São 65 votos na comissão especial do impeachment, entre eles, o do único paraibano no colegiado, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). Pessoas próximas ao parlamentar dizem que ele tem mantido uma interrogação constante sobre o assunto. Desde que foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto recebimento de propina de empreiteiras que mantinham contrato com a Petrobras, Ribeiro tem evitado falar com a imprensa. Em manifestações anteriores, ele, que foi ministro das Cidades no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), se mostrou a favor da petista.
Além de Aguinaldo Ribeiro, dois paraibanos estão na suplência da comissão, que se reúne às 17h, na Câmara dos Deputados. Manoel Júnior (PMDB) já se posicionou a favor do impeachment da presidente. Em conversa com o blog, na manhã desta segunda-feira (11), ele disse que o seu sentimento é o de que a maioria vota pela instalação do processo de impeachment. Ele diz que não acredita que o titular na comissão vá faltar à votação, mas se isso acontecer, ele estará por lá para dar o voto. Manoel Júnior é pré-candidato a prefeito de João Pessoa e diz ter se posicionado a favor do impeachment porque 60% da população é favorável.
O outro paraibano que figura como suplente na comissão especial do impeachment é o deputado federal Wellington Roberto (PR). Ao contrário de Manoel Júnior, à boca pequena, o comentário é que se ele tiver direito a voto, deve ser contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Roberto teria sido contemplado com cargos no governo, negociados pelo ex-presidente e quase ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva. Caso o impeachment vá ao plenário da Câmara dos Deputados, no entanto, dificilmente os defensores conseguirão os 342 votos necessários para autorizar o Senado a abrir o processo.
A menos que haja um fato novo.
via Blog de Suetoni Souto Maior


