A edição deste domingo (26) do Jornal Folha de São Paulo voltou a listar o nome do deputado federal paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) entre os cotados para presidir a Câmara Federal, com a provável derrota do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A primeira citação do parlamentar da Paraíba ocorreu na edição do último dia 12.
Com a aproximação do desfecho que pode retirar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) formalmente da presidência da Câmara – por cassação ou renúncia -, partidos do chamado “centrão” e o PMDB, maior sigla da Casa, tentam manter o controle da instituição pelos próximos anos.
A saída de Cunha terá como efeito imediato nova eleição para a presidência da Câmara em um prazo de cinco sessões. O vencedor cumprirá um mandato-tampão até 1º de fevereiro de 2017.
Pouco mais de uma dezena de deputados são cotados para o mandato-tampão, a maioria deles do “centrão” (PP, PR, PSD, PTB, PRB e outras siglas menores), que reúne pouco mais de 200 dos 513 deputados.
O “centrão” foi crucial para o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência e tem forte ligação com Cunha.
O objetivo de integrantes desse grupo é emplacar um nome para o mandato-tampão com o compromisso de apoiar um candidato da estrita confiança de Michel Temer para o biênio 2017-2018, provavelmente um peemedebista (com bancada de 66 deputados), caso ele continue na Presidência da República.
São cotados para o cargo Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO), presidente e relator da comissão do impeachment de Dilma, além de Esperidião Amim (PP-SC), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Giacobo (PR-PR) e Beto Mansur (PRB-SP), entre outros.
A maioria deles têm boa relação com Cunha, que acompanha as conversas à distância e, segundo aliados, tenta emplacar como sucessor um nome de confiança.
O peemedebista foi afastado da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal em maio. Seu processo de cassação pode ser concluído no mês que vem. Antes disso, ele pode renunciar ao cargo, o que anteciparia a eleição na Câmara.
Deputados que têm ido visitá-lo na residência oficial da Câmara dizem que ele tem preferência por Rosso ou Arantes. Ambos, porém, dizem não ter interesse no mandato-tampão.
ANTIGA OPOSIÇÃO
Os planos do “centrão” esbarram na antiga oposição a Dilma —PSDB, DEM, PSB e PPS, que têm 120 deputados.
Embora componham juntamente com o “centrão” e o PMDB a base de Temer, essas siglas preferem um nome sem vínculo direto com Cunha. Chegaram a tabular conversas com o PT e seus aliados (90 deputados) na tentativa de um candidato alternativo.
A avaliação de alguns integrantes desse grupo é de que o “centrão” está enfraquecido após as derrotas consecutivas de Cunha e seria incapaz de reunir sozinho força suficiente para eleger alguém.
Também participa dessas conversas o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), dissidente do “centrão”.
Entre os nomes citados nesse grupo estão Júlio Delgado (PSB-MG), Antonio Imbassahy (PSDB-BA) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). Dos três, Delgado é o único claramente opositor a Cunha.
“O que interessa para alguns é manter a Casa nesse ritmo. Mas não dá para eleger um preposto do Eduardo Cunha”, disse Delgado.
Participante de convenção Politicon", em Pasadena, na Califórnia, tira foto de material de campanha, no sábado (25) (Foto: Patrick T. Fallon/ Reuters)
Participante de convenção Politicon”, em Pasadena, na Califórnia, tira foto de material de campanha, no sábado (25) (Foto: Patrick T. Fallon/ Reuters)
Duas pesquisas publicadas neste domingo (26) apontam a vantagem da candidata democrata Hillary Clinton sobre o republicano Donald Trump para as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.
Uma pesquisa The Washington Post-ABC News, realizada entre segunda-feira (20) e quinta-feira (23) com 836 eleitores, mostra a ex-secretária de Estado com 51% das intenções de voto, contra 39% para Trump. A margem de erro é de quatro pontos percentuais.
Outra pesquisa, The Wall Street Journal/NBC News, mostra uma diferença menor, mas também com Hillary na frente, com 46% das intenções, contra 41% do magnata republicano.
A segunda pesquisa entrevistou 1.000 eleitores registrados, entre domingo e quinta-feira da semana passada, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
As pesquisas foram realizadas após um mês turbulento para o candidato conservador, que demitiu seu diretor de campanha por ter arrecadado apenas 1,3 milhão de dólares em maio, nos distintos atos de captação de fundos realizados no período, contra US$ 42 milhões de Hillary Clinton.
Também em maio, o republicano atacou um juiz que investiga a Universidade Trump por sua “herança mexicana” e foi muito criticado por ter afirmado, depois do massacre em uma boate gay de Orlando, que tinha razão ao advertir sobre os perigos representados pelo “radicalismo islâmico” nos Estados Unidos.
De acordo com a pesquisa Washington Post-ABC News, dois em cada três americanos consideram que Trump não está qualificado para governar o país e manifestam preocupação com as atitudes que o candidato republicano pode assumir em relação às mulheres, e às minorias, em particular os muçulmanos.
Papa Francisco visita monastério de Khor Virap, na Armênia, neste domingo (26) (Foto: Alessandro Bianchi/ Reuters)
Papa Francisco visita monastério de Khor Virap, na Armênia, neste domingo (26) (Foto: Alessandro Bianchi/ Reuters)
O Vaticano respondeu neste domingo (26) às críticas feitas pelo vice-primeiro ministro turco depois que o pontífice mencionou o termo genocídio em visita à Armênia. Essa foi a segunda vez que ele fez referência ao massacre dos armênios durante a 1ª Guerra Mundial.
O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, declarou que o Papa Francisco não fez declarações contra a Turquia com o “espírito de cruzada”, que foram iniciativas militares católicas, que deixaram a Europa para conquistar a Terra Santa. A expressão também é empregada para mostrar um desejo de expandir a fé católica.
“Se escutarmos o Papa, não há nada que evoque um espírito de cruzada. Sua vontade é construir pontes, ao invés de muros. Sua intenção real é construir as bases para a paz e a reconciliação”, afirmou em uma entrevista coletiva, em Yerevan (Armênia), o porta-voz Federico Lombardi.
“Francisco rezou pela reconciliação de todos, não pronunciou nenhuma palavra contra o povo turco. O papa não faz cruzadas, não tenta organizar guerras”, insistiu.
Segundo a Armênia, entre 1915 e 1917, os otomanos exterminaram 1,5 milhão de pessoas. O Império Otomano se desfez no fim da guerra após ser derrotado. Anos depois, no mesmo território, foi criada a Turquia, que nunca aceitou a classificação de genocídio.
Os turcos alegam que as vítimas, no contexto de uma guerra civil, foram menos numerosas e eram tanto turcas como armênias.
Turquia O governo de Ancara, por meio do vice-primeiro-ministro, respondeu de maneira muito dura no sábado, com o uso da frase “mentalidade de cruzadas”, depois que o Papa mencionou de novo o termo “genocídio” diante dos políticos armênios.
A declaração é “muito infeliz”, disse Nurettin Canlikli, citado pela agência de notícias turca Anadolu.
“Não é um ponto de vista objetivo, que corresponda com a realidade. É possível observar todas as marcas e reflexões características da mentalidade das Cruzadas nas atividades do Papa “, completou.
O papa mencionou duas vezes o “genocídio” dos armênios durante o Império Otomano, primeiro no mês de abril de 2015, no Vaticano, e depois na sexta-feira em Yerevan.
A Turquia rejeita o termo genocídio para classificar os massacres ocorridos entre 1915 e 1917. Os turcos alegam que as vítimas, no contexto de uma guerra civil, foram menos numerosas (a Armênia cita 1,5 milhão de mortos) e eram tanto turcas como armênias.
Em julho, a bandeira também foi vermelha, por causa do uso intenso da energia de usinas termelétricas.
A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de energia elétrica em julho será a verde, ou seja, não haverá acréscimo de valor para os consumidores. Este é o quarto mês seguido em que a bandeira definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é verde.
Segundo a Aneel, entre os fatores que contribuíram para a manutenção da bandeira verde estão o resultado positivo do período úmido, que fez com que os reservatórios das hidrelétricas voltasse a encher, além do aumento de energia disponível com redução de demanda e a adição de novas usinas ao sistema elétrico brasileiro.
O sistema de bandeiras tarifárias foi adotado como forma de recompor os gastos extras das distribuidoras de energia com a compra de energia de usinas termelétricas. A cor da bandeira que é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) indica o custo da energia elétrica, em função das condições de geração de eletricidade.
Desde que foi implementado o sistema de bandeiras tarifárias, em janeiro de 2015, até fevereiro de 2016 a bandeira se manteve vermelha (com cobrança de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos). Em março, passou para amarela (com taxa de R$ 1,50 a cada 100 kWh) e, em abril, maio e junho, a bandeira foi verde.
Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de cobrar um valor que já era incluído na conta de energia, por meio do reajuste tarifário anual das distribuidoras. A agência considera que a bandeira torna a conta de luz mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.
Com alta dos preços, governo zerou alíquota para importação de feijão (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, disse que é preciso construir uma política de diversificação do consumo de feijão no país. Segundo ele, o hábito do brasileiro de consumir prioritariamente feijão-carioca deixa o país e os produtores muito dependentes. Então, quando há algum problema na safra, como ocorreu atualmente por causa da seca prolongada, há aumento do preço do produto.
Entre 15 de maio e 15 de junho, o preço do feijão subiu 16,38%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15). O índice serve de prévia para o IPCA, que mede a inflação oficial.
Segundo Lüders, já há um entendimento dentro da cadeira sobre a diversificação dos tipos de feijão. “Se o consumidor estivesse habituado a ter uma variedade constante de feijão-branco, vermelho, rajado, caupi, por exemplo, neste momento [de aumento de preço do carioca] iria consumir mais os outros, que poderiam ser importados da China, dos Estados Unidos ou da Argentina”, disse.
De acordo com o presidente do Ibrafe, esses feijões aparecem pouco nas prateleiras dos supermercados para venda e são “gourmetizados”. “O caupi, por exemplo, foi um feijão produzido pela Embrapa, está super valorizado lá fora [no exterior] e aqui o empacotador não dá espaço para colocar na prateleira, não aparece no mercado. Dizem que é porque o consumidor brasileiro é acostumado com carioca, isso não é verdade. Brasileiro é apaixonado por feijão, se não tem carioca, ele vai variar. Mas se encontra um feijão custando duas vezes mais, acha que é um feijão gourmet. Então temos que desgourmetizar”, defendeu.
A dona de casa Lenda Maria Coelho, de 57 anos, já previa o aumento no preço do feijão. O marido dela é agricultor e sentiu os impactos da falta de chuva na lavoura, com a baixa na produção e na qualidade do feijão. “Os grãos saem pequenos e murchos e os mercados não aceitam, eles querem produtos de primeira linha”, disse à Agência Brasil, enquanto fazia compras em um supermercado de Brasília. O preço do quilo do feijão-carioca varia de R$ 7,99 a 12,9 em mercados percorridos pela reportagem. Já o feijão-preto e o fradinho não chegam a R$ 7, o quilo.
Importação
O governo federal autorizou a importação de feijão de alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto.
A taxa de importação de feijões preto e carioquinha ficará zerada por 90 dias. Atualmente, o feijão que entra no país paga tarifa de 10%. No entanto, o produto de países do Mercosul já é isento de tarifa de importação, então, na prática, a medida estendeu a alíquota zero para países de fora do bloco econômico que produzam feijão, como a China.
“Não há outra maneira de trazer mínimo alento ao consumidor a não ser tirar todo e qualquer empecilho para importação”, disse o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders. Entretanto, ele ressalta que o feijão-preto é que deve ser importado, então, o preço do feijão-carioca só deve cair com a primeira colheita de feijão da safra 2016/2017, em fevereiro e março do ano que vem, caso as condições climáticas não atrapalhem o plantio.
Com alta dos preços, governo zerou alíquota para importação de feijão (Foto: Marcello Casal Jr./ABr)
O Brasil tem três safras de feijão, uma colheita em abril; a segunda até julho; e a última, que é irrigada, está com o plantio sendo finalizado este mês para ser colhido até outubro. “Com a entrada da safra irrigada a partir desse mês e a concentração em julho e agosto, prevê-se uma queda nos preços, que devem fazer o movimento inverso até a entrada da safra 2016/2017, cujo plantio inicia-se a partir de setembro”, disse o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.
Entretanto, para Marcelo Lüders, essa terceira safra será “uma gota d´água no deserto”, que vai amenizar, mas não eliminar os fatores que elevaram o preço do feijão. A terceira safra de feijão está estimada em 873,3 mil toneladas, 2,4% acima da terceira safra de 2014/2015.
O presidente do Ibrafe cobra o cumprimento da política do preço mínimo do feijão. Segundo ele, há cerca de dez anos a cadeia produtiva não recebe a atenção devida do governo. Segundo ele, existem fatores que desestimulam a produção do feijão, fazendo o produtor diminuir a área plantada em detrimento de outras culturas mais rentáveis. “Em 2013, teve feijão jogado fora, destinado para ração. Estava tão barato que não tinha como o produtor transportar”, contou.
Existem defensivos agrícolas mais modernos, segundo Lüders, que poderiam baratear a produção, mas que, por causa da burocracia, ainda não foram liberados para importação no Brasil. A política de abastecimento também poderia ser revista, para o presidente do Ibrafe, já que há, segundo ele, variedades de feijão-carioca que poderiam ser estocadas por até dois anos sem comprometer a qualidade.
O presidente do Ibrafe informou que em julho haverá o Fórum Brasileiro do Feijão, que reunirá toda a cadeia produtiva, entre produtores, pesquisadores de comercialização e entes governamentais.
Seca
De acordo com o nono levantamento da safra 2015/2016, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no dia 9 de junho, as estiagens prolongadas e altas temperaturas levaram ao recuo na produção total de grãos, inclusive do feijão. A estimativa é de 2,9 milhões de toneladas de feijão nesta safra, 6,1% inferior à anterior.
“Isso ocorreu por condições climáticas adversas no plantio e na colheita e também pela concorrência com soja [estima-se que a área total de feijão caiu 3,5% em relação à safra passada]. Essa é uma das menores safras dos últimos anos, que adicionada a um ‘estoque de passagem’ de pouco mais de 100 mil toneladas, que é apenas 1/3 do consumo mensal do país, reduziu significativamente a oferta, o que ocasionou a elevação dos preços”, explicou o secretário do Ministério da Agricultura, Neri Geller.
Plantação de Feijão em Unaí (MG) (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O estoque de passagem é a sobra da safra de grãos de um ano para o seguinte.
Segundo o secretário, o estoque governamental não chega a 500 toneladas de feijão, “portanto inexistente”. “A suplementação da oferta do feijão-preto será feita, então, com as importações”, disse Geller.
Alternativas à mesa
A presidenta da Associação de Nutrição do Distrito Federal, Simone Rocha, explicou que é possível substituir o feijão-carioca pelo feijão-preto, de corda ou fradinho, que estão mais baratos. Segundo ela, a base proteica das diversas variedades de feijão é muito similar, com o preto, por exemplo, tendo mais ferro e o fradinho, mais carboidrato. “Mas a combinação arroz e feijão forma o aminograma [quantidade de aminoácidos, que formam as proteínas] perfeito, como o aminograma da carne. Por isso o brasileiro era considerado um dos povos que melhor se alimentava”, disse.
Segundo Simone, as famílias podem criar estratégias para aumentar o rendimento do feijão, por exemplo, fazendo um feijão-tropeiro no lugar do feijão de caldo, ou um baião de dois, que é a mistura de arroz com feijão. “Só não pode deixar de consumir”, disse.
A nutricionista ressaltou a importância de evitar o desperdício. “Aquela panela de feijão que fica rodando alguns dias, não pode jogar o ‘restinho’ fora. Dá para fazer uma farofa ou aproveitá-lo em uma sopa”, explicou.
Sobre outros tipos de leguminosas que tem valor nutricional parecido, ela disse que a mais fácil de utilizar é a lentilha, já que é possível fazer em caldo. No caso do grão-de-bico e da ervilha, por exemplo, o brasileiro consome menos, segundo Simone, e, por isso, não consegue equivaler a quantidade de proteína do feijão. “Temos que ver essa relação custo-benefício”, disse.
Ela alerta ainda que é importante o brasileiro recuperarem o hábito de comer feijão duas vezes ao dia, no almoço e no jantar. “Por conta da vida moderna, as pessoas chegam mais tarde em casa. Vemos o crescente aumento da obesidade ao se tirar o jantar. Quando se troca uma refeição completa, que tem o aminograma completo, por um sanduíche, a saciedade é muito menor”, explicou.
Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, na última quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista.
O Hospital das Clínicas e a Famerp são dois dos 14 centros de estudo credenciados pelo Instituto Butantan – que desenvolve a vacina -, onde serão feitos os testes da terceira etapa do projeto. Esta fase envolverá 17 mil pessoas em 13 cidades, nas cinco regiões do país. Na próxima semana, segundo o instituto, um centro em Manaus (AM) e outro em Boa Vista (RO) também darão início aos trabalhos.
A última etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Ninguém – nem a equipe médica e nem o voluntário – saberá quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.
Segundo Jorge Kalil. diretor do Instituto Butantan, São José do Rio Preto é a única cidade sem ser uma capital que participará desta etapa. “É o único centro que não está em uma capital. [São José do] Rio Preto tem uma medicina de muito boa qualidade e está em uma região onde é muito forte a dengue. Então, é lugar bom para a gente testar [a vacina]”, disse Kalil, em entrevista à Agência Brasil.
Em São José do Rio Preto, a vacinação e o acompanhamento dos voluntários pela Famerp são feitos em uma Unidade Básica de Saúde. As pessoas que participarão do teste são voluntárias, saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 e 18 a 59. Eles são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar quanto tempo dura a proteção oferecida pela vacina.
“Essa última etapa significa que, nos 14 centros, vamos vacinar 17 mil pessoas em três faixas etárias. Vamos começar pelos adultos, depois os adolescentes e, em seguida, as crianças. Vamos dar a vacina em um estudo chamado de duplo cego aleatório, ou seja, nem a pessoa que administra nem a que recebe sabe se está tomando a vacina ou o placebo. Vamos ver os casos que vão ocorrer naturalmente de dengue. Há um comitê de observação que sabe quem recebeu uma coisa ou outra [placebo ou vacina], e que vai observar, por cálculos estatísticos, para mostrar se a vacina protege e em que percentual. Esperamos que proteja entre 80% e 90%”, acrescentou Kalil.
Segundo ele, a última etapa de testes pode durar em torno de um ano. “Podemos ter a resposta daqui a um ano, mas vamos acompanhar esses indivíduos por cinco anos porque queremos saber como eles vão se comportando nesse período: se ainda estarão protegidos contra a dengue e se haverá necessidade de uma dose de reforço no futuro”, disse.
O instituto estima que a vacina esteja disponível para registro até 2018. “Essa vacina é importante para o mundo todo. Há 3 bilhões de pessoas no mundo que têm risco de contrair a dengue e existem no Brasil, por ano, mais de 3 milhões de casos da doença, com mortalidade relativamente elevada”, acrescentou o diretor do instituto.
A vacina
A vacina contra a dengue tem potencial para proteger contra quatro vírus da doença com uma única dose. Ela é produzida com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica é maior, mas como eles estão atenuados, não há potencial para provocar a doença.
Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, feita nos Estados Unidos, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo em parceria com a Faculdade de Medicina da USP (por meio do Hospital das Clínicas e do Instituto da Criança) e com o Instituto Adolfo Lutz.
Segundo Kalil, as demais fases de testes demonstraram que a vacina tem se comportado bem. “Se pegarmos todos os casos das outras fases, quando olhamos o nível de anticorpos neutralizantes produzidos, ou seja, o número de anticorpos que não deixam o vírus proliferar, vemos que ela induziu uma resposta muito forte contra os quatro sorotipos. Além de anticorpos, a vacina induz uma resposta celular, ou seja, a vacina ensina linfócitos chamados T a se defenderem do vírus e isso é um coadjuvante muito importante da resposta antiviral”, comentou.
Amazan se apresenta em solenidade ao lado do governador Robinson Farias (RN) (Foto: Secom/RN)
Amazan se apresenta em solenidade ao lado do governador Robinson Farias (RN) (Foto: Secom/RN)
Após concluir uma extensa agenda de shows neste mês de junho em todo o Nordeste, o cantor e compositor Amazan Silva vai enfrentar outra maratona: a campanha para prefeito municipal de Jardim Seridó (RN).
Amazan quer levar para o município a experiência de vida, a cultura que adquiriu com as viagens que fez pelo mundo, além da administração da carreira musical e do negócio, que já tem 12 anos – a fábrica de sanfonas Leticce, em Campina Grande.
No embate político, ele vai trocar a música pelo discurso. Amazan promete calçar as ruas da cidade, alegando que “Jardim está descalça”. O poeta defende mais investimentos para melhorar a saúde pública e ampliar o saneamento básico. Idosos, crianças e jovens também estão na lista de prioridades do candidato.
Cabo eleitoral
Com os apoios do PSDB e PP, o maior cabo eleitoral de Amazan (PSD) é o governador Robinson Farias (PSD). O seu adversário é Dr. Anchieta (PMDB), que tem o apoio do atual prefeito Jocimar Dantas. Este derrotou Amazan em 2012.
Amazan nasceu em Campina Grande, em outubro de 1963. Depois, foi criado em Jardim do Seridó, interior do Rio Grande do Norte. Aos 14 anos, Amazan pegou numa sanfona pela primeira vez. Depois dos 15 aos 19 anos, Amazan seguiu fazendo pequenas apresentações em Jardim do Seridó, até que decidiu tentar a vida em Campina Grande, onde fez sucesso e consolidou sua carreira.
A nova febre das redes sociais vem aí? O criador do saudoso Orkut, Orkut Buyukkokten, lançou uma nova rede social, a Hello. A plataforma já está no ar nos Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e Austrália. A previsão da chegada no Brasil é para agosto, e para ter acesso em primeira mão você pode se cadastrar no site. A nova rede social foi anunciada ainda em 2014, quando o Orkut já se preparava para ser desativado. Naquele tempo, Buyukkokten já havia comentado sobre o início do desenvolvimento da sua nova empreitada, e até criou a startup Hello Network, em parceria com o engenheiro de software John Murphy.
Em carta disponível no site em português, com certo tom emocionado, Buyukkokten conta que pretende com o Hello criar “amizades mais profundas e verdadeiras”, onde as pessoas partilharão de interesses em comum, as mesmas paixões, dizendo ao mundo mais do que “curti”. Porque, na mesma carta, ele critica a forma de se relacionar em outras redes sociais famosas como Twitter, Facebook, Tumblr e Instagram. “Nós seguimos o feed de notícias de nossos amigos debaixo de nossos cobertores, no escuro. Nossas vidas são meros pedaços de anonimato e isolamento”, afirmou.
Personas, Folio e Match – É possível notar funções que se assemelham aos concorrentes, como a função ‘Personas’, que é o equivalente aos Grupos do Facebook e às Comunidades do antigo Orkut.
Já o ‘Folio’ é a Linha do Tempo, que vai contemplar as atualizações dos seus amigos e de suas Personas favoritos. A Hello também tem elementos visuais similares aos do Instagram, suporte a jogos sociais, conquistas desbloqueáveis de uso, “curtidas” e espaço para comentários em fotos ou postagens.
Uma das possíveis funções inéditas, e que chama atenção, da rede social é o ‘Match’, que vai unir pessoas automaticamente, a partir de interesses em comum, similar ao Tinder, porém aberto a qualquer tipo de relacionamento.
Por Cógenes Lira (especial para o Jornal da Paraíba)
Os donos de veículos com placa terminada em 8 deverão efetuar o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) até a próxima quinta-feira (30). Os contribuintes têm duas opções: o pagamento em cota única à vista com desconto de 10%; ou parcelamento do tributo em até três vezes, mas sem desconto, sendo a primeira devendo ser paga também até o último dia útil do mês de junho.
Caso o boleto não tenha chegado à residência, o contribuinte poderá solicitar em qualquer posto de atendimento do Detran-PB ou imprimi-lo pessoalmente no site do órgão. Basta informar os números completos da placa dos veículos e do Renavam.
Parcelamento – Termina também no dia 30 de junho o prazo para pagamento da segunda parcela do total de três da placa final 7, enquanto os proprietários da placa terminada em 6 deverão efetuar a terceira e última parcela do tributo.
Isenção – A legislação do IPVA em vigor assegura isenção do imposto para proprietários de veículos com 16 anos completos do ano de fabricação, sendo assim, veículos com ano de fabricação abaixo de 2000 ficarão isentos de pagamento do IPVA em 2016. Contudo, esses veículos devem efetuar as demais taxas que envolvem o emplacamento, como seguro obrigatório (DPVAT), licenciamento e a taxa de prevenção contra incêndio (bombeiros).
Multas e juros – A Secretaria de Estado da Receita volta alertar os contribuintes paraibanos para evitar atrasos no pagamento. A Receita Estadual adotou a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecida como taxa Selic para corrigir os débitos tributários estaduais, como é o caso do IPVA, cujo pagamento deverá ser quitado sempre até o último dia útil de cada mês para que o contribuinte evite juros e perdas, inclusive o desconto de 10% à vista na cota única. Caso o contribuinte deixe de pagar na data limite, além da perder o desconto, o pagamento do tributo sofrerá acréscimo da taxa Selic de 1% sobre o valor do IPVA mais 0,33% de juros de mora ao dia, com limite de até 20%.
Wesley Safadão fez show para mais de 100 mil pessoas em Caruaru (Foto: Divulgação/Ederson Lima - Assessoria)
Wesley Safadão fez show para mais de 100 mil pessoas em Caruaru (Foto: Divulgação/Ederson Lima)
Após a Justiça questionar o cachê de R$ 575 mil no São João 2016 de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o cantor Wesley Safadão disse que vai doar o dinheiro para instituições de caridade do município. Ele falou na madrugada de domingo (26) que “o dinheiro de Caruaru voltará para Caruaru” e que tocaria na cidade “até de graça”. Uma ação popular impetrada por advogados pediu o cancelamento do show, alegando suspeita de superfaturamento no cachê do artista.
No dia 22 de junho, o juiz José Fernando Santos de Souza deferiu uma liminar para suspender o show de Wesley Safadão. A decisão foi tomada após três advogados do município entrarem com uma ação popular para pedir o cancelamento do show. No mesmo dia, o desembargador José Viana Ulisses acatou o pedido da Prefeitura de Caruaru e decidiu que a apresentação deveria ser realizada.
O Ministério Público Federal (MPE) chegou a questionar a diferença dos preços dos cachês cobrados em Caruaru e Campina Grande. Na Capital do Forró, o valor é de R$ 575 mil, já na cidade paraibana seria de R$ 195 mil – valor confirmado pela prefeitura de Campina e negado pela empresa que cuida dos shows do artista.
Pátio de Eventos Luiz Gonzaga ficou lotado neste sábado (25) em Caruaru (Foto: Divulgação/Ederson Lima – Assessoria)
Durante a apresentação de sábado para domingo no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, Wesley Safadão disse que foi questionado nas redes sociais sobre o valor cobrado no cachê e afirmou que vai doar o dinheiro para instituições carentes do município. O anúncio foi feito quase no final do show – que durou duas horas. “Se o problema é dinheiro, pode espalhar aí que o meu cachê está voltando para Caruaru para ajudar a quem realmente precisa. Em Caruaru eu toco até de graça. O que eu não quero é ficar de fora desta festa”, afirmou o artista.
Lagoa de Dentro realiza, de 14 a 18 de outubro, a Rota Cultural Raízes do Brejo 2026, com uma programação voltada à valorização da cultura nordestina. O evento contará com atrações culturais, gastronomia, artesanato e shows musicais, fortalecendo o turismo e as tradições do município.
O governador reeleito Lucas Ribeiro reuniu mais de 100 prefeitos e lideranças políticas, em Campina Grande, para reforçar a campanha de Lula no segundo turno. Durante o encontro, ele destacou a parceria entre os governos estadual e federal, defendeu a continuidade de investimentos na Paraíba e convocou as lideranças a intensificarem a mobilização nos municípios.
O deputado estadual reeleito Hervázio Bezerra afirmou que a crise jurídica envolvendo a candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba desmotivou aliados e comprometeu a campanha do MDB nas eleições de 2026. Segundo ele, a insegurança causada pelo processo afetou a mobilização política e o desempenho do partido no primeiro turno.