão, expedido pelo Juízo da Comarca de Mamanguape, numa residência na cidade de Cuité de Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. Na busca foram encontradas três espingardas, dois revólveres e várias munições.

De acordo com informações, as armas encontradas de calibres 38 e 22, além de munições de calibre 12, 38 e 32, estavam na residência de um senhor de 50 anos de idade, conhecido por Elson e de seu filho Atanásio, de 25 anos.

O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados para a DPC de Mamanguape.

Por Alex Figueiredo 

Dez filmes com temas políticos e que tratam de intrigas e lutas pelo poder

Diante do momento de instabilidade política no país, elaboramos uma lista com dez filmes que abordam a temática política, com seus conchavos, negociatas, além da luta pelo poder ou para mantê-lo. Alguns farão o leitor lembrar do processo de impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT), que será votado neste domingo (17), na Câmara dos Deputados. Outros mergulhar em temas mais ideológicos. A série House of Cards caberia como uma luva na relação, mas ficou de fora por estar disponível apenas para assinantes do Netflix. Apesar de o ponto motivador da lista ser o impeachment, peço ao leitor que não busque essa relação em todos os filmes sugeridos.

Confira a relação:

1. Todos os Homens do Presidente
Um filme que, em certa medida, lembra o alguns episódios do impeachment da presidente Dilma Rousseff, por tratar do drama de um presidente em vias de ser afastado. Uma dupla de repórteres desfia vagarosamente todos os pontos que do escândalo político que ficou conhecido como Caso Watergate, que permitiu a ascensão de Richard Nixon à presidência dos Estados Unidos e acabou em sua renúncia. Veja trailer aqui.

2. Frost / Nixon
Outro filme que trata do drama de Nixon. Conhecido por apresentar programas de entretenimento na TV britânica, David Frost encara o desafio de entrevistar o ex-presidente americano Richard Nixon, que teve de renunciar após o escândalo do caso de Watergate. Reprodução realista da entrevista, o filme recupera a tensão de Nixon que culminou com a confissão de que, para ele, o presidente está acima da lei. Veja trailer aqui.

3. Entreatos
De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002 a equipe de filmagem acompanhou passo a passo a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados, gravações de pronunciamentos e programas eleitorais. Veja aqui.

4. Terra em Transe
Eldorado entre o conservadorismo e o populismo, um jornalista entre a poesia e a militância, entre o luxo estéril da elite e a docilidade bovina das massas: contradições de uma América Latina nada fantasiosa sob a lente poderosa de Glauber Rocha.

https://youtu.be/0cVB5rZDNOA

5. Getúlio
A intimidade de Getúlio Vargas (Tony Ramos), então presidente do Brasil, em seus 19 últimos dias de vida. Pressionado por uma crise política sem precedentes, em decorrência das acusações de que teria ordenado o atentado contra o jornalista Carlos Lacerda (Alexandre Borges), ele avalia os riscos existentes até tomar a decisão de se suicidar. Veja trailer aqui.

6. A Queda – As últimas horas de Hitler
Aclamada como a melhor reencenação cinematográfica dos últimos momentos da vida de Adolf Hitler, a obra mostra o führer acuado em seu bunker, em estado de nervos diante de oficiais confusos e relutantes em aceitar a derrota na Segunda Guerra Mundial. Oportunidade para assistir à sequência de Hitler enfurecido que virou pau pra toda obra entre os artistas da paródia.

7. Gandhi
Retrata desde o trabalho do indiano como advogado até a liderança das revoltas contra o colonialismo britânico. É um filme que mostra como a população se uniu para tomar o poder sem que, para isso, fossem travadas lutar armadas. Veja trailer aqui.

8. Adeus, Lenin! (Good Bye, Lenin! Direção: Wolfgang Becker, 2003) País: Alemanha
Sinopse: A mãe de Alexander, fiel devota do socialismo na antiga Alemanha Oriental, tem um ataque cardíaco ao ver o filho em uma passeata contra o sistema vigente. Quando ela acorda do coma, após a queda do muro de Berlim, o médico aconselha a Alexander que ela evite emoções fortes, pois outro ataque tão cedo seria fatal. Com o peso na consciência pelo estado atual de sua mãe, Alex faz de tudo para que ela continue vivendo em uma ilusória Alemanha socialista, mudando embalagens de produtos industrializados e até mesmo inventando documentários televisivos para preencher as brechas do dia-a-dia do recente capitalismo no país. Veja trailer aqui.

9. O ano em que meus pais saíram de férias
1970. Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir da perseguição política, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tena quhe ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é vizinho do avô de Mauro. Veja trailer aqui.

10. Intrigas de estado
Stephen Collins (Ben Affleck) é um ambicioso congressista americano, visto por seu partido como sendo um candidato em potencial para o futuro. Quando sua assistente morre de forma trágica, Cal McAffrey (Russell Crowe), um veterano repórter, é designado para cobrir a história. Juntamente com sua parceira Della Frye (Rachel McAdams) ele passa a investigar o caso, descobrindo uma grande conspiração política. Veja trailer aqui.

via Blog do Suetoni Souto Maior 

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas

Foto: Reprodução

Votação dos candidatos de Elias Costa e João Ribeiro superam os do prefeito Márcio...

Os candidatos a deputado estadual e federal apoiados pelos ex-prefeitos Elias Costa e João Ribeiro somaram 5.173 votos em Jacaraú, superando os 4.221 votos obtidos pelos candidatos apoiados pelo prefeito Márcio Aurélio. A diferença de 952 votos fortalece a oposição e amplia as discussões sobre o cenário político para a sucessão municipal de 2028.

Plenária reúne mais de 2 mil pessoas em João Pessoa e unifica forças para...

Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
Foto: Reprodução

Republicanos indica Wilson Filho para a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba

O Republicanos oficializou, por unanimidade, o nome de Wilson Filho para disputar a presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba. O partido reafirmou compromisso com a base governista e destacou o fortalecimento da legenda após as Eleições 2026.