Uma unidade da Marinha da Tunísia resgatou nesta terça-feira em águas territoriais do país 70 pessoas que estavam à deriva em duas embarcações precárias na tentativa de atravessar o Mediterrâneo e conseguir chegar à Europa, segundo informou a imprensa local.
A primeira operação aconteceu na costa da cidade de Sfax, capital econômica da Tunísia, e durante a mesma foram resgatados 64 migrantes, que tinham saído de uma praia da cidade de Zwara, na Líbia, que fica 60 quilômetros ao leste da fronteira.
Entre os resgatados, oriundos de Sudão, Eritreia e Chade, havia quatro mulheres e dois menores. Além disso, sete deles tiveram que ser levados a um hospital próximo devido ao seu delicado estado de saúde.
A segunda embarcação, com seis cidadãos tunisianos de idades entre 30 e 45 anos, foi encontrada na costa da cidade de Chebba, no centro do país, depois de três dias à deriva em alto-mar por causa de um defeito.
As praias que se estendem entre Trípoli e a fronteira com a Tunísia se transformaram nos últimos dois anos no principal reduto das máfias do tráfico de seres humanos, apesar da presença de patrulhas europeias.
Segundo números da Organização Internacional de Migração (OIM), 597 imigrantes morreram no mar enquanto tentavam chegar à Europa desde o início de 2019.
Dessas vítimas, 343 morreram na chamada “rota central” do Mediterrâneo, que sai da Líbia e é considerada uma das mais mortais do mundo.
O número é muito próximo dos 620 mortos – 383 no Mediterrâneo central – registrados em todo o ano de 2018, o que evidencia uma mudança de tendência desde que alguns países proibiram há alguns meses o trabalho das ONGs que ajudam nos resgates.
De acordo com a OIM, 27.834 migrantes conseguiram chegar à Europa de forma irregular pelas três rotas principais nos primeiros seis meses do ano, número 35% menor em relação ao mesmo período de 2018. EFE


