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Novo presidente de TCE-PB promete vigilância nos gastos e pretende realizar concurso público

André Carlo Torres Pontes
André Carlo Torres Pontes

O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) para o biênio 2017 e 2018, André Carlo Torres Pontes, tomou posse na noite dessa sexta-feira (3) e promete manter um olhar de mais vigilância para os gastos públicos e não descarta a realização de concurso público até o fim de sua gestão. A cerimônia de posse ocorreu no Centro Cultural Ariano Suassuna, anexo ao edifício sede do TCE. Na vice-presidência será do conselheiro Arnóbio Alves Viana.

As primeiras medidas que André Carlo pretende tomar incentivar a transparência, além de dar continuidade aos trabalhos já iniciados por ele. “Nossas primeiras ações já estão sendo tomadas, já instauramos 455 processos de acompanhamento de gestão e emitimos alerta para mais de 200 gestões públicas do estado. Então esse novo biênio terá um olhar do Tribunal mais tempestivo para os gastos públicos”.

André ressaltou também a necessidade de preencher o quadro de pessoal do tribunal. “O último concurso do TCE foi em 2006, há mais de 10 anos, existe uma defasagem de funcionários, mas com as novas tecnologias o TCE continuou se desenvolvendo, mas todo órgão precisa fazer um novo concurso para recompor pelo menos o quadro de funcionários. Será preciso reivindicar um incremento e integralizar o gasto do concurso ao orçamento, antes de se soltar um edital, mas essa defasagem precisa ser corrigida”.

O presidente frisou que outras novidades serão aplicadas nas análises dos relatórios das gestões. “No final desse mês, com a chegada dos balancetes de janeiro, teremos novas medições quanto ao que se aplica em educação, saúde, índice de pessoas. Nossa intenção é incentivar o controle social que faz com que os municípios e o estado desenvolve o exercício da transparência para que a sociedade tome conhecimento.

Por Iracema Almeida

Paraíba traça estratégia de vigilância contra febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, reuniu, na manhã desta sexta-feira (3), órgãos estaduais e municipais para repassar orientações sobre a intensificação das ações de vigilância contra a febre amarela na Paraíba.

A pauta da reunião, que aconteceu na sede da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa-PB), em João Pessoa, foi direcionada ao alinhamento das ações estratégicas de prevenção à introdução do vírus da febre amarela no Estado.

“Nós entendemos que todos estes órgãos são atores importantes na disseminação de informações para a população. Nesta reunião, apresentamos a definição da febre amarela, os sinais e sintomas da doença e as ações já desempenhadas pelo Estado. Além disso, ouvimos sugestões de cada órgão para traçarmos estratégias eficientes de prevenção e vigilância contra a febre amarela”, disse a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Izabel Sarmento.

Embora a Paraíba não seja área endêmica da febre amarela, é imprescindível orientar a população e os profissionais sobre a doença. Os Estados de São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais são, atualmente, as áreas de circulação do vírus.

“Elaboramos uma planilha com informações gerais sobre a febre amarela e ela será usada, por exemplo, nas rodoviárias e aeroportos, em que há uma circulação constante de pessoas que podem vir de Estados onde o vírus já atua. Qualquer usuário que apresentar sintomas da doença será encaminhado ao serviço de saúde e, em seguida, monitorado através dos dados cadastrais da planilha”, explicou Izabel.

A reunião apresentou, ainda, orientações sobre a vacina que previne a febre amarela – indicada às pessoas que vão viajar para locais com transmissão pelo menos dez dias antes da viagem. “Vale salientar que não há transmissão da doença de pessoa a pessoa. A vacinação não pode ser banalizada e apenas quem realmente precisa deve tomar, entendendo que a vacina é um imunobiológico que pode causar um efeito adverso. Não é necessário alarde porque até o momento a Paraíba não tem circulação viral e estamos trabalhando para que não venha a ter”, orientou Izabel Sarmento.

Representando a Delegacia Metropolitana da PRF em João Pessoa, Anderson Moreira comentou que este é o momento de disseminar massivamente informações à população. “Faremos abordagens aos veículos nas estradas, principalmente aos de transporte de passageiros, como ônibus. A planilha desenvolvida pela Secretaria de Saúde vai ajudar bastante e com ela poderemos ter um controle melhor, especialmente dos visitantes que vêm de Estados onde já existe a circulação do vírus”, observou.

A investigação dos casos pelo chamado Ciclo Silvestre – que envolve macacos, o mosquito Aedes aegypti e o homem – também entrou em discussão na reunião. “Evitar o Ciclo Silvestre é muito importante para que o vírus não se urbanize. O Estado, por meio de profissionais de entomologia, já está em campo investigando caso a caso, fazendo busca ativa de animais doentes ou mortos e coletando materiais para análise em laboratório. As ações são constantes para que se conheça qualquer risco de transmissão da febre amarela pelo Ciclo Silvestre para que não chegue à cidade”, informou o chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses da SES, Francisco de Assis Azevedo. 

Febre Amarela – É uma doença febril aguda, não contagiosa, de curta duração (no máximo 12 dias), cuja letalidade varia de 5 a 10% nos casos oligossintomáticos (que não apresenta sintoma de nenhuma doença), podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias). Essa doença tem potencial de disseminação e transmissão bastante elevado, por isso, é importante que a notificação de casos suspeitos seja feita o mais urgente possível. A febre amarela compõe a lista de doenças de notificação compulsória, publicada na Portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, sendo classificada entre as doenças de notificação imediata, ou seja, que devem ser notificadas em até 24 horas.

Da Secom-PB

Filme da Lava Jato terá cena sobre vazamento de áudio de Lula e Dilma

Uma das cenas do filme sobre a Operação Lava Jato promete provocar polêmica entre o público. Em sequência que teria sido filmada nesta semana, a equipe da força-tarefa da investigação comemora o vazamento da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Na cena, os personagens estão num bar de Curitiba assistindo ao ‘Jornal Nacional’. Eles levantam copos e gritam ao saber sobre o vazamento. A informação foi revelada pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, nesta sexta-feira (3).

O filme ‘Polícia Federal: A Lei é Para Todos’ é dirigido por Marcelo Antunez e tem deve ser lançado em maio deste ano. 

A produção foi alvo de boatos nesta semana. Após a prisão do empresário Eike Batista, textos nas redes sociais apontavam que o filme seria cancelado porque teria financiamento do milionário. Em entrevista ao jornal O Globo, o produtor Tomislav Blazic negou o rumor.

LEIA TAMBÉM: Sátira que virou realidade, diz criador de South Park sobre Trump

Trump decreta revisão de políticas americanas em relação a Cuba

© Reuters / Carlos Barria
© Reuters / Carlos Barria
© Reuters / Carlos Barria

A administração Trump está no meio de “uma revisão completa de todas as políticas dos EUA em relação a Cuba”, com foco especialmente em direitos humanos. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, trata-se do “compromisso norte-americano com esses direitos para os cidadãos de todo o mundo”.

Spicer, fez o comentário durante uma conferência de imprensa em resposta a uma pergunta sobre se o governo do presidente Donald Trump planejou qualquer mudança política em direção a Cuba.Durante a campanha presidencial, Trump em mais de uma ocasião chamou o presidente de Cuba, Raúl Castro, de ditador e prometeu rever a aproximação entre os EUA e os cubanos iniciada na Era Obama.

O democrata reabriu a embaixada norte-americana em Havana e fez a primeira visita de Estado à ilha em quase nove décadas.

Com informações do Sputnik Brasil

Ex-primeira-dama Marisa Letícia morre aos 66 anos

© Ricardo Stuckert
© Ricardo Stuckert

A ex-primeira dama Marisa Letícia morreu, aos 66 anos, nesta sexta-feira (3), às 18h57. A informação foi divulgada na página do ex-presidente Lula no Facebook.

Marisa Letícia estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 24 de janeiro, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

Durante o tempo que ficou no hospital, a ex-primeira-dama foi acompanhada pelas equipes coordenadas pelos médicos Roberto Kalil Filho, Milberto Scaff, Marcos Stávale e José Guilherme Caldas. 

Relembre os acontecimentos

Marisa Letícia estava em casa no dia 24 de janeiro, em São Bernardo do Campo, quando sentiu-se mal. A ex-primeira dama foi rapidamente levada a um pronto-socorro local, onde foi constatado o AVC. Em seguida, a esposa de Lula foi levada de ambulância ao hospital Sírio-Libanês, na região da Bela Vista, acompanhada do médico cardiologista da família, Roberto Kalil. 

Dona Marisa foi submetida a um cateterismo cerebral e ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. Durante todo o tempo, o ex-presidente Lula acompanhou a mulher. Depois, ela seguiu em coma induzido e, após exames, foi descoberto que ela sofria com “trombose venosa profunda dos membros inferiores”.

Nesta quinta-feira (2), foi realizado um ‘doopler transcraniano’ que identificou a ausência de fluxo cerebral na paciente. No mesmo dia, a família do ex-presidente Lula autorizou a doação de órgãos.

Trajetória da ex-primeira dama

Dona Marisa Letícia tinha 66 anos e foi a primeira-dama do Brasil de 1 de janeiro de 2003 a 1 de janeiro de 2011, quando seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no cargo de presidente da República.

Antes, trabalhou em uma fábrica de chocolates e como inspetora de alunos em um colégio estadual.

Em 1973, de acordo com informações da Wikipédia, conheceu Lula, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, sua cidade natal. Os dois se casaram sete meses depois e tiveram três filhos: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. Marisa já era mãe de Marcos, fruto de seu primeiro casamento com o taxista Marcos Cláudio, que foi assassinado a tiros.

Em 1980, quando Lula e diversos sindicalistas estavam presos devido às greves, liderou a Passeata das Mulheres, em protesto pela liberdade dos sindicalistas.

No ano passado, teve seu nome envolvido nas investigações da Operação Lava Jato. Em março, foi alvo da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência, na 24ª fase da Operação Lava Jato.

Leia também: Confira a trajetória de Marisa Letícia, ex-primeira dama do Brasil

Anvisa proíbe venda de produtos com pelo de roedor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização de três marcas de canela em pó em todo o Brasil, após testes de laboratório detectarem presença de fragmentos de insetos e de pelo de roedores acima do limite tolerado. Os produtos pertencem às marcas Pachá, Sacy e Fã.

A proibição foi publicada na edição do Diário Oficial da União dessa sexta-feira (3). Com a medida, a Anvisa determinou o recolhimento dos produtos.

No tocante ao produto fabricado pela marca Fã, a Anvisa determinou o recolhimento de todo o estoque referente ao lote de nº 3855, que possui prazo de validade até 23/08/2018.

Já em relação à canela da marca Pachá, o lote recolhido foi o de nº 01/06MP, com data de validade de 12/04/2017. O lote 1607 da marca Sacy, com validade até 01/07/2018 também deve ser recolhido.

Doce de mamão também deve ser recolhido

Testes de laboratório também indicaram a presença de cobre, acima do permitido, no doce de mamão ralado, da marca ‘Doces Antunes’. Uma resolução da Anvisa determinou a proibição de distribuir e comercializar o lote 10/06/2016,com validade até 05/06/2017, do referido produto, em todo o território nacional. 

Respostas

Por meio de nota, a empresa Junco-Indústria e Comércio Ltda. informou que, tão logo detectou problemas em um dos lotes de canela em pó, providenciou a retirada de todo o estoque do mercado. “No mais, a Junco se coloca a disposição para mais esclarecimentos e auxilio com qualquer transtorno”.

As empresas Indústria e Comércio de Temperos Sacy Ltda., Arcos Comércio Importação Ltda. e a Doces Antunes Ltda. foram procuradas, mas não houve posicionamento delas até o fechamento da matéria.

Por Redação, com Agência Brasil

Esclareça dúvidas e descarte boatos de internet sobre saque do FGTS inativo 2017

No dia 22 de dezembro de 2016, o governo anunciou uma série de medidas com o objetivo de estimular a economia. Dentre elas, está a autorização para o saque de todas as contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Desde o anúncio, muito tem se especulado sobre o assunto e informações incorretas têm circulado, principalmente nas redes sociais.

Apesar de a Caixa ainda não ter definido os detalhes sobre como serão os procedimentos, já é possível esclarecer algumas dúvidas. A definição de como serão feitos os saques deve ser divulgada, de acordo com a assessoria do banco, até o fim da primeira quinzena de fevereiro. Confira as respostas às principais dúvidas dos trabalhadores interessados em sacar os recursos:

1) Haverá um limite para o saque do FGTS inativo?

De acordo com o governo, o volume estimado dos saques será de R$ 30 bilhões. Poderão ser sacados os valores de todas as contas inativas datadas até 31 de dezembro de 2015 e não haverá limite para saques. Os pagamentos vão ser feitos em calendário estipulado pela Caixa Econômica Federal. Para organizar o fluxo, é provável que o calendário seja feito de acordo com a data de nascimento dos beneficiários.

2) Quem tem direito ao saque?

Apesar de o calendário de saques ainda não ter sido divulgado, já é possível saber se você tem direito à retirada do benefício. Caso a pessoa tenha trabalhado até 31 de dezembro de 2015 e não pode sacar o FGTS ao sair do emprego (isso acontece nos casos em que o trabalhador tenha pedido demissão ou tenha sido demitido por justa causa), ela tem direito ao saque. Contas que estavam ativas em 31 de dezembro de 2015 e contas ativas não terão o saque do FGTS permitidos neste ano.

3) O que é uma conta inativa no FGTS?

Cada vez que o trabalhador inicia um contrato de trabalho, uma nova conta do FGTS se inicia. Todo mês, trabalhador e empregador depositam um valor nesta conta. Quando o contrato de trabalho se encerra, a conta se torna inativa, já que não há mais depósitos. Caso o saque não seja feito ao final do contrato, a conta inativa fica rendendo juros de 3% ao ano + Taxa Referencial. Contas do FGTS referentes a contratos de trabalho vigentes não são consideradas inativas.

4) Como consultar o saldo das contas inativas?

A Caixa tem disponibilizado alguns canais para a população consultar o saldo das contas do FGTS inativas. São eles: aplicativo do FGTS, site da Caixa, SMS, telefone e agências. Em todos os casos, é necessário ter o número do seu NIS/PIS, título de eleitor e documentos de identidade. Veja o passo a passo para consulta em cada um dos canais.

Aplicativo: a primeira coisa que você terá que fazer é baixar o aplicativo. Isso pode ser feito na loja de aplicativos do seu smartphone (Play Store, Apple Store, Microsoft Store). Depois disso, você vai precisar do número do seu NIS para cadastrar uma senha. Depois de feita a senha, é preciso confirmar ou atulizar o seu endereço residencial. Esse vídeo mostra como é o procedimento.

Site: depois de acessar o site da Caixa, você vai entrar na aba Benefícios e Programas e, depois, em FGTS. Em seguida, clique Consulte seu FGTS. Assim como no aplicativo, você terá que cadastrar uma senha para o número do seu NIS. Saiba como é o procedimento.

SMS: caso você já tenha cadastrado a senha para o acesso à internet, é possível pedir para que o banco envie as informações sobre o FGTS para o seu celular. Só é preciso preencher os dados nesta página ou, ainda, ir a uma agência para fazer a adesão ao serviço, que é gratuito.

Telefone: é possível consultar o saldo do FGTS por meio do número 0800 726 0207. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 10h às 16h, aceitando chamadas originadas de telefones fixos e celulares. É preciso ter o número do seu NIS/PIS, endereço e documentos em mãos para fazer a consulta.

Agências e lotéricas: também é possível verificar o saldo em agências da Caixa Econômica Federal e em lotéricas. No caso das lotéricas, é preciso ter o Cartão do Cidadão. No caso das agências, é preciso o número do NIS/PIS, endereço e documentos em mãos.

5) Qual será o calendário de saques?

O calendário de saques será divulgado, de acordo com a Caixa, até o fim da primeira quinzena de fevereiro. A assessoria do banco afirmou que vai avisar os beneficiários cadastrados no serviço de SMS por meio de mensagem. Também será possível saber do calendário de saques por meio dos serviços telefônicos, de internet ou nas agências do banco.

6) Qual é o procedimento para sacar o FGTS inativo?

A assessoria da Caixa afirmou que ainda está planejando como vai ser o procedimento de saques. Mais informações serão divulgadas até o fim da primeira quinzena de fevereiro. Ainda não se sabe se será preciso ir às agências para fazer o saque.

7) Vale a pena sacar o FGTS inativo?

A liberação de saque das contas inativas de FTGS foi uma medida do governo para ajudar as pessoas a “quitarem dívidas”. Porém, mesmo que a intenção não seja gastar o dinheiro, vale a pena fazer o saque.

“Hoje, o FGTS rende menos do que qualquer outro investimento, inclusive a poupança. Então se você tiver condições de sacar o dinheiro das contas inativas, faça isso. Se não tiver dívidas para pagar, procure um outro investimento que o seu banco ofereça”, aponta o professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Ellery. Para aplicações, ele recomenda, dependendo do valor, o investimento no tesouro direto ou em fundos de renda fixa.

Por Redação, com Agência Brasil

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Paraíba supera CSP e conquista primeira vitória no Estadual

Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna
Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna

Em uma partida fraca tecnicamente, o Paraíba venceu o CSP por 1 a 0 no estádio Perpetão, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, a 468 km de João Pessoa, na noite desta quinta-feira (2). A Cobra Coral, que luta contra o rebaixamento, pôde criar algum ânimo para avançar na tabela com esta que foi a primeira vitória do time no Campeonato Paraibano 2017.

Confira a tabela do Campeonato paraibano

No primeiro tempo o jogo foi bastante equilibrado. Os dois times abusaram de erros e praticamente não tiveram chances de marcar.

Na segunda etapa, aos 18 minutos, no primeiro chute na meta defendida por Wallace, o Paraíba fez o gol. Cleitinho fez um lindo lançamento para o artilheiro França, que não perdoou e chutou na saída do goleiro do Tigre.

Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna. Já o CSP permanece com oito pontos e começa a ficar ameaçado de rebaixamento.

Do Portal Correio

Sobe para 480% número de presos que respondem por tráfico no país

O perfil dos presos mudou no Brasil. De dez anos para cá, o número de detentos envolvidos em trágico de drogas aumentou 339%, entre 2005 e 2015. A justificativa, segundo o G1, que divulgou os dados exclusivos, nesta sexta-feira (3), dá-se pela alteração Lei de Drogas, em vigor desde 2006. Atualmente, o crescimento chega a 480%.

A legislação penalizou ainda mais os usuários e pequenos traficantes, o que, consequentemente, pode explicar a superlotação nos presídios brasileiros. No momento, são 668,2 mil presos para 394,8 mil vagas.

Na quarta-feira (1), o ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a legalização das drogas como forma de frear o aumento da população carcerária. “A crise no sistema penitenciário coloca agudamente na agenda brasileira a discussão da questão das drogas. Ela deve ser pensada de uma maneira mais profunda e abrangente do que a simples descriminalização do consumo pessoal, porque isso não resolve o problema”, afirmou Barroso.

O ministro ainda ressaltou que um dos grandes problemas que as drogas têm gerado no Brasil é a prisão de milhares de jovens, com frequência primários e de bons antecedentes, que são jogados no sistema penitenciário. “Pessoas que não são perigosas quando entram, mas que se tornam perigosas quando saem. Portanto, nós temos uma política de drogas que é contraproducente. Ela faz mal ao país”, complementou.

Mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos

O número de mortes no Brasil por conta de câncer aumentou 31% desde 2000 e chegou a 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015. As estimativas estão sendo publicadas nesta sexta-feira, 3, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em campanha para marcar o Dia Mundial do Câncer neste sábado, 4, apresenta um novo guia que visa estimular a descoberta da doença em um estágio ainda inicial e, assim, reverter essa expansão.

Os dados mantidos pela OMS apontam que, no início do século, 152 mil brasileiros morriam por ano da doença. Ao final de 2015, essa taxa chegou a 223,4 mil. Hoje, o câncer é a segunda causa de mortes no País, superado apenas por doenças cardiovasculares.

Entre os tumores, o maior responsável pelas mortes é o câncer no sistema respiratório, com 28,4 mil casos em 2015. O câncer de cólon foi o segundo maior responsável por mortes, com 19 mil. Em terceiro lugar vem o tumor de mama, com 18 mil mortes em 2015 no Brasil.

Mundo

A entidade constata que a expansão das mortes é um fenômeno global. Há 15 anos, o total não superava a marca de 6,9 milhões de pessoas, passando para 8,1 milhões em 2010 e 8,8 milhões em 2015. De acordo com a OMS, a expansão de 22% no número de mortes por câncer no mundo desde o início do século é uma das maiores já registradas pela medicina moderna.

Atualmente, uma a cada seis mortes no mundo é causada por câncer. Mais de 14 milhões de pessoas desenvolvem a doença a cada ano e a projeção indica que esse número irá atingir 21 milhões em 2030. O custo da doença tem sido cada vez maior e já soma US$ 1,1 trilhão em produtividade perdida e custos com seguros de saúde.

“Trata-se do segundo maior motivo de mortes do mundo, depois de doenças cardiovasculares”, disse Etienne Krug, diretor da OMS. “Por muito tempo, dizia-se que era uma doença de país rico. Isso não é mais verdade e o problema é global”, afirmou.

Segundo Krug, a expansão no número de mortes está ligada ao fato de a população estar ficando mais velha, uma mudança nos estilos de vida, sedentarismo, dietas pouco saudáveis e poluição.

No mundo, o principal responsável pelas mortes também são os cânceres ligados ao sistema respiratório, incluindo tumores de traqueia, de brônquio e de pulmões. No total, essas doenças fazem 1,6 milhão de vítimas por ano. Na virada do século XXI, eram apenas 1,1 milhão de mortos.

O câncer de fígado é o segundo maior responsável por mortes, com 788 mil casos em 2015, seguido por câncer de cólon, com 774 mil incidências. Já os tumores de estômago matam 753 mil pessoas, contra 571 mil no caso de mama.

De acordo com os novos dados, os tumores são mais fatais em homens, com 5 milhões de casos em 2015, contra 3,8 milhões de mulheres. Os cânceres que afetam os dois gêneros, no entanto, são distintos. Entre os homens, os tumores mais letais são os que atingem o sistema respiratório, enquanto as mulheres são mais afetadas pelo de mama.

Pobres

O que mais preocupa a OMS é a disparidade entre países ricos e pobres, na capacidade de lidar com a doença. A taxa de incidência dos tumores aumentou de forma mais rápida nos países em desenvolvimento, representando 65% dos casos hoje de tumores no mundo.

E é justamente esses países os que têm maiores dificuldades para identificar e diagnosticar os tumores em estágio inicial. São nessas nações que existem as maiores deficiências em serviços de diagnósticos e em tratamento. A OMS apela, portanto, para que esses governos priorizem serviços de tratamento de baixo custo e impacto elevado.

A entidade também recomenda o aumento dos gastos públicos, retirando do cidadão o peso de ter que pagar por parte dos tratamentos. Segundo a OMS, a falta de um serviço público eficiente leva muitos a não realizarem testes, diagnósticos e descobrir o câncer somente quando em estado avançado.

Atualmente, menos de 30% dos países mais pobres têm um sistema de tratamento e diagnóstico acessível. A situação para os serviços de patologia é ainda mais complicada. Em 2015, apenas 35% dos países pobres ofereciam o serviço no setor público, comparado a 95% dos países ricos.

A consequência tem sido a expansão da doença, principalmente nos países em desenvolvimento. Mais casos de doença também foram registrados nas Américas, com um salto de quase 30% em apenas 15 anos. Em 2000, eram pouco mais de 1 milhão de mortes por conta de tumores. Em 2015, o número de vítimas foi de 1,3 milhão. Seguindo o restante dos continentes, a região latino-americana também viu os tumores no sistema respiratório prevalecerem, com 257 mil mortes.

No mundo, a Ásia lidera em número de mortes, com 4,3 milhões em 2015. Já na Europa, o total foi de 413 mil, contra 530 mil na África.

Diagnóstico

Para a OMS, a única forma imediata de frear essa expansão é incrementar os serviços de diagnóstico. Outro fator a ser trabalhado é a detecção da doença ainda em estágio inicial. Segundo a entidade, muitas pessoas apenas consultam um médico somente quando o tumor já está em um estágio avançado.

“Não precisa ser uma sentença de morte, como era no passado. Identificar um tumor em um estágio avançado e a incapacidade de dar tratamento, condena muitas pessoas a uma morte prematura. Mas milhares de pessoas podem ser salvas se o tumor for identificado logo”, afirmou Etienne Krug, diretor da OMS.

Para ele, com um foco no diagnóstico, serviços públicos poderão reverter os atuais números. “Isso vai resultar em mais pessoas sobrevivendo da doença”, disse. “Também fará sentido em termos econômicos”, completou.

“Detectar o câncer em um estágio inicial reduz o impacto financeiro: não apenas o custo do tratamento é menor, mas as pessoas podem continuar a trabalhar e apoiar suas famílias se eles tiverem tratamento”, apontou a OMS. O valor estimado do custo do câncer no mundo hoje é de US$ 1,1 trilhão, entre gastos com saúde e perda de produtividade.

Estudos apontaram que o custo de um tratamento contra um tumor em seus estágios iniciais pode ser quatro vezes inferior aos gastos que o paciente teria caso a doença esteja em um estágio mais avançado.

Para a OMS, estratégias para aumentar o controle sobre o câncer podem ser introduzidas em serviços públicos de saúde a um baixo custo.

Elas incluem campanhas de conscientização pública sobre os sintomas do câncer e incentivar pessoas a buscar um médico, caso notem algum indício da doença. Outra medida é investir em fortalecer os serviços públicos e treinar profissionais para incrementar sua capacidade de diagnosticar um tumor.

Outra medida para a qual a OMS apela é que governos deem garantias de que pessoas com câncer possam ter acesso a um tratamento, sem que isso os leve a um colapso financeiro.

“A chance de morrer num país em desenvolvimento se você tiver câncer é muito maior do que em um país rico”, disse Andre Ilbawi, responsável por câncer na OMS. Segundo ele, enquanto a taxa de mortalidade é de 30% nos países ricos, nos países em desenvolvimento ela é de 70%. Com informações do Estadão Conteúdo.

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