
A executiva nacional do PSDB se reuniu nesta quarta-feira (11/3), e em seguida divulgou nota oficial declarando solidariedade às manifestações contra a presidente Dilma Rousseff, marcadas para o dia 15 de março, domingo, em várias capitais brasileiras. O protesto é contra a gestão da presidente, e os manifestantes têm falado sobre um pedido de impeachment da petista.
Entretanto, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou que impeachment “não está na agenda do partido”. “Desconhecer que setores da sociedade defendem essa tese, é desconhecer a realidade. Mas essa não é a agenda, neste momento, do PSDB”, afirmou o ex-candidato à presidência da República.
Em nota, a legenda declarou que defende “a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março”.
Os tucanos também repudiaram qualquer tentativa de deturpar esse direito. Oposição à Dilma, os tucanos alfinetaram a presidente, dizendo que as manifestações não defendem um terceiro turno, mas sim exigem atitude frente aos escândalos de corrupção. “São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises”, pontuou.
Na última segunda-feira (9/3), a presidente Dilma afirmou que as manifestações marcadas para o próximo domingo legítimas, mas ressaltou que defender um “terceiro turno” é “ruptura da democracia”. “A eleição acabou, houve primeiro e houve segundo turno. Terceiro turno das eleições, para qualquer cidadão brasileiro, não pode ocorrer, a não ser que você queira uma ruptura democrática.”
Os tucanos ainda disseram acreditar que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Desta forma, a legenda frisa que através dos militantes, simpatizantes e lideranças, participará do movimento que chamou de “apartidário”.
Da redação, Por Sarah Teófilo


