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quinta-feira, 15 outubro 2026
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Especialista dá dicas para reduzir custos da feira na PB

Segundo consultor financeiro, pesquisa ajuda a poupar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)
Segundo consultor financeiro, pesquisa ajuda a poupar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)
Segundo consultor financeiro, pesquisa ajuda a poupar dinheiro (Foto: Reprodução/TV TEM)

Pesquisar em locais diferentes e formar um ‘grupo de compras’ por atacado com amigos ou familiares podem ser alternativas para quem pretende gastar menos com a compra mensal de produtos alimentícios. Também é preciso ter cuidado ao acumular estoques elevados de comida, ao comprar por atacado, pois isso pode aumentar o consumo dos produtos e, por sua vez, a despesa com alimentação. As recomendações são do economista Rafael Bernardino, que é especialista em planejamento financeiro pessoal, diante da alta de preços de produtos do gênero alimentício ma Paraíba.

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme), o custo de vida na cidade de João Pessoa aumentou no mês de julho, devido, principalmente a uma alta de 99,41% no preço do feijão. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 15,23% em um período de 12 meses, na capital.

“Quando se tem grande estoque, há uma propensão a um maior consumo. Nesses casos, os gastos podem ser maiores, podendo até haver desperdícios”, alertou o economista. Para ele, a formação de ‘grupos de compras’ com amigos ou parentes pode ser uma alternativa para quem prefere comprar comida por atacado, uma vez que, nessa modalidade de compra, os preços dos produtos alimentícios são mais acessíveis.

Rafael Bernardino destaca ainda que as pessoas que optarem pelas compras por atacado devem ficar atentas para o preço de produtos como carnes e hortifruti. “O ideal é pesquisar. Em geral, as compras de hortifruti nas feiras livres têm preços mais baixos”, afirmou o economista. Com relação às carnes, Bernardino enfatiza que o melhor local para compra desse tipo de produto é aquele que ofereça as melhores condições ao consumidor, tais como segurança, qualidade e preço.

“Às vezes, os supermercados fazem ofertas. É preciso pesquisar, sempre”, recomendou o economista. De acordo com o especialista, para economizar nas compras por atacado, é preciso planejar bem os gastos, que também incluem o deslocamento da residência do consumidor até o local onde a compra vai ser feita. Rafael Bernardino explica que só vale à pena se deslocar para longe se o volume de produtos comprados for suficiente para compensar o tempo empenhado e as despesas com transporte.

“É uma questão de fazer bem as contas. Ir a um local mais distante, com maiores gastos de tempo e combustível, pode se justificar se o volume da compra for mais elevado, de maneira que somente com determinação para economizar, através de um bom controle de orçamento e de gastos é que se pode tomar as melhores decisões”, enfatiza Bernardino.

‘Valorizar o dinheiro e economizar de forma inteligente’ são alternativas
As pessoas que têm o orçamento limitado precisam ficar atentas aos cálculos que devem ser feitos antes de decidir qual é a melhor opção para economizar, de acordo com o economista Rafael  Bernardino. Ele ressalta que é preciso ter determinação para economizar e controlar os gastos com alimentação. Uma alternativa é traçar metas e estabelecer limites para os valores que serão utilizados para comprar comida.

Outra dica do economista é comprar à vista, em dinheiro, evitando o uso de cartões de crédito no supermercado. “Quando se paga com cartões de crédito, há uma propensão maior ao consumo e uma sensação menor do volume de gasto do que quando se paga em dinheiro vivo. A questão psicológica é importante nas operações de consumo”, afirma Rafael Bernardino.

A tecnóloga em Processamento de Dados Taciana Pedrosa decidiu mudar a forma como faz as compras de produtos alimentícios para a família. Além de participar de grupos onde usuários publicam informações sobre locais onde há produtos em promoção, em redes de relacionamento como o Whatsapp e Instagram, ela está sempre atenta às promoções, em vários estabelecimentos diferentes.

“Nunca compro tudo em um só lugar. Sei os dias em que tem promoção de alguns produtos em um certo supermercado e já deixo para comprar naquele local. Com as frutas e verduras, faço a mesma coisa. Vou a um local específico que sempre faz promoção em um dia da semana. Não existe mais isso de fazer compra para o mês. Vou a vários supermercados, toda semana”, afirmou Taciana.

Substituir produtos por outros de marca mais barata é estratégia (Foto: Reprodução/TV Globo)
Substituir produtos por outros de marca mais barata é estratégia (Foto: Reprodução/TV Globo)

Consumidor troca de marcas e vai menos no supermercado
Alguns supermercados, principalmente os de grande porte, costumam dispor de até cinco marcas diferentes de um mesmo produto nas prateleiras, com preços variados. A iniciativa é fruto de parcerias entre o setor supermercadista e os fornecedores. O objetivo é oferecer ao consumidor opções variadas de preços, para que ele não deixe de consumir determinado tipo de alimento, segundo informou o presidente da Associação de Supermercados da Paraíba (ASPB), José Wiliam de Araújo.

“A gente procura oferecer um leque de produtos que atenda à demanda e à necessidade do nosso cliente, para que nosso consumidor possa consumir o produto que ele deseja, escolhendo dentro de uma faixa de preços”, afirmou Araújo. Segundo ele, os produtos de limpeza são os mais substituídos pelos consumidores, que têm optado por marcas com qualidade similar e preços mais acessíveis. A redução do consumo de laticínios, especialmente iogurte, é outra grande mudança no perfil do consumidor paraibano, de acordo com José Wiliam.

Com relação à alta no preço do feijão carioca, José Wiliam recomenda que os consumidores façam a substituição por outros tipos do produto, como o feijão macassar, típico da região Nordeste, ou o feijão preto, cujo valor está até 50% menor que o do feijão carioca, de acordo com o presidente da ASPB. “Baseado nessa árvore de escolha, a gente tem como oferecer o que o cliente precisa, ele não deixa de consumir, apenas migrando para um produto mais barato”, declarou.

O presidente da Associação de Supermercados da Paraíba disse ainda que, além de substituir marcas, os consumidores reduziram o número de idas mensais ao supermercado. “Antes iam mais ao supermercado, para fazer uma compra na padaria, no açougue. Eles hoje estão indo menos. A gente observa que houve uma queda em torno de 5% a 7%. Eles estão concentrando as idas”, informou Araújo.

Uma tendência atual entre os consumidores, devido ao aumento do valor dos alimentos é “comprar só o essencial”, quando se trata de produtos alimentícios. Até as pessoas que estão agindo dessa forma devem ter cuidado ao escolher marcas, produtos e locais de compra, segundo recomenda o economista. Segundo Bernardino, produtos que são vendidos a preços promocionais em determinado local, nem sempre serão mais baratos, naquele estabelecimento, podendo haver reajuste ou promoções, dependendo da ocasião.

“É importante prestar atenção e nunca admitir, de forma definitiva, que determinado produto será sempre mais barato em algum lugar. Muitas vezes essa condição é temporária”, diz. O economista lembrou ainda que o consumidor precisa comparar, sempre, os preços e nunca esquecer de consultar os cupons fiscais de compras anteriores, a fim de evitar a aquisição de produtos com grandes aumentos de preços em determinada semana. Outra dica do especialista para reduzir os gastos com alimentação é a substituição de marcas ou até de produtos.

A dona de casa Micheline Fernandes compra mensalmente os produtos que são consumidos em maior quantidade, como feijão e arroz. Segundo ela, desde o começo do ano, foi preciso reduzir o consumo de leite e derivados, além de fazer substituições de marcas de produtos de limpeza por outras com preços mais acessíveis. “Outra medida que tive que adotar em casa foi cortar supérfluos, como sorvete e cereal. Além disso, pedi para meus filhos diminuirem o consumo de leite, parando de com tomar achocolatado na hora do lanche e passando a tomar só com café”, contou Micheline.

Levar marmita de casa é estratégia para reduzir custos (Foto: Ingrid Pinheiro/Arquivo Pessoal)
Levar marmita de casa é estratégia para reduzir custos (Foto: Ingrid Pinheiro/Arquivo Pessoal)

Cozinhar em casa e levar a comida para o trabalho é mais barato
Embora traga comodidade, comprar comida pronta fora de casa costuma ser mais caro, de acordo com o economista Rafael Bernardino. Para ele, as pessoas que trabalham o dia todo e precisam se alimentar fora de casa acabam gastando mais dinheiro, mesmo que consumam comida pronta, geralmente fornecida em “quentinhas” por restaurantes, a preços mais acessíveis.

“Em geral, a comida fora de casa tem custo mais elevado. Você paga pela comodidade e, também, pelo lucro do fornecedor. Ou seja, do dono do restaurante que lhe vendeu a comida”, observa o especialista.

Ao se dispor a fazer os cálculos, uma pessoa que compra comida fora todos os dias vai perceber o quanto seria mais barato se cozinhasse em casa. “Tem gente que não gosta de cozinhar e por isso não tem disposição para fazer as contas, mas para quem tem disposição e sabe cozinhar, se fizer bem as contas, pode verificar que cozinhar em casa, congelar e levar a comida para o trabalho vai ser mais barato, desde que no trabalho tenha o local e equipamentos para o trato da refeição, como descongelar ou esquentar etc. É mais trabalhoso, mas os gastos são menores”, garante  Rafael Bernardino.

Do PBVale, com G1PB 

Concursos e processo seletivo oferecem 980 vagas na Paraíba

Pelo menos dez editais de concursos públicos e processo seletivo oferecem 980 vagas de emprego na Paraíba. Os editais foram publicados por prefeituras municipais e pelo Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região (Cref10/PB).

Na quarta-feira (3), encerram-se as inscrições para professor substituto em cirurgia veterinária da UFCG no campus de Patos, no Sertão. Já na quarta-feira (4), termina o prazo de inscrição no concurso público da prefeitura de Queimadas , no Agreste.

Neste domingo (7), encerra-se as inscrições para o concurso da prefeitura de Mamanguape, mas na segunda-feira (8), a mesma prefeitura abre inscrições para contratação de sete agentes de trânsito. Também neste domingo termina o prazo já estendido de inscrição para o concurso público da prefeitura de Queimadas, no Agreste paraibano, que terminaria na quinta-feira (4). Na terça-feira, abrem-se as inscrições dos concursos de São José de Piranhas e Vieirópolis.

Ainda nesta semana, na quarta-feira (9), encerra-se o prazo de inscrições para o concurso de Juripiranga, e na sexta-feira (12), terminam as inscrições para os concursos das prefeituras de Cuité de Mamanguape e Caldas Brandão. 

Além dos concursos com inscrições abertas, as inscrições para o Curso de Formação de Oficiais (CFO PM) 2017, com 30 vagas, foi publicado foram abertas no dia 4 de julho e seguem até esta segunda-feira (8), mas é necessário que o candidato tenha realizado a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016), que vai ser a etapa intelectual da seleção.

Confira mais informações sobre os concursos e processos seletivos na Paraíba:

Mamanguape
Estão abertas desde o dia 18 de julho as inscrições do concurso público para agente de combate de endemias da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. De acordo com o edital do concurso, estão sendo oferecidas 28 vagas, sendo 27 em ampla concorrência e uma para pessoa com deficiência. As inscrições devem ser feitas até este domingo (7), exclusivamente pela internet, no site da organizadora.

A prefeitura de Mamanguape também divulgou um novo edital de concurso para a contratação de sete agentes de trânsito. As inscrições para este certame abrem nesta segunda-feira (8) e encerram-se no próximo dia 28. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da organizadora. 

Queimadas
Também neste domingo termina o prazo já estendido de inscrição para o concurso público da prefeitura de Queimadas, no Agreste paraibano, que terminaria na quinta-feira (4). O edital prevê o preenchimento de 121 vagas, sendo oito para pessoas com deficiência, para cargos de nível fundamental incompleto, médio, técnico e superior. As remunerações variam entre R$ 880 e R$ 4,5 mil. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora.

Juripiranga
Estão abertas a partir desde o dia 25 de julho, as inscrições para o concurso público da prefeitura municipal de Juripiranga, na Mata paraibana. O edital prevê o preenchimento de 101 vagas, sendo 12 para pessoas com deficiência, para cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários oferecidos variam entre R$ 880 e R$ 1.014. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora, até a terça-feira (9).

Cuité de Mamanguape
O edital do concurso de Cuité de Mamanguape prevê o preenchimento de 22 vagas para cargos de nível médio e superior. Os salários oferecidos variam entre R$ 880 e R$ 6,5 mil. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora, até a sexta-feira (12). A taxa de inscrição é de R$ 70 para cargos de nível médio e técnico e R$ 90 para os cargos de nível superior.

Caldas Brandão
O edital do concurso de Caldas Brandão prevê o preenchimento de 140 vagas para cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários oferecidos variam entre R$ 880 e R$ 6 mil. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora, até a sexta-feira (12). A taxa de inscrição é de R$ 60 para cargos de nível fundamental, R$ 70 para cargos de nível médio e técnico e R$ 90 para os cargos de nível superior. Confira aqui outras informações sobre o concurso.

Monteiro
O edital do concurso público da prefeitura de Monteiro, no Cariri paraibano, foi republicado após a organizadora do certame identificar incorreções no documento. O número de vagas, que inicialmente era 235, foi corrigido para 237, de acordo com o quadro de vagas do edital. De acordo com o documento, o prazo de inscrições também foi alterado. As inscrições começaram no último dia 6 e seguem até o dia 14 de agosto, dez dias depois do prazo original de encerramento. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da organizadora.

Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região (Cref10/PB)
O Conselho Regional de Educação Física da 10ª Região (Cref10/PB) divulgou edital para realização de concurso público com oferta de vagas para os níveis médio e superior, nos cargos de Assistente Administrativo e Agente de Fiscalização. Conforme edital, o prazo de inscrições estende-se até o dia 15 de agosto, sendo dia 16 de agosto o último dia para pagamento da taxa de inscrição. As inscrições são realizadas exclusivamente no site da empresa organizadora.

Barra de São Miguel
Após ser adiado por duas vezes, começou no dia 25 de julho o prazo de inscrições para o concurso público da prefeitura de Barra de São Miguel, no Cariri paraibano. O edital prevê o preenchimento de 60 vagas, sendo três para pessoas com deficiência, para cargos de nível fundamental incompleto, médio, técnico e superior. Os salários oferecidos variam entre R$ 880 e R$ 4,9 mil. As inscrições seguem até 19 de agosto, exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora.

São José de Piranhas
A prefeitura de São José de Piranhas abre, nesta segunda-feira (8), as inscrições para o concurso público que prevê o preenchimento de 222 vagas no órgão. As remunerações variam entre R$ 880 e R$ 6 mil. As inscrições acontecem até o dia 28 de agosto, exclusivamente na internet, no site da organizadora.

Vieirópolis
A prefeitura de Vieirópolis abre, nesta segunda-feira (8), as inscrições para o concurso público que prevê o preenchimento de 38 vagas no órgão. As remunerações variam entre R$ 880 e R$ 1.904,37. As inscrições acontecem até o dia 28 de agosto, exclusivamente na internet, no site da organizadora.

Do PBVale, com G1PB

Governo poupa militares da reforma na Previdência

O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que os militares serão poupados pela proposta de reforma da Previdência Social que o governo promete enviar ao Congresso até o final do ano.

“Eles têm um regime separado, um benefício previsto constitucionalmente pela dedicação ao Estado brasileiro”, disse o ministro.

Em 2015, o pagamento de pensões e aposentadorias a militares superou em R$ 32,5 bilhões as contribuições recebidas da corporação para o custeio dos benefícios, o equivalente a 45% do deficit acumulado pelo governo federal com a previdência dos funcionários públicos, informou a Folha de S.Paulo.

Da Redação, PBVale

Bancos em alerta com disparada das recuperações judiciais

Diante da crise no setor privado, o número de pedidos de recuperação judicial disparou no país.

De acordo com o Serasa, entre janeiro e julho de 2016, 1.098 empresas fizeram solicitações judiciais, um número bem inferior aos 627 requerimentos registrados no mesmo período de 2015, quando já se registrava crescimento de 32% em relação a 2014.

A recuperação judicial é uma alternativa extrema a uma situação ainda pior: a falência. No processo, as empresas ganham 180 dias para se reequilibrar sem o risco de terem seus bens expropriados por demandas de credores.

“O objetivo é permitir que empresas viáveis mas com dificuldades se mantenham no negócio”, afirma o advogado Jonathan Saragossa.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, alguns bancos criaram departamentos para acompanhar a situação das empresas em recuperação judicial.

De acordo com a publicação, Banco do Brasil, Santander, Bradesco e Itaú Unibanco já designaram equipes com esse objetivo.

Do Notícias ao Minuto 

Belo comete pênalti e deixa liderança na Série C escapar

Botafogo-PB e ABC-RN se enfrentaram em Natal
Botafogo-PB e ABC-RN se enfrentaram em Natal
Botafogo-PB e ABC-RN se enfrentaram em Natal

Por muito pouco o Botafogo-PB não assumiu a liderança do Grupo A da Série do Campeonato Brasileiro, neste domingo (7). Em jogo no Estádio Frasqueirão, em Natal, Rio Grande do Norte, o time paraibano vencia o ABC por a 1 a 0, quando aos 45 minutos do segundo tempo Caio Macha foi derrubado na área e o árbitro apitou pênalti. Nando não perdoou e deixou tudo igual.

O primeiro tempo foi bastante disputado. Nos primeiros 10 minutos, a equipe paraibana dominava a partida, mas, por não ter conseguido marcar, acabou relaxando e abrindo espaço para os donos da casa, de modo que aos 20 o jogo já estava bem equilibrado.

Ambos os times se esforçavam para criar oportunidades, porém o ABC parecia mais ousado e algumas vezes chutou a gol de fora da área. O Botafogo-PB, por sua vez, não arriscava e esperava chegar mais perto para tentar o gol. Apesar das investidas, nenhuma das equipes teve êxito na primeira etapa.

O segundo tempo manteve características do primeiro, com ataques e chances criadas pelas duas equipes. Mas demorou 25 minutos para que o placar fosse aberto. Marcinho arrancou da zaga ao ataque e deu passe certeiro para David Luiz marcar para o Botafogo-PB.

O jogo seguiu e tudo levava a crer que o Belo iria manter o placar e conquistar vitória fora de casa, mas aos 45 minutos Caio Macha foi atingido na área botafoguense e o árbitro deu pênalti. Nando foi para cobrança e arrancou o empate.

Com o resultado, o Botafogo-PB fica com 19 pontos e sobrevive na disputa pelo G-4. O próximo desafio da equipe na Série C será no sábado (13), diante do Remo-PA. A partida acontece a partir das 18h, no Estádio Almeidão, em João Pessoa. 

Do PBVale, com Portal Correio

Jovens são assaltados e têm celulares roubados enquanto jogavam Pokémon Go, na PB

Dois jovens sofreram um assalto e tiveram celulares roubados enquanto jogavam Pokémon Go nas ruas de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, a 468 km de João Pessoa, na noite desse sábado (6).

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* Em post bem humorado, MEC diz que “Enem é mais importante que Pokémon Go”

Segundo o sargento F. Silva, da Polícia Militar de Cajazeiras, as vítimas alegaram que estavam “tentando caçar pokémons” quando teriam sido abordadas por uma dupla que trafegava em uma motocicleta. Armados, os suspeitos ameaçaram os jovens e roubaram os celulares, fugindo em seguida para destino desconhecido. Ninguém se feriu.

“A gente chama a atenção para que as pessoas tomem cuidado. Inventam que o pokémon está em determinado lugar e as pessoas são atraídas para locais de risco”, disse o sargento, que ressaltou que tem percebido que a moda do aplicativo já está bastante presente em Cajazeiras, apesar do fato de que a cidade ainda não foi incluída entre os municípios mapeados para a prática do jogo, o que não impede que os usuários possam baixá-lo para os celulares. 

A PM fez rondas pela cidade, mas, até a manhã deste domingo (7), nenhum suspeito havia sido detido.

Do PBVale, com Portal Correio 

Detran-PB promove 2ª sessão de leilão com 130 veículos nesta segunda-feira

Detran leiloa veículos
Detran leiloa veículos
Detran leiloa veículos

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) promove a 2ª sessão do leilão de veículos nesta segunda-feira (dia 8), a partir das 9h, no Centro de Educação da Polícia Militar, em Mangabeira. Dos 430 veículos expostos no último dia 29, todos arrematados, apenas 130 irão participar dessa nova sessão, porque não foram quitados pelos seus arrematantes.

Os carros e motos remanescentes da 1ª data do leilão se encontram no pátio da sede do Detran, no Conjunto Mangabeira VII (7). Os veículos expostos a leilão foram removidos por infração ao código de trânsito e não foram retirados por seus proprietários nos prazos e forma estabelecidos pela legislação.

Segundo o presidente da Comissão de Leilão do Detran-PB, Eugênio Pacelli, o veículo leiloado poderá voltar a circular, desde que o arrematante tome as providências necessárias. O lance mínimo para arrematação dos bens não poderá ser inferior ao valor da avaliação correspondente. Mais informações no site do Detran-PB, no menu “Leilões”.

Do PBVale, com Secom-PB

Líder do partida nazista dos EUA apoia candidatura de Trump

Vitória do candidato republicano seria uma "uma grande oportunidade" para nacionalistas
Vitória do candidato republicano seria uma “uma grande oportunidade” para nacionalistas

O líder do Partido Nazista Americano, Rocky Suhayda, declarou que uma vitória do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, será uma “grande oportunidade” para nacionalistas brancos defenderem seus interesses.

Segundo informações do BuzzFeed, o político defendeu a candidatura de Trump em seu programa de rádio no mês de julho.

Acredito que Trump vá ganhar as eleições em novembro por vários motivos”, diz. “Acho que isso surpreenderá o inimigo pois eles [os democratas] sentem que a classe trabalhadora branca, especialmente os homens, já jogaram a toalha, não têm esperança de que algum político represente seus interesses”.

Se Trump ganhar, haverá uma grande oportunidade para que nacionalistas brancos ajam de forma inteligente para construírem algo e avançarem. Já existem grupos a favor dos negros, então podemos chegar ao Congresso e conquistar coisas nesse sentido”, disse.

“Não é preciso que o movimento seja tão de oposição, como tem sido por décadas, só é proeciso que seja pró-branco. Fica difícil nos chamar de intolerantes quanso nós não agimos como pessoas intolerantes. Acho que é assim que o movimento deveria se desenvolver”, finaliza.

Do Notícias ao Minuto 

Especialistas alertam que jogar Pokémon Go no trabalho pode render demissão por justa causa

O fenômeno mundial Pokémon Go chegou ao Brasil na última quarta-feira (3) e está fazendo fãs saírem em caça pelos monstrinhos nas ruas, praças, shoppings, estabelecimentos comerciais e até em ambientes trabalho. Esse último comportamento, segundo especialistas, é arriscado e pode culminar em demissão por justa causa.

Leia também: Jovens são assaltados e têm celulares roubados enquanto jogavam Pokémon Go, na PB

Em São Paulo, um escritório de advocacia tem recebido bastantes reclamações por parte de gestores de empresas. A principal queixa é de que os funcionários têm usado o aplicativo do jogo durante o expediente e perdido produtividade.

“Esses trabalhadores podem ser punidos e, inclusive, demitidos por justa causa. Isso porque a própria CLT prevê que a queda do desempenho do empregado poderá gerar esse tipo de demissão”, explica o especialista em Direito do Trabalho, Rafael Colônia, do escritório Aith Advocacia.

Já Renato Falchet, especialista do escritório em Direito Eletrônico e Digital, alerta que as empresas podem restringir o uso de aparelho celular dentro do ambiente de trabalho, seja por normas da própria empresa ou por Acordos Coletivos de Trabalho.

“Nos dois casos, se o empregado que ignorar a proibição da empresa poderá tomar advertência e até mesmo ser demitido por justa causa, em virtude de sua insubordinação”, alerta.

Pokémon Go é um jogo que utiliza tecnologia de realidade aumentada, ou seja, os monstrinhos são projetados na tela do celular, mas em cenários reais, capturados pela câmera dos aparelhos. O game está disponível para usuários de Android e iOS.  

Do PBVale, com Portal Correio 

Maria da Penha: lei foi eficiente, mas precisa ampliar serviços, diz educadora

Brasília - A Casa da Mulher Brasileira reúne serviço integrado e humanizado de atendimento às mulheres em situação de violência (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília - A Casa da Mulher Brasileira reúne serviço integrado e humanizado de atendimento às mulheres em situação de violência (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília – A Casa da Mulher Brasileira reúne serviço integrado e humanizado de atendimento às mulheres em situação de violência (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil

A gota d´água para que Maria* buscasse ajuda a fim de romper o ciclo de violência em que vivia foi ter sido estuprada pelo companheiro com quem está há dez anos. Mas, para ela, esse episódio não foi o pior que enfrentou. Antes disso, Maria viveu anos do que hoje reconhece como tortura psicológica.

Segundo ela, Roberto* nunca foi um homem carinhoso, mas atribuía isso ao fato de ele ser 22 anos mais velho que ela, que tem 54. Ela disse que desde o início da relação, ele se mostrou muito ciumento e machista. “Mas eu achava o namoro normal, até que começou o desrespeito total, depois de uns quatro anos juntos”.

Roberto agredia Maria de diversas maneiras. “Me jogava para baixo, dizia que eu não servia para nada, que eu fazia tudo errado, que eu não era uma boa mulher e que ele ia procurar outras. Se passava uma mulher atraente, ele a cantava na minha frente”. Os xingamentos foram se tornando cada vez mais frequentes. “Até que um dia ele começou a ejacular nas cuecas que eu tinha que lavar e me dizia que tinha sido fulana ou sicrana quem havia provocado o desejo dele”, conta, indignada.

Depois de tanta humilhação, Maria percebeu que estava adoecendo e decidiu tomar uma atitude por conta própria. “Parei de fazer sexo com ele. Disse ao Roberto que ele não me tocaria mais. A briga foi feia. Ele me castigou parando de me dar dinheiro, além de parar de pagar meu aluguel. Eu moro com a minha filha de 18 anos no mesmo prédio que ele, mas não é no mesmo apartamento. Três meses depois, fui despejada. Passei um período na casa de uma vizinha mas, nesse ínterim, peguei uma pneumonia e afundei numa depressão. Era muita pressão, vergonha, tudo. Depois de um tempo não vi saída, tive que me humilhar e acabei voltando com ele.”

Maria limpa, lava, passa e cozinha para Roberto, mas ele insiste em dizer que ela não trabalha. Ele sempre lembra quem paga as contas e, logo, quem manda. “Como se o que eu faço não fosse trabalho. A única diferença é que não sou remunerada, porque trabalho e muito. E é essa a única razão, eu continuo com ele porque dependo financeiramente dele.”

Ela relatou que há alguns meses apareceu uma moça na sua vizinhança que passava todos os dias em frente à loja de Roberto, a caminho da academia. “Ele ficou fascinado por ela e não fazia questão nenhuma de esconder isso. Dizia que sonhava com ela, que ela era mulher de verdade. De novo, aquilo me feriu muito. Agora, já parei de chorar, mas estava tão doente que não conseguia nem falar dos meus problemas.”

A máquina de lavar do prédio de Roberto é coletiva e fica no corredor para uso comunitário. “Eu fui à casa dele lavar as roupas e estava deitada na cama enquanto a máquina funcionava. De repente, ele subiu, minutos depois da hora que eu sabia que a moça passava e me estuprou. Aí, eu me toquei do que ele estava fazendo, ele estava com tesão por outra e me usou. Para mim, foi o fim.”

Após o episódio, Maria procurou o Centro Especializado em Atendimento à Mulher para buscar um psicólogo. “Fui bem atendida por uma equipe multidisciplinar. Perguntaram se eu queria fazer a denúncia, mas eu disse que não podia. Por que eu não posso? Ele é muito conhecido e eu preciso dele. Eu quero é me curar e me livrar dele.”, disse.

Maria continua com Roberto, mas está se preparando para deixá-lo. “Eu penso em ter a minha independência, por isso estou me reciclando e me empenhando, porque preciso dessa estabilidade.” Aos 54 anos, está fazendo o curso de recepcionista ofertado gratuitamente na Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Brasília. “O amor acabou, não tinha como durar. Eu tenho vontade de amar de novo e ter uma relação saudável, mas o trauma é muito grande.”

A história de Maria é um caso clássico de violência doméstica, mas até a Lei Maria da Penha o senso comum dizia que era um problema de foro íntimo e, portanto, não cabia interferência.

A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, destacou que a Lei Maria da Penha foi criada justamente para mudar esse cenário. “Hoje, aquele chavão ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher´, perdeu o sentido. Mete e devemos meter porque temos uma lei já conhecida por 98% da população, que sabe que quem comete atos de violência contra a mulher será punido”.

A Lei 11.340 foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006 com o objetivo de coibir a violência doméstica e familiar no país. A legislação foi batizada em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha, que ficou paraplégica após levar um tiro do marido, pai de suas três filhas, em sua segunda tentativa de homicídio contra ela, em 1983.

A história de Maria da Penha ganhou repercussão internacional quando ela acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) em busca de uma solução, após aguardar a Justiça brasileira por 15 anos. O caso mostrou a fragilidade enfrentada pelas brasileiras que eram vítimas de violência e não eram acolhidas pelo Estado.

Diretora de Conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, organização social sem fins lucrativos que atua no direito das mulheres, a psicóloga Marisa Sanematsu avalia que a lei é bem formulada e completa, uma vez que define claramente as formas de violência doméstica como moral, sexual ou patrimonial. “Muita gente nem sabia que violência psicológica era um crime enquadrado, passou a saber com a divulgação da lei. Antes, a sociedade só considerava a violência contra a mulher aquela violência física. E não bastava ser simples, tinha que deixar a mulher com muitas marcas para as pessoas aceitarem que, dessa vez, o marido exagerou”, disse.

Brasília - Iara Lobo, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil) Wilson Dias/Agência Brasil
Brasília – Iara Lobo, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil) Wilson Dias/Agência Brasil

A coordenadora da Casa da Mulher Brasileira de Brasília, Iara Lobo, concorda. “Ter essa tipificação que a lei traz dos tipos de violência clareou a mente das pessoas, que antes nem percebiam que algumas agressões se configuram crimes.”

A socióloga e educadora Carmen Silva, da organização SOS Corpo e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), considera que a divulgação da Lei Maria da Penha foi muito eficiente nos últimos anos, mas precisa se transformar em mais serviços, especialmente para as mulheres de baixa renda. “Todo mundo conhece a lei. Mas isso tem favorecido especialmente as mulheres mais esclarecidas, dos setores médios e que têm mais recursos financeiros, a maioria branca, que têm mais possibilidade de sair do ciclo de violência. A violência contra as mulheres brancas diminuiu, mas contra as negras, que estão na base da pirâmide e têm menos acesso à informação, a trabalho e aos serviços públicos, não.”

Serviços especializados

Na última semana, a ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero, o Instituto Maria da Penha e o Consórcio de Organizações Não Governamentais Feministas pela Lei Maria da Penha divulgaram nota pública em defesa da lei e da institucionalização das políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres. No documento, a ONU diz que o aniversário da Lei Maria da Penha traz à tona “o desafio urgente de implementar de maneira mais efetiva as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres com perspectiva de gênero”.

Como principais obstáculos, o manifesto cita a necessidade de ampliar a dotação de recursos financeiros e humanos em serviços especializados para atendimento com perspectiva de gênero, promover ações preventivas nas escolas por meio do ensino da igualdade de gênero, criar e implementar os serviços de responsabilização para homens agressores, aprimorar a produção de informação nacional e garantir a expansão de serviços especializados em municípios no interior do país.

O documento considera que a Lei Maria da Penha é um “legado feminista para o Brasil” e que a necessidade de “enfrentar a violência machista com o pleno atendimento de mulheres negras, jovens e rurais, por exemplo, mostra os rumos que a Lei Maria da Penha tem de seguir, de maneira implacável, nos próximos anos”. Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), no entanto, ainda não há ações planejadas nesse sentido.

Além da Lei Maria da Penha, a organização destaca a criação de mais dois instrumentos fundamentais para o combate à violência – a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, instituída em 2005, e a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

Rede integrada

A delegada Ana Cristina Melo atua à frente da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do Distrito Federal desde novembro de 2011. Ela é uma defensora da ampliação dos espaços especializados para o acolhimento dessas vítima. Segundo Ana Cristina, quem trabalha com a temática percebe o caráter essencialmente cultural da violência de gênero. “E quando você tem um caráter cultural, ele perpassa toda a sociedade, sejam homens ou mulheres. Os agentes públicos, como integrantes dessa sociedade, têm também muitos preconceitos, valores e esteriótipos que demandam capacitação, trabalho e tempo para serem desconstruídos. É preciso sim um espaço especializado para o acolhimento das mulheres”, argumenta.

De acordo com a SPM, atualmente existem no Brasil 502 delegacias especializadas, 45 defensorias da mulher, 95 promotorias especializadas, 238 centros de referència de atendimento à mulher, 80 casas-abrigo e 596 serviços especializados de saúde, números considerados inexpressivos para o tamanho da violência que se vive no país. São 1.651 serviços especializados de atendimento à mulher disponíveis para atender a todas as brasileiras, mais de 70% deles concentrados nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Enquanto o Distrito Federal tem 18 núcleos da Deam, uma casa-abrigo, 19 varas especializadas, um núcleo de Defensoria Pública Especializada, 39 promotorias, 51 serviços especializados de saúde e uma Casa da Mulher Brasileira, que reúne inúmeros serviços, em Alagoas, por exemplo, só existem quatro delegacias especializadas, uma casa abrigo, uma vara especializada, um núcleo da Defensoria Pública, uma promotoria e dois serviços especializados de saúde para atender a mulheres de todo o estado.

A secretária Fátima Pelaes reconhece que é preciso “romper algumas questões com os estados” e aumentar o número limitado de delegacias especializadas, definir como viabilizar que as mulheres que fazem uma denúncia possam ter acesso a medida protetiva imediata, nos casos em que as mulheres devem ser afastadas imediatamente do agressor. Para isso, é necessária a atuação integrada da polícia com os órgãos da Justiça”, afirma.

A delegada Ana Cristina Melo contou que quando conversa com colegas de outros estados, se ressente da realidade do país. Segundo ela, sem uma atuação em rede entre os órgãos públicos, não é possível combater esse tipo de violência. “Porque colocar na mão só da polícia e dar esse caráter só repressivo não é o caminho. A repressão é muito importante para a responsabilizar o agressor, é extremamente importante, mas a violência doméstica tem muita coisa que a circunda”, disse. Ela explicou que muitas mulheres dependem de outros serviços do estado para sair do ciclo de violência. “Muitas têm demandas jurídicas, questões das quais dependem para que a situação seja resolvida. Aqui em Brasília é muito comum. Um casal por exemplo tem um lote, é a única coisa que aquela mulher tem. Eles não estão vivendo mais juntos, mas estão dentro da casa. Aí começam os atritos, mas ela não tem acesso aos serviços jurídicos para resolver o problema e continua lá, o que pode acabar em morte”.

Para enfrentar os problemas, Fátima Pelaes lembrou que no fim de maio foi criado o Núcleo de Proteção à Mulher pelo Ministério da Justiça – desde que o governo interino assumiu, a SPM deixou de ser subordinada à Presidência da República e passou para o Ministério da Justiça. Já foram feitas duas reuniões, mas as agenda de trabalho ainda não foram definidas. “Com o núcleo, estamos trabalhando propostas como o protocolo único de atendimento às mulheres, para que possamos reproduzir boas experiências em nível nacional”, disse a secretária.

Casa da Mulher Brasileira

Uma das políticas mais bem-sucedidas nesse sentido é a Casa da Mulher Brasileira, que reúne diversos serviços públicos em um só espaço para fazer um atendimento integral às mulheres vítimas de violência. “A CMB foi idealizada para atender de forma plena uma única vez. Quando chega aqui, ela tem a delegacia, a Defensoria Pública, o Ministério Público e uma equipe multidisciplinar para fazer o atendimento psicossocial e ajudá-la a ter uma vida mais ou menos normal, porque a violência doméstica de todos os tipos, seja física, moral, psicológica ou patrimonial, deixa sequelas na alma”, afirma a subsecretária de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal, Lúcia Bessa. A casa também oferece brinquedoteca e cuidadores para as crianças.

Atualmente, só existem duas casas da Mulher Brasileira em funcionamento no país – em Brasília e em Campo Grande, e três em construção – em São Paulo, Fortaleza e Curitiba. O plano é criar uma casa em cada capital. Lúcia defende a ampliação desse instrumento o quanto antes. “Esses locais permitem que as mulheres se sintam acolhidas, amparadas, respeitadas e dignas. Quando a mulher é obrigada a ir a vários órgãos públicos para contar e recontar a sua história, ela vai revivendo tudo o que passou e isso é uma forma de violência institucional”.

Números da violência

A eficiência da Lei Maria da Penha no combate à violência doméstica é difícil de ser medida em números, pois sabe-se que na maior parte dos casos os agressores não são denunciados. Mas os dados do Mapa da Violência de 2015 indicam impacto positivo. Enquanto o índice de crescimento do número de homicídios de mulheres no Brasil foi de 7,6% ao ano entre 1980 e 2006, quando a Lei Maria da Penha entrou em vigor, entre 2006 e 2013 o crescimento foi de 2.6% ao ano.

Mesmo com os avanços, as estatísticas mostram que a violência de gênero ainda é comum. O Mapa da Violência de 2015 revela que, entre 2003 e 2013, o número de vítimas de homicídio do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762, um aumento 21% na década. Essas 4.762 mortes em 2013 representam 13 homicídios femininos diários.

Em 2015, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 recebeu 76.651 relatos de violência. Entre esses relatos, 50,16% corresponderam à violência física; 30,33% à violência psicológica; 7,25% à violência moral; 2,10% à violência patrimonial; 4,54% à violência sexual; 5,17% a cárcere privado; e 0,46% ao tráfico de pessoas.

A violência doméstica é uma realidade mundial. Números recentes da Organização Mundial da Saúde com a London School de Higiene e Medicina Tropical e pelo Conselho de Pesquisa Médica, com base em dados de mais de 80 países, estimam que uma em cada três mulheres (35%) no mundo já foi vítima de violência física ou sexual pelo menos uma vez, e que em 30% dos casos, os agressores eram os parceiros.

Ajuda

A delegada especializada em violência de gênero, Ana Cristina Melo, garante que a violência doméstica não escolhe idade, renda ou aparência física, todas as mulheres estão sujeitas. Apesar de o ideal ser buscar ajuda antes que a violência se agrave, segundo a delegada não é possível definir o que leva cada mulher a ter coragem de fazer uma denúncia para tentar colocar um ponto final na violência. “Há mulheres que buscam logo no início, em situações que não são vistas ainda como graves pelo senso comum, como por exemplo um xingamento do tipo “sua vagabunda”. Há mulheres que relatam que sofreram violência por mais de 20 anos antes de denunciar e outras que já fizeram várias ocorrências, muitas mesmo, mas ainda não conseguiram sair desse ciclo de violência”. Ela alerta que “quanto antes denunciar, melhor”.

A especialista Iara Lobo sugere que as mulheres fiquem atentas aos sinais, como excesso de ciúme e controle, que podem indicar uma relação doentia. Quem vive relacionamentos em que o parceiro controla a roupa, o comportamento ou o celular, deve ficar atenta. “Muitos desses sinais estão dentro de nós. A consciência de que isso não está fazendo bem é um sinal”, observa.

Segundo Iara, as mulheres precisam refletir e levar em conta que “a gente também tem o machismo dentro da gente”, o que pode dificultar o reconhecimento de que algo vai mal.

A secretária Fátima Pelaes defende que combater o machismo é o passo mais importante para combater a violência contra as mulheres. “Ao mesmo tempo em que trabalhamos para que essa rede de enfrentamento atenda à grande demanda, temos que trabalhar a prevenção e entrar na raiz do problema, que é essa cultura machista que vem de muitos anos. Temos que atuar nas escolas e sensibilizar a sociedade como um todo. E temos que trabalhar com o agressor, porque muitos vezes ele está reproduzindo um comportamento, não reconhece como violência.”

Em caso de dúvida sobre como buscar ajuda ou ajudar vítimas de violência doméstica, Ligue 180.

Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil*

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