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PB tem apenas 55,1% do efetivo previsto em lei estadual para PM

Os efetivos das PMs (Polícias Militares) pelo Brasil não alcançam o previsto pelas respectivas leis estaduais. Na Paraíba, a legislação prevê um efetivo de 17.935 policiais, porém, a Polícia Militar conta apenas com 9.874 profissionais.

Um levantamento feito pelo UOL revela que 25 das 27 PMs têm menos militares que o previsto em lei estadual que fixa o número ideal de cada batalhão. A única exceção é o Espírito Santo –o Maranhão não foi levado em conta no levantamento, uma vez que a assessoria do governo diz desconhecer uma lei que determine este número.

As leis estaduais estipulam, em média, que as PMs deveriam ter quase 600 mil policiais. Atualmente, a média é de 430 mil militares por Estado –em 11 deles, a tropa vem caindo anualmente desde 2012. Somando os batalhões, o deficit nacional é de cerca de 170 mil militares.

Para criar os quadros e vagas, as corporações devem ter leis específicas que fixam o efetivo de policiais, com distribuição dos cargos –por patentes e batalhões de atuação, por exemplo. A lei, porém, não obriga os Estados a manterem os quadros preenchidos, então os números são tratados como o que seria o efetivo ideal do Estado.

Para fazer o levantamento das tropas atuais, o UOL consultou as 27 PMs nas unidades de federação. Nos casos de Goiás e Mato Grosso do Sul, as entidades afirmaram que não poderiam informar o total presente na tropa porque se trata de um “dado sigiloso”. Já Santa Catarina não respondeu ao pedido. Nesses casos, a reportagem usou como parâmetro o dado mais recente informado pelo Estado ao Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2016.

22 Estados têm menos de 80% do que é fixado em lei

Das 27 unidades da federação, apenas quatro têm tropas com mais de 80% do efetivo fixado em lei: São Paulo, Ceará e Minas Gerais, além do Espírito Santo.

Na outra ponta, há casos em que a tropa não é nem sequer metade do efetivo fixado em lei. Em Goiás, onde há a maior distorção, em 2014 o efetivo era de quase 12 mil militares, quando o número previsto em lei supera os 30 mil –38,9% do ideal.

Há um projeto em discussão na Assembleia Legislativa goiana, enviado pelo governo, que reduz o efetivo fixado para 16 mil. O governo alega que a lei em vigor é antiga (de 2002) e despreza, por exemplo, reserva de 10% para mulheres.

Nos últimos anos, as tropas também foram se reduzindo em muitos casos. Onze unidades viram o número de efetivo cair: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

O caso mais emblemático é o Rio Grande do Sul, que entre 2012 e fevereiro deste ano perdeu mais de 5.000 militares da ativa –caindo de 24,1 mil para 18,8 mil. O Estado passa por uma grave crise financeira nos últimos anos e, sem recursos, praticamente não contratou policiais para suprir os que foram para reserva.

Não há responsabilização prevista aos Estados

A discussão sobre policiais militares ganhou força após a paralisação de PMs no Espírito Santo. Mesmo sendo o único Estado que cumpre a lei, com a paralisação, 143 pessoas foram mortas durante 11 dias.

Segundo um procurador de Estado consultado pela reportagem, não há responsabilização prevista aos gestores estaduais por não preencher os cargos porque o governo deve ter como parâmetro a lei federal. “Tudo dependerá da possibilidade de provimento e, principalmente, a capacidade financeira para contratação, levando em conta aos questões orçamentárias e o cumprimento da LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal]”, afirma.

A LRF determina que os Estados não podem gastar mais do que 49% da receita corrente líquida com a folha de pagamento. Caso excedam, sofrem sanções, que chegam á suspensão de repasses federais ao ente e responsabilização do gestor.

O pesquisador Ivênio Hermes, que também é advogado e membro sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que os governos e Tribunais de Contas levam em conta os limites propostos da LRF para não contratar mais PMs. Para ele, a lei deveria ser flexibilizada porque “é imprudente falir todo o sistema de segurança.”

“Defendi em artigo científico na Senasp [Secretaria nacional de Segurança Pública] é que deve ser feita um flexibilização da LRF exclusivamente para concurso público e contratação de operadores de Segurança Pública. Sem isso, não se tem acesso à saúde, educação, equipamentos públicos como praças e quadras, lazer, trabalho, transporte e outros”, alega.

“Impunidade impera em decorrência da falta de efetivo”

Ivênio Hermes, pesquisador e coordenador do Observatório de Violência Letal Intencional, ligado à Universidade Federal Rural do Semi-Árido, afirma que, em regra, há um baixo efetivo de PMs no Brasil –o que seria um indicador importante para explicar a alta violência.

“A impunidade impera em decorrência da falta de efetivo. No Brasil é um bom negócio matar, afinal as possibilidades de ser preso e indiciado são mínimas. A polícia ostensiva trabalha com o mínimo de efetivo e a máxima da desvalorização”, afirma.

Hermes avalia que, além da falta de pessoas, há também pouca preparação dos policiais. “Os Estados não promovem capacitação continuada para todo o efetivo, nem a reposição de efetivo planejada conforme as previsões de aposentadoria e defasagem de acordo com a legislação das instituições. Vemos espasmos de contratações que se tornarão levas de aposentadorias no futuro.”

“Nosso problema tem a ver com modelo de policiamento”

Para Robson Sávio Reis Souza, coordenador Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as leis que fixam efetivo não devem ser encaradas como referenciais perfeitos das tropas das PMs.

“A fixação de efetivo geralmente é feita pela Assembleia, ou indicadas pelas próprias corporações, mas é mais um número discricionário, não leva em contas vários critérios que devem ser analisados. Muitas vezes o aumento de efetivo atende muito mais a interesses corporativos do que serve para reduzir a criminalidade”, afirma.

Souza diz que não há como estipular um número genérico de policiais por habitantes. Ele acredita que o número ideal de PMs em um Estado deve levar em conta muitas variáveis locais. “Não existe conta milagrosa. Isso depende, em parte, da própria efetividade da polícia, como de outros indicadores, como a efetividade da Justiça, percepção do crime. Área menos violenta demanda menos que uma violenta”, explica.

Ainda segundo Souza, o aumento no número de PMs não significa, necessariamente, resultados positivos na luta contra a violência. “No caso brasileiro, o grande drama é que, nos últimos 15 anos, houve um aumento exponencial do investimento em segurança, e os indicadores têm piorado. O nosso problema tem a ver com o modelo de policiamento. São duas polícias que trabalham de forma competitiva, disputam espaços institucionais e não trabalham de forma cooperativa. Há muito desperdício de recursos humanos”, afirma.

Do UOL

Famílias brasileiras que continuam endividadas este ano somam 31%

As famílias que mantiveram neste início de ano o grau de endividamento do ano passado são 31% do total. Em segundo lugar, aparecem as famílias que não se consideram endividadas (27%), seguido pelas menos endividados (22%) e mais endividadas (19%).

É o que mostra a pesquisa Pulso Brasil, encomendada ao Instituto Ipsos Public Affairs pelo Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que foi divulgada hoje (22) em São Paulo.

A pesquisa abrange tudo o que as famílias devem pagar no período apresentado, como contas domésticas, cheque especial e cartão de crédito. A pesquisa, que tem margem de erro de 3 pontos, ouviu 1,200 pessoas em 72 municípios em todo o Brasil.

O cenário apurado mostra-se diferente quando são avaliadas as classes sociais. Enquanto nas classes A, B e C, a maior parte das pessoas ficou com endividamento igual ao do ano passado  (32% e 33%, respectivamente), a maior parte da classe DE (33%) informou não que não tem dívidas neste início de ano.

Principais dívidas

A pesquisa ainda revelou que a maioria dos entrevistados (66%) afirma não ter dívidas com bancos, mas, entre os que têm, a maior parte (12% do total) diz que, apesar de dificuldades, consegue pagar no prazo. Os que deixam de pagar somam 7%, os que têm dificuldade para pagar, mas negociam o prazo são 5%, e os que não têm sentido dificuldade para pagamento são 10%.

As contas de serviços, como luz, telefone, aluguel e mensalidade de planos de saúde, são as mais difíceis de pagar para 54% dos entrevistados, mas eles dizem que conseguiram quitá-las no prazo. Já 32% disseram que não sentem dificuldade para pagar e apenas 10% declararam ter deixado de pagar. Os que têm sentido dificuldade e negociado prazo representam 4% dos entrevistados.

Apesar do cenário de crise, 68% das pessoas disseram que não consideram ficar inadimplentes, mas 32% deixariam de quitar alguns compromissos. Entre os que cogitam ficar inadimplentes, 49% consideram deixar de pagar primeiro as contas de serviços, como luz, água e telefone. Em seguida, 24% deixariam em aberto as parcelas com compras de eletrodomésticos, eletrônicos, telefonia e informática. Pagamentos a bancos receberam 20% das respostas e IPTU e IPVA, 17%. Pagamento de dívidas com cartão de crédito recebeu apenas 2% das respostas, próximo de categorias como saúde (6%) e educação (2%).

Levando em consideração a situação financeira das pessoas, a pesquisa mostra que 48% das famílias não têm nenhuma possibilidade de assumir nova dívida este ano e 25% têm menos chance. A constatação é a mesma para todas as classes econômicas ouvidas, ou seja, todos os grupos apontaram a expectativa de não contrair novas dívidas em 2017: AB (42%), C (44%) e DE (67%).

Da Agência Brasil

José Maranhão pede uma “revolução no campo da segurança pública”

José Maranhão
José Maranhão
José Maranhão

Durante a sabatina do ministro indicado para uma vaga no STF, Alexandre de Moraes, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, o senador José Maranhão (PMDB /PB) afirmou que a situação da segurança pública e a precariedade dos presídios no País são “tragédias que mostram a falência do Estado”.

Maranhão lembrou a experiência de Moraes como secretário de Segurança Pública de São Paulo e como ministro da Justiça: “ Se ficasse mais tempo no Executivo, certamente poderia ser muito útil a esse momento que o Brasil está vivendo. Essas tragédias que estão acontecendo aí, nos presídios, não sabemos se foram cultivadas nas ruas e levadas para os presídios ou cultivadas nos presídios e levadas para as ruas”, disse o senador ao destacar que Alexandre de Moraes deixa o Ministério da Justiça para uma vaga em outro Poder da República, o Judiciário, que, ressaltou, também tem instrumentos para ajudar a promover uma mudança nesta área.

“Eu já tive a honra de, por três vezes, administrar o meu Estado e sei, por experiência própria, que é preciso haver uma revolução nesse campo, no campo da segurança pública. Eu acho que os Estados, mesmo os Estados mais fortes, como São Paulo, Minas e outros, estão vivendo dificuldades que são insuperáveis. São dificuldades não somente de natureza política, ética, mas de natureza material”, destacou o senador. Para ele, há necessidade de aumentar os efetivos de policiamento e melhorar o gerenciamento das penitenciárias, que se transformaram em “casas de tortura e, sobretudo, em antros que chantageiam a sociedade”.

José Maranhão enfatizou que intervenção episódica não é solução: “Chama o Exército, chama a Força Nacional. Isso é uma solução para o que nós estamos vivendo aí? Não será uma solução, porque eu não vi, mesmo no Governo atual, nenhuma declaração que nos colocasse tranquilos em relação a esse problema, nenhuma vontade efetiva de resolver e enfrentar a questão, porque todos têm medo de gastar, de aplicar os recursos necessários para aumentar os efetivos da nossa Polícia e para modernizá-la”.

Quanto à indicação de Alexandre de Morais para ministro do STF, Maranhão, que foi presidente da CCJ nos dois últimos anos, se disse satisfeito com a sabatina. “Eu vi e ouvi alguns Parlamentares muitos preocupados com as ligações – algumas conhecidas, outras meras presunções – do indicado com o Governo que aí está e com a possibilidade de se transformar em mais um voto presumivelmente favorável às demandas de interesse do Governo. Eu não vi, durante os meus longos anos de vida, a indicação de algum ministro para o Supremo que não tivesse o lado subjetivo, em que não influísse a visão pessoal do Presidente e de sua equipe”, resumiu José Maranhão, ao salientar que Moraes provou as qualidades de um juiz: equilíbrio, sensatez, além de um vasto conhecimento acadêmico e profissional.

Alexandre de Moraes, destacou a experiência política de José Maranhão, e propôs uma solução integrada para o problema da segurança pública: “Vossa Excelência, com a experiência de ter sido três vezes governador e com a experiência de senador, sabe que há necessidade de um novo modelo de segurança. Além da questão social, segurança é Polícia, Ministério Público e Judiciário num modelo de integração maior. Esse é um grande desafio a que esta Casa, junto com o Supremo Tribunal Federal, junto com o Executivo, num pacto republicano, pode dar um grande auxílio”, afirmou.

Do PBVale com Assessoria

Receita libera programa do IR nesta quinta; entrega começa em 2 de março

A Receita Federal libera nesta quinta-feira (23) para os contribuintes o download do programa gerador do Imposto de Renda 2017, referente ao ano-base 2016. A temporada de entrega das declarações começa somente depois do carnaval, em 2 de março, e se estende até 28 de abril.

A instrução normativa com as regras do IR foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (22).

Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, também receberão mais cedo as restituições do Imposto de Renda. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

As restituições começarão a ser pagas em 16 de junho, e seguem até dezembro, para os contribuintes cujas declarações não caíram em malha fina.

A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo correspondente a 20% do imposto devido.

Veja abaixo o cronograma de restituições do Imposto de Renda 2017:

  • 1º lote: 16 de junho
  • 2º lote: 17 de julho
  • 3º lote: 15 de agosto
  • 4º lote: 15 de setembro
  • 5º lote: 16 de outubro
  • 6º lote: 16 de novembro
  • 7º lote: 15 de dezembro

Quem deve declarar?

De acordo com a Receita Federal, deverá declarar, neste ano, o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2016. O valor subiu 1,54% em relação ao ano passado, quando somou R$ 28.123,91 (relativos ao ano-base 2015), embora a tabela do Imposto de Renda não tenha sido corrigida em 2016.

Quem optar pelo desconto simplificado, abre mão de todas as deduções admitidas na legislação tributária em troca de uma dedução de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitada a R$ 16.754,34, mesmo valor do ano passado.

Estudo divulgado em janeiro pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) aponta que, entre 1996 e 2016, a tabela do IRPF acumula uma defasagem de cerca de 83%. A defasagem acumulada no ano passado ficou em 6,36% – a maior dos últimos 13 anos. Isso sem contar a correção de 1,54% no limite de isenção.

No fim do ano passado, o governo informou que pretende corrigir a tabela do IR em 5% neste ano, o que valerá, se implementado, para a declaração do IRPF de 2018, referente ao ano-base 2017.

De acordo com a Receita Federal, também estão obrigados a declarar o Imposto de Renda neste ano:

  • Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
  • Quem teve, em 2016, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2016.

“É vedado a um mesmo contribuinte constar simultaneamente em mais de uma Declaração de Ajuste Anual, seja como titular ou dependente, exceto nos casos de alteração na relação de dependência no ano-calendário de 2016”, informou o Fisco.

CPF para dependentes maiores de 12 anos

Uma das novidades deste ano é que os contribuintes terão que informar o CPF das pessoas listadas como dependentes e que tenha 12 anos ou mais. Até o ano passado, a exigência era para dependentes acima dos 14 anos.

Em nota, o Fisco explicou que a obrigatoriedade de inscrição de dependentes com 12 anos ou mais na declaração do Imposto de Renda reduz casos de retenção de declarações em malha fina, reduz riscos de fraudes relacionadas à inclusão de dependentes fictícios ou de um mesmo dependente em mais de uma declaração.

Formas de entrega

A entrega da declaração do Imposto de Renda 2017 poderá ser feita pela internet, com o programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), online (com certificado digital), na página do próprio Fisco, ou por meio do serviço “Fazer Declaração”, disponível para tablets e smartphones.

Não é mais permitida a entrega do IR via disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. A entrega do documento via formulário foi extinta em 2010.

Declaração pré-preenchida

A Receita Federal informou que também disponibilizará a chamada declaração pré-preenchida, na qual os valores são apresentados para o contribuinte e ele apenas tem de confirmá-los.

Esse modelo de declaração pré-preenchida já é adotado em outros países, como na Espanha, e funciona por meio do cruzamento de dados prestados pelas empresas contratantes.

A Receita informa que disponibilizará ao contribuinte, na declaração pré-preenchida, um arquivo a ser importado para a Declaração de Ajuste Anual, já contendo algumas informações relativas a rendimentos, deduções, bens e direitos e dívidas e ônus reais.

O acesso às informações do arquivo a ser importado para a Declaração de Ajuste Anual, porém, acontecerá somente se o contribuinte tiver um certificado digital, que tem custo. Ele tem a opção, também, de pedir para um contador utilizar o certificado.

Declaração de bens e dívidas

Segundo o Fisco, a pessoa física deve relacionar, na declaração do IR, os bens e direitos no Brasil ou no exterior, assim como suas dívidas. De acordo com o órgão, ficam dispensados de serem informados os saldos em contas-correntes abaixo de R$ 140, os bens móveis, exceto carros, embarcações e aeronaves, com valor abaixo de R$ 5 mil.

Também não precisam ser informados valores de ações, assim como ouro ou outro ativo financeiro, com valor abaixo de R$ 1 mil. As dívidas dos contribuintes que sejam menores do que R$ 5 mil em 31 de dezembro de 2016 também não precisam ser declaradas.

Imposto a pagar

Caso o contribuinte tenha imposto a pagar em sua declaração do IR, a Receita informou que isso poderá ser dividido em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. Caso o imposto a pagar seja menor do que R$ 100, deverá ser quitado em cota única.

A primeira cota, ou a única, deve ser paga até 28 de abril e, as demais, até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros.

O Fisco informou que o contribuinte também pode antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das cotas, não sendo necessário, nesse caso, apresentar Declaração de Ajuste Anual retificadora com a nova opção de pagamento.

Também é possível ampliar o número de cotas do imposto inicialmente previsto na Declaração de Ajuste Anual, até a data de vencimento da última parcela desejada.

O pagamento integral do imposto, ou de suas cotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

Por Alexandro Martello, G1, Brasília

Governo paga nesta quinta aos servidores estaduais

O Governo do Estado começa a efetuar o pagamento dos servidores estaduais, referente ao mês de fevereiro, nesta quinta-feira (23). Neste primeiro dia, recebem aposentados e pensionistas. Já na sexta-feira (24), os servidores da ativa, tanto da administração direta quanto indireta.

A antecipação do pagamento do funcionalismo estadual, anunciada pelo governador Ricardo Coutinho durante lançamento do Pacto pelo Desenvolvimento Social, na semana passada, irá injetar na economia do Estado, em pleno período de festividades, R$ 330 milhões.

Mesmo diante da difícil situação financeira pela qual ainda passa o País, em especial a Paraíba, o Governo do Estado tem cumprido o compromisso de pagar aos servidores dentro do mês trabalhado.

Calendário:

23/02 (quinta-feira) – Aposentados e pensionistas

24/02 (sexta-feira) – Servidores da ativa

Da Secom-PB

Quatro são presos e um é baleado em assalto com reféns, perseguição e tiros na PB

Um suspeito foi baleado
Um suspeito foi baleado
Um suspeito foi baleado

Quatro suspeitos foram presos e um baleado durante assalto ao Bradesco de Caaporã, na Grande João Pessoa, na manhã desta quarta-feira (22). Segundo a polícia, houve reféns, perseguição e tiroteio e o grupo seria de Pernambuco. As informações são do Portal Correio. 

De acordo com a Polícia Militar, os criminosos foram cercados por policiais da 1ª Companhia Independente ainda dentro do banco, chegaram a fazer algumas pessoas reféns e fugiram tomando por assalto uma caminhonete Hylux.

Eles foram interceptados em uma área de canavial e presos com três revólveres calibre 38 e o veículo. A quadrilha foi levada para a Delegacia de Polícia Civil, em Alhandra, também na região metropolitana.

O estado de saúde do suspeito baleado e o hospital para onde ele foi levado não foram informados.

Paraibanos representam o Brasil no Pan-Americano de Handebol

Após período de treinos em João Pessoa, cinco paraibanos estão representando o Brasil na disputa do Pan-Americano masculino e feminino de Handebol de Areia, que é realizado em Assunção, capital do Paraguai. Além do Brasil, a competição conta com as seleções da Argentina, Colômbia, Equador, Paraguai, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.


Da TV Correio 

‘Muriçocas do Miramar’ desfila nesta ‘Quarta-feira de Fogo’ em João Pessoa

Muriçocas altera trânsito da Capital
Muriçocas altera trânsito da Capital
Muriçocas altera trânsito da Capital

O bloco Muriçocas do Miramar desfila nesta Quarta-feira de Fogo (22), em João Pessoa, com concentração marcada para as 21h na Praça das Muriçocas, em Miramar. O maior bloco de arrasto do Brasil comemora 31 anos em 2017.

A maior prévia carnavalesca do Brasil, que nasceu em 1986, traz este ano com atrações como Os Gonzagas, Bambarte,Os Mulatos, Mira Maya, Malandros do Morro, Fuba e Zé Neto.

O esquema de segurança para o desfile terá 900 policiais e vários serviços de segurança ao longo da área do percurso, que vai da Praça das Muriçocas até a Epitácio Pessoa, de onde segue para o Busto de Tamandaré.

Ainda há esquema de trânsito e ônibus, que começou nessa terça-feira (21), e envolve ônibus e mudanças no tráfego em toda a área do desfile.

As linhas do ‘Tetéu’, que circulam na madrugada, serão reforçadas em duas viagens, entre 1h30 e 2h30 da madrugada da quinta-feira (23). São elas: 101 – Grotão; 104 – Bairro das Indústrias; 118 – Valentina-Paratibe – Mussumago; 2303 e 3203 – Mangabeira VII; 301 – Mangabeira; 504 – Mandacaru; 507 – Cabo Branco; 510 – Tambaú; 1500 – Circular e 5100 – Circular. A linha 601 – Bessa também vai operar no Tetéu.

Ainda serão reforçadas com duas viagens após a meia-noite as linhas 204 – Cristo; 302 – Mangabeira/CidadeVerde; 701 – Alto do Mateus; 505 – Bairro dos Ipês; 116 – Colinas; 2300 – Circular e 3200 – Circular (estas partindo do Terminal de Integração do Varadouro). Já as linhas 5600 – Mangabeira/Shopping; 5603 – Mangabeira/Shopping; 5605 – Mangabeira/Shopping; 510 – Tambaú; 513 – Bessa e 507 – Cabo Branco terão reforço durante todo o evento.

Do Portal Correio 

Após 23 anos, Hermano Henning sai do SBT de forma constrangedora

Hermano Henning
Hermano Henning
Hermano Henning

Hermano Henning, com 23 anos de casa e passagens por algumas das mais diferentes fases do seu jornalismo, está de saída do SBT. Uma situação tremendamente constrangedora.

Após voltar das férias, em janeiro, apareceram os primeiros sinais de uma dispensa muito próxima.

Foi escanteado e contemplado com um contrato tampão, já com o aviso que não haverá renovação após o encerramento de três meses. Neste último sábado, ele ainda entrou em uma escala de folga, mas com a certeza que não será convocado para mais nada daqui em diante.

Isso não se faz com ninguém, muito menos alguém com o retrospecto do Hermano, que tem toda uma história no jornalismo, tanto da TV – Globo, Manchete e SBT, como fora dela e, inclusive fora daqui, na Deutsche Welle, da Alemanha.

Começou no esporte e depois, como correspondente na Europa e Estados Unidos, participou de algumas coberturas importantes – como vários conflitos, além de posses e mortes de papas ou outras personalidades, além de ter integrado a Primeira Expedição Brasileira à Antártica.

Poucos, no jornalismo como um todo, têm a metade do seu histórico.

O SBT, no pior e absurdo exemplo de valores invertidos, contrata Marcão do Povo, deixa Dudu Camargo no ar e demite Hermano Henning.

Do Bol

Trump divulga política anti-imigração com ‘deportação expressa’

© Reuters
© Reuters
© Reuters

O Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos divulgou os memorandos que colocam em prática a nova política de imigração do presidente Donald Trump, anunciada em decretos assinados em janeiro.

Entre as decisões mais polêmicas, está a de autorizar a deportação “expressa” para quem não conseguir comprovar que vive nos EUA de forma contínua por pelo menos dois anos. Antes, a prática estava limitada a pessoas detidas a menos de 100 milhas (160 quilômetros) da fronteira e que tinham chegado há menos de duas semanas no país.

Só essa decisão já tem potencial para aumentar significativamente o número de imigrantes deportados daqui para frente. A “remoção expressa” permite que um indivíduo seja mandado de volta a seu país sem passar por todo o processo legal, com audiências e o trâmite normal em tribunais.

Outra mudança é sobre quem serão os alvos prioritários de deportação, que, no governo Obama, eram os imigrantes ilegais condenados por crimes graves. Agora, os agentes de imigração e de fronteira estão orientados a deportar os condenados por qualquer crime.

Para dar conta da ação em todo o país, que tem cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos, está prevista nos memorandos a contratação de 10 mil novos agentes, a expansão do número de centros de detenção e a criação de um escritório para ajudar as famílias das vítimas de crimes envolvendo imigrantes ilegais.

Em uma teleconferência na manhã desta terça-feira (21), funcionários do departamento disseram, sob anonimato, que muitas das propostas terão uma implementação mais lenta, já que é preciso organizar a logística e finalizar as regras para as ações.

A decisão de levar imigrantes de países da América Central, como El Salvador, Guatemala e Honduras, para centros no México onde ficarão esperando por audiências, por exemplo, será implementada aos poucos, já que o governo vizinho precisa aceitá-los.

“DREAMERS”

Nesta terça, em entrevista à MSNBC, Trump disse que vai cuidar “muito, muito bem” dos imigrantes que chegaram aos EUA ainda crianças, os chamados”dreamers” (sonhadores), por serem protegidos pelo “Dream Act” -projeto de lei de 2001 (nunca aprovado), que prevê a regularização de estrangeiros que entraram no país antes dos 16 anos e têm hoje menos de 35.

Segundo os funcionários do Departamento de Segurança Doméstica, nenhuma das diretrizes assinadas pelo secretário John Kelly mudarão o programa conhecido como Daca, criado em 2012 por Obama, que oferece permissão de trabalho e proteção contra deportação aos “dreamers”.

Com informações da Folhapress

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