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sábado, 24 outubro 2026
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FAB resgata 14 pessoas na Ilha de San Martín

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Redação PB Vale
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Passagem do furacão Irma pela província holandesa de Philipsburg, na ilha de San Martín EFE/Gerben Van Es/Min. Defesa Holanda

Já está em solo brasileiro o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que resgatou 14 pessoas que estavam na Ilha de San Martín, no Caribe, durante a passagem do furacão Irma. A aeronave pousou por volta de 1h30 de hoje (13) em Brasília. Entre os passageiros estavam sete brasileiros, quatro holandeses, dois venezuelanos e um norte-americano.

Um dos brasileiros que chegou à bordo do avião presidencial VC-2, da Embraer, foi o paulista Ricardo Passarelli, que morava na ilha há mais de um ano. Por meio de nota divulgada pela FAB, Passarelli disse que 95% do local ficaram destruídos com o desastre ocorrido no dia 6 de setembro. O teto da casa em que ele morava foi destruído. O hotel onde ele ficou hospedado, que contava com um bunker subterrâneo, ficou com água até as canelas.

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Em relato divulgado pela FAB, Passarelli diz que foram grandes as dificuldades para deixar a ilha, e que só aeronaves militares tinham condições de pousar na região. O saguão do aeroporto foi destruído. Com isso foi necessário montar tendas para que as pessoas tivessem condições de aguardar os voos. “Onde o furacão passou, derrubou tudo”, disse o paulista.

Morador há nove meses da Ilha de São Martinho, o paranaense Helton Laufer também estava entre os passageiros da aeronave. Graças as facilidades que tinha de acesso a sistemas de comunicação, ele pôde ajudar outras pessoas a se comunicarem com o Itamaraty. Com isso foi possível às autoridades brasileiras, mapear necessidades de apoio e acionar as estruturas governamentais necessárias para que a missão de regate fosse cumprida.

Segundo ele, o desastre ficou maior porque, apesar dos avisos feitos pelas autoridades locais, muitas pessoas se recusaram a evacuar a ilha por acharem que o furacão não causaria tantos estragos. “O brasileiro não tem experiência com esses fenômenos. Pensamos que se todos estavam ficando na ilha, poderíamos ficar também. Se soubéssemos o quão forte seria, teríamos ido embora antes”, disse Helton por meio da nota divulgada há pouco pela FAB.

Em meio ao caos, foi impossível para muitas pessoas acessarem a serviços bancários, o que inviabilizava também as viagens comerciais. Nesse sentido, acrescentou o brasileiro, a ajuda da FAB foi essencial. Para piorar, a falta de energia elétrica comprometeu o funcionamento do controle de tráfego aéreo, que acabou sendo coordenado por militares norte-americanos.

Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro havia identificado pouco mais de 60 brasileiros nas ilhas caribenhas de São Martinho, Tortola (uma das Ilhas Virgens Britânicas) e Turcas e Caicos (também sob a soberania britânica), e que nessas localidades apresentaram situação de colapso total ou parcial da infraestrutura de transportes, comunicações e abastecimento.

Alguns brasileiros já receberam apoio ou foram retirados das ilhas graças à cooperações internacionais. Além disso, está sendo providenciada a retirada daqueles que se encontram em territórios britânicos, em coordenação com o governo do Reino Unido, pois a pista do aeroporto de Tortola não permite aterrissagem nas condições atuais.

Pedro Peduzzi – Reporter da Agência Brasil

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