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Câmara aprova projeto que regulamenta gorjeta

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) um projeto regulamentando a cobrança da gorjeta, valor pago por clientes a garçons, camareiros e outros profissionais em bares, restaurantes, hotéis, motéis e estabelecimentos similares. O projeto mantém a cobrança da taxa como facultativa, disciplinando o seu rateio entre os empregados do estabelecimento. Como a matéria já havia sido aprovada no Senado vai agora à sanção presidencial.

O projeto considera gorjeta como o valor pago espontaneamente pelo cliente ao empregado, como também o valor cobrado pela empresa, como serviço ou adicional, a qualquer título, e destinado à distribuição aos empregados.

O texto determina que a gorjeta não constitui receita própria dos empregadores e deve ser destinada aos trabalhadores. Sendo os critérios de “custeio e de rateio definidos em convenção ou acordo coletivo de trabalho”. No caso da inexistência de convenção ou acordo, os critérios serão definidos em assembleia geral dos trabalhadores.

O projeto estabelece ainda que as empresas que cobrarem a gorjeta poderão usar, também mediante acordo ou convenção coletiva, determinado percentual para custear encargos sociais, previdenciários e trabalhistas. No caso das empresas inscritas no regime de tributação federal diferenciado, o chamado Simples, é facultada a retenção de até 20% da arrecadação.

No caso das empresas não inscritas em regime de tributação federal diferenciado, o percentual pode chegar a até 33%. Esse percentual deverá ser utilizado “para custear os encargos sociais, previdenciários e trabalhistas derivados da sua integração à remuneração dos empregados” Nos dois casos, o restante será revertido integralmente em favor do trabalhador.

De acordo com o projeto “o empregador será obrigado a anotar na Carteira de Trabalho e Previdência Social e no contracheque de seus empregados o salário contratual fixo e o percentual percebido a título de gorjeta”, devendo as empresas anotar o salário fixo e a média dos valores das gorjetas referente aos últimos 12 meses. Cessada pela empresa a cobrança da gorjeta, desde que cobrada por mais de 12 meses, “essa se incorporará ao salário do empregado, tendo como base a média dos últimos 12 meses, salvo o estabelecido em convenção ou acordo coletivo de trabalho”.

Para empresas com mais de sessenta empregados, será eleita em assembleia uma comissão de empregados, mediante previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho, para acompanhamento e fiscalização da regularidade da cobrança e distribuição da gorjeta.

Caso haja o descumprimento por parte do empregador do cumprimento da legislação, a empresa pagará ao trabalhador prejudicado, a título de multa, “o valor correspondente a 1/30 da média da gorjeta por dia de atraso, limitada ao piso da categoria, assegurados em qualquer hipótese o contraditório e a ampla defesa”, podendo a limitação ao piso da categoria ser triplicada caso o empregador seja reincidente.

Por Redação, com Agência Brasil

Com salários atrasados e em crise, Treze anuncia dispensa de jogadores

Estádio Presidente Vargas, casa do Treze
Estádio Presidente Vargas, casa do Treze
Estádio Presidente Vargas, casa do Treze

Fora do G-4, com salário dos jogadores atrasado, sem vencer há três jogos e em um momento de muita turbulência, o Galo deve passar por uma reformulação nesse intervalo de 11 dias até o início do segundo turno do estadual. As mudanças já foram anunciadas nessa segunda-feira (20), quando a diretoria confirmou três saídas: o zagueiro Léo Kanu pediu para deixar o clube, enquanto o volante Thiago Costa e o atacante Geraldo Filho foram dispensados. Acesse o Voz da Torcida.

Já o meia Anderson Feijão, que se envolveu em uma polêmica no jogo contra o Macaco Autino, quando fez gestos obscenos para um torcedor, usou a redes sociais para pedir desculpas ao torcedor e estendeu o pedido de desculpas para toda “nação alvinegra”.

Ele ainda manifestou o desejo de continuar vestindo a camisa do Treze.

“Eu não gosto de perder. Estávamos perdendo e eu estava de cabeça quente. O torcedor me xingou e eu fiz isso. Errei. Não sou perfeito. Mas peço desculpas para esse torcedor e para toda nação alvinegra, torcida que eu tenho tanto carinho. Outra coisa, eu não quero sair. Não sou de abandonar o barco, quero ficar e dar a volta por cima”, declarou o meia Feijão.

Na sexta colocação do Paraibano, com 12 pontos, o Alvinegro só volta a jogar pelo estadual na quarta-feira de Cinzas (1º), quando enfrenta o Atlético de Cajazeiras, no Perpetão.

Por Redação, com informações do Voz da Torcida

CCJ do Senado aprova a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo

Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes

Após mais de 11 horas de sabatina, com perguntas de 40 senadores, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por 19 votos a favor e 7 contrários, a indicação de Alexandre de Moraes, 48 anos, para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação ainda precisa ser votada pelo plenário da Casa, em sessão marcada para esta quarta-feira (22).

Indicado pelo presidente Michel Temer para o lugar do ministro Teori Zavaski, morto na queda de um avião em janeiro, Moraes falou sobre o chamado ativismo judicial, que é quando o Judiciário se antecipa ao Poder Legislativo e regulamenta temas que não foi abordado pelo Congresso, como casamento gay e mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Questionado sobre aborto, o indicado preferiu não emitir opinião, porque disse que poderá ser chamado a se manifestar sobre isso em ação corrente no Supremo, o que significaria antecipação de voto.

A sabatina começou por volta das 10h com diversas questões de ordem da oposição pedindo o adiamento da reunião. O presidente do colegiado, senador Edison Lobão (PMDB-MA), negou todas. Ministro licenciado da Justiça, Moraes chegou ao Senado acompanhado da esposa e negou que tenha advogado para uma organização criminosa de São Paulo.

Moraes negou também que tenha plagiado sua tese de pós-doutorado de um jurista espanhol e promoteu declarar-se impedido em ações que envolvam o escritório de advocacia da mulher. Sobre sua atuação na Corte Máxima do país, disse que “será independente” e que não considera sua indicação ao Supremo um “agradecimento político”.

Sobre o uso de prisões preventivas, Alexandre de Moraes defendeu que as prisões nesses casos devem durar “tempo proporcional” ao crime que a pessoa é acusada. Ele evitou tomar posição sobre o foro privilegiado, mas disse que o mecanismo traz problemas operacionais para a Justiça.

O ministro licenciado da Justiça defendeu ainda a regulamentação do poder de investigação do Ministério Público e a mudança da Lei Orgânica Nacional da Magistratura para possibilitar penas mais severas a juízes condenados por atos ilícitos.

A senadora Gleisi Hoffmann se declarou impedida de votar por ser ré na Operação Lava Jato, que tramita no STF. A intenção, segundo a senadora, era que outros parlamentares investigados também se abstivessem, o que não ocorreu.

Para ter a nomeação aprovada, Alexandre de Moraes precisa ter, no mínimo, os votos favoráveis de 41 dos 81 senadores no plenário do Senado, em votação que deve ocorrer nesta quarta-feira em sessão extraordinária convocada para as 11h desta quarta-feira.

Por Redação, com Agência Brasil

Carga irregular de fumo é apreendida em posto fiscal da Paraíba

O posto fiscal da Receita Estadual de Alcantil, a 150 km de João Pessoa, apreendeu uma carga de três toneladas de fumo com Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe) irregular, apontando crime de sonegação fiscal. O Posto Fiscal de Alcantil, na BR-104, fica na divisa entre os estados da Paraíba e de Pernambuco, pertencente à jurisdição da 3ª Gerência Regional da Receita Estadual, com sede em Campina Grande (PB).

A carga de três toneladas de fumo irregular gerou um valor principal do ICMS e de multa de R$ 23 mil. Desde o advento da Cobrança Automática, o sistema ATF da Receita Estadual exige o código de informações fiscais obrigatórias como o NCM, GTIN e CST, que são códigos para classificação fiscal de produtos. A carga apreendida omitia o código do fumo no ato de fiscalização. Além disso, o fumo como produto da Substituição Tributária e alíquota de ICMS mais alta que outros produtos, diferente das empresas do regime Normal. Além disso, o produto também tem acréscimo de 2% para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep).

O valor da multa em caso de autuação é 100% sobre o valor da alíquota cheia de ICMS (29%) aplicada no produto apreendido, no caso o fumo.

Da Secom-PB

PB receberá R$ 15,9 mi em recursos do Fundeb a partir desta quarta

A parcela da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) relativa a fevereiro estará disponível a partir desta quarta-feira (22), nas contas correntes de estados e municípios beneficiários. Do total de R$ 918,97 milhões repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, R$ 91,89 milhões se referem à complementação para o pagamento do piso do magistério. Pelas complementações da União e ao piso, estado e municípios da Paraíba receberão R$ 15.974.984,29.

Conforme a lei que instituiu o Fundeb, a União repassa a complementação aos estados e respectivos municípios que não alcançam com a própria arrecadação o valor mínimo nacional por aluno estabelecido a cada ano. Em 2017, esse valor é de R$ 2.875,03. Os estados que recebem a complementação são Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Piso

Até 2015, os repasses da complementação da União para o piso do magistério eram feitos no ano posterior ao de competência. Ou seja, a transferência referente a 2015 foi feita apenas em 2016. No fim do ano passado, porém, o MEC mudou essa regra e antecipou o repasse referente a 2016, além de definir que, a partir deste ano, as transferências referentes ao piso dos professores serão feitas mensalmente.

Principal fonte de financiamento da educação básica pública, o Fundeb é formado por percentuais de diversos impostos e transferências constitucionais, a exemplo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Pelo menos 60% dos recursos do Fundeb devem ser usados na remuneração de profissionais do magistério em efetivo exercício, como professores, diretores e orientadores educacionais. O restante serve para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino, compreendendo, entre outras ações, o pagamento de outros profissionais ligados à educação, bem como a aquisição de equipamentos e a construção de escolas.

Do PBVale, via Portal Correio 

Prefeitura de Araçagi sofre mais de 100 processos para pagamento de verbas trabalhistas

Prefeitura Municipal de Araçagi
Prefeitura Municipal de Araçagi
Prefeitura Municipal de Araçagi

A Justiça do Trabalho vai julgar ações contra a Prefeitura Municipal de Araçagi, no Brejo paraibano, a 64 km de João Pessoa. Mais de 100 processos de funcionários municipais foram ajuizados na Vara do Trabalho da cidade próxima de Guarabira, pleiteando condenação para o pagamento de verbas trabalhistas, além dos benefícios da justiça gratuita e honorários advocatícios.

A Prefeitura de Araçagi alegou incompetência da Justiça do Trabalho para análise e julgamento das ações e solicitou a impugnação dos valores das causas. Requereu a improcedência das ações. Os autos foram remetidos à Justiça Comum, mas o Superior Tribunal de Justiça decidiu que a competência para julgar as ações é realmente da Justiça do Trabalho.

Superada a questão da competência de julgamento decidida pelo STJ, coube à Vara do Trabalho de Guarabira, à qual pertence a jurisdição de Araçagi e que tem como titular o juiz Antônio Cavalcante da Costa Neto, o exame das ações demandadas, já que se trata de questão já decidida, não podendo ser reapreciada, conforme estabelece o artigo 505 do Código de Processo Civil.

Apenas duas, das mais de 100 ações que deram entrada na Vara do Trabalho de Guarabira são coletivas, contendo 50 autores cada. O próprio município solicitou o desmembramento dos processos, já que não existe sindicato que represente os servidores. De acordo com o diretor da unidade, Flávio Félix do Nascimento, o pedido ainda será apreciado pelo juiz.

Pleitos

Em 95% dos processos que já deram entrada na Vara, os servidores municipais pedem comprovação de depósitos do FGTS, pagamento de 1/3 de férias, salário retidos e, em alguns casos, adicional de insalubridade e pagamento de quinquênios.

Setenta dos mais de cem processos já foram julgados pelos juízes Antônio Cavalcante da Costa Neto e José Guilherme Marques Júnior no mês de janeiro. Em alguns deles, a prefeitura foi condenada ao pagamento de R$ 15 mil e, em outros, a condenação ao pagamento no valor de R$ 10 mil, além de contribuição previdenciária e recolhimentos tributários.

Por Redação, com TRT13

Pena para quem divulga fotos íntimas na internet avança no Congresso

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) a criminalização específica da divulgação de cenas privadas de nudez e sexo sem o consentimento das pessoas envolvidas.

O texto tem que ser analisado ainda pelo Senado e sancionado pela Presidência da República para entrar em vigor.

O projeto inclui na Lei Maria da Penha mais um item na lista de violências domésticas e familiares contra a mulher: “A violação da intimidade da mulher, entendida como a divulgação, por meio da internet ou outro meio de propagação de informações, de dados pessoais, vídeos, áudios, montagens e fotocomposições da mulher, obtidos no âmbito das relações domésticas, de coabitação ou hospitalidade, sem seu expresso consentimento”.

Já no Código Penal é incluído um novo artigo na parte que trata de injúria. O de “ofender a dignidade ou o decoro de outrem, divulgando, através de imagem, vídeo ou qualquer outro meio, material que contenha cena de nudez ou de ato sexual de caráter privado.”

A pena é de reclusão de três meses a até um ano e meio. Pelo código, a injúria é punida com pena de detenção de um a seis meses.

A diferença entre “reclusão” e “detenção” é que a segunda não pode ser cumprida em regime fechado.

O projeto aprovado nesta terça complementa, na visão de deputados, a chamada “Lei Carolina Dieckmann”, que tornou crime invadir ou adulterar computadores, criar programas que permitam violar sistemas e divulgar dados obtidos sem autorização.

O Marco Civil da Internet também acelera a retirada desse tipo de material, dispensando uma autorização judicial para remoção do conteúdo impróprio da rede mundial de computadores.

Com informações da Folhapress

Anvisa proíbe distribuição e venda de lote de extrato de tomate com pelo de roedor

Anvisa encontrou pelo de roedor em produto
Anvisa encontrou pelo de roedor em produto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização do lote L. 11 07:35 do extrato de tomate da marca Quero em todo o país.

Conforme resolução publicada no Diário Oficial da União, um laudo de análise fiscal detectou no produto quantidade excessiva de pelo de roedor, o que, para o órgão, implica em risco à saúde humana.

A Anvisa determina que a empresa Heinz Brasil, responsável pela produção do extrato de tomate, recolha todo o estoque do produto existente no mercado. 

Simone e Simaria fazem revelação sobre o passado de Tânia Mara

© Divulgação
© Divulgação
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Nesta terça-feira (21), a dupla Simone e Simaria e a cantora Tânia Mara foram entrevistadas por Antonia Fontenelle no programa “Na Lata”, onde acabaram fizendo algumas revelações inusitadas.

As três são amigas desde o tempo de adolescência e iam juntas para a balada. “Simone não saía da minha casa”, disse Tânia. “A gente não tinha 5 reais pra botar de gasolina!”, comentou Simaria, que fez uma afirmação constrangedora sobre o passado da colega. “Chegava na festa e não pegava ninguém. Fraca demais!”, brincou ela sobre Tânia.

“No dia seguinte, eu chorava. ‘Será que ele tinha escovado os dentes? Quem é esse infeliz que está me ligando?’”, confirmou a artista aos risos.

“Eu digo sempre que as pessoas quando acreditam muito em alguma coisa atraem e conseguem. A gente comia miojo com salsicha e dizia: ‘Um dia vamos rir disso aqui’”, afirmou Tânia.

Corte no orçamento força UEPB a demitir mais de 100 docentes e adiar novas turmas

Rangel reuniu-se ontem com o Comitê que acompanha execução orçamentária (Foto: UEPB)
Rangel reuniu-se ontem com o Comitê que acompanha execução orçamentária (Foto: UEPB)
Rangel reuniu-se ontem com o Comitê que acompanha execução orçamentária

Sem dar explicação alguma, o Governo do Estado cortou mais de R$ 23 milhões do orçamento deste ano da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Se antes a instituição se preparava para muita dificuldade em executar um orçamento anual de R$ 320 milhões, muito aquém de suas necessidades, agora vai ter que demitir professores, paralisar programas de extensão e de pesquisa e até adiar o ingresso de novos alunos.

Uma reunião do Conselho Universitário (Consuni) da UEPB, marcada para o próximo dia 7 de março, vai decidir se 120 professores substitutos serão demitidos como forma de contenção de despesas, conforme explicou nesta segunda-feira (20) o reitor Rangel Júnior em entrevista à rádio CBN João Pessoa.

Outra proposta a ser analisada pelo Conselho é o remanejamento do semestre letivo dos calouros de maio para outubro. Segundo o reitor, a interrupção dos contratos dos professores foi o único caminho apontado por estudos que visam equilibrar o orçamento da instituição, que tem sede em Campina Grande e campi nas cidades de João Pessoa, Monteiro, Patos, Araruna, Catolé do Rocha, Guarabira e Lagoa Seca.

“Todos os estudos feitos apontam que só existe uma maneira que é diminuir o quadro de professores e para isso é preciso reduzir o quantitativo de aulas oferecidas. Como não podemos reduzir dos alunos já matriculados, a proposta é fazer o remanejamento de maio para outubro. Hoje foi feita a convocatória, mas a decisão só deve sair no dia 7 de março. Até lá, a UEPB pretende publicar uma portaria com o conjunto de medidas restritivas suspendendo algumas atividades e ações nos campi”, revelou.

Caso a mudança do semestre seja aprovada pelo Conselho, a medida vai atingir cerca de 3,3 mil alunos, o que equivale a 97 turmas. “Se remanejarmos para outubro, vamos reduzir o número de professores substitutos de 439 para 319, é uma redução aproximada, podendo haver variação”, ponderou.

O reitor explicou que o custeio deste ano é idêntico ao do ano passado e que a instituição vem fazendo uma série de cortes em atividades para suportar as restrições orçamentárias. “Tivemos que reduzir ações de apoio a eventos, pesquisas, atividades de extensão, aulas de campo”, declarou.

Ele citou o problema da frota da UEPB, que é antiga e precisa de consertos frequentes. “O carro que eu viajo tem mais de 250 mil quilômetros rodados. Eu mesmo já fiquei no ‘prego’ três vezes nos últimos meses”, frisou. Outra consequência da crise na UEPB foi o fim do vestibular, que tinha o custo aproximado de R$ 500 mil. “Com os cortes, não nos resta mais alternativas”, lamentou.

Rangel Júnior realizou ontem sua primeira reunião do ano com o O Comitê de Acompanhamento Permanente (CAP) da execução orçamentária da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), composto por parte dos membros do Conselho de Orçamento Participativo (COP), se reuniu pela primeira vez este ano com o reitor Rangel Junior para estabelecer estratégias de trabalhos e apresentar propostas para redução de gastos na Instituição.

Diárias, passagens, água, luz…

Rangel Júnior reuniu-se ontem pela primeira vez este ano com o Comitê de Acompanhamento Permanente (CAP) da execução orçamentária. Foram discutidas sugestões de corte de despesa em diárias, passagens e maior contenção no consumo de energia elétrica e água. A reunião foi realizada no Gabinete da Reitoria, no Campus de Bodocongó, em Campina Grande.

“Foi proposta ainda a diminuição no quantitativo de servidores técnicos administrativos temporários, reformulação contratual nos salários de todos os temporários e realização de processos seletivos em contratações futuras”, informa a UEPB em seu portal, acrescentando que nos próximos dias o CAP vai discutir com a Procuradoria Jurídica a possibilidade de a instituição pedir isenção ICMS nas contas de água, luz, telefone e em todas as compras que a instituição fizer.

Por Valéria Sinésio

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