Comandante da PM no Curimatau destaca o motivo da homenagem a Buba Germano, durante evento da polícia.
Comandante da PM no Curimatau destaca o motivo da homenagem a Buba Germano, durante evento da polícia.
“Buba sempre foi um parceiro da instituição. Na época em que foi prefeito de Picuí, possibilitou a instalação da primeira Patrulha Rural da PM, no Estado, servindo assim de exemplo para muitos outros municípios. Hoje como deputado e secretário tem sempre buscado melhorias para o setor da segurança na nossa região”, afirmou o Coronel Afonso Galvão, Comandante do 9º Batalhão da PM, sediado em Cuité, no curimataú paraibano.
A afirmação do comandante do 9º BPM aconteceu durante a cerimônia de formatura da PM, realizada na manhã da última quinta-feira, quando foi entregue ao secretário de Desenvolvimento e Articulação dos Municípios, deputado Buba Germano, o título de “Amigo do Batalhão”
A honraria é concedida a civis que prestam relevantes serviços para a instituição e para a segurança da comunidade. Durante a solenidade, outras autoridades foram homenageadas. O Coronel Euller Chaves, comandante geral da PM da Paraíba, também esteve entre os presentes.
“Sinto-me bastante honrando por esse título entregue por essa valorosa instituição, com a qual sempre busquei ter uma relação de parceria, desde a época em que fui prefeito”, destacou Buba Germano, que lembrou ainda os avanços dos investimentos do Governo, na polícia da região.
O Coronel Euller Chaves, comandante geral da PM da Paraíba, também esteve entre os presentes.
“Em 2010, nós tínhamos apenas 5 viaturas para uma população de 107 mil habitantes. Hoje temos não só mais viaturas, como também temos veículos e armamentos de melhor qualidade, além de um número maior de policias. Ainda não é o ideal, por causa das limitações financeiras, mas todos sabemos que é muito melhor do que no passado”, completou o parlamentar.
Durante o evento também foram entregue 40 coletes balísticos e 6 motos para o batalhão da PM.
A Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) inicia nesta segunda (25) e na terça-feira (26) um ciclo de capacitações de agentes de viagem e atendentes de telemarketing na cidade de São Paulo. A previsão é capacitar (passar informações e dados, apresentar fotografias e tirar dúvidas) para cerca de 150 profissionais da operadora Visual e da Latam Travel. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Paraíba (ABIH-PB) é parceira da PBTur na iniciativa, que, ao longo de 2017, já promoveu cerca de 50 capacitações no Brasil e no exterior.
A primeira capacitação ocorre nesta segunda-feira, a partir das 19h, nas dependências da pizzaria Bonde Paulista, localizada na região dos Jardins. Os participantes serão os 60 agentes de viagem da operadora Visual. Segundo a presidente da PBTur, Ruth Avelino, a Visual é uma das maiores operadoras de turismo do país, sendo, inclusive, uma das que mais envia turistas para o Destino Paraíba. “Mês a mês realizamos nossa pesquisa de fluxo global de turistas na Paraíba e São Paulo é o nosso maior emissor. Para continuarmos a ter um desempenho dessa natureza temos que manter o número das capacitações de alto nível nas maiores operadoras”, explicou a executiva paraibana.
Ainda na região Central da capital paulista, a PBTur realiza na terça-feira uma segunda capacitação. O público alvo são os mais de 80 atendentes do Call Center da Latam Travel. Ruth Avelino informa que a expectativa é de capacitar ao longo do dia todo o corpo de funcionários da operadora. “Na Latam iremos manter um contato bem próximo com os atendentes do Call Center. Em geral são colaboradores que não têm conhecimento aprofundado sobre os nossos principais atrativos turísticos e por isso temos que ir até eles e passar todas as informações”, disse.
ABAV 2017 – Na quarta-feira (27) tem início a 47ª Abav Expo Internacional de Turismo & 48º Encontro Comercial Braztoa nas dependências do Expo Center Norte, em São Paulo. A PBTur, representantes de secretarias municipais de Turismo da Paraíba e do trade estarão presentes no principal evento de turismo do Brasil. O Ministério do Turismo (MTur) disponibilizou um estande para o Destino Paraíba divulgar seus principais atrativos turísticos e fechar negócios com operadores de Turismo do Brasil e do exterior.
O Conselho Federal de Psicologia recorreu nessa quinta (21) da decisão do juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, que autorizou, em caráter liminar (provisório), que psicólogos possam atender a eventuais pacientes que busquem terapia para reorientação sexual, que ficou sendo conhecida pelo termo ‘cura gay’.
A decisão do juiz é favorável aos três psicólogos que pedem a suspensão de resolução do conselho que, desde 1999, estabelece como os profissionais da área devem atuar nos casos que envolvam a orientação sexual de pacientes, proibindo os psicólogos de exercerem qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, bem como de colaborarem com eventos ou serviços que proponham o tratamento e a cura da homossexualidade.
Para o CFP, a decisão liminar abre a perigosa possibilidade de os profissionais passarem a empregar terapias de reorientação sexual. Segundo o conselho, além de ineficazes, as práticas representam uma violação aos direitos humanos e não têm qualquer embasamento científico.
Diante da repercussão do tema, o magistrado divulgou, na tarde dessa quinta-feira, nota em que esclarece que, em momento algum, tratou a homossexualidade como doença, sequer se referindo, em seu despacho, à expressão “cura gay”.
“Em nenhum momento este magistrado considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento”, disse o juiz, esclarecendo que não concederá entrevistas sobre o assunto.
Em sua decisão, o juiz afirmou que a resolução do CFP não é inconstitucional, embora possa, “ser mal interpretada”, levar a equívocos, como a proibição à realização de estudos ou mesmo ao atendimento relacionado à orientação ou reorientação sexual. Para o magistrado, em conformidade com o princípio constitucional que garante a liberdade científica, deve estar claro que os psicológicos estão aptos a estudar ou atender quem, voluntariamente, buscar orientação psicológica acerca de sua sexualidade.
A expressão reorientação sexual foi empregada pelos autores da ação penal ao pedir a derrubada da resolução do CFP. Um dos três psicólogos que recorreram à Justiça, o psicólogo Adriano José Lima também diz não enxergar a homossexualidade como doença, criticando o emprego da expressão ‘cura gay’ por quem defende a eficácia da resolução do conselho.
Lima disse que é um equívoco imaginar que todos os profissionais contrários à resolução acreditam na possibilidade de ‘curar’ a orientação sexual de alguém. Segundo ele, os críticos da resolução buscam apenas ter “liberdade profissional para acolher as pessoas que entenderem que devem buscar reorientação sexual”.
“Não acredito nem em cura gay, nem que homossexualidade é doença. Não queremos patologizar ninguém”, declarou Lima, afirmando que, ao contrário do conselho, não acredita que a decisão do juiz federal abra uma brecha para que psicólogos passem a oferecer terapias e tratamentos de conversão e reversão da sexualidade a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros que enfrentem algum tipo de sofrimento psíquico em decorrência de discriminação ou violência.
De acordo com Lima, “uma gama de psicólogos” se sente intimidada pela resolução e não vê suas ponderações serem levadas em conta pelo CFP. “Acreditamos que existe uma perspectiva teórica que trata da homossexualidade distônica – que é quando o indivíduo não se sente bem por sentir atração por alguém do mesmo sexo. Este indivíduo deve ter a liberdade de procurar acolhimento”, afirmou Lima antes de voltar a rechaçar a expressão “cura gay”.
“Se alguém entende a homossexualidade como uma patologia, está errado. E se oferecer cura, deverá ser punido. Só queremos que homossexuais egodistônicos tenham liberdade para procurar ajuda”, disse o psicólogo, recorrendo ao termo com que a literatura científica classifica as pessoas que vivenciam um conflito ou desconforto em relação aos próprios sentimentos e comportamentos que rejeitam.
Ao contrário da homossexualidade, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar uma doença em 1992, a orientação sexual egodistônica é tratada como transtorno da personalidade e do comportamento adulto.
Questionado sobre qual artigo da resolução do CFP proibia o “acolhimento” de pessoas que buscassem orientação psicológica para questões ligadas à sua própria sexualidade, Lima respondeu que a normativa, como um todo, “cerceava a liberdade dos psicólogos”. E que muitos profissionais “não se sentiam à vontade para atender, temendo ser acusados de homofobia internalizada”.
Sobre como ocorrerá, na prática, o “acolhimento” de eventuais pacientes que buscarem a chamada “reorientação sexual” – que é o termo usado na ação penal para designar o serviço que poderá ser oferecido pelos psicólogos – Lima disse que caberá ao psicólogo única e exclusivamente “auxiliar a pessoa a lidar com suas próprias demandas, ajudando-a a fortalecer sua autonomia”.
Em post ontem nas redes sociais, Lima usou outra expressão para se referir ao serviço: “Quando falo em serviço, me refiro a trabalhar a capacidade de autonomia do paciente em mortificar esse desejo que tanto o desorganiza”. A Agência Brasil, o psicólogo explicou o uso da expressão. “[Mortificar] Significa trabalharmos na perspectiva de não alimentar mais esse desejo [por pessoas do mesmo sexo], de aprender a lidar com esse desejo”.
Aberração conceitual
Para a doutora em Psicologia Social e professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Jaqueline Gomes de Jesus, os argumentos apresentados para derrubar a resolução do CFP são uma “aberração conceitual”.
“O termo orientação sexual egodistônica se refere à não-vivência plena da própria sexualidade. Qualquer pessoa pode não vivenciar plenamente sua sexualidade, independentemente de sua orientação sexual. Se isso acontece mais com homossexuais, é em função do preconceito dominante, da homofobia de que são vítimas, e não da orientação sexual em si. A orientação sexual em si não é egodistônica”, argumentou Jaqueline.
Em nota, o Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Distrito Federal repudiou a decisão liminar do juiz federal, classificando-a como uma “ofensa aos direitos fundamentais da população LGBT” e um retrocesso ao início da década de 1990, quando a OMS retirou a homossexualidade do rol de doenças.
“A decisão permite que sejam realizados tratamentos para “reprogramação” sexual de não-heterossexuais, tratando, assim, a homossexualidade e a bissexualidade como patologias […] fragilizando os avanços éticos alcançados e permitindo a prática de tratamentos de “cura gay”, que causam severos danos psíquicos aos pacientes, como reconhecido pela própria OMS”, afirma o núcleo, destacando que estudos apontam que o sofrimento psíquico advém da internalização da desvalorização social e moral a que muitas vezes estão sujeitos os membros da comunidade LGBT, e não da orientação sexual em si.
A Caixa Econômica Federal reduzirá a partir da segunda-feira, 25, o limite para o financiamento de imóveis usados para até 50% do valor. Até hoje, clientes podiam financiar até 60% ou 70% do montante dependendo da operação contratada. A medida reforça o aperto das condições de crédito para o setor, que já sofreu restrição no mês de agosto.
O ajuste dos limites de financiamento ocorre como parte da estratégia de melhor alocação de capital disponível da instituição financeira estatal. Isso acontece porque, a despeito da crise econômica, a concessão de crédito para casa própria continua em forte expansão.
Nas operações com taxas reguladas – principal segmento da Caixa -, o valor concedido em novas operações cresceu 24% no trimestre encerrado em julho na comparação com os três meses até abril. Entre maio e julho, foram concedidos R$ 2,4 bilhões nesse tipo de operação em todo o mercado. Diante desse cenário, o banco estatal já havia reduzido limites para o crédito imobiliário em agosto. Na ocasião, o teto para o financiamento havia sido reduzido de 90% para 80% no caso dos imóveis novos e para os patamares entre 60% e 70% no caso dos usados.
Em nota divulgado nesta noite de sexta-feira, 22, a Caixa informa que o novo limite passará a vigorar na próxima semana apenas para as novas operações. Propostas entregues recentemente e que pediam financiamento nas faixas anteriores terão o processo de análise concluído e, caso aprovadas, terão direito aos limites anteriores de crédito sem alteração dos valores.
A Caixa também deverá anunciar a suspensão temporária dos financiamentos com interveniente quitante – quando um cliente procura a instituição para financiar a compra de imóvel que ainda está alienado em outra operação de financiamento. Nessa transação, o banco quita a dívida com a instituição anterior com a criação de um crédito para o novo comprador.
Dados do Banco Central mostram que a carteira de crédito imobiliário soma atualmente R$ 555,1 bilhões, sendo R$ 490 bilhões em operações com taxas reguladas – juros limitados pelo governo – e R$ 65,1 bilhões em financiamentos com juros de mercado.
A grande fonte de recursos para o financiamento imobiliário é a caderneta de poupança e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Dos recursos da poupança captados pelos bancos, 80% devem ser emprestados para a compra da casa própria com juros regulados e 20% podem ser alocados com taxas livres.
O brasileiro Neymar, o português Cristiano Ronaldo e o argentino Lionel Messi estão na disputa do melhor jogador do mundo da Fifa. O prêmio The Best também definiu os candidatos a melhor goleiro e treinador. No primeiro prêmio, Buffon, Navas e Neuer brigam pelo título, no segundo, Allegri, Conte e Zidane, treinadores de Juventus, Chelsea e Real, respectivamente.
Apesar de ter enfrentado protestos em diversas cidades do país, o presidente da França, Emmanuel Macron, assinou nesta sexta-feira (22) a reforma trabalhista proposta por seu governo. “Agora, cabe aos nossos cidadãos fazer viver essa transformação inédita do nosso modelo social”, disse o líder do Palácio do Eliseu ao Conselho de Ministros.
A reforma era a promessa central da campanha presidencial do então candidato do República Em Marcha! e foi produzido sem passar pelo trâmite tradicional dentro do Parlamento – por conta da ampla maioria de seu governo.
No entanto, o documento foi debatido com líderes políticos e sindicais para chegar a um acordo – mas, os sindicalistas criticaram algumas medidas que o presidente não quis mudar no projeto.
Entre os principais pontos polêmicos do projeto estão o debate das regras salariais diretamente entre patrões e funcionários e o limite do valor pago em indenizações para os demitidos. A ideia do governo é flexibilizar o mercado de trabalho, impulsionando as contratações. Com informações da Ansa.
Presos foram conduzidos para a Delegacia de Mamanguape.
Presos foram conduzidos para a Delegacia de Mamanguape.
A Polícia Civil através do Grupo Tático Especial (GTE) e de investigadores da 7ª DP de Mamanguape, realizaram na tarde de ontem (21), uma operação para prender suspeitos de roubos e tráfico de drogas na Região do Vale do Mamanguape.
Através do Disk denuncia 197, a PC conseguiu localizar Jenilton Santos da Silva, 22, apontado como assaltante e chefe do tráfico no Distrito de Salema em (Rio Tinto). Segundo a polícia, ele viajaria ao Estado do Rio Grande do Norte para buscar drogas.
Também prendeu Hélio Felipe de Paiva Costa, 24, e Giliarde Fernando de Albuquerque, 29. “Ele já estava sendo investigado pelo (GTE) desde a prisão do irmão, conhecido por “Jaia”, no mês de julho, com 4 kg de maconha vindo de Sapé”, informou a autoridade policial.
Após vigilância e verificado que Jenilton Santos estava na companhia dos outros dois comparsas que são de Mamanguape, as equipes fixaram vigilância em pontos estratégicos, conseguindo prendê-los em flagrante com grande quantidade de crack e maconha que seriam vendidas no Vale do Mamanguape.
Os presos foram autuados em flagrante e se encontram a disposição da Justiça de Mamanguape, onde responderão também por assaltos na Região.
Deputado Rômulo Gouveia esteve na tarde de hoje, em Jacaraú.
Deputado Rômulo Gouveia esteve na tarde de hoje, em Jacaraú.
O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD), esteve na tarde desta sexta-feira (22), ao lado do prefeito Elias Costa de Jacaraú, prestigiando o Desfile Cívico do município. O parlamentar fez uma balanço de suas ações em Jacaraú e revelou entrega de pleito ao Ministério das Cidades em relação a desapropriação das casas de Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano.
“Voltar a Jacaraú é sempre muito bom, e poder ver o que está sendo feito aqui. Estamos celebrando várias ações que estamos trazendo. Pavimentações pra Timbó, asfalto para a cidade, ambulância que vamos trazer, investimentos para o Hospital, a retomada de obras da Sudene na área de águas”, revelou.
Sobre Rio Tinto, Rômulo destacou entrega de pleito sobre a questão das casas, junto ao ministro das Cidades – Bruno Araújo.
Na Paraíba, 18 prefeituras gastam além do permitido por lei com o pessoal, de janeiro a abril de 2017. O dado é do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) que disponibilizou uma nova ferramenta no Sagres Painéis, desde a quarta-feira (20). João Pessoa e Campina Grande figuram entre as prefeituras que gastaram menos do que o limite autorizado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 60% do orçamento.
Os municípios que mais gastam estão identificados por vermelho no Sagres. Há ainda uma margem de prudência prevista pela LRF que é entre 57% e 60%, marcada em amarelo no painel do TCE: são 25 prefeituras paraibanas nessa faixa.
Na região do Litoral Norte, os piores cenários são de Jacaraú, com 60,33%, ‘no vermelho’ e Rio Tinto, com 58,01%, no amarelo, em situação de alerta.
Confira o ranking dos gastos com pessoal, disponibilizados no site do tribunal de contas do estado, das cidades do Vale do Mamanguape:
Jacaraú – 60,33%
Rio Tinto – 58,01%
Pedro Régis – 55,67%
Itapororoca – 55,51%
Cuité de Mamanguape – 55,42%
Marcação – 54,87%
Mamanguape – 52,48%
Lagoa de Dentro – 52,93%
Baía da Traição – 51,44%
Capim – 51,11%
Mataraca – 48,84%
Curral de Cima – 45,03%
Os municípios em vermelho no mapa estão acima do limite permitido. As cidades em amarelo estão dentro do limite prudencial entre (57% e 60%). Os verdes estão abaixo do limite prudencial.
Segundo o presidente do TCE-PB, aqueles prefeitos que estourarem a lei de Responsabilidade Fiscal irão sofrer punições.
Cerca de 11 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado hoje (21) pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no país, 79% delas são homens e 21% são mulheres. A divulgação faz parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio.
A taxa de mortalidade por suicídio entre os homens foi quatro vezes maior que a das mulheres, entre 2011 e 2015. São 8,7 suicídios de homens e 2,4 de mulheres por 100 mil habitantes.
Para a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fátima Marinho, esse número é maior pois há uma perda de diagnóstico dos casos de suicídio. Segundo ela, nas classes sociais mais altas há um tabu sobre o tema, questões relacionadas a seguros de vida e diagnósticos feitos por médicos da família. “As pessoas mais pobres, em geral, captamos a morte porque ele vai pro IML [Instituto Médico Legal]”, explicou.
Das 1,2 milhão de mortes, em 2015, 17% tiveram causa externa. Dessas 40% são registradas por causas não determinadas, segundo Fátima. “Ainda tem 6% de mortes que ainda não conseguimos chegar na causa. São cerca de 10 mil mortes que foram por causa externa, violenta, mas não sabe porquê. Por isso temos esse subdiagnostico do suicídio”, disse.
No Brasil, os idosos, de 70 anos ou mais, apresentaram as maiores taxas, com 8,9 suicídios para cada 100 mil habitantes, mas, segundo Fátima, em números absolutos, a população idosa vem aumentando. Além disso, eles sofrem mais com doenças crônicas, depressão e abandono familiar. Ela explica que esse índice alto de suicídio entre idosos é observado no mundo todo.
Os dados apontam que 62% dos suicídios foram causados por enforcamento. Entre os outros meios utilizados estão intoxicação e arma de fogo. Fátima conta que nos Estados Unidos são registrados mais suicídios por armas de fogo porque o acesso é mais facilitado.
A proporção de óbitos por suicídio também foi maior entre as pessoas que não têm um relacionamento conjugal, 60,4% são solteiras, viúvas ou divorciadas e 31,5% estão casadas ou em união estável. “E os homens casados se suicidam menos. O casamento é um fator de proteção para os homens e de risco para as mulheres”, disse Fátima, explicando que existe uma associação das tentativas de suicídio das mulheres com a violência intradomiciliar. Ela compara que as mulheres tentam mais e, por outro lado, os homens anunciam menos, mas são os que mais morrem por suicídio.
Entre 2011 e 2015, a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil foi maior entre a população indígena, sendo que 44,8% dos suicídios indígenas ocorreram na faixa etária de 10 a 19 anos. A cada 100 mil habitantes são registrados 15,2 mortes entre indígenas; 5,9 entre brancos; 4,7 entre negros; e 2,4 morte entre os amarelos.
Segundo Fátima, o alto risco de suicídio entre jovens indígenas compromete o futuro dessas populações, já que elas também há um alto risco de mortalidade infantil.
Segundo a secretaria especial de Saúde Indígena, Lívia Vitenti, existe um número alto de indígenas em sofrimento por uso álcool, disputas territoriais e conflitos com a família e com a população não indígena. Entre os jovenes, então, há falta de perspectivas de vida. Entretanto, o problema do suicídio indígenas não está distribuído por todo o território, sendo mais frequente entre os Guarani Kaiowá, Carajás e Ticunas.
Tentativas de suicídio
As notificações de lesões autoprovocadas tornaram-se obrigatórias a partir de 2011 e elas seguem aumentando. Entre 2011 e 2016, foram notificadas 176.226 lesões autoprovocadas; 27,4% delas, ou seja, 48.204, foram tentativas de suicídio.
As tentativas de suicídios são mais frequentes em mulheres. Das 48.204 pessoas que tentaram tirar a própria vida entre 2011 e 2016, 69% era mulheres e 31% homens. A proporção de tentativas de suicídio, de caráter repetitivo também é maior entre as mulheres. Entre 2011 e 2016, daqueles que tentaram suicídio mais de uma vez, 31,3% são mulheres e 26,4 são homens.
O meio mais utilizado nas tentativas de suicídio foi por envenenamento, 58%. Seguido de objeto pérfuro-cortante, 6,5%; enforcamento, 5,8%.
Fatores de risco e proteção
Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicas, como perdas recentes; e condições incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e neoplasias malignas. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que tais aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado de forma individual.
Segundo o Ministério da Saúde, a existência de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no município reduz em 14% o risco de suicídio. Na análise feita, é o único fator de proteção ao suicídio. Fátima ressalta, entretanto, que é preciso uma melhor distribuição desses centros, principalmente nas áreas com mais concentração de suicídios. Existem hoje no Brasil 2.463 Caps em funcionamento.
Como a ocorrência de suicídio é grande entre os indígenas, ser indígena por si só já é um fator de risco, explicou Fátima. Pessoas que trabalham na agropecuária, que tem acesso a pesticidas, também são vulneráveis a cometerem suicídio por intoxicação.
Os casos acontecem em quase todo país, mas Região Sul concentrou 23% dos suicídios, entre 2010 e 2015. Segundo Fátima, alto nível de renda, pouca desigualdade social e baixo índices de pobreza são características de municípios que concentram mais suicídios.
Ela explica, entretanto que, no caso da Região Sul, existe a associação dos casos de suicídio com a agricultura, especificamente a cultura da folha do tabaco. Segundo Fátima, a folha verde do fumo pode causar uma intoxicação neurológica em quem mantém um contato muito próximo, “o efeito dessa intoxicação é chamada bebedeira da folha verde do fumo”.
Além disso, o pesticida usado nessa cultura contém manganês, que é absorvido e depositado no sistema nervoso central. Fátima ressalta, entretanto, que esta é uma associação e que ainda não existe o nexo causal entre esse tipo de pesticida e os casos de suicídio.
“Então temos o risco ocupacional e a pressão social e econômica em cima de agricultores familiares. É uma exposição conjunta”, disse a diretora. Ela explicou que as políticas de incentivo para a diversificação das culturas no sul do país não tiveram um impacto importante pois o tabaco ainda é muito lucrativo.
Além da Região Sul e de áreas indígenas, esse levantamento trouxe novas áreas com altas taxas de suicídio, que são a região da divisa de São Paulo e Minas Gerais e o estado do Piauí. Segundo Fátima, esses locais ainda precisam ser mais estudos, mas também há uma associação ao uso de pesticidas e a agricultura.
Agenda global
Mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo. Por isso, em 2013, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu um plano de ações em saúde mental que pretende reduzir em 10% da taxa de suicídio até 2020.
O coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Quirino Cordeiro, disse que o governo promovia ações na área de prevenção ao suicídio, mas agora que está começando a fazer uma política focada no tema. Uma das ações estratégicas é a construção do Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio, para ampliar as ações para as populações vulneráveis.
Segundo ele, o Ministério da Saúde quer expandir a rede de CAPS, inclusive entre a população indígena, além de outras estratégias de cuidados na saúde mental. É importante ainda cruzar os mapas para identificar possíveis associações de causas de suicídios, como a associação com pesticidas. Outros órgãos e ministérios serão convidados para apoiar futuras ações.
Quirino explica que as políticas de prevenção ao suicídio devem focar em dois fatores, nos transtornos metais e nos meios de suicídio. “Sabemos que entre os vários fatores para o suicídio existe a presença do transtorno mental não tratado de maneira apropriado, então ter políticas públicas focadas nesses transtornos é importante”, disse.
Outra frente de ações é o controle de meios para o suicídio, segundo Quirino, que tem um impacto importante na redução dessas mortes. “Muitas vezes quem comete suicídio está passando por problemas graves e acaba fazendo uma tentativa por desespero. Mas se não tem à mão um método, muitas vezes aquele momento passa e a pessoa não efetiva”, disse, explicando que o controle de armas é importante no Brasil, por exemplo, pois onde se restringe o acesso a armas, se reduz os casos de suicídio.
Acordo com o CVV
O Ministério da Saúde, desde 2015, tem uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que começou com um projeto-piloto no Rio Grande do Sul. O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.
O objetivo da parceria é ampliar gradualmente a gratuidade de ligações para o CVV, mesmo que por celular, por meio do número 188. Além do Rio Grande do Sul, a partir de 1º de outubro, pessoas de mais oito estados poderão ligar gratuitamente para o serviço: Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul, Piauí, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima.
De acordo com o Ministério da Saúde, 21% da população brasileira reside nos nove estados a serem atendidos gratuitamente pelo CVV, o que garante uma ampla cobertura. O acordo já ampliou o número de atendimentos, de 4,5 mil em setembro de 2015, para 58,8 mil em agosto de 2017. Até 2020 todo o território nacional poderá contar com o atendimento pelo 188.
No restante dos estados, o CVV ainda atende pelo número 141 ou diretamente no posto regional. Em cidades sem posto de atendimento do CVV, as pessoas podem utilizar o atendimento por chat, skype e e-maildisponíveis na página do CVV.
O boletim epidemiológico sobre suicídio está disponível na página do Ministério da Saúde. Com informações da Agência Brasil.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades nos gastos com combustíveis da Secretaria de Transportes de Jacaraú, no Litoral Norte. A apuração busca verificar a regularidade das despesas, contratos e uso de recursos públicos. Até o momento, não há conclusão sobre responsáveis ou prejuízos ao município
A Prefeitura de Mamanguape entregou, nesta quinta-feira (29), a reconstrução do Ginásio Poliesportivo “O Irmãozão”, considerado o maior e mais moderno do Vale do Mamanguape. Fechado desde 2017, o espaço foi totalmente revitalizado com investimento de R$ 2,9 milhões, provenientes de recursos próprios do município e da área da Educação.
A federação formada por PT, PCdoB e PV avisou que pode deixar o bloco de apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) caso PL e Novo passem a integrar a aliança. Hugo afirmou que ouvirá os partidos antes de tomar uma decisão, enquanto a federação busca evitar o fortalecimento do PL na estrutura de comando da Câmara dos Deputados.