31.4 C
Mamanguape
segunda-feira, 12 outubro 2026
Bayeux
Início Site Página 2358

Estado publica Diário Oficial retroativo e exonerações do PMDB ‘saem do forno’

As exonerações dos cargos indicados pelo PMDB no Governo do Estado foram publicadas no Diário Oficial da última terça-feira (2), disponibilizado na noite dessa segunda-feira (8).

Dentre os nomes que deixam o governo, estão Laplace Guedes (secretaria executiva do PAC), Ruy Bezerra Cavalcanti Junior (Diretoria do Detran) e Otto Rodrigo (Diretoria da Rádio Tabajara).

As mexidas na equipe também provocaram o retorno do deputado Trócolli Júnior à Assembleia Legislativa. O parlamentar ocupava a secretaria de Articulação Política do Governo do Estado desde setembro do ano passado.

Com a saída de Trócolli, quem deixa o mandato na Assembleia é a suplente de deputada Olenka Maranhão, do PMDB. As mudanças aconteceram após os peemedebistas romperem com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e anunciarem apoio à pré-candidatura do prefeito Luciano Cartaxo, do PSD.

Confira o Diário Oficial, clicando aqui. 

Do PBVale, com MaisPB

Antenas de celular não fazem mal à saúde, defendem especialistas

A polêmica sobre a determinação de que as operadoras de telefonia retirem as antenas de celular de áreas próximas a escolas públicas no Distrito Federal trouxe o debate sobre a possibilidade de esses equipamentos fazerem mal à saúde da população. Mas, segundo especialistas, não há estudos que comprovem a relação da radiação emitida pelas antenas com o surgimento de doenças.

O professor de engenharia elétrica Leonardo Menezes, da Universidade de Brasília (UnB), diz que é praticamente consenso que a exposição à radiação das antenas não tem efeito notável nenhum sobre a saúde. “O que se estudou até hoje a respeito é que não se encontrou nada que leve a doenças como o câncer, por exemplo”, explicou.

Mas, segundo ele, ainda há dúvidas dos efeitos do uso prolongado dos aparelhos de celular. “Já houve dúvidas muito tempo atrás em relação às antenas, mas com o avanço das pesquisas já se chegou à conclusão de que, se houver efeito, é muito pequeno. É muito mais provável o efeito do telefone em si do que da torre.”

Legislação

Ao exigir o cumprimento de uma lei distrital de 2004 – que proíbe a instalação de antenas em áreas destinadas a atividades educacionais e prevê a distância mínima de 50 metros dos equipamentos de unidades imobiliárias –, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) determinou a retirada de 32 antenas que ficam em áreas de escolas. As operadoras dizem que não podem cumprir a determinação, porque não há onde realocar as antenas.

Para o presidente da consultoria de telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a legislação que restringe a instalação das antenas é baseada no desconhecimento técnico sobre o tema. “A lei não reflete o conhecimento científico que se tem no mundo sobre o assunto. Esse tipo de restrição vem mais do medo e do desconhecimento, mas não tem nenhuma base científica.”

Ele lembra que, quando a lei foi elaborada, já existiam estudos sobre o assunto que demonstravam não haver riscos à saúde. Segundo Eduardo Tude, os limites colocados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a instalação das antenas já trazem uma margem grande para garantir a segurança da população.

Prejuízos à saúde

Na determinação para a retirada das antenas das escolas, o MPDFT considera que as antenas em áreas urbanas provocam impactos importantes na paisagem e na qualidade de vida de quem mora perto, além dos possíveis malefícios à saúde. Segundo o órgão, pesquisas apontam efeitos negativos possivelmente causados pelas radiações não ionizantes oriundas dos aparelhos e das antenas de celular, em especial, os efeitos não térmicos, como distúrbio do sono, crises epiléticas em algumas crianças expostas à radiação de antenas, severa diminuição da produção de leite, perda de massa muscular, abortos espontâneos e ocorrência de natimortos.

Os promotores consideraram que as áreas escolares são frequentadas por crianças e adolescentes, que, por estarem em desenvolvimento físico e mental, podem sofrer danos maiores por causa da presença das antenas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destaca que algumas pessoas podem apresentar efeitos como aumento na temperatura do corpo quando expostas a campos eletromagnéticos intensos. Mas, segundo a agência, a população em geral não se aproxima o suficiente das antenas transmissoras para sentir esses efeitos, pois o acesso às antenas é protegido por cercas ou edificações que impossibilitam essa aproximação.

“Todos os dias, muitas pessoas são expostas a ondas eletromagnéticas de radiofrequências de baixa intensidade, provenientes de diversas fontes, sem perceber qualquer efeito. Apesar disso, pesquisas científicas continuam investigando a possibilidade da existência de efeitos ainda não detectados”, informa a Anatel.

Regulamentação

Os níveis seguros de exposição às ondas de rádio emitidas pelas antenas de celulares estão estabelecidos em regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – responsável por definir os limites para exposição humana a ondas eletromagnéticas e fiscalizar o cumprimento da regulamentação.

“As avaliações feitas em estações transmissoras de telecomunicações, em diversas localidades brasileiras, têm demonstrado que seus campos eletromagnéticos estão abaixo dos valores limites adotados. A Anatel, ao estabelecer limites de exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequências e fiscalizar seu atendimento, busca garantir que, em locais passíveis de ocupação humana, não sejam excedidos os limites de exposição”, ressalta a agência.

O diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Ricardo Dieckmann, garante que a instalação das antenas segue critérios técnicos de acordo com os limites de exposição estabelecidos pela Anatel, que também certifica e homologa os equipamentos. “Cada instalação que é feita passa pelo processo de licenciamento da Anatel para garantir que os padrões estão de acordo com a regulamentação.”

Serviço

Na avaliação do professor Leonardo Menezes, a retirada das antenas poderá prejudicar a população porque vai reduzir a cobertura do serviço de voz e tornar o acesso à internet móvel mais lento. “As antenas não estão lá só para enfeitar. Nas regiões onde se retirarem as antenas, o sinal da internet vai piorar, a taxa de transmissão vai cair, ou seja, vai ser mais difícil acessar a internet.”

As plataformas de altas altitudes para a colocação de antenas de celulares poderiam ser uma alternativa, de acordo com Menezes, mas seu uso é mais recomendado para áreas isoladas, como florestas e áreas rurais. A ideia é usar drones, balões ou dirigíveis que funcionam como antenas de celular, mas em grandes altitudes. Segundo ele, nas áreas urbanas, como em Brasília, seria preciso haver muitos equipamentos para garantir a qualidade do sinal, e o custo desses equipamentos é mais alto.

A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) havia notificado as operadoras e já retirou uma das antenas, na região administrativa do Guará. Uma nova reunião entre o governo do DF, as operadoras de telefonia e o Ministério Público deve ocorrer nos próximos dias para debater a questão. Se o MP não aceitar o argumento das empresas sobre a impossibilidade da retirada das antenas, a Agefis poderá fazer novas ações para retirar equipamentos.

O Distrito Federal é a unidade da Federação onde há mais linhas de telefones celulares ativas por habitante, com 1,8 linhas para cada morador da região.

Da Agência Brasil 

UFCG seleciona professores e oferece remuneração de R$ 5,1 mil

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) abriu inscrições para o concurso de provas e títulos destinado a seleção de dois professores efetivos para o Centro de Formação de Professores (CFP), campus de Cajazeiras. Segundo o edital, que pode ser conferido aqui, a remuneração é de R$ 5,1 mil.

As vagas são para graduados em Educação Física e em Música. Para concorrer, o candidato precisa ter especialização na área que deseja concorrer.

Ainda segundo o edital, a carga horária é de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva. As inscrições devem ser realizadas na Secretaria do CFP, das 8h às 11h e das 14h às 17h, com pagamento de taxa no valor de R$ 75.

Da Assessoria 

Reforma trabalhista proposta pela gestão Temer prevê redução de férias e 13º salário

O projeto de reforma trabalhista elaborado pela equipe do presidente interino Michel Temer ainda nem foi concluído, mas não é difícil prever que vem muita polêmica por aí. Isso porque o objetivo do governo é flexibilizar o máximo de direitos assegurados na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Nesse pacote, pode haver até redução no salário mínimo e tempo para almoço, além de negociações das férias e do 13º salário. A informação foi divulgada recentemente, pelo O Globo, com base em interlocutor ligado ao governo.

De acordo com a publicação, podem passar por alterações também o pagamento de adicionais por atividade noturna ou insalubre ou quando o trabalhador fica à disposição da empresa. Ainda conforme a apuração, a proposta do governo Temer prevê flexibilização também na participação de lucros e resultados, licença-paternidade e no FGTS.

Outros direitos, no entanto, não sofreriam alteração, pois estão fixados na Constituição Federal. É o caso, por exemplo, do seguro-desemprego, salário-família, aviso prévio proporcional ao tempo de serviço e licença-maternidade de 120 dias.

Para mexer nesses direitos, o governo teria que aprovar uma Proposta de Emenda à Constitucional (PEC), o que levaria tempo e geraria ainda mais conflitos. Diante do atual cenário de crise política, o esperado é que a gestão Temer evite esse caminho. 

Do PBVale, com Portal Correio 

Sine-PB seleciona para 216 vagas em empresas da PB

Estão abertas 216 vagas por meio dos Sines de João Pessoa e Campina Grande, a partir desta segunda-feira (8), captadas com diversas empresas das duas maiores cidades do estado.

Na Capital, o Sine-JP oferece 142 oportunidades de emprego, sendo a função de consultor de vendas com o maior número de vagas. Veja aqui a lista de vagas.

Para consultor de vendas, são necessários seis meses de experiência e ensino médio completo. As entrevistas acontecerão no Sine-JP. Há ainda dez vagas disponíveis para babá, quatro para corretor de seguros, 13 para vendedor externo, entre outras.

O Sine-JP está localizado na Avenida Cardoso Vieira, 85, Varadouro, e atende das 8h às 14h, de segunda à sexta-feira. O trabalhador deve apresentar RG, CPF e Carteira de Trabalho. Para concorrer às oportunidades em que o empregador exige apenas o currículo, o interessado deve enviá-lo para o endereço sinejp.imo@joaopessoa.pb.gov.br.

Já o Sine de Campina tem 72 vagas, sendo 30 só para a função de operador de telemarketing, que exige apenas ensino médio completo. Há ainda oportunidades para quem tem graduação em Farmácia.Veja aqui as oportunidades para Campina.

O Sine Campina fica na Rua Afonso Campos, 143, no Centro, e atende no telefone (83) 3310-6267.

Terminam nesta terça inscrições para 58 vagas na Aeronáutica

Termina às 15h desta terça-feira (9) o prazo de inscrição para o concurso público de Exame de Admissão ao Curso de Adaptação de Médicos (CAMAR). São oferecidas 58 vagas em 16 especialidades da medicina. Veja aqui o edital.

Há oportunidades para anestesiologia (6), anatomia patológica (2), cancerologia (1), cardiologia (1), cirurgia geral (4), clínica médica (10), ginecologia e obstetrícia (6), medicina intensiva (2), hemoterapia (1), medicina da família e comunidade (7), oftalmologia (3), otorrinolaringologia (3), ortopedia (1), pediatria (1), psiquiatria (7) e radiologia (3).

As inscrições são efetuadas por o preenchimento de formulário no site do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica e pagamento da taxa de R$ 120. Os candidatos devem ter formação de nível superior e não completarem 36 anos até 31 de dezembro de 2017.

O estágio de adaptação é ministrado no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), e tem a duração aproximada de 17 semanas. Durante a realização do curso, os candidatos serão designados Primeiro-Tenente Estagiário e, quando concluírem o CAMAR serão nomeados Primeiro-Tenente Médico para a realização de Curso de Medicina Aeroespacial (CEMAE) no CIAAR.

Para avaliar os inscritos serão aplicados Parecer da Comissão de Promoções de Oficiais ou da Comissão de Promoção de Graduados (para candidatos militares); provas escritas; inspeção de saúde; exame de aptidão psicológica; prova prático-oral; teste de avaliação do condicionamento físico; e validação documental.

Os eventos serão realizados em Belém (PA), Natal/Parnamirim (RN), Fortaleza (CE), Recife/Jaboatão dos Guararapes (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte/Lagoa Santa (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo/Guarulhos (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre/Canoas (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Manaus (AM), conforme cada etapa.

Do PBVale, com Portal Correio 

Bebê de seis meses morre após cair de moto pilotada pela mãe, na PB

Hospital Regional de Sousa
Hospital Regional de Sousa
Hospital Regional de Sousa

Um bebê de seis meses morreu, na noite dessa segunda-feira (8), após cair de uma motocicleta, na cidade de Sousa, Sertão paraibano, a 438 km de João Pessoa. O acidente aconteceu no bairro Sousa I e a vítima morreu momentos após dar entrada no Hospital Regional. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita é de que o veículo estava sendo pilotado pela mãe da criança. O caso está sendo investigado.

“Nós ainda não começamos a ouvir testemunhas. A mãe do bebê está em choque e precisamos aguardar um pouco. Por enquanto, trabalhamos com informação extraoficial de que a mãe pilotava a moto e a criança escorregou do braço dela. Mas precisamos investigar se realmente não havia mais ninguém com ela”, informou o delegado Cláudio Bezerra, ao Portal Correio.

A autoridade policial disse ainda que a mãe da criança pode responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Moradores de Sousa comentam que a mãe do bebê é menor de idade, mas a Polícia Civil confirmou a informação. Ela deve prestar depoimento oficial até o início da próxima semana, segundo o delegado.

O corpo do bebê foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Patos, onde passa por perícia. 

Da Redação, com Portal Correio 

Decisão de juiz federal proíbe repressão a manifestações políticas na Rio 2016

Em seu despacho, o juiz substituto impôs multa de R$ 10 mil por cada ato que viole a decisão.
Em seu despacho, o juiz substituto impôs multa de R$ 10 mil por cada ato que viole a decisão.

O juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2) João Augusto Carneiro de Araújo determinou ontem (8), em decisão liminar, que a União, o estado do Rio de Janeiro e Comitê Organizador Rio 2016 “se abstenham, imediatamente” de reprimir manifestações pacíficas de cunho político em locais dos jogos. O magistrado acatou pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a posição do Comitê Rio 2016 de impedir e até expulsar das arenas olímpicas torcedores que exibam cartazes ou usem roupas com frases de cunho político. Em seu despacho, o juiz substituto impôs multa de R$ 10 mil por cada ato que viole a decisão.

“Defiro o pedido de concessão da tutela de urgência para o fim de determinar aos réus que se abstenham, imediatamente, de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente nestes espaços, seja por cartazes, camisetas ou outro meio lícito permitido durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”, diz trecho da liminar.

No despacho, o magistrado argumenta que a Lei 13.284 de 2016, que dispõe sobre as medidas relativas ao Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, “não se verifica qualquer proibição à manifestação pacífica de cunho político através de cartazes, uso de camisetas e de outros meios lícitos nos locais oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio2016”.

De acordo com o juiz, O Inciso IV do Artigo 28 da lei proíbe expressamente apenas as manifestações com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação. “Qualquer interpretação que seja conferida ao Inciso X ou ao Parágrafo 1º do destacado artigo que possa tolher a manifestação pacífica de cunho político afronta o núcleo inviolável do direito fundamental da liberdade de expressão, a qual deve ser afastada imediatamente”, diz o magistrado no despacho.

O juiz João Augusto Carneiro de Araújo  sustentou ainda que a Constituição Federal assegura o direito  “à livre manifestação do pensamento, à inviolabilidade do direito de consciência e a proibição de privação de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”.

No sábado (6), um torcedor foi retirado à força pela Força Nacional durante as finais da competição de tiro, no sambódromo do Rio de Janeiro, por portar um cartaz com a frase “Fora Temer”. No mesmo dia, em Belo Horizonte, dez espectadores foram igualmente escoltados para fora do Mineirão por vestirem camisetas com letras garrafais que, juntas, formavam a mesma frase de protesto.

Ontem (8), o Comitê Olímpico Internacional (COI) esclareceu que o procedimento padrão não é expulsar o torcedor que estiver portando cartazes ou faixas com frases de cunho político, religioso ou comercial, contanto que ele se comprometa a não repetir o ato  naquela disputa esportiva. A medida, segundo a entidade, está prevista em normas estipuladas pelo Comitê Organizador da Rio 2016, que proíbe expressamente manifestações “de cunho político e religioso” e já foram aplicadas em jogos anteriores.

O Comitê Olímpico Internacional defende que o esporte é neutro e não deve ser espaço para plataformas políticas. De acordo com o COI, a Carta Olímpica, o conjunto de princípios para a organização dos Jogos e o movimento olímpico, preveem que o comitê deve “opor-se a quaisquer abusos políticos e comerciais do esporte e de atletas”. A Carta, de 1898, diz que “nenhum tipo de demonstração política, religiosa ou propaganda racial é permitido em quaisquer locais olímpicos”.

Judoca Rafaela Silva dá primeira medalha de ouro ao Brasil

A judoca brasileira Rafaela Silva vence Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, e conquista a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Rio 2016Reuters/Toru Hanai/Direitos Reservados
A judoca brasileira Rafaela Silva vence Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, e conquista a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Rio 2016Reuters/Toru Hanai/Direitos Reservados
A judoca brasileira Rafaela Silva vence Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, e conquista a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Rio 2016Reuters/Toru Hanai/Direitos Reservados

A judoca brasileira Rafaela Silva derrotou a atleta Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, na final na categoria até 57 quilos feminino. É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Com um wazari sobre a oponente, Rafaela conquistou 10 pontos e soube administrar a luta até o final, com o apoio da torcida brasileira.

Nas disputas de hoje (8), Rafaela já havia vencido a romena Corina Caprioriu, a alemã Myriam Roper, a sul-coreana Kim Jandi e a húngara Hedvig Karakas. A portuguesa Telma Monteiro venceu por um yuko a romena Corina Caprioriu e ficou com a medalha de bronze.

Rafaela Silva é carioca, tem 24 anos, e cresceu na comunidade Cidade de Deus. Começou a praticar judô com 5 anos, em uma academia na rua de sua casa. Aos 8 anos, entrou no Instituto Reação, no Rio de Janeiro.

Em 2011, ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México e, em 2015, conquistou a de bronze no Pan de Toronto. Também foi foi vice-campeã mundial em Paris 2011. Na Olimpíada de 2012, em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal.

Rafaela conquistou a medalha de ouro no Mundial de Judô de 2013, prata no Mundial de 2011 e bronze no World Masters de 2012.

Estudante reafirma denúncia de tentativa de estupro contra Feliciano

A estudante de jornalismo Patrícia Lélis, que denunciou o deputado Marco Feliciano por tentativa de estupro e agressão, fala à imprensaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A estudante de jornalismo Patrícia Lélis, que denunciou o deputado Marco Feliciano por tentativa de estupro e agressão, fala à imprensaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Estudante, filiada á juventude do PSC, teria pedido ajuda aos membros do partido, em vão”.

A estudante de jornalismo Patrícia Lélis reafirmou hoje (8), em entrevista coletiva, a acusação de tentativa de estupro contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e de ameaça e cárcere privado contra o assessor dele, Talma Bauer. O assessor chegou a ser detido em São Paulo na última sexta-feira (5) por causa da denúncia, mais foi liberado na madrugada de sábado (6).

Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano. A estudante contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo ela, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano então, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

Ainda de acordo com a estudante, assim que deixou o apartamento funcional de Feliciano, ela foi à Câmara dos Deputados e tentou pedir ajuda a membros do PSC, entre eles o presidente do partido, Pastor Everaldo, em vão. Patrícia relata que recebeu oferta de dinheiro de Everaldo, que teria entregado um saco com uma quantia que ela não sabe o valor.

Ameaças em São Paulo

Na entrevista desta tarde, Patrícia Lélis contou ainda que alguns dias depois recebeu uma oferta de emprego em São Paulo do jornalista Emerson Biazon e viajou com ele para lá. No entanto, ela suspeita que Biazon foi enviado por Feliciano, porque ela não chegou a fazer a entrevista para a vaga.

Em São Paulo, Patrícia diz ter recebido a visita de Bauer, o que foi registrado pelas câmeras de segurança do hotel em que ela estava hospedada. A partir do momento em que ficaram sozinhos, a estudante relata que passou a receber ameaças do assessor de Feliciano e foi obrigada a entregar para ele senhas de redes sociais, que ele passou a gerenciar como se fosse ela.

“As duas fotos que tem com o meu namorado que foram postadas, foram postadas pelo Bauer. Porque até então ele estava com as minhas senhas. [Tinha] senha do Facebook, tinha baixado o whatsappweb no computador dele e a senha do Instagram”, listou.

“Foi à base de ameaça, ele estava armado. Tudo que eu fiz foi à base de ameaça. E não foi qualquer ameaça. Foram ameaças de uma pessoa que tinha uma arma. Porque até então, o Bauer é aposentado da polícia, ele anda armado”, completou.

Patrícia também contou que foi obrigada por Bauer a gravar dois vídeos nos quais falava bem do deputado e desmentia o relato que ela própria tinha feito ao jornalista Leandro Mazzini, em Brasília, acusando Feliciano da tentativa de estupro. Na primeira gravação, segundo ela, ficou visível seu nervosismo, o que provocou suspeitas de pessoas conhecidas. Por isso, o assessor a teria obrigado a gravar um novo vídeo. Patrícia nega que tenha recebido dinheiro para fazer as gravações e diz que foi ameaçada.

“Não era assim, faça o vídeo que eu vou te dar dinheiro. Não era assim. Ele falava: ‘faça o vídeo porque senão você vai morrer. A gente sabe onde você mora, a gente sabe da sua família’. Mas toda hora ele falava assim: ‘quanto você quer para esquecer esse assunto, para esse assunto morrer?’”, contou.

A estudante diz que conseguiu se salvar porque pediu ajuda a dois jornalistas que foram até o hotel para tentar ouvi-la. Ao relatar as ameças aos repórteres, a estudante diz que foi levada à delegacia por eles. Ainda segundo Patrícia, um dos repórteres gravou uma ligação de Bauer para ela, determinando que ela não saísse do hotel e o aguardasse chegar.

Além do boletim de ocorrência já registrado, Patricia disse hoje que passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Em um vídeo postado em sua página na internet hoje, Marco Feliciano nega o caso e diz que com o tempo ficará provado que as acusações não passam de “engodo” e “mentira”. Talma Bauer não foi localizado pela reportagem da Agência Brasil. A assessoria de Pastor Everaldo informou que ele deve se pronunciar sobre o caso por meio de nota amanhã (9).

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

 

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas

Representatividade feminina cresce na Assembleia Legislativa da Paraíba

A bancada feminina da Assembleia Legislativa da Paraíba crescerá de seis para oito deputadas na próxima legislatura. Três parlamentares foram reeleitas e cinco conquistaram mandato pela primeira vez.