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Raimundo Lira diz que presença de Dilma no Senado legitima todo o processo de impeachment

Senador Raimundo Lira (PMDB-PB)
Senador Raimundo Lira (PMDB-PB)

O senador Raimundo Lira (PMDB) declarou, em entrevista à Rádio Senado, que a vinda da presidente afastada Dilma Rousseff ao Senado comprova a legitimidade de todo o processo de impeachment e que não há golpe no país. Segundo ele, o fato de a presidente fazer sua própria defesa no Senado mostra que o processo transcorreu dentro da legalidade.

“A vinda da presidente afastada ao plenário do Senado Federal tem duas importâncias que devem ser destacadas. Primeiro, porque ela está exercendo um direito democrático de participar e o processo é realmente democrático; e o segundo, ela está mostrando, comprovando e reafirmando que não houve golpe no país”, afirmou o parlamentar.

Indagado pelo repórter da Rádio Senado se a vinda dela reafirma a legitimidade de todo o processo, Lira aproveitou a pergunta para lembrar do trabalho realizado pela Comissão Especial do Impeachment, por ele presidida, que ao longo de 100 dias ouviu diversas autoridades, sempre num clima de muita democracia e com amplo direito de defesa.

“Ela está legitimando, de uma forma concreta, objetiva, com a sua própria presença, o processo, que foi um esforço muito grande, com todo mundo trabalhando, com muito diálogo, com muito entendimento, apesar de posições antagônicas, mas sempre num clima de muita democracia, de muita liberdade, de muito diálogo e com amplo direito de defesa”, afirmou Raimundo Lira.

Da Assessoria de Imprensa

Cássio refuta a ideia de golpe em relação ao processo de impeachment

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Assim que chegou sua vez de apresentar perguntas à presidente afastada, Dilma Rousseff, em Plenário, nesta segunda-feira (29), o líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), questionou a afirmação habitual dos defensores da presidente afastada de que o processo de impeachment é um “golpe”. A situação de normalidade institucional poderia ser confirmada, segundo ele, pela presença dos chefes de cada um dos três poderes na mesa da sessão em que Dilma fazia sua defesa.

Ao lado de Dilma, estavam o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, presidindo os trabalhos, como determina a Constituição; e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A cada um ele se dirigiu usando o tratamento formal de “excelência”.

– Faço questão de tratá-los de maneira absolutamente formal para mostrar, na inauguração da minha palavra, que não pode haver golpe com uma mesa composta com os chefes três poderes da República – disse.

Depois, Cássio afirmou que Dilma, optou, mais uma vez, por um discurso político. A seu ver, ela perdeu “a derradeira oportunidade de se defender contra os graves crimes que lhe são imputados”.

De acordo com o senador, a presidente Dilma “esquece” que o impeachment não nasceu no Congresso Nacional, mas sim nas ruas do país, onde esteve o povo para manifestar sua indignação contra os erros que ela e seu governo cometeram.

– Golpe é vencer uma eleição mentindo a um país; golpe é quebrar uma empresa como a Petrobras; golpe é fazer terrorismo contra os mais pobres, como em todas as eleições fez o partido de Vossa Excelência – disse.

Nas palavras do líder tucano, Dilma afirma que respeita o Senado Federal, “desde que seja absolvida”; e que respeita o devido processo legal, igualmente “desde que seja absolvida”.

O que estava ocorrendo até ali, como disse, era um “espetáculo político”, e não uma defesa, já que a presidente não estava respondendo às perguntas, mas se seguindo um “script pronto”, seja quando solicitada a explicar as pedalada fiscal ou os decretos de abertura de crédito.

– E creia que justificativas e desculpas em torno de crises internacionais que foram chamadas, inclusive, no passado, de marolinhas, não funcionam como defesa – declarou.

Para o senador, não há duvidas sobre os crimes de responsabilidade cometidos, como abertura de crédito suplementar sem autorização legislativa. A seu ver, a pena de perda de mandato guarda proporcionalidade com os atos, devidos aos efeitos que causaram ao país.

– A pena é severa demais? Não. Severo é haver 12 milhões de desempregados. Duro é viver em um país que está há três anos em recessão: indústrias fechando, comércio encerrando suas atividades, um povo sem esperança, desiludido. Isso, sim, é grave – disse.

Mesmo considerando que a presidente fugia das perguntas, ele indagou de quantas reuniões ela teria participado para discutir, elaborar, criar o Plano Safra. Também perguntou que tratamento dispensava, na sua rotina de trabalho, ao Relatório Resumido da Execução Orçamentária.

Reação

Na resposta, Dilma confirmou que o que já havia dito: que haverá um “golpe parlamenta”r, se votarem a favor do impeachment e contra sua absolvição, “sem que haja crime de responsabilidade”. Também afirmou que não perdeu a oportunidade de se defender, e que estava ali debatendo e afirmando que nem os três decretos e nem as operações de subsídio dos agricultores, do Plano Safra, caracterizavam crimes de responsabilidade.

Depois, disse ao senador que o processo de impeachment não veio das ruas de “forma espontânea”. Segundo ela, ninguém ali seria “ingênuo” a ponto de desconhecer quem era o responsável pela aceitação desse processo de impeachment, papel que atribuiu ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), então presidente da Câmara.

– Então, eu vou lembrar ao senhor o que foi amplamente noticiado pela mídia e que até o próprio acusador, um dos acusadores aqui presentes, declarou à imprensa: que a aceitação do meu pedido de impeachment tratava-se de uma chantagem explícita do Sr. Eduardo Cunha com a qual infelizmente vocês se aliaram – acusou.

Quanto ao Plano Safra, observou que não foi criado por seu governo, e que se trata, possivelmente, da única autorização de subvenção sem divergência a respeito de sua aplicação e importância para a economia brasileira. Além disso, ressaltou a resistência dos acusadores em reconhecer que o país enfrentou no seu governo séria crise econômica, amplamente influencia por fatores adversos na economia internacional.

– Então, é muito difícil começar-se a discussão dizendo que a culpa da crise são três decretos e a operação do Plano Safra. Já disse que a operação do Plano Safra, baseada nos seus subsídios, tem efeito positivo sobre a demanda, e não um efeito restritivo – declarou.

Agência Senado

Dilma: ‘impeachment resultará na eleição indireta de um governo usurpador’

— Não é legitimo afastar o chefe de Estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra, afirmou Dilma
— Não é legitimo afastar o chefe de Estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra, afirmou Dilma
— Não é legitimo afastar o chefe de Estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra, afirmou Dilma

Em seu discurso de defesa aos senadores na manhã desta segunda-feira (29), a presidente afastada Dilma Rousseff  negou que tenha cometido qualquer crime de responsabilidade. Para ela, sua eleição feriu interesses da elite econômica e política que, junto com a imprensa e embasados por uma frágil retórica jurídica, pretendem promover uma ruptura democrática e afastá-la do poder injustamente.

— Receio que a democracia seja condenada junto comigo — disse.

Dilma afirmou que um futuro governo de Michel Temer será usurpador, já que, no presidencialismo, não basta a perda de maioria parlamentar para afastar um presidente, mas sim a ocorrência de crime de responsabilidade grave e comprovado.

— Não é legitimo afastar o chefe de Estado e de governo por não concordarem com o conjunto da obra, é o povo, só o povo, nas eleições. E nas eleições o programa de governo vencedor não foi esse — observou.

Para a presidente afastada, o governo interino, caso seja efetivado, atacará as conquistas obtidos nos últimos anos. Modificações e retiradas de direitos da Previdência Social, a revisão de garantias previstas na Consolidação das Leis do Trabalhos (CLT), avanços importantes para os negros, as mulheres e a comunidade LGBT estarão todos comprometidos pela submissão a princípios ultraconservadores, observou.

Eduardo Cunha

Dilma Rousseff afirmou que o deputado afastado Eduardo Cunha foi um dos artífices para se alcançar o clima político necessário para a desconstituição do resultado eleitoral de 2014, permitindo a abertura do processo de impeachment. A presidente afirmou não ter cedido à “chantagem explícita” para impedir o início do processo de cassação do mandato do deputado.

— Se eu tivesse me acumpliciado com a improbidade e com o que há de pior na política brasileira, eu não correria o risco de ser condenada injustamente. Quem se acumplicia ao imoral e ao ilícito, não tem respeitabilidade para governar o Brasil — alegou.

Antes disso, disse Dilma, os derrotados nas eleições tudo fizeram para desestabilizar o governo eleito, numa afirmação do “quanto pior, melhor”, com um ativismo político que se tornou elemento central para a retração do investimento e para o aprofundamento da crise econômica. Eduardo Cunha foi fundamental para dificultar a aprovação de projetos importantes para o reequilíbrio das contas públicas e para permitir que “pautas bombas” passassem pelo crivo do Parlamento.

— Sem essas ações, o Brasil certamente estaria hoje em outra situação política, econômica e fiscal — opinou.

A força dos que queriam evitar a continuidade da “sangria” de setores da classe política, investigados por corrupção e desvio de dinheiro público também foi essencial para desestabilizar a sua gestão, disse Dilma Rousseff. Segundo a presidente afastada, esse é o preço que ela pagou por permitir, sem qualquer tipo de interferência, o trabalho livre do Ministério Público e da Polícia Federal.

Processo legal

Para Dilma, o processo de impeachment está marcado por desvio de poder. Apesar de respeitar a ritos e prazos, a denúncia não se baseia em uma acusação justa, o que fere a democracia. Não há respeito ao devido processo legal quando a opinião de grande parte dos julgadores é divulgada antes do exercício final do direito de defesa. Nem quando dizem que a condenação não passa de uma questão de tempo, observou.

— Cassar em definitivo meu mandato é como me submeter a uma pena de morte política — disse.

Ela disse se sentir submetida a mais um julgamento em que a democracia tem assento, junto com ela, no banco dos réus: na primeira vez, foi condenada por um tribunal de exceção. Agora, está sendo condenada por juízes que foram eleitos, como ela, e que colocam a democracia em risco.

— Por duas vezes vi de perto a face da morte: quando fui torturada por dias seguidos, submetida a sevícias que nos fazem duvidar da humanidade e do próprio sentido da vida, e quando uma doença grave e dolorosa poderia ter abreviado minha existência. Hoje, eu só temo pela morte da democracia, pela qual, muitos de nós lutamos com o melhor dos nossos esforços — disse, emocionada.

Agência Senado

Carro cai em açude e deixa uma criança e três adultos mortos no Litoral Norte paraibano

Motorista do veículo perdeu o controle e caiu dentro de açude (Foto: Volney Andrade/TV Cabo Branco)
Motorista do veículo perdeu o controle e caiu dentro de açude (Foto: Volney Andrade/TV Cabo Branco)
Motorista do veículo perdeu o controle e caiu dentro de açude (Foto: Volney Andrade/TV Cabo Branco)

“Carro caiu dentro de açude próximo a estrada que liga Pirpirituba a Jacaraú. Polícia não sabe a causa do acidente, mas suspeita de falha mecânica”.

Quatro pessoas morreram no início da tarde desta segunda-feira (29) após o motorista de um carro perder o controle da direção e cair dentro de um açude, na estrada que liga a cidade de Pirpirituba e Jacaraú, Litoral Norte da Paraíba. O acidente aconteceu no sítio Sapucaia, numa estrada da Zona Rural de Jacaraú, e matou uma criança de sete anos, uma idosa de 89 anos, uma mulher de 47 e um homem, que dirigia o veículo, de 61 anos de idade.

De acordo com a Polícia Militar, não houve testemunhas para explicar o que aconteceu, mas existe a suspeita de falha mecânica ou um simples cochilo do condutor. A polícia ainda informou que o acidente não deixou marcas na pista, descartando a possibilidade de desvio de algum objeto ou veículo.

A família mora na cidade de Pirpirituba e, de acordo com familiares, seguia em direção a Jacaraú. Um parente informou que o motorista do veículo não tinha costume de ingerir bebida alcoólica, o que também eliminaria a possibilidade de embriaguez ao volante.

O velório da família vai acontecer nesta terça-feira (30) no sítio Mica, no município de Pirpirituba e o enterro das quatro vítimas acontece no cemitério da cidade, mas ainda não há horário confirmado.

Da redação

Com G1PB

Moderna Unidade Básica de Saúde é inaugurada em Rio Tinto

Posto atenderá à cerca de 350 famílias
Posto atenderá à cerca de 350 famílias

A Prefeitura da cidade de Rio Tinto entregou na última sexta-feira (26), a sede própria da Unidade de Saúde Básica da Família (UBSF) – da comunidade de Praia de Campina, que recebeu o nome do saudoso Antônio Pulquério. A importante obra foi viabilizada em parceria entre o Governo Federal e o Município.

A prefeita Severina Alves, a popular Dudu de Brizola (PTB), em sua fala disse: “a moderna unidade facilitará bastante o acesso da população aos serviços básicos de saúde. Mais de 350 famílias será beneficiada, a UBSF conta com oito salas e uma equipe qualificada para atender a população com saúde preventiva, curativa com a metodologia humanizada, médico, dentista, enfermeiro, fisioterapeuta, técnico de enfermagem, atendente e auxiliares”, disse a gestora.

Foto: Jhordan Paes / Ascom PMRT
Foto: Jhordan Paes / Ascom PMRT

Faltando 120 dias para a conclusão do mandato, a prefeita Dudu de Brizola declarou que até o dia 31 de dezembro entregará mais obras na área de saúde, e vem “trabalhando muito” para entregar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A secretária da Saúde de Rio Tinto, psicóloga Gerlânia Pereira, ressaltou que a nova UBSF vai proporcionar aos moradores de Praia de Campina e outras comunidades da área de abrangência, consultas e procedimentos perto de casa e, quando não for possível, o paciente será encaminhado para a Casa Municipal Saúde Francisco Porto, Hospital Geral de Mamanguape e hospitais de João Pessoa. “Tudo isso, é fruto do trabalho da gestão da prefeita Dudu de Brizola, que não mede esforços para investimentos na área saúde e social”, lembrou.

“Era uma reivindicação antiga dos moradores”, disse o ex-vereador José Pulquério.
“Era uma reivindicação antiga dos moradores”, disse o ex-vereador José Pulquério.

O líder comunitário e ex-vereador, José Pulquério agradeceu a prefeita Dudu de Brizola e aos 11 vereadores pela homenagem justa na aprovação do nome do seu pai, Antônio Pulquério. “Era uma reivindicação antiga dos moradores, hoje se torna realidade, a população pode se orgulhar da prefeita da cidade e, da sua equipe de saúde” declarou.

Já o popular Josival Oliveira, conhecido por Valdo de Praia de Campina, parabenizou a Prefeitura e a Secretaria da Saúde pelo importante equipamento. Ele afirmou que a prefeita “Dudu de Brizola ficará na história política e administrativa de Rio Tinto como uma grande gestora e, essa unidade básica de saúde da família de Praia de Campina será de todas as gerações, chegou na hora certa”, afirmou.

Por Chico Soares

Paraíba tem maior alta de custos da construção civil no Nordeste

(Ilustração. Foto: CREA-PB)
(Ilustração. Foto: CREA-PB)
(Ilustração. Foto: CREA-PB)

Em todo o Nordeste, os custos mais elevados da construção civil foram encontrados na Paraíba no último mês de julho. É o que revela o Boletim nº 15 do Diário Econômico do Banco do Nordeste, publicado no dia 22 deste mês pelo Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste).

Segundo o Etene, o custo médio da construção civil por metro quadrado na Paraíba atingiu no mês passado o valor de R$ 972,82. Em segundo lugar no ranking ficou o Maranhão (R$ 966,74) e em terceiro, o Piauí (R$ 957,90). No mesmo período, o Rio Grande do Norte registrou o metro quadrado mais barato de todo o país: R$ 875,02.

O mesmo boletim informa que “o custo nacional da construção por metro quadrado subiu para R$ 1.009,76 em julho, sendo R$ 527,97 relativos aos materiais e R$ 481,79 à mão de obra”. Já os custos regionais por metro quadrado alcançaram R$ 1.017,74 (Norte); R$ 938,97 (Nordeste); R$ 1.060,85 (Sudeste); R$ 1.034,04 (Sul); e R$ 1.000,06 (Centro-Oeste)”.

Nordeste bate o Brasil no Sinapi

O Diário Econômico destaca ainda que o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação acumulado nos últimos doze meses de 6,47%, com 3,56% (materiais) e 9,83% (mão de obra). De janeiro a julho deste ano, o índice nacional acumulou crescimento de 4,81%, composto por 2,30% nos materiais e 7,68% na mão de obra.

Em julho, o Nordeste foi a região onde ocorreu a maior elevação (0,48%) do Sinapi, superando em mais que o dobro a variação nacional (0,20%). O resultado vem do comportamento dos dois principais componentes do índice: o valor médio dos materiais caiu 0,40%, mas a mão de obra teve alta de 1,57%, a maior do Brasil para o mês passado.

Do PBVale, com Blog do Rubens Nóbrega

Paraíba registra mais de 1.700 ocorrências policiais em apenas dois dias

A Paraíba registrou 1.744 ocorrências policiais durante o fim de semana. Segundo a Polícia Militar, em pouco mais de 48 horas dezenas de criminosos foram detidos. Houve também apreensão de armas e veículos roubados.

Conforme balanço das atividades ocorridas entre as 18h da sexta-feira (26) e o fim desse domingo (28), 46 suspeitos de roubos, tráfico de drogas e tentativas de homicídio foram levados para a delegacia.

Entre os detidos, 26 são suspeitos de roubos ou furtos, 10 levaram voz de prisão por porte ilegal de arma de fogo, quatro por estarem com drogas, quatro por força de mandado de prisão e dois por homicídios tentados ou consumados.

Ainda foram apreendidas 20 armas de fogo e 17 veículos com queixa de roubo ou furto. As apreensões de armas aconteceram nas cidades de João Pessoa, Esperança, Cuité, Bananeiras, Campina Grande, Cajazeiras e Taperoá. As informações são do Portal Correio. 

Márcio Garcia pode substituir Tiago Leifert no ‘The Voice Brasil Kids’

© Divulgação / TV Globo
© Divulgação / TV Globo
© Divulgação / TV Globo

Após promover Tiago Leifert para comandar o ‘Big Brother Brasil’, a Globo já começou a discutir quem será o substituto do apresentador no “The Voice Brasil Kids”.

De acordo com o colunista Fernando Oliveira, Márcio Garcia está cotado para apresentar a segunda temporada do reality show musical. Porém, alguns executivos defendem que uma mulher fique com a vaga.

Vale lembrar que André Marques e Zeca Camargo também estão interessados em assumir o “The Voice Brasil Kids”.

Como a competição volta a ser exibida a partir de janeiro de 2017, Tiago Leifert não poderá apresentá-la, pois estará responsável pelo “Big Brother Brasil 17″, que é transmitido na mesma época pela Globo.

No último sábado (27), Leifert se despediu oficialmente do “É de Casa”. O matinal continuará com Cissa Guimarães, Zeca Camargo, Ana Furtado, André Marques e Patrícia Poeta no comando.

Leia Também: Vilã de Vera Holtz em ‘Lei do Amor’ promete superar Carminha e Nazaré

Procura de remédio na rede pública cresce 30%

Com a crise econômica e a diminuição de clientes dos planos de saúde, o número de paulistanos que retiram remédios na rede pública da capital cresceu 30% neste ano, passando de 4,1 milhões nos oito primeiros meses de 2015 para 5,4 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde obtidos com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A alta demanda agravou o quadro de falta de medicamentos básicos em algumas unidades e obrigou a secretaria a rever o planejamento de compras de cada uma das mais de 500 farmácias municipais. O problema é alvo de inquérito do Ministério Público Estadual.

De acordo com a pasta, o aumento da procura por medicamentos gratuitos se deve a duas principais razões: o crescimento do número de pessoas atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde ficam a maior parte das farmácias, e a migração de pacientes da rede privada para a pública. Somente na cidade de São Paulo, 330 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde entre 2014 e 2016, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Embora esses medicamentos básicos não sejam ofertados pelos planos, muita gente que começou a se consultar no SUS ficou sabendo quais remédios estão disponíveis de graça e passaram a usar esse serviço. Tem aqueles pacientes também que continuam na rede privada, mas que, para poupar um pouco de dinheiro nesse momento de crise, passaram a retirar os remédios nas farmácias dos postos. Tivemos um aumento de receitas vindas da rede privada”, afirma o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo o secretário, 32% das prescrições recebidas nas farmácias da Prefeitura neste ano vieram de médicos particulares ou de unidades de outros municípios. No ano passado, esse porcentual era de 26%.

Mudança

Foi no último mês de junho, quando cancelou o plano de saúde, que a técnica de enfermagem Patrícia de Oliveira, de 37 anos, passou a buscar atendimento e medicamentos na rede pública. “Eu tinha um convênio que custava R$ 437, mas fui avisada que subiria para R$ 690. Não dava mais para pagar”, conta. No mês seguinte, ela passou mal e precisou ir a um médico da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) próxima de sua casa, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte. “O médico me passou buscopan e dipirona e já peguei no posto mesmo para economizar. Tive a sorte de encontrar, porque minha mãe sempre retira os medicamentos na farmácia do posto e tem alguns que vivem faltando”, conta ela.

Na última quinta-feira, 25, Patrícia levou a mãe, a aposentada Antonia Costa de Oliveira, de 65 anos, à AMA por causa de uma crise de bronquite. “Dessa vez não tivemos tanta sorte porque um dos remédios, o prednisona, está em falta. Vamos ter que comprar agora, mas está uns R$ 30, não é tão barato”, reclama Patrícia.

Para Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o aumento da demanda por remédios pode também estar relacionado ao crescimento da oferta de consultas. “Houve uma expansão da atenção básica nos últimos anos. Se as consultas aumentam, a retirada de medicamentos também”, diz.

Dos cinco remédios mais retirados, quatro são indicados para o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabete. As zonas leste e sul, as mais populosas da capital, são as responsáveis pela maior demanda de remédios. Do total de pacientes atendidos nas farmácias municipais neste ano, 25,6% eram moradores da região leste e 24,4%, da sul.

A secretaria lançou em 2015 o aplicativo Aqui Tem Remédio, que indica os medicamentos disponíveis em cada unidade. O app já é o mais usado da Prefeitura, com 300 mil acessos. 

Com informações do Estadão Conteúdo

Turquia afirma que seguirá ataques contra curdos na Síria

Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28).
Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28).
Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28)

A Turquia continuará atacando os combatentes curdos no norte da Síria até que recuem ao leste do Eufrates, afirmou nesta segunda-feira (29) o ministro turco das Relações Exteriores, no sexto dia de uma ofensiva de Ancara no país vizinho.

“As YPG [Unidades de Proteção do Povo Curdo, milícia curda], como prometeram os Estados Unidos e eles mesmos declararam, devem passar ao leste do [rio] Eufrates o mais rápido possível, e enquanto não fizerem isto continuarão sendo um objetivo”, afirmou Mevlüt Cavusoglu durante uma entrevista à imprensa ao lado do chanceler holandês Bert Koenders.

O Exército turco dispõe atualmente de 50 tanques e centenas de soldados em território sírio, como parte da operação “Escudo de Eufrates”, iniciada na quarta-feira (24) contra as milícias curdas e a facção terrorista Estado Islâmico.

Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28) no norte da Síria.

Cavusoglu também acusou as YPG de dirigir uma “limpeza étnica”. “Para onde vão as YPG forçam todos a migrar, incluindo os curdos que não pensam como eles, e procedem uma limpeza étnica”, disse.

Ancara considera o Partido da União Democrática (PYD) e seu braço armado, as YPG, organizações “terroristas”, apesar de contarem com o apoio de Washington -por lutarem contra o Estado Islâmico. Os EUA, por sua vez, também são aliados da Turquia.

Apesar disso, o enviado especial do presidente Barack Obama para a coalizão que combate o Estado Islâmico criticou nesta segunda os combates entre turcos e grupos no norte da Síria.

“Nós queremos deixar claro que consideramos esses confrontos, em áreas onde o Estado Islâmico não está presente, inaceitáveis e fonte de profunda preocupação”, disse Brett McGurk em sua conta no Twitter.

Já o porta-voz da milícia YPG, Redur Xelil, afirmou à agência Reuters que a ofensiva da Turquia no norte da Síria não passa de um pretexto para tomar o território do país vizinho.

“Não há reforços militares do YPG sendo enviados para Manjib [cidade no norte da Síria]. As alegações da Turquia de que ela está lutando contra o YPG a oeste do Eufrates não têm fundamento e são apenas pretextos para expandir sua ocupação do território sírio”.

Com informações da Folhapress

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