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quarta-feira, 28 outubro 2026
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Lei Seca aborda quase 500 veículos durante final de semana

Um total de 496 veículos foi abordado durante a megaoperação da Lei Seca, promovida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) durante o final de semana, simultaneamente nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos. Considerada a maior operação desde a criação da Lei Seca, em 2012, as blitzes tiveram como objetivo combater a combinação de álcool e direção nesse período em que iniciam os festejos juninos, em especial no Maior São João do Mundo.

Segundo o capitão Carlos Eduardo, chefe da Divisão de Policiamento e coordenador da Lei Seca, as ações contaram com um efetivo de 54 agentes, além de policiais civis, militares, bombeiros e delegados. No interior do Estado, a operação contou ainda com o reforço de delegacias móveis, para atender às ocorrências.

Festas – Durante todo o mês de junho, o Detran da Paraíba intensificará o trabalho da Operação Lei Seca, com atuação nas cidades de maior fluxo de festas de São João e São Pedro no Estado.

De acordo com o superintendente do Detran da Paraíba, Agamenon Vieira, “a ação da Lei Seca será intensificada durante as festas juninas, com a finalidade de combater o uso associado de álcool e direção no entorno dos grandes eventos do Estado. Além disso, a operação contará com ações educativas e preventivas, realizadas pelas equipes da Divisão de Educação de Trânsito e da Escola Pública de Trânsito desse órgão”, enfatizou.

Da Secom-PB

Corpo de Bombeiros abre inscrições para Curso de Mergulhador Autônomo de Resgate

Estão abertas as inscrições para o Curso de Mergulhador Autônomo de Resgate, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba (CBMPB).  No total, são 15 vagas, sendo 13 para bombeiros militares e dois para policiais militares do Estado. Os registros poderão ser feitos até 20 de junho próximo, na Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa (Deip) do CBMPB.

A Deip fica localizada no Quartel do Comando Geral, em Marés, na Capital. Conforme informações do Departamento de Operações de Mergulho Autônomo de Resgate (Domar), que gerencia o curso, a qualificação terá início no dia 28 de julho e segue até 29 de setembro deste ano. O edital completo foi publicado no boletim interno de número 106, de 7 de junho de 2017.

O curso – O Cmaut é uma especialização em busca e resgate subaquático (de pessoas e objetos), com utilização de equipamentos de mergulho autônomo para até 40 metros de profundidade. A duração é de oito semanas, às segundas e sextas-feiras pela manhã, e terças, quartas e quintas em período integral, quando os alunos terão instruções teórico e práticas. Ao término do curso, o militar se tornará um mergulhador de resgate apto a atuar junto às equipes que compõem atualmente o Domar.  Esta será a terceira edição do curso, que já teve turmas formadas em 2013 e 2015.

Da Secom-PB

Antes ‘califa’, líder do Estado Islâmico agora vive em fuga

Abu Bakr Al-Baghdadi, autodenominado califa do Estado Islâmico, aparece em vídeo publicado pelos jihadistas (Foto: AFP/Al Furqan Media)
Abu Bakr Al-Baghdadi, autodenominado califa do Estado Islâmico (Foto: AFP/Al Furqan Media)

O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, está prestes a perder os dois principais centros de seu autoproclamado “califado”, mas, mesmo estando em fuga, pode demorar anos até que seja capturado ou morto, disseram autoridades e especialistas.

Os combatentes do Estado Islâmico estão próximos de uma derrota nas capitais do território do grupo –Mossul no Iraque e Raqqa na Síria–, e autoridades dizem que Baghdadi está mantendo distância de ambas, escondendo-se em uma área de milhares de quilômetros quadrados de deserto entre as duas.

“No final ele ou será morto ou capturado, não irá conseguir ficar fora de vista para sempre”, disse Lahur Talabany, diretor de contraterrorismo do Governo Regional do Curdistão, a região curda autônoma do norte iraquiano. “Mas isso ainda demora alguns anos”, afirmou à Reuters.

Uma das maiores preocupações de Baghdadi é fazer com que aqueles que o cercam não o traiam pela recompensa de 25 milhões de dólares que os Estados Unidos ofereceram para levá-lo “à Justiça”, disse Hisham al-Hashimi, que aconselha governos do Oriente Médio a respeito do Estado Islâmico.

“Sem terra para governar abertamente, ele não pode mais reivindicar o título de califa”, explicou Hashimi. “Ele é um homem em fuga, e o número de seus apoiadores está encolhendo à medida que perdem território”.

As forças do Iraque retomaram a maior parte de Mossul, cidade do norte do país que o grupo ultrarradical conquistou em junho de 2014 e da qual Baghdadi se declarou “califa”, ou líder de todos os muçulmanos, pouco mais tarde. Raqqa, sua capital na Síria, está quase cercada por uma coalizão de grupos sírios-curdos e árabes.

As últimas imagens públicas do líder em vídeo o mostram vestido com mantos clericais negros declarando seu califado do púlpito da Grande Mesquita de Al-Nuri ainda em 2014.

Nascido Ibrahim al-Samarrai, Baghdadi é um iraquiano de 46 anos que rompeu com a Al Qaeda em 2013, dois anos após a captura e morte do líder do grupo, Osama bin Laden.

Ele cresceu em uma família religiosa, estudou teologia islâmica em Bagdá e se uniu à insurgência salafista jihadista em 2003, o ano da invasão dos EUA ao Iraque. Ele foi pego pelos norte-americanos, que o soltaram cerca de um ano mais tarde por considerá-lo então um civil, e não um alvo militar.

Ele é tímido e reservado, segundo Hashimi, e ultimamente está se mantendo na fronteira pouco povoada entre o Iraque e a Síria, onde drones e estranhos são fáceis de se notar.

O Programa de Recompensas de Contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA ofereceu os mesmos 25 milhões de dólares por Bin Laden e pelo falecido presidente iraquiano, Saddam Hussein, um valor ainda disponível para quem denunciar o sucessor de Bin Laden, Ayman al-Zawahiri.

Do G1

Mais de 3 mil mulheres paraibanas contraíram câncer em 2016

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), pelo menos 3.120 mulheres paraibanas contraíram câncer em 2016, informou a médica ginecologista Mônica Liseux em palestra que proferiu no último sábado (10) no bairro de Mandacaru, em João Pessoa.

A palestra, sobre ‘Saúde da Mulher’, foi realizada pela manhã na sede da Fundação de Assistência e Proteção à Adolescência e à Infância (Fapai), durante ação de saúde patrocinada pela Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest-PB).

A ginecologista lembrou que o câncer de mama lidera o número de casos na Paraíba e no Brasil, ocupando o primeiro lugar com 25,65% dos registros da doença. Em segundo lugar aparece o câncer de colo do útero com 10,55%, seguido do corpo do útero com 3,2% e em quarto lugar, o de ovário com 2,8%.

Durante a palestra, a médica ainda abordou o conceito de saúde, o cuidado com o corpo, a mente e o espírito, a importância da realização dos exames de rastreio do câncer, a exemplo do autoexame da mama e a forma correta da mulher fazer o procedimento, além de destacar a amamentação como meio de prevenir a doença.

Durante o evento, que aconteceu das 9h às 12h, foi exibido um vídeo sobre a saúde da mulher e disponibilizados serviços de verificação da pressão arterial e da glicemia (foto), além da distribuição de kits de higiene pessoal e um lanche coletivo para o público feminino que compareceu ao local.

A ação faz parte do projeto de responsabilidade social da Coopanest-PB e foi voltada especialmente para as mães dos alunos da Fapai, mas também foi aberta ao público feminino da comunidade que compareceu ao local. 

Por Joelma Medeiros, jornalista e assessora de imprensa

Segurança Pública firma parceria com sistema que identifica objetos roubados

A Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) conta, a partir desta segunda-feira (12), com mais uma ferramenta que vai auxiliar as Polícias Civil e Militar da Paraíba no enfrentamento dos crimes patrimoniais. Por meio do endereço eletrônico www.mepertence.com, será possível realizar consultas on-line de bens móveis como celulares, relógios, bicicletas, quadrículos, ciclomotores, motos aquáticas, máquinas agrícolas e motores, cruzando dados de fabricantes, distribuidores, logistas, proprietários de bens móveis e forças de segurança de todo o país. O acesso foi garantido por meio de Termo de Cooperação Técnica assinado pela Sesds e o Me Pertence – Cadastro Nacional de Bens, no dia 19 de maio deste ano.

Segundo o secretário Cláudio Lima, os policiais paraibanos serão orientados para, entre outras fontes, consultar o banco de dados do sistema ‘Me Pertence’ sobre os bens apreendidos ou verificados durante abordagens, sempre que houver dúvida sobre a procedência de objetos recolhidos. “As consultas podem ser realizadas em poucos segundos, utilizando o sistema de radio comunicação do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), possibilitando que bens cadastrados no sistema e que estejam nas mãos de terceiros, por via de crimes patrimoniais, sejam devolvidos aos seus proprietários”, explicou Renato de Mendonça Carvalho, diretor presidente do ‘Me Pertence’. O usuário poderá ser informado automaticamente pelo sistema, via email, sobre local e data de apreensão e poderá reaver o objeto nas unidades policiais.

“Assinamos o Termo de Cooperação Técnica na certeza de que esse pode ser mais um instrumento para otimizar o trabalho os órgãos operativos de Segurança Pública, e contribuir para que objetos que tenham sido roubados ou furtados sejam devolvidos aos seus proprietários, auxiliando na prática de efetivos resultados do trabalho de prevenção e repressão qualificada das Polícias da Paraíba”, frisou Cláudio Lima.

Da Secom-PB

Eduardo Costa responde a críticas de racismo: “Povo chato do cara…”

Eduardo Costa

Eduardo Costa decidiu desabafar sobre as acusações de racismo que sofreu depois de chamar um amigo de “crioulo”, “tiziu”, entre outros nomes. Neste sábado (10), o sertanejo publicou vídeos para se defender.

Visivelmente irritado, o cantor afirmou que tem a liberdade de chamar os amigos por apelidos e ainda disse que o mundo está muito chato. Ele também contou que tem 30 profissionais negros em sua equipe.

“Sou da geração dos anos 90, quando todos colocávamos apelidos nas pessoas e ninguém tava preocupado se ia ser processado, se alguém ia aparecer falando que era racismo… A gente vive numa época em que tudo que você expressa ou fala, as pessoas levam ao pé da letra, sabe? Tudo é preconceito, racismo… vão caçar uns siris, se preocupar com coisas maiores, rezar, procurar Deus, é isso que tá faltando pras pessoas. Que povo chato do cara…”, afirmou.

Em seguida, Eduardo ainda fez uma comparação polêmica para fortalecer seu discurso: “Se você vai pra cama com uma mulher e essa mulher gosta de tomar uns tapas e você bate nela. Você está sendo agressor? Claro que não! É um jeito que vocês se entenderam, então tudo certo. A maldade não está na boca de quem fala, está no ouvido de quem ouve”.

Cabe lembrar que, depois da foto ser publicada, o artista recebeu vários comentários negativos. “Racismo polido“, escreveu um seguidor. “Xingar usando sua cor de pele pra te ofender, mesmo brincando, é um ato racista”, disse outro. “Um branco quer me dizer o que é racismo? Ah, vai estudar”, disparou um terceiro.

Do Notícias ao Minuto 

Brasil tem aumento do trabalho infantil, diz IBGE

Em todo o Brasil, a mão de obra de crianças e adolescentes ainda é explorada de forma indiscriminada. Seja nos semáforos, nos lixões, em feiras, restaurantes, no campo, em indústrias ou dentro de casa, os direitos à infância e à educação são negados para quase três milhões de crianças e adolescentes no país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mapeamento da situação do trabalho infantil mostra que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos no Brasil. A taxa de crianças economicamente ativas é 20% menor do que o registrado em anos anteriores, mas especialistas alertam que é possível que haja uma interrupção na tendência de queda.

Desde 2013, o país vem registrando aumento dos casos de trabalho infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando e, nas próximas pesquisas, quando elas estiverem mais velhas, podem promover o aumento do número de adolescentes que trabalham. Cerca de 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.

Representantes da rede de proteção à infância afirmam que o dado é preocupante e deve ser destacado nas campanhas realizadas para marcar o Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado hoje (12) em todo o mundo. A data foi instituída há 15 anos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para promover ações em todo o mundo e mobilizar diferentes atores no combate ao trabalho infantil.

“É inaceitável que crianças de 5 a 9 anos estejam trabalhando. A expressiva maioria delas trabalha com as próprias famílias no cultivo de hortaliças, cultivo de milho, criação de aves e pecuária. São recortes que conhecidos e analisados obrigatoriamente devem subsidiar decisões políticas ou implementação de ações e programas que deem uma resposta a essa grave situação.”, disse Isa Oliveira, socióloga e secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Fnpeti), um dos organizadores da campanha no Brasil.

Para o Fórum Nacional, outro ponto que deve ser lembrado durante a campanha é o não cumprimento pelo Brasil da meta firmada junto à Organização Internacional do Trabalho de eliminar todas as piores formas de trabalho infantil até 2016.

Entre as formas mais graves descritas na Convenção Internacional 182, da qual o Brasil é signatário, estão a escravidão, o tráfico de entorpecentes, o trabalho doméstico e o crime de exploração sexual, que, no caso dos dois últimos, vitimam principalmente meninas negras.

“A nossa proposta nesse 12 de junho é questionar o governo sobre o não cumprimento da meta e que essa avaliação do não cumprimento nos dê subsídios para uma tomada de decisão no sentido de reafirmar o compromisso pela prevenção e eliminação do trabalho infantil. O Brasil tem esse compromisso. A proibição do trabalho infantil está na legislação brasileira, em particular na Constituição Federal, disse declarou Isa Oliveira.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a meta de erradicação das piores formas foi reagendada para 2020 e a de todas as formas de trabalho infantil para 2025, em acordo firmado com a comunidade internacional na OIT, no âmbito dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O ministério ressalta ainda que realizou, de 2006 a 2015, quase 47 mil ações de fiscalização que resultaram na retirada de 63.846 crianças e adolescentes do trabalho e na redução apontada pelo IBGE em 2015.

Legislação

A legislação internacional define o trabalho infantil como aquele em que as crianças ou adolescentes são obrigadas a efetuar qualquer tipo de atividade econômica, regular, remunerada ou não, que afete seu bem-estar e o desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.

Segundo a Constituição Federal, é proibido para menores de 16 anos a execução de qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos. No caso das atividades de aprendizagem, o trabalho não pode ser noturno, perigoso ou insalubre, mesmo para os maiores de 16 e menores de 18 anos. As atividades de aprendizagem também não devem prejudicar a frequência nem o rendimento escolar do adolescente.

A proibição é reforçada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que restringe a possibilidade de trabalho a menores de 16 anos apenas a casos autorizados pela Justiça e estabelece os critérios para a contratação de aprendizes. O direito à profissionalização e proteção no trabalho para os aprendizes também está disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA )

Riscos

As crianças que trabalham de forma irregular têm o mundo de aprendizado, sonhos, brincadeiras e proteção substituído por uma rotina de responsabilidade, exposição a perigos e risco de traumas.

Segundo a OIT, em todo o mundo cerca de 168 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar, sendo que 85 milhões delas estão envolvidas em trabalhos considerados perigosos.

No Brasil, de acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, desde 2007 quase 40 mil crianças e adolescentes sofreram algum tipo de acidente enquanto trabalhavam. Mais de 50% das ocorrências foram graves, o que inclui amputação de mãos e braços e até mortes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o trabalho infantil também é uma das formas de violência contra a infância e adolescência. Seguindo a classificação internacional de violações, o Ministério da Saúde obriga, desde 2011, a fazer a notificação de casos suspeitos ou confirmados desse tipo de violência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) pelos profissionais de saúde.

As notificações de 2009 a 2011 apontaram que mais de 800 crianças foram identificadas no Sistema Único de Saúde (SUS) como vítimas de algum tipo de violência relacionada ao trabalho infantil. O número corresponde a 2,8% do total de atendimentos de violência do período. Como nem todos os casos chegam ao conhecimento do sistema de saúde, o índice de abuso contra as crianças trabalhadoras pode ser muito maior.

Desafio da prevenção

O Código Penal brasileiro ainda não tipifica a exploração de mão de obra infantil como crime. Algumas formas de trabalho infantil têm sanção prevista à parte, como a prostituição, considerada crime hediondo e inafiançável, com pena de 4 a 10 anos de prisão em regime fechado. Outras formas de exploração, como o trabalho doméstico, ainda carecem de regulamentação.

Um projeto de lei que criminaliza qualquer tipo de trabalho infantil – exceto os de natureza artística que tiver consentimento judicial – aguarda aprovação da Câmara dos Deputados. O projeto já foi aprovado pelo Senado no fim do ano passado.

Mas, o Fórum Nacional alerta que a maioria das propostas referentes ao assunto que tramitam no Congresso sugere mudanças consideradas como retrocesso pelas entidades civis e pelo Ministério Público do Trabalho, como a redução da idade mínima para permissão de trabalho regular para os 14 anos. A redução da idade, inclusive para o trabalho doméstico, é recomendada por seis Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Câmara.

Mesmo com o rigor conceitual e jurídico que envolve o tema, o país enfrenta dificuldades para colocar em prática medidas efetivas de combate. Segundo avaliação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil, o país executou até 2015 apenas metade do total de 133 ações previstas no plano nacional.

Os especialistas explicam que ainda se impõe no país uma tradição cultural que coloca a infância em condição de vulnerabilidade. “Predominam ainda valores culturais que defendem para as crianças pobres o trabalho precoce como uma solução. Quando os dados das estatísticas informam o contrário, quer dizer, trabalho infantil não foi, não é e não será a solução porque ele reproduz a pobreza, a exclusão social e a exclusão escolar”, alerta Isa Oliveira.

A baixa eficácia da política de educação no Brasil e os desafios para geração de renda das famílias mais pobres também são apontados entre as causas para o abandono dos estudos e os altos índices de trabalho infantil.

“A política de educação garante o acesso através da matrícula, mas a permanência e a conclusão na idade certa, no tempo certo, não vêm acontecendo há um tempo. Por outro lado, a política de assistência social – que tem por missão atender famílias em situação de vulnerabilidade e pobreza – também não tem sido eficaz para dar apoio às famílias, para que elas tenham uma renda que seja suficiente para o sustento de seus filhos e não recorram ao trabalho das crianças para complementar a renda”, afirmou a socióloga.

Educação

Uma das estratégias da mobilização internacional deste ano é ressaltar o papel da educação como uma das ferramentas mais eficazes de combate ao trabalho infantil. As ações também enfocarão o combate à pobreza e chamarão a atenção para a situação das crianças refugiadas que são forçadas a trabalhar.

A mobilização brasileira contará com a presença do Nobel da Paz, o indiano Kailash Satyarthi, que lidera a iniciativa global “100 milhões por 100 milhões”. O objetivo da campanha é mobilizar 100 milhões de pessoas na luta pelos direitos de 100 milhões de crianças que vivem em situação de trabalho infantil no mundo.

Ao longo da semana, a campanha promoverá debates no Congresso Nacional, o lançamento de exposição sobre o tema no Ministério Público do Trabalho e apelo nas redes sociais. Entre as ações do governo federal, estão previstas operações de combate ao trabalho infantil pelos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, além de palestras e audiências públicas nos estados. Com informações da Agência Brasil.

CBF pensa em como emplacar seleção na TV aberta

Incluído na Lei Pelé em 2000, o artigo 84-A obriga a exibição em TV aberta de todos os jogos da seleção brasileira disputados em competições oficiais. O objetivo da medida de 17 anos era evitar que uma emissora comprasse os direitos e transmitisse as partidas apenas em canais fechados, obrigando o consumidor a adquirir um pacote para assisti-lo.

Agora, diante do impasse que vem tendo com a Rede Globo, a CBF se articula para negociar os direitos de amistosos e jogos oficiais para o próximo ciclo de Copa do Mundo. Na última partida da seleção, contra a Argentina, a confederação comprou espaço na TV Brasil e entrou em acordo com a Cultura, que quintuplicou audiência.

Para 2018, segundo o Blog do Ohata, a expectativa é conseguir bons negócios na TV aberta mesmo que a aposta de transmitir os jogos pelas mídias sociais siga fazendo sucesso.

Do Notícias ao Minuto 

Prefeituras e empresas brigam por ‘novo’ ISS

A alteração na cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) sobre cartões, leasing e planos de saúde abriu uma disputa entre as prefeituras, que têm no tributo sua principal fonte de receitas, e as empresas dos setores atingidos. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que a mudança vai distribuir a todas as cidades brasileiras R$ 6 bilhões que antes ficavam concentrados em menos de 50 municípios. Já as companhias argumentam que a medida aumentará o custo operacional e colocará em risco a prestação de serviços em pequenas localidades.

O embate cresceu com a decisão do Congresso de derrubar, no fim de maio, o veto presidencial a essa mudança. Agora, esses setores terão de recolher o ISS no local de prestação do serviço, e não mais na sede da companhia. Em vez de pagarem tributos a um ou poucos municípios, terão de recolher os valores a milhares de prefeituras.

A votação que selou a mudança teve o aval do Palácio do Planalto, que com isso fez um aceno aos prefeitos em momento de intensa crise política. Semanas antes, o governo do presidente Michel Temer também lançou um parcelamento de dívidas previdenciárias para Estados e municípios.

A CNM comemorou a decisão, que, segundo ela, acaba com “desvios” e “subterfúgios” usados por alguns municípios para atraírem empresas desses setores, gerando uma concentração entre poucas sedes. “As empresas estavam tendo benefícios que não poderiam ter”, diz o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.

Entre essas vantagens, diz, está a redução artificial das alíquotas por meio de descontos na base de cálculo do tributo. A lei prevê que a cobrança do ISS deve ser de 2% a 5%, mas algumas prefeituras recolhiam, na prática, menos de 0,5%, uma vez que descontavam da base de cálculo pagamentos de outros tributos, como PIS/Cofins. “Agora, quem cobrar menos ficará sujeito a improbidade. Seguramente vai aumentar a arrecadação”, diz Ziulkoski, apostando no fim da “guerra fiscal” entre municípios.

As empresas dizem que vão cumprir a lei, mas não perdem a oportunidade de criticar a medida. O principal impacto mencionado é a necessidade de passarem a ter milhares de inscrições municipais para recolher o ISS às prefeituras. “Isso é quase um pesadelo operacional”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo Vieira.

Outro ponto citado pelas companhias é que os benefícios às prefeituras não serão tão grandes se comparados às complicações trazidas pela alteração. A Abecs estima que o setor pague aproximadamente R$ 600 milhões ao ano, considerando a alíquota máxima de 5%. “Isso significa que mais de 3,8 mil municípios não terão renda superior a R$ 2 mil por ano (com ISS sobre cartões). E essa é uma estimativa conservadora”, afirma Vieira. A CNM estima arrecadação anual de R$ 2,87 bilhões com ISS sobre cartões de crédito e débito. Com informações do Estadão Conteúdo. 

Mais de 1 ano depois, PF devolve iPads dos netos do ex-presidente Lula

Atendendo a uma solicitação do juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal devolveu os iPads dos netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apreendidos em 4 de março de 2016, na operação Alethea. O petista já havia reclamado ao magistrado em depoimento prestado em maio deste ano.

“Aliás, eu queria aproveitar, já que o senhor falou dessa coerção, determine que a Polícia Federal devolva os iPads dos meus netos. É uma vergonha, iPad de neto de 5 anos está desde março do ano passado”, reclamou Lula.

Moro justificou que “não tem este Juízo notícia de tal apreensão, mas se ocorreu deve ser tributado ao desconhecimento pelos agentes policiais do conteúdo dos aparelhos eletrônicos”. “De todo modo, poderia a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva ter requerido diretamente à autoridade policial a sua devolução, já autorizada pelo trecho acima destacado”, completou.

O juiz afirmou ainda que determinou “a devolução de documentos e de equipamentos de informática se, após seu exame, constatar que não interessam à investigação”.

O despacho para a devolução dos equipamentos foi assinado em 19 de maio, segundo o G1. Nove dias após o pedido de Lula. Os advogados do ex-presidente buscaram os tablets no último dia 26.

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