
Um inquérito civil foi aberto pelo Ministério Público Federal na Paraíba (MPF) para aprofundar as investigações que têm como alvo o ex-diretor da Fundação Casa de José Américo, Eugênio Pacelli Trigueiro Pereira, após auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) detectar irregularidades em um convênio firmado entre a fundação e a Universidade Federal da Paraíba. A abertura do inquérito consta no Diário Eletrônico do MPF desta terça-feira (28).
O então diretor da Fundação José Américo, Eugênio Pacelli Trigueiro Pereira, alvo da investigação não foi localizado para prestar os devidos esclarecimentos.
De acordo com o procedimento, assinado pelo procurador da república Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga, o objetivo a conversão do procedimento investigatório, aberto em 2019, em inquérito civil é para acompanhar a tomada de contas especial da UFPB contra a Fundação José Américo pelas irregularidades praticadas pelo então diretor.
Uma auditoria do TCU identificou problemas na aplicação de recursos de aproximadamente R$ 8,7 milhões para execução da obra da terceira fase da ampliação do Campus IV, em Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba.
À época, o TCU afirmou em relatório técnica que o objeto conveniado não teria sido executado, o que provoca dano ao erário de mais de R$ 8 milhões, já que os valores não foram devolvidos nem constam de conta específica. Sequer os comprovantes de despesa foram apresentados.
De acordo com o MPF, a Fundação José Américo (FPA) já era alvo de um outro inquérito civil, proveniente de irregularidades em outros convênios firmados com dinheiro público dos cofres federais. Até a segunda-feira (27), o MPF não havia recebido manifestação por parte do investigado. As informações são do G1PB.


