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Suspeito de participar em crime na Espanha é libertado

Reprodução/TV Correio HD
Marvin Correia
Reprodução/TV Correio HD
Marvin Correia

O estudante Marvin Henriques Correia, de 18 anos, que estava preso preventivamente por suposto envolvimento no esquartejamento de família paraibana, em Pioz, na Espanha, em setembro deste ano, foi libertado no fim da tarde desta quarta-feira (30) do presídio PB 1, em João Pessoa, onde dividia uma cela de seis metros quadrados com dois detentos condenados por homicídios e jurados de morte por presos de facções rivais. As informações são do Portal Correio. 

A soltura foi confirmada pelo diretor da unidade prisional, Lincoln Gomes, e ocorreu após a Justiça aceitar recurso da defesa e revogar a prisão preventiva. Marvin, no entanto, terá que usar uma tornozeleira eletrônica e seguirá sendo monitorado.

No presídio, o jovem era tido como uma pessoa tranquila e não houve relatos de envolvimento dele em confusões com outros detentos.

Entenda o caso

Marvin foi preso no dia 28 de outubro em casa no bairro Jardim Oceania, na Zona Leste de João Pessoa, pela Polícia Civil da Paraíba, por força de um mandado de prisão preventiva, que foi mantido durante uma audiência de custódia pela juíza Francilúcia Rejane de Souza. A magistrada foi a mesma que revogou a prisão nesta quarta. Durante entrevista coletiva, a polícia afirmou que François Patrick Gouveia, que está preso na Espanha e confessou a autoria das mortes, após matar os parentes tirou ‘selfies’ e as mandou para Marvin, em tempo real. Marvin foi preso após ser denunciado por um amigo que viu as fotos e conversas no celular dele.

O advogado de Marvin, Sheyner Asfora, contestou a versão da Polícia Civil paraibana e disse que o cliente não cometeu crime e não há como provar a participação dele no caso. Asfora falou que o jovem errou em não denunciar Patrick.

Microcefalia: Ministros do STF querem adiar decisão sobre aborto

© DR

A discussão agendada para o próximo dia 7, no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a possibilidade de realização de aborto em mulheres infectadas pelo vírus da zika promete gerar discórdia.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, alguns ministros querem adiar a decisão por meio de um pedido de vista.

A proposta ainda gera dúvidas e discussão no plenário, mesmo após a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação já tendo sido aprovado na última terça-feira (29).

Um dos ministros, inclusive, critica a decisão sobre a descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação. Para ele, a decisão “parece precipitada”.

Acordo de paz com FARC é aprovado pelo Senado colombiano

© Reuters

O Senado colombiano deu um primeiro passo para referendar o acordo de paz assinado na semana passada pelo governo e as FARC, ao aprovar o documento que pretende por um ponto final no conflito interno que dura há mais de 50 anos.

O texto, renegociado para incluir propostas da oposição depois que o acordo original foi rejeitado em um plebiscito em 2 de outubro, também deve ser validado nesta quarta-feira (30) pela Câmara de Representantes. Houve 75 votos pelo sim e nenhum contra.

Na sessão plenária do Senado, que aprovou o acordo após 13 horas de discussões, o resultado da votação foi recebido com aplausos pelos presentes, todos partidários ao texto. Os congressistas do partido de direita Centro Democrático, de oposição, decidiram abandonar o plenário com a afirmação de que o Congresso “não pode suplantar” a decisão tomada nas urnas pelos colombianos.

No caso de uma aprovação nesta quarta-feira na Câmara, o Congresso será fundamental depois para validar as leis que permitirão a implementação do acordo. O conflito armado colombiano, do qual também participam outras guerrilhas, grupos paramilitares e agentes estatais, já deixou ao menos 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados, informou Agência Brasil. As informações são da Agência Sputnik. 

Avião não tinha combustível, afirma Aeronáutica colombiana

© Reuters / Fredy Builes
© Reuters / Fredy Builes
© Reuters / Fredy Builes

A Aeronáutica Civil colombiana realizou uma entrevista coletiva onde informou que o avião que levava o time da Chapecoense, equipe técnica e profissionais da comunicação, ao cair, não tinha combustível.

Para averiguar o ocorrido, uma investigação foi aberta. A situação de combustível em que a aeronave se encontrava contraria as normas de voo do país, informou o secretário de segurança aérea, coronel Fredy Bonilla. 

Ele revelou que a constatação veio depois de ter sido feita uma primeira inspeção do acidente.

Bonilla diz que essa investigação não tem como objetivo encontrar culpados pelo acidente, apenas entender as causas para evitar novos desastres. O coronel ainda afirmou que a aeronave estava em baixa velocidade na hora em que colidiu contra a montanha. Por isso, foi possível que houvessem sobreviventes. Ele ainda acrescentou que, até o momento, não recebeu, denúncias de irregularidades contra a LaMía, companhia aérea responsável pelo voo. 

Do Notícias ao Minuto

Senado desmembra PEC que põe fim à reeleição e adia votação

O plenário do Senado aprovou ontem (30) um requerimento para desmembrar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição no Brasil. A intenção inicial era votar a PEC nesta quarta-feira, mas os senadores optaram por dividir o conteúdo da proposta, mantendo na pauta do plenário a parte que trata da reeleição e remetendo o restante à Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

O texto que será votado pelo plenário estabelece que a possibilidade de reeleição acabará a partir dos próximos mandatos. Assim, quem está nos cargos de presidente da República, governador ou prefeitos atualmente – e os que foram eleitos este ano – poderão se reeleger, mas os próximos não.

O trecho que foi separado da PEC são artigos que tratam de candidaturas de policiais e bombeiros militares. Esses artigos preveem que eles poderão ficar agregados desde o registro da candidatura até dez dias após o término das eleições, com remuneração até o limite máximo de três meses. Se eleito, permanecerá agregado contando-se o tempo do mandato para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; e, se não reeleito, retornará à atividade.

A matéria não foi votada ontem porque não havia mais quórum no Senado para deliberação sobre a PEC. Mas, como os senadores mantiveram o trecho sobre reeleição na pauta do plenário, ela poderá ser votada hoje, quando está prevista sessão deliberativa extraordinária.

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

CCJ do Senado aprova fim do foro privilegiado

Integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovaram nesta quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim do foro privilegiado para autoridades em crime comuns. A proposta seguirá para discussão no plenário da Casa.

De acordo com o relatório aprovado, relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), perderão a prerrogativa de foro cerca de 22.000 autoridades. As novas regras se estendem inclusive ao presidente da República, ministros de Estado, congressistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a discussão na CCJ foi aprovada uma emenda, de autoria do senador Antônio Anastásia (PSDB-MG), que prevê a aplicação da “prevenção de foro” ou “foro prevento”. Esse instituto estabelece que uma ação contra uma autoridade iniciada em um determinado Estado não poderá ser replicada em outros.

“A dúvida me vem muito em relação, em especial, aos membros do Poder Executivo, que têm atuação nacional ou estadual. O foro seria o foro do seu domicílio ou do exercício da sua função, como é no caso do mandado de segurança? Ou seria o foro prevento, de acordo com a lei da ação civil pública? Nós temos que deixar isso claro”, ressaltou o tucano ao propor a emenda.

Apesar do relatório ter sido aprovado, lideranças da base e da oposição ressaltaram ao longo do debate a necessidade de mudanças no texto durante a discussão no plenário do Senado. Em meio às discussões, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), chegou até a fazer um apelo para que a votação da proposta fosse adiada na comissão para se chegar a um relatório de consenso. “Nós vamos, em tese, votar um texto que depois vai ser modificado e a leitura pública depois vai ser o seguinte: fizeram um texto e agora estão fazendo um jeitinho de mudar, de recuar, quando na verdade não é um recuo, mas um ajuste operacional e jurídico para ter viabilidade a aplicação da lei”, ressaltou Jucá.

Um dos principais críticos ao relatório proposto, o senador Humberto Costa (PT-PE) considerou que as novas medidas previstas no texto servirão apenas de “palanque” e abrirá a possibilidade de decisões políticas no âmbito do Judiciário. “Do jeito que está serve apenas para fazer debate político e fazer pose de ético. Isso não passa na Câmara”, afirmou o petista. “Nós sabemos o que muitos prefeitos sofrem no interior, nós sabemos de processos que poderiam acontecer contra parlamentares ou desembargadores por razões idiossincráticas ou por razões de ordem política, e o foro especial, em tese, elimina essas possibilidades”, emendou.

Diante das alegações postas por Jucá e Costa, o presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), chegou a considerar que a proposta ainda estava “capenga”. “Era bom que existisse dentro da própria comissão uma saída que pudesse ensejar um amadurecimento da questão de maneira que não saíssemos daqui com um instituto que é altamente importante, mas não sair aqui com uma proposta capenga e imperfeita, que possa suscitar inclusive questionamento na própria Justiça”, afirmou o peemedebista.

Autor da proposta, o senador Álvaro Dias (PV-PR) rebateu Maranhão, mas não descartou possíveis mudanças no texto no plenário. “Essa não é uma proposta capenga. É uma proposta objetiva e radical… Se apresentarem no plenário inovações construtivas, modernizantes, qualificadoras, evidentemente o relator acolherá e o plenário aprovará”, disse.

Alterações no texto também foram consideradas pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). “O nosso voto é favorável à proposta, mas nos reservando o direito de fazer alguns aprimoramentos para a execução adequada de uma transformação estrutural na nossa legislação”, defendeu o tucano.

Prisão

Apesar das reações de parte dos senadores, o relatório aprovado na CCJ, entre outros pontos, também acaba com a regra que prevê a prisão somente após do trânsito em julgado para presidente da República e aos parlamentares federais.

“Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não estarão sujeitos a prisão, enquanto não sobrevier condenação em segundo grau, nas infrações comuns, salvo em flagrante de crime inafiançável”, diz o relatório. Dessa forma, a execução provisória da pena poderá ser feita a partir da condenação em segunda instância também para estas autoridades.

Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o juiz competente, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.

Da Revista Veja 

43% dos brasileiros desconhecem a PEC do Teto, diz pesquisa

© Edilson Rodrigues/Agência Senado
© Edilson Rodrigues/Agência Senado
© Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma pesquisa do Instituto Ipsos, terceira maior empresa de pesquisa e inteligência de mercado do mundo, aponta que 43% dos brasileiros não sabem do que se trata a PEC do Teto, que limita por 20 anos as despesas do governo federal à inflação dos 12 meses anteriores e que foi aprovada em primeiro turno, na noite dessa terça-feira (29), pelo Senado.

O levantamento foi feito na primeira quinzena de novembro, com 1.200 entrevistas presenciais, e tem margem de erro de três pontos percentuais. As informações são do portal G1.

Além da taxa de desconhecimento, também é expressiva a parcela dos que não têm uma posição definida sobre o tema. Pouco mais de 40% não responderam se estão a favor das medidas ou se opõem a elas.

Aproximadamente 42% se posicionam contra a PEC, que tem sido alvo de protestos de movimentos sociais e estudantis nas últimas semanas. Já apenas 17% dos entrevistados pela Ipsos se dizem a favor das medidas.

O nível de desconhecimento piora entre os entrevistados de escolaridade mais baixa. Dentre os sem instrução, 56% afirmam que não ouviram falar do assunto. No grupo dos que possuem ensino médio completo, essa parcela cai para 37%.

Erro no cálculo de combustível pode ter causado queda de avião

© Jaime Saldarriaga / Reuters
© Jaime Saldarriaga / Reuters
© Jaime Saldarriaga / Reuters

A falta de combustível, causada por um erro de cálculo do piloto, pode ter motivado a queda da aeronave LaMia, que transportava a delegação do Chapecoense e caiu, a cerca de 17 quilômetros do aeroporto de Medellín, na Colômbia, onde pousaria. O avião decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ao todo, 71 pessoas morreram e seis conseguiram sobreviver.

A hipótese começa a ganhar força entre os especialistas. As duas caixas-pretas já foram localizadas e devem ajudar a esclarecer as causas do acidente. Segundo matéria da TV Globo, em uma delas está gravada a conversa do piloto com a torre de controle do aeroporto, nos últimos trinta minutos antes da queda, e na outra estão registrados todos os comandos do voo.

Embora as autoridades colombianas estejam cautelosas e não queiram divulgar qualquer especulação sobre as causas do acidente, o que se sabe é que, entre as cidades de La Ceja e La Unión, o piloto declarou situação de emergência.

O aviso de emergência significa que o avião passava por dificuldades, mas não que estivesse necessariamente em situação desesperadora. Uma outra aeronave, um Airbus A320, também estava em emergência e com vazamento de combustível. Teve, então, prioridade para pousar.

Segundo testemunhas, o avião da LaMia teria dado duas voltas, procedimento normal antes do pouso, e só depois relatou para a torre que estava com pane elétrica. Se isto era verdade ou se o avião já estava com falta de combustível, apenas as caixas pretas poderão esclarecer. 

De acordo com a revista Época, o site especializado FlightRadar24 informou que a aeronave percorreu 2.975 quilômetros antes de desaparecer. É uma distância maior que a autonomia desse tipo de avião: 2.964 quilômetros (um valor de referência sujeito, sempre, às condições de voo). 

O piloto Miguel Queiroga, que morreu no desastre, era o dono da companhia LaMia e, segundo o diretor da empresa, era bastante experiente. As autoridades bolivianas ainda informaram que a manutenção e a documentação da aeronave estavam em dia.

EMPRESA

Segundo o Diário Catarinense, o porta-voz da LaMia, companhia do avião fretado que levava a comitiva da Chapecoense, Mário Pacheco, admitiu que a aeronave trabalhava no limite de sua capacidade de combustível. “Tinha dispositivos para ampliar autonomia, dependendo do plano de voo”,  disse.

Além disso, o representante da empresa falou sobre a possibilidade de erro. “Falha humana não houve, mas pode ter havido erro e as investigações é que vão mostrar”.

Deputados aprovam LOA 2017 no valor de R$ 11,2 bilhões

Os deputados estaduais aprovaram, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (30), o projeto de Lei Orçamentária para 2017, que estima receitas e fixa despesas do Estado para o próximo ano. Apenas os deputados Bruno Cunha Linha (PSDB) e Tovar Correia Lima (PSDB) se abstiveram na votação.

O relatório da peça orçamentária foi lido em plenário pelo deputado Gervásio Maia (PSB), relator do projeto na Comissão de Controle e Acompanhamento da Execução Orçamentária. A receita prevista  chega a R$ 11,2 bilhões.

Foram incorporadas ao projeto enviado pelo Governo do Estado, 340 emendas parlamentares.

Da Assessoria 

Sem salários, servidores ocupam prefeitura de Santa Rita

Há três dias o prédio da Prefeitura da cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, está ocupada  por servidores municipais que reivindicam salários atrasados. As informações são do Portal MaisPB.

Os servidores ocuparam as dependências da sede do Poder Executivo Municipal na tarde da segunda-feira (28)  e passam a noite em colchonetes no chão.

De acordo com a categoria, a Prefeitura está devendo quatro folhas de pagamento. Eles afirmam que só vão deixar o prédio quando a situação for resolvida.

O prefeito Netinho de Várzea Nova disse em nota que não efetuou o pagamento dos servidores por conta do bloqueio nas contas da Prefeitura.

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