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Veja propostas e trajetória de Michel Temer, que assume Presidência nesta quinta

O vice-presidente da República, Michel Temer: articulador do rompimento do PMDB com Dilma

A partir desta quinta-feira (12), o atual vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume interinamente, por 180 dias, o cargo de presidente do Brasil. A possibilidade surgiu através do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) que foi votado no Senado. Antes mesmo de assumir, Temer já sinalizou propostas para tentar tirar o País da crise financeira, como a volta das privatizações, mais exportação de produtos e a revisão de programas sociais.

As primeiras propostas de Temer surgiram em novembro de 2015 com o lançamento do ‘Ponte para o Futuro’, um documento do PMDB explicitando o momento político do Brasil na época, além de possíveis soluções para que o País não se aprofundasse na crise financeira. Clique aqui e veja o documento na íntegra.

Neste ano, a Fundação Ulysses Guimarães lançou um novo documento, chamado ‘A Travessia Social’, que deve ser base para mudanças em programas sociais em um eventual governo Temer.

Programas Sociais

No novo documento, o principal programa social do PT, o Bolsa Família, vai passar por reformulação. A ideia é concentrar o foco nos 10 milhões de brasileiros considerados como a parcela de 5% mais pobre da população.

Outros 70 milhões de brasileiros atendidos pelo programa devem passar por programas de aprimoramento para ingresso no mercado de trabalho.

Além disso, a proposta é relançar o ‘Minha Casa, Minha Vida’, que seria focado na população mais carente, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que deverá ser avaliado quanto ao impacto na melhoria do emprego e na renda do trabalhador.

Privatizações

O documento também quer mais proximidade do governo federal com os setores privados, com a privatização de “tudo o que for possível em matéria de infraestrutura (…) nas áreas de habitação popular, de saneamento e transporte urbano de alta qualidade”, segundo o programa.

Ainda segundo o documento, o governo deixaria de ser provedor de bens públicos, passando a responsabilidade para iniciativa privada, focando a administração nas áreas de saúde, educação, segurança pública e proteção social.

“É preciso identificar oportunidades de colaboração com o setor privado, para desenvolver parcerias público-privadas com compartilhamento de riscos operacionais e financeiros, para estimular aumentos de produtividade e ganhos de eficiência”, diz o documento.

Ajuste fiscal e mercado externo

A proposta também traz possíveis novas medidas fiscais aprovadas pelo Congresso Nacional para que o Brasil possa voltar à segurança econômica e deixe menos burocráticas algumas restrições.

“Sem o peso das atuais restrições estruturais, vamos poder aliviar a contração da economia, estimular a iniciativa privada e começar um longo esforço para proteger os mais vulneráveis dos efeitos da crise e começar a tornar mais suportável a vida das grandes maiorias nas cidades”, cita o texto proposto pelo PMDB.

Para as finanças do Brasil, o texto traz mais incentivo às exportações para garantir melhores remunerações e empregos permanentes aos brasileiros. Além disso, o documento também explana a necessidade de revisão do sistema tributária e atualização de regras trabalhistas.

“As exportações devem se tornar uma parte importante de nossa economia e uma fonte permanente de empregos bem remunerados para nossa população. Acordos regionais são uma arquitetura aberta, à qual podemos ou devemos aderir, com o pesado custo de ter que aceitar regras em cuja definição não tivemos qualquer participação. Vamos pagar o custo de ter chegado tarde por culpa exclusivamente nossa, e talvez venhamos a encontrar agora um ânimo mais protecionista nos países centrais”, diz o documento.

Trajetória de Michel Temer

Michel Temer nasceu em setembro de 1940 no município de Tietê, em São Paulo. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Temer iniciou a carreira política em 1981, ao se filiar no PMDB.

O primeiro cargo público que ocupou foi de oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, secretário de Educação no governo do Estado de São Paulo. Após isso foi secretário de Segurança Pública de São Paulo e foi deputado federal por seis mandatos (1987-1991, 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011).

Temer já assumiu a Presidência da República de maneira interina, entre 27 de janeiro de 1998 e 31 de janeiro de 1998; e em 15 de junho de 1999. É vice-presidente desde 2010, quando foi eleito na chapa com a presidente Dilma Rousseff e reeleito em 2014.

O vice-presidente tem perfis nas redes sociais no Facebook; Twitter; e Instagram, além do site oficial. Com informações do Portalcorreio.

PT articula oposição a Temer e pensa em nova ‘Diretas Já’

Certo de que foram inócuas as últimas cartadas do governo para sustação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se dedica à costura da estratégia de oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).

Segundo seus aliados, Lula só viajou a Brasília em solidariedade a Dilma. Na quinta-feira (12), ele pretende estar ao lado dela na saída do Planalto, caso o Senado autorize seu afastamento.

Petistas, partidos e movimentos de esquerda estão em busca de um mote. Não está descartada a reedição da campanha “Diretas Já”. Mais provável, no entanto, é a defesa de um plebiscito para a convocação de novas eleições.

Lula tem incentivado a criação de uma frente inspirada no modelo uruguaio: uma grande coalização que reuniria sindicatos, associações, partidos, ONG e outros movimentos de esquerda. A defesa da frente não tem, porém, o mesmo apelo da convocação de eleições diretas.

PT e aliados discutem atualmente a intensidade de oposição a Temer. O partido teme ser responsabilizado por fracassos do futuro governo caso adote um tom muito pesado.

De acordo com interlocutores, Lula considerou desastrosa a articulação do governo para deter o prosseguimento do processo de impeachment pelas mãos do presidente da Câmara em exercício, Waldir Maranhão (PP-MA). Na segunda, Maranhão revogou a decisão da Câmara que deu andamento ao processo. Sob pressão, reviu sua posição em menos de 24 horas.

MORO

A cassação do mandato de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) pelo Senado deve levar a denúncia contra o ex-senador e Lula pela tentativa de compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para as mãos do juiz Sergio Moro.

O caso está no STF porque Delcídio tinha o chamado foro privilegiado. Sem mandato, não haveria mais justificativa para manter o processo no STF.

As informações são da Folha de São Paulo.

Saiba o que pode acontecer com Dilma Rousseff se ela for afastada da Presidência

Consultores do Senado Federal e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), estão estudando quais direitos a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá ter, a partir da quinta-feira (12), caso o processo de impeachment seja aprovado na Casa nesta quarta-feira (11) e ela seja afastada do cargo por 180 dias.

O pedido de análise dos direitos de Dilma em um provável afastamento foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Segundo consultores legislativos, Renan Calheiros deve informa às prerrogativas que Dilma manterá se for afastado do cargo assim que a votação for consumada. Caso seja afastada, Dilma conhecerá os seus direitos através de uma resolução que virá da Mesa da Casa e será votada simbolicamente pelos senadores.

Entre as dúvidas que devem ser esclarecidas por esse projeto de resolução está, por exemplo, se Dilma poderá continuar ocupando o Palácio da Alvorada, residência oficial de presidentes da República. Também não se sabe como ficará a utilização, por ela, de helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira para viagens.

O único direito garantido por lei a um presidente afastado em processo de impedimento é a manutenção da metade de seu salário, o que corresponde a R$ 15,4 mil.

Outra possibilidade em caso de afastamento é de que Dilma fique com direitos garantidos a ex-presidentes, como seis servidores para segurança e apoio pessoal. Desses, quatro com salários até R$ 8,5 mil e dois de R$ 11,2 mil. Também custeados pela Presidência da República, ex-presidentes têm direito a dois motoristas com carros oficiais. As informações são da Agência Brasil.

Litoral da Paraíba pode ter ressaca e ondas de até 2,5 m até noite de quinta

O tenente Hebert França, da Capitania dos Portos, explicou que o prolongamento do alerta aconteceu após um estudo técnico do Centro de Hidrografia Marinha sobre as marés para esta quarta e a previsão da quinta-feira (12). “Podemos ter uma previsão de ondas de até 2 metros para o dia, mas a condição de ressaca, uma anomalia da natureza, gera um agravante que pode ocasionar ondas de 2,5 metros”, explicou.

De acordo com as previsões de maré divulgadas pela Capitania dos Portos da Paraíba, com base em dados coletados no porto de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, as duas marés mais altas até o final da noite de quinta-feira devem acontecer às 20h19 desta quarta e às 8h41 de quinta-feira. A tábua completa de marés pode ser conferido no portal da Capital dos Portos da Paraíba.

“Pedimos cautela, ainda que tenha um efeito menor, aos banhistas e surfistas que queriam aproveitar o litoral nesse período. A gente sabe que a ressaca gera ondas altas que os surfistas, principalmente na praia do Bessa [em João Pessoa], gostam de aproveitar, mas o cenário é preocupante e merece cautela. João Pessoa é privilegiada pela barreira de arrecifes, que impede a força do mar, mas mesmo assim podemos ter 2,5 metros”, concluiu.

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) prevê mais chuvas para todas as regiões do estado nesta quinta-feira (12). Para a região do Litoral, por exemplo, a Aesa prevê nebulosidade variável com chuvas. Para as demais regiões que compõem o setor leste, Agreste e Brejo, a previsão é de nebulosidade variável com chuvas esparsas. Para a região do Semiárido, Cariri-Curimataú, Alto Sertão e Sertão, nebulosidade variável com possibilidade de chuvas isoladas. As informações são do G1.

Mulher diz ter sido estuprada após carona de moto na Paraíba

Uma mulher denunciou ter sido estuprada na madrugada desta quarta-feira (11), na cidade de Itatuba, no Agreste paraibano, depois de ter pedido uma carona na zona rural do município. A vítima relatou à Polícia Militar que foi espancada pelo autor do crime e forçada a manter relações sexuais, às margens de uma estrada vicinal do município.

O crime foi registrado por volta de 1h50. Segundo o Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciop), a vítima informou que havia saído de casa para comprar bebidas e pediu carona ao suspeito.

Quando os dois estavam retornando para casa, o condutor da moto desviou o caminho e entrou em uma estrada que dá acesso ao sítio Cajá, na zona rural de Itatuba.

Ainda de acordo com a polícia, a vítima contou que, ao perceber a mudança no caminho, pulou da motocicleta para tentar fugir, mas foi agredida e violentada sexualmente. Depois do crime, a mulher procurou a Polícia Militar e foi encaminhada para realização de exames médicos e periciais. As informações são do G1.

Carga de calçados avaliada em R$ 700 mil é apreendida na Paraíba

Carregamento saía de Campina Grande, no Agreste, para o Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)
Carregamento saía de Campina Grande, no Agreste, para o Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)
Carregamento saía de Campina Grande, no Agreste, para o Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco)

Uma carga de calçados avaliada em cerca de R$ 700 mil foi apreendida pelo Fisco Estadual da Paraíba, na cidade de Campina Grande, no Agreste paraibano, na terça-feira (10). A carga estava em um caminhão do tipo baú e não tinha nota fiscal. A multa para liberação dos produtos é de R$ 190 mil, segundo o fisco.

De acordo com o auditor fiscal Osvaldo Dunga, o veículo foi interceptado na saída de Campina Grande, próximo à rodovia federal BR-230, quando seguia com destino ao Rio de Janeiro. Segundo o condutor do caminhão toda a carga é de sandálias.

Ainda de acordo com o fisco, não foi possível contar quantos pares de calçados havia no carregamento, pois o baú do caminhão estava lacrado e só pode ser aberto pelo dono dos produtos. A carga está apreendida no depósito do fisco, em Campina Grande, e só será liberada após a regularização e pagamento da multa. As informações são do G1.

Coronel reformado da Polícia Militar é encontrado morto na Paraíba

Coronel reformado foi encontrado morto dentro do próprio apartamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Coronel reformado foi encontrado morto dentro do próprio apartamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Coronel reformado foi encontrado morto dentro do próprio apartamento (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Foi encontrado morto, nessa terça-feira (10), o coronel reformado da Polícia Militar Roberto Subitschek. Segundo informações do major Cristovão Lucas, o corpo foi encontrado dentro do próprio apartamento do coronel, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

O major Lucas explicou que ninguém via o policial reformado sair de casa há dois dias. A vizinha estranhou a ausência dele e bateu na porta, que estava aberta. Ela encontrou o corpo de Roberto caído no chão.

Uma perícia foi feita no local e não identificou nenhum sinal de violência. A principal suspeita é de que ele teve uma morte natural.

O coronel Roberto Subitschek tinha 54 anos, era médico e chegou a ser diretor do Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho. As informações são do G1.

Idecan divulga resultado definitivo de prova objetiva do concurso da UFPB

O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) divulgou, na terça-feira (10), o resultado definitivo da prova objetiva do concurso da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A lista inclui as notas dos candidatos em cada prova e sua situação (se foram aprovados ou não) e pode ser conferida no site do instituto. Também nessa terça-feira, foi publicada uma retificação do gabarito oficial e o resultado dos recursos. A prova foi aplicada no dia 13 de março.

Veja a lista definitiva dos aprovados e também a retificação dos gabaritos das provas. Quem entrou com recursos pode conferir a análise em outro documento também divulgado pelo Idecan. Os candidatos também podem ter acesso às provas no site da organizadora. As provas práticas, que inicialmente estavam prevista para os dias 30 de abril e 1º de maio, devem ocorrer nos dias 14 e 15 de maio.

Segundo a organização do concurso, 87.260 pessoas se inscreveram na seleção, mas cerca de 22% faltaram às provas objetivas. O edital ofereceu 154 vagas em cargos de três níveis de escolaridade (fundamental, médio e superior). As provas foram realizadas em João Pessoa, Bananeiras, Areia, Mamanguape e Rio Tinto.

O processo de seleção do concurso, além das provas objetivas que têm caráter eliminatório e classificatório, também conta com provas práticas para os cargos de Farmacêutico e Técnico em Laboratório, exceto na área de Redes de Computadores, também de caráter eliminatório e classificatório. Vão ser habilitados para fazer a prova prática os aprovados nas provas objetivas em número correspondente a dez vezes o número de vagas para cada cargo.

Os candidatos vão fazer a prova prática para comprovar seu domínio sobre as tarefas determinadas pelo examinador técnico da área. Serão apresentadas situações práticas em cada na área, utilizando equipamentos e ferramental específico e serão avaliados os conhecimentos, as habilidades na realização de procedimentos técnicos e as condutas diante das situações práticas que deverão ser realizadas pelos candidatos. As informações são do G1.

AO VIVO: votação do impeachment de Dilma no Senado

Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária.Mesa: senador Gladson Cameli (PP-AC); senador Vicentinho Alves (PR-TO); presidente do Senado Federal senador Renan Calheiros (PMDB-AL); senador João Alberto Souza (PMDB-MA); senador Jorge Viana (PT-AC).Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O plenário do Senado iniciou às 10h desta quarta-feira (11) a sessão que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Para que o processo seja instaurado, dando início à fase de produção de provas e, posteriormente, ao julgamento da presidente, é preciso que estejam presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta).

A aprovação do relatório da Comissão Especial do Impeachment, de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), exige maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. Por exemplo: se estiveram presentes 60 senadores, são necessários pelo menos 31 votos. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só vota em caso de empate.

Regras da votação
Renan Calheiros afirmou que os microfones serão desligados assim que se esgotar o tempo de 15 minutos que cada senador inscrito terá para se pronunciar.

Ele disse que alertará ao senador que estiver ocupando a tribuna quando faltarem dois minutos e depois um minuto para o término do pronunciamento.

Renan informou que senadores pró-impeachment e defensores do governo devem se alternar na tribuna do Senado para fazer suas exposições, de acordo com a ordem de inscrição.

Ele dividiu a sessão em três blocos, com intervalos de uma hora entre cada um. De manhã, das 9h às 12h; à tarde, das 13h às 18h; e à noite, de 19h em diante.

Não serão permitidos apartes durante a sessão. Também não está previsto tempo para orientação de voto das bancadas pelos líderes partidários.

Acusação
Na última sexta (6), o relatório de Anastasia foi aprovado com 15 votos a favor e 5 contra na Comissão Especial do Impeachment.

O parecer diz que a denúncia acolhida pela Câmara contra Dilma apresenta os requisitos formais exigidos pela lei e pela Constituição: indícios de autoria e existência de um crime de responsabilidade.

O parecer levou em conta decretos da presidente que abriram créditos suplementares sem autorização do Congresso e as chamadas “pedaladas fiscais”.

“Identificamos plausibilidade na denúncia, que aponta para a irresponsabilidade do Chefe de Governo e de Estado na forma como executou a política fiscal”, diz o texto. “Não se trata, por fim, de ‘criminalização da política fiscal’, como registrou a denunciada em sua defesa escrita apresentada a esta Comissão, mas da forma como a política foi executada, mediante o uso irresponsável de instrumentos orçamentário-financeiros”, completa o relatório mais à frente.

Defesa
No último dia 29, à Comissão Especial do Impeachment, o ministro José Eduardo Cardozo, afirmou que a eventual aprovação do impeachment será um “atentado” à Constituição.

“Para que exista impeachment, é necessário que nós tenhamos um atentado à Constituição, portanto uma situação de gravidade extrema por parte do presidente […] Tem que ser um atentado doloso”, afirmou Cardozo. O ministro também disse que sem que haja a afronta grave à Constituição o processo de impeachment é um “golpe”.

Cardozo afirmou também que o processo de impeachment não possui “pressuposto processual”. Isso porque, segundo ele, as contas da presidente Dilma Rousseff de 2015, que integram a peça de acusação contra a petista, ainda não foram julgadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Congresso Nacional.

“Afirmo, na defesa da presidente da República, que uma das condições é o julgamento da contas de 2015. As pedaladas e os decretos são questões orçamentárias e financeiras que englobam a análise pelo TCU, comissão mista do Congresso e depois pelo Congresso. Se a Constituição prevê um rito para apreciação das contas, não se pode em fase de juízo político usurpar o processo”, disse o ministro.

Notificação de Dilma
Renan Calheiros não quis dar detalhes de como e quando a presidente Dilma Rousseff será notificada da decisão dos senadores, caso seja aprovada a abertura do processo de impeachment.

Ele disse que a notificação deverá ser feita pelo primeiro secretário da Mesa do Senado, o senador Vicentinho Alves (PR-TO). A tendência é que a notificação aconteça na quinta-feira (12).


AS ETAPAS DE TRAMITAÇÃO DO IMPEACHMENT NO SENADO
Veja como deverá ser a tramitação do processo de impeachment no Senado:

Votação pelo plenário do parecer da comissão especial
>> Nesta quarta, a sessão para votação do parecer terá início às 9h. Cada um dos  senadores inscritos poderá falar por até 15 minutos.

>> Após os pronunciamentos dos senadores, terão direito a falar – por 15 minutos cada um – o relator da Comissão Especial do Impeachment, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), autor do parecer que defende a abertura do processo de impeachment, e o ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa da presidente.

>> Abre-se então o painel de votação, e os senadores votam por sistema eletrônico (sim, não ou abstenção). A votação é aberta e nominal, e será possível saber como cada um votou.
Para a votação valer, precisam estar presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessária maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), só vota em caso de empate.

>> Se aprovado o relatório da comissão, o processo é oficialmente instaurado.

>> Logo após a votação do parecer, deve ser colocado em votação um projeto de resolução para definir quais benefícios Dilma Rousseff poderá manter como presidente afastada.

>> A presidente será, então, notificada e, em seguida, afastada do cargo por até 180 dias. O vice Michel Temer assume a Presidência da República durante o período em que durar o julgamento no Senado.

>> O processo não precisa ser concluído durante o período de 180 dias de afastamento da presidente – o que possibilitaria a Dilma Rousseff retornar ao cargo com o processo ainda em andamento.

>> Caso o parecer seja rejeitado pelo plenário, o processo é arquivado, e a presidente permanece no cargo.


Instrução probatória e segunda votação

>> Se aprovado o parecer pelo plenário, o caso volta à comissão especial para a etapa de produção de provas, chamada de fase de instrução.

>> Será concedido à presidente um prazo de, pelo menos, 20 dias para apresentar a sua defesa – o prazo será fixado pelo presidente da comissão especial, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).

>> Nessa fase, acusação e defesa poderão pedir a convocação de testemunhas, a realização de perícias e o envio de documentos que acharem adequados, como pareceres do Tribunal de Contas da União. Não há prazo definido para essa etapa. Por se tratar de um processo judiciário, o comparecimento das testemunhas convocadas é obrigatório – sob pena de serem conduzidas coercitivamente.

>> No final dessa etapa, a presidente Dilma Rousseff poderá ser interrogada. Ainda não está definido, mas é possível que se abra um prazo de até 15 dias para as alegações finais da acusação e mais 15 dias para as alegações da defesa – nenhum fato ou argumento novo poderá ser inserido.

>> A partir daí, haverá um prazo mínimo de dez dias consecutivos para que o relator apresente um parecer sobre a procedência ou a improcedência da acusação e para que a comissão vote – dentro desse período.

>> Para ser aprovado, esse parecer, que passa a ser chamado de parecer de pronúncia, necessita de maioria simples. Se isso ocorrer, considera-se procedente a acusação e começa a fase de julgamento. A decisão será lida na sessão seguinte do plenário do Senado, e o parecer, publicado no “Diário Oficial do Senado”.

>> Esse parecer deverá ser submetido ao plenário do Senado em até 48 horas. No plenário, ainda não está definido se a acusação e a defesa terão 30 minutos cada para se pronunciar. Deverá, então, ser concedido prazo, provavelmente de 15 minutos, para que cada um dos 81 senadores se manifeste, o que poderá levar cerca de 20 horas e meia.

>> Para a votação valer, precisam estar presentes à sessão pelo menos 41 dos 81 senadores (maioria absoluta). Para que o parecer seja aprovado, é necessária maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. A sessão será presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que passa a ter o nome oficial de presidente do Senado como órgão judiciário. O presidente do Senado, Renan Calheiros, poderá votar como qualquer outro senador nesta segunda votação.

>> Uma vez aprovado o parecer, as partes serão notificadas. Deverá ser concedido um prazo aos autores da denúncia para que apresentem em até 48 horas uma peça chamada no jargão jurídico de libelo acusatório, que nada mais é do que uma consolidação das acusações e provas produzidas. Eles também deverão apresentar um rol de testemunhas.

>> Em seguida, a defesa terá 48 horas para apresentar uma resposta, chamada no jargão de contrariedade ao libelo, além do rol de testemunhas. Todo o processo é encaminhado para o presidente do Supremo, a quem caberá marcar uma data para o julgamento e intimar as partes e as testemunhas. Deverá ser respeitado um prazo mínimo de dez dias para se marcar o julgamento. Se o parecer no plenário do Senado for rejeitado, o processo é arquivado e a presidente reassume o cargo.


Julgamento final

>> Na data marcada, o julgamento será realizado no plenário do Senado, presidido pelo presidente do Supremo, ministro  Ricardo Lewandowski, novamente na condição de presidente do Senado como órgão judiciário.

>> As partes podem comparecer pessoalmente ao julgamento ou serem representadas por procuradores. Poderão ser convocadas testemunhas, que serão interrogadas pela acusação, defesa e pelos senadores, que assumem o papel de juízes. No entanto, as perguntas dos parlamentares não serão feitas diretamente por eles. Elas terão que ser encaminhadas para Lewandowski para que ele faça as indagações.

>> O número de testemunhas e o tempo dos depoimentos ainda precisarão ser definidos. Ainda há previsão, segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, de realização de debates orais, embora não esteja definido quem exatamente poderia falar.

>> Depois disso, as partes se retiram da sessão para discussão entre senadores – não está definido quanto tempo cada um terá para se manifestar. O presidente Ricardo Lewandowski  elaborará um relatório, que é diferente de um parecer, pois não haverá juízo de valor.

>> Em seguida, acontece a votação nominal. Os senadores serão chamados ao microfone para responder “sim”, “não” ou “abstenção” à seguinte pergunta: “Cometeu a acusada Dilma Vana Rousseff os crimes que lhe são imputados, e deve ser ela condenada à perda de seu cargo e à inabilitação temporária, por oito anos, para o desempenho de qualquer função pública, eletiva ou de nomeação?”

>> Não há definição de como será a ordem de chamada – caberá ao presidente Lewandowski decidir essa questão. Para ser aprovado o impeachment, são necessários os votos de pelo menos dois terços dos senadores (54 votos).

>> Caso o impeachment seja aprovado, Lewandowski lavra a sentença, que é publicada no “Diário Oficial”. Dilma é então notificada, perde o mandato e fica inelegível por oito anos. O processo é, então, encerrado. Se rejeitado o impeachment, o processo é arquivado e a presidente da República reassume.

Mais de 421 mil pessoas já estão imunizadas contra a influenza na Paraíba

A Paraíba já imunizou 421.324 pessoas dentro dos grupos prioritários desde o dia 30 de abril, quando foi aberta oficialmente a Campanha de Vacinação contra a influenza, de acordo com dados do site da campanha. Esse número representa uma cobertura de 49,38% da meta. No Estado, a população do grupo prioritário é de 946.103 pessoas e a meta é vacinar pelo menos 80% delas (759.280 pessoas). A campanha segue até o próximo dia 20 de maio.

A cada ano, a vacina contra a gripe é atualizada para controlar a circulação viral no período sazonal. Sua composição é feita por pesquisadores e definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Para 2016, a Paraíba recebeu até o momento 870 mil doses da vacina contra a gripe (87%). A previsão é que as demais doses (mais 130 mil doses) cheguem até esta quarta-feira (11). Mais de 2 mil postos de vacinação estão em funcionamento para atender a demanda”, informou a assessora técnica do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Mayara.

Para a campanha em 2016, o público-alvo são crianças de seis meses a menores de cinco anos; indivíduos com 60 anos ou mais; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas privadas de liberdade e trabalhadores do sistema prisional; população indígena; trabalhadores de saúde; portadores de doenças crônicas e jovens 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas.  O público-alvo deve apresentar o cartão de vacinação nos postos. 

Para toda a população a prevenção é fundamental. “Algumas medidas de prevenção devem ser intensificadas como: a lavagem das mãos com água e sabão, quando não for possível utilizar o álcool gel; ao tossir e espirrar utilizar lenços descartáveis ou antebraço; evitar locais de aglomeração; em casos de quadro gripal, nos primeiros dias evitar frequentar escola, trabalho entre outros, evitando assim a transmissão de qualquer agente etiológico. Recomenda-se, ainda, aos profissionais de saúde manter a vigilância, identificando precocemente os casos suspeitos e intervindo oportunamente para que estes não cheguem à gravidade,  o que pode culminar em óbito”, explicou a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento.

A campanha tem por objetivo diminuir os riscos das complicações de doenças respiratórias, reduzindo a mortalidade por diferentes tipos de gripes. “A vacinação contra influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações nos grupos prioritários”, acrescentou Márcia Mayara. 

Márcia ainda ressaltou que as vacinas influenza sazonais têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas. “A Secretaria de Saúde do Estado orienta que os municípios continuem intensificando as ações de vacinação durante toda a campanha. A vacina contra a gripe é trivalente, ou seja, previne contra as complicações referentes a três tipos do vírus: H1N1, H3N2 e B”, finalizou Márcia.

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