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sábado, 24 outubro 2026
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Antes ‘califa’, líder do Estado Islâmico agora vive em fuga

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Abu Bakr Al-Baghdadi, autodenominado califa do Estado Islâmico, aparece em vídeo publicado pelos jihadistas (Foto: AFP/Al Furqan Media)
Abu Bakr Al-Baghdadi, autodenominado califa do Estado Islâmico (Foto: AFP/Al Furqan Media)

O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, está prestes a perder os dois principais centros de seu autoproclamado “califado”, mas, mesmo estando em fuga, pode demorar anos até que seja capturado ou morto, disseram autoridades e especialistas.

Os combatentes do Estado Islâmico estão próximos de uma derrota nas capitais do território do grupo –Mossul no Iraque e Raqqa na Síria–, e autoridades dizem que Baghdadi está mantendo distância de ambas, escondendo-se em uma área de milhares de quilômetros quadrados de deserto entre as duas.

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“No final ele ou será morto ou capturado, não irá conseguir ficar fora de vista para sempre”, disse Lahur Talabany, diretor de contraterrorismo do Governo Regional do Curdistão, a região curda autônoma do norte iraquiano. “Mas isso ainda demora alguns anos”, afirmou à Reuters.

Uma das maiores preocupações de Baghdadi é fazer com que aqueles que o cercam não o traiam pela recompensa de 25 milhões de dólares que os Estados Unidos ofereceram para levá-lo “à Justiça”, disse Hisham al-Hashimi, que aconselha governos do Oriente Médio a respeito do Estado Islâmico.

“Sem terra para governar abertamente, ele não pode mais reivindicar o título de califa”, explicou Hashimi. “Ele é um homem em fuga, e o número de seus apoiadores está encolhendo à medida que perdem território”.

As forças do Iraque retomaram a maior parte de Mossul, cidade do norte do país que o grupo ultrarradical conquistou em junho de 2014 e da qual Baghdadi se declarou “califa”, ou líder de todos os muçulmanos, pouco mais tarde. Raqqa, sua capital na Síria, está quase cercada por uma coalizão de grupos sírios-curdos e árabes.

As últimas imagens públicas do líder em vídeo o mostram vestido com mantos clericais negros declarando seu califado do púlpito da Grande Mesquita de Al-Nuri ainda em 2014.

Nascido Ibrahim al-Samarrai, Baghdadi é um iraquiano de 46 anos que rompeu com a Al Qaeda em 2013, dois anos após a captura e morte do líder do grupo, Osama bin Laden.

Ele cresceu em uma família religiosa, estudou teologia islâmica em Bagdá e se uniu à insurgência salafista jihadista em 2003, o ano da invasão dos EUA ao Iraque. Ele foi pego pelos norte-americanos, que o soltaram cerca de um ano mais tarde por considerá-lo então um civil, e não um alvo militar.

Ele é tímido e reservado, segundo Hashimi, e ultimamente está se mantendo na fronteira pouco povoada entre o Iraque e a Síria, onde drones e estranhos são fáceis de se notar.

O Programa de Recompensas de Contraterrorismo do Departamento de Estado dos EUA ofereceu os mesmos 25 milhões de dólares por Bin Laden e pelo falecido presidente iraquiano, Saddam Hussein, um valor ainda disponível para quem denunciar o sucessor de Bin Laden, Ayman al-Zawahiri.

Do G1

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