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terça-feira, 13 outubro 2026
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Greve fecha 7,4 mil agências e centros bancários em todo o país

A greve iniciada nesta terça-feira, 6, pelos bancários para pressionar a bancada patronal nas negociações da campanha salarial deste ano fechou 7.359 agências, centros administrativos e de serviços de atendimento ao cliente em todo o País, conforme balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que classifica a paralisação como a maior da história da categoria.

O movimento foi deflagrado por conta da falta de acordo nas negociações em torno do reajuste salarial. Enquanto os trabalhadores reivindicam aumento de 14,78%, a proposta dos bancos, representados pela Fenaban, é de aumento de 6,5% nos salários, mais um abono de R$ 3 mil.

Só na base de São Paulo, Osasco e região, 664 agências e outros 16 centros administrativos foram fechados nesta terça-feira, mobilizando 35 mil trabalhadores, conforme informa o sindicato da categoria. Na sexta-feira, às 11h, as partes voltam a negociar um acordo. Em São Paulo, uma nova assembleia já foi marcada para segunda-feira, às 17h, para definir se a greve continua. A paralisação é por tempo indeterminado.

Embora as agências tenham sido fechadas, os terminais de autoatendimento continuam funcionando. As transações bancárias também podem ser realizadas por canais alternativos: internet banking, aplicativos bancários de celular, operações por telefone e correspondentes bancários (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercado e outros estabelecimentos comerciais credenciados pelas instituições financeiras).

Além do reajuste de quase 15%, os bancários cobram o pagamento de três salários mais R$ 8,3 mil em participação nos lucros e resultados, bem como a fixação do salário mínimo da categoria em R$ 3,9 mil.

A Fenaban alega que sua proposta – entre os 6,5% de reajuste salarial e o abono de R$ 3 mil – equivale a um aumento de remuneração da ordem de 15% em algumas faixas salariais. A entidade diz ainda que está oferecendo aos trabalhadores aumento no vale alimentação, para R$ 523,48 mensais, e no vale refeição, que chegaria a R$ 694,54 por mês. “Esses e outros benefícios pagos aos bancários estão entre os mais altos do mercado”, diz a federação dos bancos.

O sindicato dos bancários de São Paulo, por sua vez, diz que o reajuste de 6,5% representa uma perda de 2,8% em relação à inflação e marca uma retomada da política de reajustes baixos que nos anos 90 trouxe perdas à categoria. 

Leia também: Saiba como pagar as contas sem atraso durante greve dos bancos

Com informações do Estadão Conteúdo

Jovem é presa com 5 kg de crack e 50 gramas de cocaína em Mamanguape

A passageira, que é pessoense, estava só.
A passageira, que é pessoense, estava só.
A passageira, que é pessoense, estava só.

Uma mulher com 22 anos de idade foi presa durante uma abordagem feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao ônibus em que viajava, transportando 5 kg de crack e 50 gramas de cocaína. O fato ocorreu na noite desta segunda-feira (5), na BR 101, em Mamanguape, município próximo à divisa com o Rio Grande do Norte.

A mulher viajava em um ônibus da empresa Nordeste que fazia a linha entre Natal e João Pessoa. A passageira, que é pessoense, estava só. A abordagem ao coletivo foi feita por agentes que estavam de plantão no posto, juntamente com integrantes do Núcleo de Operações Especiais (NOE/PRF).

Durante a revista os agentes encontraram cinco tijolos de crack, além de um pequeno pacote contendo a porção de cocaína, na bolsa que estava entre as pernas da suspeita. A jovem declarou que pegou o carregamento na cidade de Parnamirim, localizada na Região Metropolitana de Natal, e que entregaria a uma pessoa na Rodoviária de João Pessoa. Disse ainda que receberia a quantia de R$ 1.000,00 pelo transporte do entorpecente.

O flagrante foi feito na Delegacia da Polícia Civil de Mamanguape. Ela deverá responder pelo crime de tráfico de drogas. A pena para este delito varia de 5 a 15 anos de reclusão.

PRF recupera carro roubado e prende motorista durante fiscalização em Mamanguape

O veículo roubada vinha de Vitória da Conquista com destino a Natal
O veículo roubada vinha de Vitória da Conquista com destino a Natal

“O suspeito já havia sido preso em julho passado pelo crime de carcere privado na Bahia”.

Um Fiat Strada roubado foi recuperado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite desta segunda-feira (05), durante trabalhos de fiscalização na BR 101, em Mamanguape, Zona da Mata Norte da Paraíba. O condutor foi detido juntamente com a passageira.

O casal vinha do município de Vitória da Conquista, localizado no Sudoeste baiano, e tinham como destino a cidade de Natal (RN). Ao passarem pelo posto da PRF em Mamanguape foram abordados pela equipe que estava de plantão e por integrantes do Núcleo de Operações Especiais (NOE/PRF).

Durante a vistoria no veículo os policiais descobriram que a Strada era produto de roubo. O motorista declarou que a passageira havia contratado um outro homem para realizar o roubo do carro. Já a passageira contestou. Ela informou que não tinha qualquer relação com o crime e que ainda havia sido coagida a viajar em companhia dele, tendo sido, inclusive, obrigada a ter relações sexuais com o mesmo.

A versão dela ganhou força depois que os agentes descobriram que o suspeito fora preso no último mês de julho pelo crime de cárcere privado de uma mulher em Vitória da Conquista. Outro fato importante foi o reconhecimento feito pelo proprietário da Strada, que foi contatado através de telefone. Ao ver a foto do detido, o dono do carro afirmou ter sido ele o homem que o assaltou.

O veículo roubado, juntamente com o casal, foram levados até a Delegacia da Polícia Civil de Mamanguape, onde o flagrante foi registrado.

Manifestantes ocupam sede do Incra na Paraíba em protesto contra Temer

Protesto é contra 'retrocessos propostos pelo governo', dizem manifestantes.
Protesto é contra 'retrocessos propostos pelo governo', dizem manifestantes.
Protesto é contra ‘retrocessos propostos pelo governo’, dizem manifestantes.

“Integrantes da Via Campesina, MST e Pastoral da Terra estão na ocupação. Protesto é contra ‘retrocessos propostos pelo governo’, dizem manifestantes”.

A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em João Pessoa, foi ocupado na manhã desta segunda-feira (5) por integrantes de movimentos do campo que fazem parte da Via Campesina. A ocupação é um protesto contra o governo do presidente Michel Temer. A manifestação bloqueou as entradas do prédio. A Pastoral da Terra e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) fazem parte da mobilização.

A assessoria de imprensa do Incra informou que em situações como essa é recomendado aos funcionários do órgão não irem ao trabalho. Disse também que a ocupação é pacífica e que, a princípio, não há nenhuma agenda com a direção do Incra.

Em nota, os movimentos que participam da mobilização afirmam que o objetivo é barrar “os retrocessos históricos do novo governo, principalmente na questão do campo”. Ainda conforme os movimentos, “a tarefa é seguir alertas e em marcha para não permitir retrocessos, especialmente no enfrentamento ao bloqueio da Reforma Agrária”, diz o texto. A ocupação deve se estender até a terça-feira (6).

Os envolvidos na ocupação afirmam que o novo governo tem o intuito de criminalizar os movimentos sociais. “Está instalada uma política de repressão, de ameaça ao direito a expressão, organização e a liberdade de lutar”, afirma a nota. A reportagem tentou contato com líderes dos movimentos, mas as ligações não foram atendidas.

Com G1PB

Presidente do TSE recebe hoje (5) do TCU lista de indícios de irregularidades na prestação de contas dos candidatos

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, receberá hoje (5), às 16h30, do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Aroldo Cedraz, a primeira lista de indícios de irregularidades encontrados na prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro.

Uma parceria do TSE com o TCU permite que as informações enviadas por candidatos e partidos políticos sobre arrecadação e despesas de campanha sejam cruzadas com registros de outros bancos de dados com o objetivo de encontrar possíveis indícios de irregularidade.

Como a prestação de contas de campanha deve ser enviada à Justiça Eleitoral a cada 72 horas, o TCU vai elaborar relatórios semanais. O primeiro relatório será entregue em mãos pelo ministro Aroldo Cedraz ao ministro Gilmar Mendes.

Nas eleições municipais deste ano, passou a vigorar a alteração introduzida pela Reforma Eleitoral 2015. Agora, as doações recebidas e os gastos de campanhas, que constam na prestação de contas, devem ser informados a cada 72 horas à Justiça Eleitoral, contados do recebimento do crédito em conta corrente.

Até as eleições de 2014, a Justiça Eleitoral era informada sobre o financiamento de campanha em três oportunidades: na primeira parcial de campanha, na segunda e na prestação de contas finais.

Para combater irregularidades, o ministro Gilmar  Mendes tem procurado parceiros institucionais que possam auxiliar a Justiça Eleitoral a realizar eleições limpas, e o TCU é um deles.

O encontro entre os ministros Aroldo Cedraz e Gilmar Mendes será no gabinete da Presidência do TSE (9º andar do edifício-sede), às 16h30. Inicialmente será aberto para imagens. Após a audiência, ambos falarão com os jornalistas.

Serviço:

O que: Entrega da primeira lista de indícios de irregularidades na prestação de contas das Eleições 2016

Quando: hoje (5), às 16h30

Onde: sede do TSE (gabinete da Presidência, 9º andar)

Autoridades presentes: presidentes do TSE, ministro Gilmar Mendes, e do TCU, ministro Aroldo Cedraz

VP/TC

Ricardo é o governador com maior aprovação do país em capitais

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O governador Ricardo Coutinho é o mais bem avaliado dentre todos os governadores do país, com 61% de avaliações entre bom e ótimo. Os dados são das pesquisas mais recentes realizadas pelo Ibope em capitais brasileiras e ganharam destaque na coluna do jornalista José Roberto de Toledo nesta segunda-feira (5) do jornal O Estado de S. Paulo.

O texto ressalta a queda generalizada de boas avaliações em relação aos governadores, que perderam mais capital político que os prefeitos diante da crise política instaurada no país. Dos 26 governadores estaduais, 16 pontuam negativamente nas pesquisas de aprovação. Na média, os governadores têm 34% de ruim/péssimo, contra apenas 24% de ótimo/bom. Ou seja, saldo negativo de 10 pontos.

A título de comparação, em 2012, somente seis governadores eram impopulares nas capitais, enquanto 18 tinham saldo positivo. A coluna de O Estado de S. Paulo avalia o mau desempenho dos governantes ao fato de que a maioria deles está em seu segundo mandato, o que implicaria em desgaste por estarem há vários anos no poder, a exemplo de estados como São Paulo, Paraná, Goiás, Pará e Rio de Janeiro. No entanto, Ricardo Coutinho, também em seu segundo mandato, é visto como exceção, contando com aprovação acima da média na capital do estado, João Pessoa.

A coluna do jornalista José Roberto Toledo pode ser conferida no endereço eletrônico http://www.estadao.com.br/

Temer busca atrair investimentos para o Brasil durante visita a China

Michel Temer tem encontro bilateral com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no último dia de sua visita à China (Foto: Beto Barata/Presidência)
Michel Temer tem encontro bilateral com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, no último dia de sua visita à China (Foto: Beto Barata/Presidência)

Em encontros na China durante a reunião do G20, o grupo das 20 maiores economias do planeta, o presidente Michel Temer tentou atrair investimentos estrangeiros para o Brasil. Ele se reuniu com líderes de países como Espanha, Japão, Arábia Saudita e Itália.

O presidente Michel Temer aproveitou a cúpula do G20 na China para reforçar, em encontros bilaterais com líderes estrangeiros nesta segunda-feira (5), o interesse do Brasil em atrair investimentos externos em projetos de infraestrutura como portos, ferrovias e aeroportos, além da maior participação da iniciativa privada.

Em sua primeira viagem internacional desde que foi efetivado na Presidência na semana passada no lugar de Dilma Rousseff, Temer teve encontros com o primeiro-ministro do Japão,Shinzo Abe, e com o premiê da Espanha, Mariano Rajoy, às margens da cúpula do G20 em Hangzhou.

Na reunião com Abe, Temer destacou o “interesse do Brasil em atrair investimentos na área de infraestrutura” e em “exportar carnes e frutas ao Japão, bem como outros produtos agropecuários”, de acordo com publicação na conta de Twitter do presidente.

Abe, por sua vez, disse que o Japão está pronto e esperançoso para cooperar com o Brasil e que tem interesse em fechar negócios no país, segundo a assessoria de Temer.

O premiê japonês, cujo país receberá a Olimpíada de 2020 em Tóquio, também cumprimentou o Brasil pela realização dos Jogos Rio 2016, do qual participou da cerimônia de encerramento no Maracanã, e convidou Temer para visitar o Japão.

Agência Brasil e G1

Manifestantes ocupam o Ministério do Planejamento e pedem eleições diretas

Treze entidades ligadas ao campo e a trabalhadores rurais ocupam, desde às 4h50 de hoje (5), o prédio do Ministério do Planejamento, em Brasília. Eles pretendem ficar até 7 de Setembro como forma de chamar a atenção para algumas pautas da Jornada de Lutas Unitárias. Pedem também eleições diretas e a renúncia do presidente Michel Temer.

Segundo os organizadores, há cerca de duas mil pessoas na ocupação e mais manifestantes devem aderir.  “Muita gente daqui de Brasília está vindo aqui dar apoio a nossos pleitos, inclusive fazendo doações de alimentos”, disse integrante da direção do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Maria Kazé, à Agência Brasil.

O Ministério do Planejamento informou, pela assessoria de imprensa, que está buscando manter contato com os manifestantes para que eles desocupem o prédio.

De acordo com o tenente Harley Soares, da Polícia Militar (PM), a ocupação está pacífica, apesar da quebra de uma vidraça no momento em que o prédio foi tomado pelos manifestantes. Há, de acordo com a PM, cerca de 100 pessoas no interior do ministério, e outras 500 nos arredores. “Nossa orientação é a de apenas acompanhar. Já fizemos contato com a Polícia Federal, que é quem tem a atribuição para atuar em prédios públicos federais”, disse o tenente.

Entre as reivindicações, Maria Kazé destaca quatro pontos principais: a defesa da soberania nacional, visando especialmente a proteção ao pré-sal; a não aprovação da lei que flexibilizaria a venda de terras brasileiras a estrangeiros; a manutenção da Previdência Social sem reformas; e o direito a uma alimentação mais saudável e menos industrializada para os brasileiros.

Pré-sal e aposentadoria

“Em relação ao pré-sal, nós sabemos que este é o motivo pelo qual o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff foi articulado, e que empresas que, no passado, se negaram a investir nos estudos que resultaram na descoberta de petróleo no Brasil, estão agora querendo lucrar em cima dele, após os brasileiros [por meio da Petrobras] terem pago pelas pesquisas e pela tecnologia aplicada para o descobrimento do pré-sal. São abutres querendo pegar nossas riquezas para, depois, ir embora”, disse a integrante do MPA.

Maria Kazé criticou, também, a possibilidade de se ampliar a idade mínima para a aposentadoria. “Quem defende isso não sabe o que é o trabalho braçal feito no campo. Tem ministro que já até defendeu a idade mínima de 70 anos para a aposentadoria. Isso é desumano e mostra a mentalidade escravocrata deste governo. A desvinculação do salário mínimo é outro absurdo. Significaria voltarmos ao Funrural, que pagava meio salário mínimo. O seja: querem diminuir o pouco que já temos”.

Alimentação saudável e privatização da saúde

Uma outra reivindicação apresentada pelos manifestantes teria, segundo eles, reflexos positivos para a saúde do brasileiro e resultaria em uma economia nos gastos do governo com o tratamento de doenças.

“As pessoas não estão apenas vivendo mais. Elas estão vivendo mais doentes em consequência do consumo cada vez maior de alimentos industrializados. O que a agricultura familiar oferece e coloca na mesa das pessoas são alimentos mais saudáveis que evitam, no futuro, gastos do Estado com tratamento de doenças. Especialistas e pesquisadores já dizem isso há anos. Aí vemos o atual governo defendendo a privatização da saúde. Querem entregar a saúde aos que lucram com a doença. Isso não faz o menor sentido”, argumentou a diretora do MPA.

Reforma agrária e venda de terras a estrangeiros

Os manifestantes criticam também o projeto de lei -apresentado pela bancada ruralista – que, se aprovado, flexibilizará a venda de terras brasileiras a estrangeiros. “O governo finge que essa não é uma de suas prioridades, mas nós sabemos que é. As terras no Brasil já são extremamente concentradas [nas mãos de quem tem alto poder aquisitivo]. Antes de vendê-las a estrangeiros, o Estado tem de distribuí-las a brasileiros via reforma agrária e via titulação de terras indígenas e quilombolas”.

Segundo o coordenador nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, o principal objetivo da ocupação do Ministério do Planejamento é “contribuir para a luta unitária em defesa da reforma agrária”.

“Cerca de 579 mil assentados tiveram benefícios bloqueados pelo TCU [Tribunal de Contas da União]. O governo está impedindo o acesso a créditos e a benefícios. O que estão tentando fazer é a paralisia total, inclusive orçamentária da reforma agrária, ao mesmo tempo em que se planeja vender terras a estrangeiros”, disse a liderança do MST.

Manifestações pacíficas

Alexandre Conceição garante que os organizadores da ocupação pretendem fazer de forma pacífica as manifestações a favor das Diretas Já e pela renúncia de Temer do cargo de presidente da República.

“Nossa orientação é para que tudo ocorra dentro da normalidade e sem violência. Quem está sendo violento é este governo golpista. Aproveito para deixar claro a todos os cidadãos brasileiros que, caso ocorra algo, podem ter certeza: não terá partido de nós”, disse o coordenador do MST. “Se a polícia vier em paz, não há dúvidas de que nossas manifestações serão pacíficas”, finalizou.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

PF investiga fraudes nos quatro maiores fundos de pensão do país

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (5) a Operação Greenfield, que investiga crimes de gestão temerária e fraudulenta em quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, da Petrobras Previ e Postalis. A operação conta com o auxílio técnico do Ministério Público Federal, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao todo, 560 policiais federais cumprem 127 mandados judiciais expedidos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou ainda o seqüestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas que são alvos da operação, no valor aproximado de R$ 8 bilhões.

De acordo com a PF, as investigações começaram a partir de dez casos investigados que revelaram déficits bilionários nos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (fundos de Investimentos em Participações).

Durante as investigações, foram identificados um núcleo empresarial, um núcleo dirigente de fundos de pensão, um núcleo de empresas avaliadoras de ativos e um núcleo de gestores e administradores dos FIPs.

Os investigados responderão por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/86.

Em Brasília são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, seis de condução coercitivas e cinco de prisão temporária. No estado de São Paulo, a Justiça expediu 46 mandados de busca e apreensão, 18 conduções coercitivas e uma prisão temporária a serem cumpridos na capital, em Santos e em Campinas. No estado do Rio, a operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão, oito conduções coercitivas e uma prisão temporária.

Em Vila Velha, no Espírito Santos, a operação cumpre um mando de busca e apreensão e um de prisão temporária. Na Bahia, foram expedidos um mandado de busca e apreensão e um de condução coercitiva em Salvador e um de busca e apreensão em Ilheus.

A Justiça expediu ainda um mandado de busca e apreensão em Curitiba, no Paraná; três de busca e apreensão, um de condução coercitiva e um de prisão temporária em Florianópolis, Santa Catarina; além de dois de busca e apreensão e um de condução coercitiva em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Por fim, no Norte do país a polícia cumpre dois mandados de busca e apreensão em Manaus, no Amazonas.

O número de mandados em termos absolutos diverge do número total de alvos por que vários alvos tiveram medidas cumpridas em mais de um endereço.

Em nota, a Funcef confirmou a operação da PF em sua sede, em Brasília, e reiterou que possui rigorosos padrões éticos em todos os investimentos e na relação com seus participantes e assistidos. A fundação reafirma que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que forem solicitados.

Já a Postalis informa, também por meio de nota, que já se colocou à disposição das autoridades e tem todo interesse em que os fatos investigados sejam rapidamente esclarecidos. A empresa informa que os núcleos regionais Postalis (NRPs) estão funcionando normalmente, mas adverte que “devido à operação, alguns serviços poderão estar indisponíveis ao longo do dia”.

A Previ também falou sobre a operação e contou que agentes da PF estiveram na sede da empresa no Rio de Janeiro para cumprir mandados de busca e apreensão de bens e documentos sobre investimentos realizados por entidades fechadas de previdência complementar.” Toda a documentação requerida foi disponibilizada”, diz nota da empresa.

A nota lembra que o relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, concluída recentemente na Câmara dos Deputados, confirmou a “boa governança” da Previ e destaca: “A Previ possui um modelo de governança maduro e transparente, um corpo técnico qualificado e as decisões de investimento são pautadas por políticas e diretrizes bem definidas, que sempre buscam a remuneração adequada do capital no longo prazo.

Já a Petros informa que está colaborando com a Polícia Federal, com o Ministério Público e demais órgãos responsáveis pelas investigações. “A decisão judicial que determinou a busca e apreensão na sede da Petros refere-se a documentos de investimentos cujo processo de decisão ocorreu até 2011. A Petros reforça o comprometimento da gestão com a transparência, as boas práticas de governança e a responsabilidade na administração dos recursos”, diz nota da empresa.

Da Agência Brasil

Ministério das Cidades vai recorrer de suspensão da Lei do Farol Baixo

O Ministério das Cidades vai entrar com pedido de suspensão da liminar que torna sem efeito a Lei do Farol Baixo (Lei 13.290). A Advocacia-Geral da União foi notificada nessa sexta (2) do teor da decisão, proferida pela Justiça Federal no Distrito Federal, que determinou a suspensão da aplicação de multas referentes à lei.

A Lei do Farol Baixo obrigava condutores de todo o país a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias. Na decisão, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal em Brasília, entendeu que os condutores não podem ser punidos pela falta de sinalização sobre a localização exata das rodovias.

A consultoria jurídica do Ministério das Cidades, juntamente com a Procuradoria Regional da União-1ª Região, promete apresentar na próxima semana ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região pedido de suspensão de liminar, para que a lei volte a vigorar. O entendimento dos dois órgãos é de que a liminar não leva em consideração o bem coletivo e a segurança no trânsito.

Da Redação, PBVale

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