Dê prazer para a mulher, não pensa apenas no seu próprio desejo (Foto: shutterstock)
Dê prazer para a mulher, não pensa apenas no seu próprio desejo (Foto: shutterstock)
Na hora de transar, dez minutinhos de preliminares já bastam como preparação para o ato em si, certo? Errado. Além do consenso, que deve estar presente em toda e qualquer prática sexual, uma das condições para que o sexo seja bom é a experiência ser prazerosa para todos os envolvidos, e isso significa agradar a parceira tanto quanto ela o agrada.
Mas, afinal, o que elas querem? Realizar fantasias? Conversar mais? Para descobrir isso, o Victoria Milan – site de relacionamentos para quem está buscando relações extraconjugais – realizou uma pesquisa que reúne dados de mais de 12,1 mil usuários de 21 países. Durante a pesquisa, os usuários foram questionados a respeito das coisas mais comuns que mulheres pedem que eles façam antes de transar . Confira a lista:
1. Apagar as luzes De acordo com homens da Espanha, uma das coisas que as mulheres mais pedem por lá antes do sexo é que eles apaguem as luzes. É claro que, para alguns, o estímulo visual é realmente importante, mas, sem ele, você pode se atentar melhor aos outros estímulos, como os sonoros e táteis. Afinal, quem não se arrepia com um sussurro no escuro?
2. Fechar as cortinas Bom, não é nada incomum gostar de privacidade, certo? De acordo com homens da Áustria e da Suíça, o pedido para fechar as cortinas é o que eles mais ouvem e faz sentido atendê-los; você deve fazer de tudo para que aquela pessoa se sinta segura com você.
3. Camisinha, por favor Apesar de, na pesquisa, os homens da Noruega e da Dinamarca receberem a maior parte dos pedidos para que usem camisinha, isso é algo universal; os preservativos – tanto masculinos quanto femininos – são os únicos métodos contraceptivos que protegem da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Não deveria nem ser preciso pedir, certo?
4. Escovar os dentes Na Hungria e na Itália, as mulheres parecem curtir homens com hálito fresco na hora H. É, beijo com bafinho pode até ser comum para pessoas que já estão juntas há algum tempo, mas se você está querendo conquistar alguém, é melhor nem chegar ao ponto de precisarem pedir.
5. Pés descalços De acordo com caras da República Tcheca, Alemanha e Finlândia, o que eles mais ouvem é aquele famoso: “De meias, não!”. É, é melhor tentar esquecer o frio na hora H e ficar descalço para evitar o micão.
6. Óleo Segundo poloneses e belgas, o pedido que eles mais atendem de suas parceiras é o de trazer óleo para a brincadeira – e eles o fazem por pura curiosidade com o que elas vão fazer com a substância. Inovar é sempre bom, certo?
7. Drinques Para homens da África do Sul e da Holanda, é comum ouvir as mulheres sugerindo um último drinque antes da transa. Nesse caso, é preciso tomar cuidado; em excesso, o álcool mais atrapalha do que ajuda.
8. Tirar as roupas Está certo que, para fazer algumas posições sexuais, não é necessário tirar todas as peças de roupa, mas, segundo homens britânicos e suecos, as mulheres gostam mesmo é de que tirem as roupas delas. Ui!
9. Trilha sonora De acordo com homens da França e de Portugal, é comum que as mulheres peçam que eles coloquem uma música para tocar e deixar o ambiente agradável no momento do sexo . Na verdade, nem é preciso ir tão longe; de acordo com uma pesquisa do Deezer (serviço de streaming), 90% dos brasileiros curtem ter uma trilha sonora agradável enquanto transam, então capriche na playlist !
10. Limpeza De acordo com norte-americanos e australianos, o pedido mais frequente das mulheres desses dois países é para que eles tomem um banho antes de transar. Nada mais justo!
Os órgãos fiscalizadores possibilitaram para a sociedade mecanismos que facilitam o acompanhamento das prestações dos serviços públicos. Seguindo esse contexto, é possível identificar o número exato de pessoas contratadas em determinadas gestões. Um dos meios de pesquisa utilizado pelos cidadãos é o Sagres (Serviço de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade) do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Nele é possível saber quanto cada servidor, seja contratado ou efetivo recebe numa gestão.
A vereadora [foto acima] de Sobrado, Zona da Mata paraibana, Ana Carolina (PSDB) recebe um salário mínimo como auxiliar administrativa da Prefeitura de Mataraca, Microrregião do Litoral Norte paraibano. Os dados foram confirmados após consultas no Sagres, a parlamentar recebeu nos meses de junho e julho de 2017, o valor de R$ 1.874 (mil e oitocentos e setenta e quatro reais), informa reportagem do Blog do Galdino.
Ana Carolina é filha da ex-prefeita de Sobrado Célia Melo (PSDB), a parlamentar foi aprovada em concurso público realizado na administração de sua mãe (prefeita), inclusive, a empresa Exames e Consultoria, responsável pelo certame do concurso no qual a vereadora foi aprovada, deixou de existir após inúmeras irregularidades por fraudes em concursos públicos.
De acordo com o Sagres, a parlamentara recebe ainda por mês o salário de vereadora em Sobrado, no valor de R$ 2.100 (dois mil e cem reais).
Ana Carolina é servidora emprestada ao município de Mataraca, a função que exerce é de dedicação exclusiva, a funcionária pública tem por obrigação de prestar 40 horas semanais, sem contar que tem residência fixa em Sapé, Zona da Mata paraibana.
Para prestar os serviços de auxiliar administrativa, Ana Carolina (PSDB) tem que dirigi por mais de 1 hora de carro de Sapé até Mataraca.
A editoria do Blog do Galdino foi informada que a vereadora não presta serviço em Mataraca (apenas recebe), tendo em vista a distância, e poderia ficar ausente das atividades parlamentares em Sobrado.
Procurados
Procurada, a Secretária de Administração da Prefeitura de Mataraca, identificada por Alcione não respondeu as mensagens de texto via WhatsApp.
A vereadora Ana Carolina (PSDB) foi procurada pela editoria do Blog, questionada através de mensagens de texto via WhatsApp de não está prestando os serviços em Mataraca, a parlamentar não respondeu o questionamento e acusação de ser funcionária fantasma.
O Ministério Público já foi acionado para apurar a possível irregularidade e a Prefeitura municipal de Sobrado deverá abrir processo administrativo para também apurar.
O Corinthians venceu o Vasco neste domingo (17) por 1 a 0, com gol polêmico no Itaquerão. Aos 28 minutos do segundo tempo, Marquinhos Gabriel avançou pela esquerda, driblou a marcação e cruzou a bola para a área. Jô recebeu e, com o braço direito, empurrou a bola para o fundo do gol. O auxiliar de arbitragem que estava na linha de fundo, perto do lance, não viu a irregularidade.
Com a vitória, o Corinthians chegou aos 53 pontos e ampliou a vantagem para o Grêmio, segundo colocado na tabela do Brasileirão, em 10 pontos. Já o Vasco, que tem 31 pontos, caiu para a 9ª posição.
Caso o problema político do Brasil não seja resolvido, o general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, que também é secretário de Economia e Finanças da Força, não descartou uma possível “intervenção militar” no Brasil. Durante uma palestra realizada pela maçonaria, em Brasília, nessa sexta-feira (15), Mourão disse que “companheiros do Alto Comando do Exército” podem adotar medida drástica se casos de corrupção continuem desenfreados no país.
Na ocasião, de acordo com a Folha de S. Paulo, ele destacou que poderá chegar a um momento em que os militares terão que impor a ação militar. No entanto, avaliou, que “não será fácil”. Ele também adiantou que não acontecerá agora, porém, poderá ocorrer depois de “aproximações sucessivas”.
“Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, enfatizou Mourão, acrescentando que o Exército teria “planejamentos muito bem feitos” sobre o assunto. Nenhum detalhe sobre o tema foi mencionado.
Histórico
Mourão fazia parte do Comando Militar Sul, em Porto Alegre, mas foi demitido pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Em seguida, ele foi transferido para Brasília. Lá, ocupou cargo burocrático e sem comando sobre topas armadas depois de criticar o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Os benefícios dos exercícios físicos são fundamentais para uma vida mais saudável e melhor. Queima de calorias e perda de peso, manutenção da tonificação dos músculos, melhoria na circulação, nas funções cardíacas e pulmonares, aumento do auto-controle e redução do estresse; aumento da habilidade de concentração, melhoria na aparência, redução da depressão, melhoria na qualidade do sono, prevenção da pressão sanguínea, do colesterol alto e diabetes são algumas das vantagens de uma vida ativa. As informações são do Portal Correio.
“É importante a gente associar a rotina à atividade física, pois é fundamental. Acho que tudo flui depois de se exercitar”, disse a estudante Adiane Cunha.
Quem quer apenas se mexer também deve seguir orientações de um profissional. “Independente do seu objetivo, a musculação e o aeróbico sempre vão trabalha um com o outro”, disse o personal trainer Hugo Wallace.
Quando se pratica treino se adquire massa magra. Com mais músculos no corpo, o metabolismo fica acelerado e consome mais calorias mesmo em repouso. “A atividade física por si só aumenta essa taxa metabólica. O consumo de proteína durante esses exercícios vai aumentar a massa muscular, que vai aumentar o metabolismo, e consequentemente o organismo vai trabalhar mais e terá um maior consumo calórico.
Luan foi revelado durante a gestão da ex-prefeita Magna Gerbasi.
Luan foi revelado durante a gestão da ex-prefeita Magna Gerbasi.
A orla de João Pessoa recebeu na manhã deste domingo mais de 1.200 corredores de rua, que participaram da etapa paraibana do Circuito Qualidade Caixa 2017. A prova foi na capital da Paraíba, mas quem se sentiu em casa mesmo foi o pessoal de Pernambuco. Dos seis atletas que subiram ao pódio na principal categoria do evento (a prova dos 10km), cinco são pernambucanos. O jovem Luan Tobias de Rio Tinto, conquistou mais um pódio. Dessa vez, os 5 km. Tobias completou a prova em 16min30seg.
O Riotintense recebeu o troféu de primeiro lugar da sua categoria, das mãos da ex-prefeita da sua cidade, Magna Gerbasi. Quando prefeita de Rio Tinto, entre os anos de 2005 à 2012, Magna apoiou assiduamente os atletas do município. Foi justamente no seu mandato que Tobias passou a dar os primeiros passos nas disputas estaduais.
No Masculino, os três primeiros colocados são todos de Pernambuco. José Márcio Leão da Silva foi o grande campeão, com o tempo de 29min14seg. Em segundo, ficou Ubiratan José dos Santos, que completou a prova em 29min27 seg. E, completando o pódio, Jaciel Antônio Paulino cruzou a linha de chegada apenas um segundo depois de Ubiratan, e ficou em terceiro com o tempo 29min28seg.
Já no Feminino, o título ficou também com uma pernambucana: Fabiana Cristine da Silva terminou a prova após 35min18seg. Ela foi seguida pela baiana Marily dos Santos (36min02seg) e pela também pernambucana (mas que mora em São Paulo há 20 anos) Roselaine Sousa Ramos (37min50seg).
A prova dos 10km ainda foi disputada em outras três categorias: Geral, Andante (para atletas com deficiência, mas que não usam equipamentos), Cadeirante e Economiário. E o Circuito Caixa ainda teve o percurso de 5km, mas apenas nas categorias Geral, Andante e Economiário.
O Circuito Qualidade Caixa está em sua oitava edição e, desde a primeira, em 2010, João Pessoa faz parte do roteiro. Neste ano, a prova já passou por outras três capitais: Aracajú, Maceió e Recife.
Os Trophäen-dokumente, ou documentos-troféus, que registram em 28 mil dossiês as atividades da polícia secreta de Adolf Hitler, apreendidos por soldados soviéticos após a derrota da Alemanha nazista em 1945 e mantidos em sigilo até abril de 2015, reservam a Olga Benario Prestes a mais abrangente documentação sobre uma única vítima do fascismo. “A documentação revela que Olga se recusou peremptoriamente a fornecer qualquer informação sobre o movimento comunista à Gestapo”, afirma a professora e historiadora Anita Leocadia Prestes, filha de Olga, autora do recém-lançado Olga Benário Prestes – Uma comunista nos arquivos da Gestapo (Ed. Boitempo). “Se outros se tornaram traidores, eu jamais o serei”, sentencia Olga em uma carta escrita na prisão e que nunca foi entregue ao marido. Até agora, havia muitas lacunas na história da jovem militante alemã de origem judaica, mulher do líder comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes, que foi entregue ao Terceiro Reich pelo governo de Getúlio Vargas, em 23 de setembro de 1936, grávida, e executada em uma câmara de gás em 1942. A obra revela detalhes da perseguição do regime nazista à mãe da autora, uma “comunista inteligente e perigosa”. O livro “é revelador da inaudita violência praticada pelas autoridades do III Reich contra milhões de homens, mulheres e crianças, a grande maioria sem nenhuma culpa formada”, resume a autora nesta entrevista ao Extra Classe.
Extra Classe – No livro Olga Benário Prestes – Uma comunista nos arquivos da Gestapo, a senhora reconstitui a trajetória política e a vida da revolucionária comunista alemã desde a juventude em Munique, a vida e a militância no Brasil, até sua execução no campo de concentração de Ravensbrück. Qual a importância dos arquivos secretos da Gestapo (os “documentos-troféus” liberados para consulta pública em 2015) na construção dessa narrativa? Anita Leocadia Prestes – O livro se baseia nos documentos disponibilizados recentemente do arquivo da Gestapo, os quais fornecem muitas informações até agora desconhecidas do público e da minha família. Trata-se da documentação da polícia secreta do III Reich (a Gestapo), que foi apreendida pelo Exército Soviético por ocasião da tomada de Berlim, em maio de 1945, e levada para a União Soviética. Em abril de 2015, essa documentação foi disponibilizada na internet – um acervo precioso para a pesquisa histórica e, em particular, para o melhor conhecimento das entranhas do regime nazista.
EC – Dos 2,5 milhões de folhas que integram os 28 mil dossiês, há 2 mil páginas sobre Olga. Quando começou esse monitoramento e por que era tão grande o interesse da Gestapo pelas atividades dela? Anita – Os documentos do arquivo da Gestapo referentes a Olga abrangem o período 1936 a 1942: da sua extradição do Brasil para a Alemanha até seu assassinato numa câmara de gás. Nesses documentos afirma-se que Olga era uma “comunista perigosa”, cuja atuação no Partido Comunista Alemão e na Internacional Comunista (Comintern) deveria ser por ela relatada à Gestapo, além de ser mulher do líder comunista Luiz Carlos Prestes. A documentação revela que Olga se recusou peremptoriamente a fornecer qualquer informação sobre o movimento comunista à Gestapo.
EC – A publicação dos “documentos-troféus” permitiram a atualização do livro-reportagem Olga (1994), de Fernando Moraes? Anita – Fernando Moraes fez uma pesquisa abrangente da vida de Olga e escreveu uma obra séria e comprometida com a evidência dos fatos, o que era reconhecido por Prestes, meu pai. Mas, no início dos anos 1980, quando ele escreveu o livro Olga, a documentação do arquivo da Gestapo não estava disponível, o que me permitiu agora complementar sua obra.
EC – Por que Getúlio Vargas optou por deportá-la se já havia capturado Prestes? Anita – Meu pai dizia que a extradição da minha mãe foi a forma que Vargas encontrou de torturá-lo, pois a tortura física de Luiz Carlos Prestes, à qual foram submetidos outros prisioneiros da época, teria uma repercussão muito negativa para o governo brasileiro. Prestes gozava de prestígio mundial como o “Cavaleiro da Esperança”.
EC – A deportação foi um ato desumano e uma ilegalidade, não? Anita – Olga foi extraditada no sétimo mês de gravidez de um filho brasileiro, o que lhe dava direito a permanecer no Brasil pela legislação então vigente no país.
EC – Ao reconstruir a trajetória de Olga, a senhora fala de sua própria história. Que sentimentos o livro evoca? Para a senhora, quem é Olga Benário? Anita – Minha mãe foi sempre a grande inspiração da minha vida. Acima de tudo ela foi uma comunista convicta e abnegada, disposta a dar a própria vida pela causa da revolução, que abraçara desde muito jovem. Embora eu não tenha nenhuma lembrança dela, pois fomos separadas quando eu estava com 14 meses de idade, fui educada pela minha avó paterna Leocadia Prestes e minha tia Lygia, conhecendo e admirando a vida da minha mãe. Da mesma forma, meu pai sempre me orientou no sentido de conhecer e seguir seu exemplo.
EC – O que a correspondência entre seus pais revela? Anita – São cartas inéditas, que a censura da Gestapo não permitiu que fossem entregues aos seus destinatários. A correspondência entre meus pais é reveladora do grande amor que os unia e da coragem com que enfrentavam a terrível situação a que estavam submetidos: Olga na prisão e nos campos de concentração nazistas e Prestes preso e incomunicável no Brasil durante nove anos.
“Acima de tudo ela foi uma comunista convicta e abnegada, disposta a dar a própria vida pela causa da revolução, que abraçara desde muito jovem”
“Acima de tudo ela foi uma comunista convicta e abnegada, disposta a dar a própria vida pela causa da revolução, que abraçara desde muito jovem”
EC – A senhora afirmou que se considera “filha da solidariedade internacional”. Por quê? Anita – Minha libertação pela Gestapo e entrega à minha avó paterna Leocadia só foi possível graças à campanha internacional por ela encabeçada e que comoveu profundamente a opinião pública mundial da época. A documentação da Gestapo é reveladora da pressão exercida sobre as autoridades do III Reich pela solidariedade internacional levada adiante por essa campanha.
EC – Qual a importância do filme Olga, de Jayme Monjardim (2004), que opta pela narrativa de novela, para a popularização da história de Olga e Prestes? Anita – Conforme foi dito à época pelo próprio diretor do filme, seu objetivo foi narrar a história de amor entre os dois personagens principais. Embora este possa ser considerado um ponto débil da obra, o filme emocionou e continua emocionando um público numeroso e contribuiu para divulgar a história dos meus pais e denunciar o crime cometido por Getúlio Vargas com a extradição ilegal da minha mãe para morrer numa câmara de gás da Alemanha nazista.
EC – Em que medida seu livro desconstrói uma eventual narrativa heroica ou mitológica sobre Olga? Anita – Meu livro, baseado em rica documentação, produzida pela própria Gestapo, é revelador da evidência dos fatos acontecidos com Olga. É revelador da inaudita violência praticada pelas autoridades do III Reich contra milhões de homens, mulheres e crianças, a grande maioria sem nenhuma culpa formada.
EC – No livro Luiz Carlos Prestes – Um Comunista Brasileiro (Boitempo, 2015), a senhora aborda as preocupações intelectuais de seu pai. Quem foi e qual a importância de Prestes no contexto histórico do país? Anita – Luiz Carlos Prestes foi um revolucionário que dedicou a vida à luta por justiça social e liberdade para o povo brasileiro, um comunista convicto de o socialismo ser o único caminho para a humanidade sair da pré-história, conforme postulou Karl Marx, e chegar ao comunismo – um regime efetivamente igualitário em que cada um irá contribuir de acordo com sua capacidade, recebendo segundo suas necessidades. O compromisso de Prestes foi sempre com o socialismo revolucionário. Sua vida política ficou marcada pelo repúdio constante às tendências reformistas, ou seja, à possibilidade, que considerava ilusória, de se alcançar o socialismo apenas por meio de reformas, sem a tomada do poder. Considerado pelos liberais um político inflexível e inábil, provocou o ódio das classes dominantes e dos intelectuais a seu serviço, uma vez que jamais abdicou dos ideais aos quais dedicou sua vida. Sua ruptura em 1930 com os donos do poder foi um gesto inaceitável para as classes dominantes no Brasil, que nunca perdoariam sua opção pelos trabalhadores e, de maneira geral, pelo explorados. Eis a razão por que recorreram sempre ora às calúnias contra o líder comunista, ora ao silêncio ou à falsificação de sua trajetória como forma de apagar o legado do Cavaleiro da Esperança da memória das novas gerações de brasileiros.
EC – Sua convivência com ele foi interrompida diversas vezes por conta das perseguições e exílios de ambos. Como foram essas separações? Anita – O maior período de afastamento do meu pai – após tê-lo conhecido aos 9 anos de idade, quando ele saiu da prisão em 1945 – deu-se durante minha adolescência, de 1948 a 1957, quando ele teve que viver na clandestinidade devido à perseguição policial então desencadeada contra os dirigentes comunistas. A partir de 1958 até seu falecimento em 1990, sempre mantivemos contato seja na legalidade, na clandestinidade ou no exílio. Tornei-me sua colaboradora na atividade política que desenvolvia à frente do Partido Comunista Brasileiro e, após termos rompido com a direção desse partido, continuei a assessorá-lo até seu falecimento. Como muitos outros brasileiros, sempre fomos perseguidos pelas forças de direita, reacionárias e anticomunistas em nosso país, principalmente nos períodos ditatoriais, o que nos obrigou a passar anos na clandestinidade ou no exílio.
EC – Como vê o contexto do Brasil pós-golpe de 2016? Anita – Vivemos um momento extremamente penoso para nosso povo, resultado, em grande medida, do golpe parlamentar jurídico perpetrado há um ano, quando assumiu a presidência do Brasil Michel Temer, um usurpador, que não foi eleito pelos brasileiros. O objetivo do golpe está cada vez mais evidente: liquidar as conquistas dos trabalhadores alcançadas através de muita luta durante décadas, entregar a Petrobras ao grande capital internacionalizado, privatizar os setores da economia nacional que ainda não o foram.
EC – A senhora está escrevendo um livro sobre suas próprias memórias. Pode falar sobre esse projeto? Anita – Dada a insistência de muitos companheiros e amigos, estou tentando produzir um livro com as minhas memórias, o que, em certa medida, se justifica pelo fato de durante a minha já longa trajetória de vida ter enfrentado as vicissitudes das perseguições movidas contra meu pai e nossa família, assim como ter eu mesma participado ativamente da vida de Prestes e do movimento comunista. Atravessei momentos históricos conturbados no Brasil e fui forçada a passar longos períodos no exílio. Fui processada e condenada pelos tribunais militares da ditadura brasileira instalada em 1964, tive os direitos políticos cassados, fui anistiada e acompanhei meu pai nos embates internos do PCB, partido do qual cheguei a ser dirigente e do qual me afastei junto com Prestes. Minha memória guarda o registro de múltiplos acontecimentos inéditos e fatos pouco conhecidos ou falsificados pelos meios de comunicação a serviço dos interesses dos donos do poder. Imagino que a escrita de minhas memórias poderá constituir um complemento válido à biografia política de Luiz Carlos Prestes, que publiquei sob o título Luiz Carlos Prestes – um comunista brasileiro. Por enquanto, não sei quanto tempo vai levar a elaboração desse trabalho.
Um menino de oito anos morreu após se enforcar acidentalmente em uma rede de descanso durante uma brincadeira com dois irmãos na tarde deste sábado (16) em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o garoto estava em casa com mais dois irmãos e acabou enroscando a cabeça em uma das cordas da rede durante a brincadeira. Ao perceber que ele estava desacordado, os irmãos chamaram os pais.
O Corpo de Bombeiros conseguiu reanimar a criança e ela foi encaminhada em estado grave para o Hospital Universitário da cidade, mas morreu na madrugada deste domingo (17).
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa, e o velório será realizado a partir das 13h30 deste domingo na Capela Santa Paula. O sepultamento está marcado para as 10h de segunda (18), no Cemitério Parque Campos Gerais.
Buba foi o segundo entrevistado do Upitanga Debate
Buba foi o segundo entrevistado do Upitanga Debate
A segunda edição do Upitanga Debatedeste domingo (17) entrevistou o Secretário Estadual de Articulação dos Municípios – Buba Germano (PSB). O deputado licenciado fez um balanço da sua atuação à frente da pasta e respondeu perguntas e temas polêmicos sobre seu reduto eleitoral e as eleições para Governador da Paraíba e para Presidente da República.
Para Buba, o movimento de protesto contra o Hospital Geral de Mamanguape tem ‘cunho político’.
O Secretário de Estado também foi questionando sobre seu posicionamento político em relação a possível candidatura de Lula a presidência da República, de quem é crítico ferrenho.
O parlamentar também foi perguntado sobre sua base de apoio em Rio Tinto. E teceu duras críticas a gestão do prefeito Olivânio de Picuí.
O sucesso não garante que Pabllo fique livre do preconceito
Pabllo Vittar teve a longa peruca loira coroada nas duas primeiras noites da edição 2017 do Rock in Rio. Primeiro, o cetro foi passado pela multidão espremida em frente à Arena Itaú, na sexta-feira (15), que aclamou a drag queen com gritos de “maravilhosa”. Na noite deste sábado (16), no maior palco do festival, o Mundo, a cantora de “K.O.” foi pura majestade durante participação no show de Fergie, primeira apresentação solo da norte-americana no país, após saída da Black Eyed Peas.
Os dois momentos foram recebidos pela artista maranhense, de 22 anos, com incredulidade. “Sempre fico muito impressionada com a proporção que as coisas tomaram, mas sempre muito feliz de poder estar levando minha música para tantas pessoas”, contou a drag queen em entrevista, concedida por e-mail, ao Notícias Ao Minuto.
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Não deveria. Os números relacionados à carreira artística de Phabullo Rodrigues da Silva são dignos da realeza do pop: tem mais de 4,1 milhões de seguidores no Instagram e um toque de Midas. O mais recente vídeo, lançado em parceria com Mateus Carrilho, da banda Uó, é “Corpo Sensual”, que alcançou 20 milhões de visualizações em 10 dias.
Antes disso, brilhou ao lado de Anitta e Major Lazer, em “Sua Cara”, visto ao redor do mundo e reproduzido por colegas da “realeza” de “Ru Paul’s Drag Race”. Foi o reality show, aliás, que fez com que o jovem de 18 anos, que já tinha as próprias preferências sexuais bem definidas, resolvesse investir em perucas, saltos, vestidos e maquiagem. O sucesso não garante que Pabllo fique livre do preconceito – antes de enviar o e-mail com as respostas desta entrevista, a página da artista noYouTube foi atacada. Na conversa, seguir, a drag mais famosa do Brasil fala sobre haters, sucesso, hobbies, defeitos e música. Confira.
Em 2011, você avisou: ‘Um dia, vou calar a boca de todos que duvidaram de mim’. Como foi aquele momento?
Acho que a maioria das pessoas que buscam uma carreira artística acaba ouvindo muito que “isso não é profissão”, “você não tem talento” e etc. Então, acho que aqui é importante deixar um recado para todo mundo: deem suporte para suas crianças, acreditem nelas!
Como a realização daquela “profecia” tem sido até agora?
Nossa, minha vida mudou demais. Tive oportunidade de participar de experiências maravilhosas, estou vivendo um sonho. Mas não pensem que é só glamour, na verdade é muito muito muito trabalho!
Ser reconhecida significa não sofrer preconceito ou sofrer menos?
Os haters sempre existem. Mas eu tento prestar a atenção sempre nos comentários de carinho e amor, que são os importantes.
Diplo produziu sua faixa “Então Vai” e “Sua Cara”, na qual participa com Major Laser e Anitta. Como foi a aproximação de vocês dois?
A minha primeira música foi uma versão de uma música dele e ele amou, depois disso tudo rolou supernatural…
A drag Ru Paul Charles foi determinante para o pontapé da sua carreira de drag. Quem teve a mesma importância na área da música?
Lá no comecinho de tudo, acho que foi a Beyoncé.
Você aceitaria um convite para o reality “Ru Paul’s Drag Race”?
Tenho que confessar uma coisa, eu sou péssima em costura e trabalhos manuais, então, não seria uma boa participante (hahaha)! Além disso estou aprendendo inglês agora, não conseguiria participar! Mas meu sonho é conhecer a Ru Paul.
O que Phabullo carrega de Pabllo mesmo quando não está montada?
O foco nos objetivos.
Qual o ritual para se transformar em Pabllo?
Gosto muito de estar sozinha com uma música no fone de ouvido ou com as minhas amigas drags.
A etiqueta LGBTSQ reza que uma drag deve ser chamada pelo vocativo feminino, mas houve uma polêmica na “Playboy”. Na época, você disse que explicaria para quem não entendesse. Quer fazer isso agora?
A arte drag é uma forma de enaltecer a figura feminina, então, sempre se refira a uma drag no feminino.
Você se autodefine como ‘fluido de gênero’. Há muitas drags, hoje, que se montam sem enchimento, sem peruca… É o mercado ou são as pessoas que estão mais livres?
Eu acredito na liberdade das pessoas para serem o que quiserem ser. Essa é a grande beleza da vida.
O que você faz quando não está trabalhando? Qual são seus hobbies? O que está lendo e assistindo, por exemplo?
Olha, um momento sem trabalhar nos últimos tempos é praticamente impossível. Hoje eu durmo (rs!) e assisto a mangás.
Você está vivendo um sonho, não está? Esse momento congela, assusta ou abre a porta para um sonho novo? O que os fãs podem esperar agora de Pabllo?
Acho que ele faz as três coisas ao mesmo tempo! Ainda não tenho grandes planos além de estar sempre no palco e perto dos meus fãs.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades nos gastos com combustíveis da Secretaria de Transportes de Jacaraú, no Litoral Norte. A apuração busca verificar a regularidade das despesas, contratos e uso de recursos públicos. Até o momento, não há conclusão sobre responsáveis ou prejuízos ao município
A Prefeitura de Mamanguape entregou, nesta quinta-feira (29), a reconstrução do Ginásio Poliesportivo “O Irmãozão”, considerado o maior e mais moderno do Vale do Mamanguape. Fechado desde 2017, o espaço foi totalmente revitalizado com investimento de R$ 2,9 milhões, provenientes de recursos próprios do município e da área da Educação.
A federação formada por PT, PCdoB e PV avisou que pode deixar o bloco de apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) caso PL e Novo passem a integrar a aliança. Hugo afirmou que ouvirá os partidos antes de tomar uma decisão, enquanto a federação busca evitar o fortalecimento do PL na estrutura de comando da Câmara dos Deputados.