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sábado, 25 abril 2026
                          

Macri anuncia congelamento de preços para conter inflação

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Redação PB Vale
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Mauricio Macri foi eleito presidente com a promessa de retomar o crescimento econômico por meio de reformas liberalizantes.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, anunciou um pacote com 11 medidas para tentar estancar a alta da inflação e tirar o país da recessão. E recorreu a uma prática que se mostrou desastrosa no passado: o congelamento de preços.

Em um vídeo gravado por celular, o presidente argentino Maurício Macri visita a casa de uma família para explicar as novas medidas e ouve da moradora que a situação está muito difícil.

E está mesmo. A Argentina vive uma profunda recessão há dois anos. O peso perdeu metade do seu valor em um ano, quando Mauricio Macri recorreu ao Fundo Monetário Internacional. Junto, elevou os juros argentinos para a maior taxa do mundo. Nada disso adiantou. E a popularidade do presidente vem em queda livre. A pobreza no país não para de crescer. E os preços também não.

Nos últimos 12 meses, a inflação na Argentina já passou dos 50%. Só em março, a alta de preços foi de 4,7% no país, mais do que toda a inflação prevista para 2019 no Brasil.

Nesta quarta-feira (17), veio o anúncio do pacote de medidas. O governo fez um acordo com empresas para congelar o preço de 60 produtos da cesta básica por pelo menos seis meses. Na prática, esse controle dura até 22 de outubro, cinco dias antes das eleições para a presidência no país, em que Mauricio Macri tenta a reeleição.

Entre os produtos essenciais que tiveram preços congelados estão óleos, arroz, farinha, macarrão, leite, açúcar e bebidas.

As tarifas de eletricidade, gás e transporte público também não terão reajustes até o fim do ano. Durante o inverno, haverá inclusive um desconto no preço do gás. Tudo na conta do governo. O pacote inclui ainda benefícios fiscais para pequenas e médias empresas e descontos para pensionistas e aposentados em vários produtos.

Política de congelamento de preços não é algo novo na Argentina. Desde a volta da democracia no país, em 1983, dois planos econômicos com congelamentos de preços foram implementados e fracassaram. Segundo economistas, tabelamento não ataca a raiz do problema. É como tratar a doença pelos sintomas.

“Eles têm déficit público, têm desequilíbrio nas contas externas. Eles têm que tratar esses problemas de fundo para realmente tratar do mal enorme que é a inflação”, avaliou o economista e escritor Eduardo Giannetti da Fonseca.

“Congelar é você obrigar o mercado a ofertar a quantidade que as pessoas querem a um preço mais baixo. Então, vai faltar. Aí vai aparecer um mercado paralelo, vai aparecer mercado negro. Essas medidas de congelamento têm vida curta e a vida delas é tão mais curta quanto mais acelerado o processo inflacionário já estiver”, explicou Samuel Pessoa, professor do IBRE-FGV.

O Brasil já teve experiências frustradas com congelamento de preços. Essa foi a base do Plano Cruzado, lançado pelo governo Sarney, em 1986. O tabelamento fez vários produtos básicos sumirem das prateleiras e trouxe a hiperinflação.

Diferentemente da Argentina, os economistas dizem que o Brasil está saudável, mas precisa aprender com os erros do país vizinho.

“Nós não temos essa situação de vulnerabilidade externa que levou a Argentina para o precipício, mas nós temos um problema fiscal e o problema fiscal brasileiro é desse tipo. Se nós não enfrentarmos agora, ele vai se agravando e vai ter um custo exorbitante quando ele se impor e precisar ser resolvido”, afirma Giannetti.

G1.globo

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