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sábado, 7 novembro 2026
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José Levi deixa AGU e é 3º ministro a desembarcar do governo em 1 dia

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Redação PB Vale
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José Levi tem boa relação no STF, com o ministro Alexandre de Moraes.

O advogado-geral da União, José Levi, entregou ao presidente Jair Bolsonaro uma carta de demissão nesta segunda-feira (29). Ex-integrante do Ministério da Economia e indicado por Paulo Guedes, ele é o 3º a perder o cargo nas mudanças que Jair Bolsonaro está promovendo na Esplanada.

Uma das razões para que Levi fosse demitido (em Brasília, para efeitos oficiais, é sempre o ministro que pede demissão) foi a ação direta de inconstitucionalidade que o presidente propôs ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra 3 Estados que haviam implementado toque de recolher.

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Leia a íntegra da carta de demissão de José Levi (37 KB).

A AGU, por decisão de José Levi não assinou essa ADI. No Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio enxergou inépcia na peça (porque não poderia ser assinada apenas pelo presidente) e nem analisou o pedido.

Levi tem boa relação com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de quem o Planalto e bolsonaristas nunca fizeram bom juízo. O presidente tampouco achou o trabalho do advogado-geral excepcional e vai aproveitar o momento para pedir o cargo.

O Poder360 apurou que André Mendonça, atual ministro da Justiça e Segurança Pública pode retornar à AGU. O nome, no entanto, ainda não é confirmado. Caso assuma o posto, deverá ficar no cargo até uma eventual indicação para uma vaga no STF. Neste ano, o ministro Marco Aurélio irá se aposentar, abrindo espaço para uma nova nomeação de Bolsonaro.

Logo depois da confirmação da saída de Levi, Mendonça foi visto no Palácio do Planalto, em reunião com Bolsonaro.

OUTRAS SAÍDAS

Apenas nesta segunda-feira Bolsonaro perdeu outros 2 ministros. No começo da tarde, o titular do Itamaraty, Ernesto Araújo, anunciou a saída do cargo, depois de sofrer pressão de congressistas pela má gestão diplomática do Brasil na compra de vacinas e insumos para o combate à pandemia.

Horas depois, foi a vez de Fernando Azevedo e Silva, do Ministério da Defesa, divulgar que deixaria a pasta. Diferente de Araújo, ele não era alvo de nenhuma manifestação contrária à continuidade dele no cargo.

Os nomes dos substitutos de todos os ministros ainda não foram oficialmente divulgados. O Poder360 apurou que deve ser feita uma dança de cadeiras na Esplanada dos Ministérios. O ministro da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, deve ser o novo titular do Ministério da Defesa.

Para a Casa Civil, iria o general Luiz Eduardo Ramos, hoje chefe da Secretaria de Governo e responsável pela articulação política do Planalto com o Congresso.

Agora, Bolsonaro busca um nome político para o lugar de Ramos e assim tentar melhorar a relação com o Poder Legislativo. O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) é um dos cotados para a vaga de Ramos.

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