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sábado, 14 março 2026
                          

Prefeitura de Mamanguape adota medidas para enfrentar a microcefalia

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Redação PB Vale
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No último dia 11 de novembro, o ministro da saúde, Marcelo Castro, declarou estado de emergência em saúde pública por causa do grande número de casos de microcefalia notificados no Nordeste, em especial nos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Na época da adoção da medida o número real de casos era desconhecido, assim como as possíveis causas desse aumento tão significativo do problema.

Antes dessa epidemia, a média de casos para o estado de Pernambuco era de 10 (dez) por ano. O quantitativo nos outros estados também era pouco significativo. Por conta disso, começou-se uma verdadeira corrida contra o tempo para descobrir as causas do aumento vertiginoso e uma apuração minuciosa do número de casos por estado da federação. Não demorou muito e as autoridades de saúde chegaram a duas conclusões: a primeira de que o possível causador era um antigo vilão nacional, o aedes aegypti, vetor do zika vírus, e a segunda de que estava ocorrendo uma subnotificação do problema.

Prefeito de Mamanguape, Eduardo Carneiro de Brito
Prefeito de Mamanguape, Eduardo Carneiro de Brito

Desde então, o Prefeito de Mamanguape, Eduardo Carneiro de Brito, convocou a Secretaria de Saúde e determinou a elaboração de um plano de enfrentamento para o problema. Uma das primeiras medidas adotadas a mando do gestor foi a realização de um levantamento do número de gestantes do município que estão na faixa de risco. A partir daí a Coordenação de Atenção Básica e a Vigilância Epidemiológica começaram o trabalho em várias frentes, buscando nos governos estadual e federal a adoção de protocolos para uma ação conjunta e sistematizada no combate ao problema da sua raiz às suas consequências.

A Coordenação de Atenção Básica passou a realizar reuniões diárias com as equipes de saúde da família, que por sua vez passaram a orientar por meio de palestras e visitas as gestantes das áreas abrangidas por elas. Em outro fronte, a Vigilância Epidemiológica tem buscado por meio dos agentes de combate às endemias aumentar o combate ao aedes aegypti e conscientizar as pessoas do papel que cada um tem na erradicação desse mosquito que além da dengue e do zika vírus, é vetor também da febre chikungunya e da síndrome de guillain-barré. Outra medida serão os mutirões realizados nos bairros pelas equipes da secretaria e pela coordenação de limpeza do município no intuito de combater os focos do mosquito.

O prefeito do município determinou ainda que, a partir do levantamento feito com o número de gestantes, fosse realizada a compra de repelentes, que deverão ser entregues exclusivamente a este público pelas unidades de saúde da família. Segundo o gestor, “precisamos combater as possíveis causas do problema, mas também precisamos proteger as nossas gestantes”. Nesta segunda-feira (7), o Ministério da Saúde divulgou a versão 1 (um) do Protocolo de Vigilância e Resposta às microcefalias relacionadas a infecção pelo vírus. Todos os materiais estão disponíveis no site do Ministério da Saúde.

Entenda o que é a microcefalia

Microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm
Microcefalia é diagnosticada quando o perímetro da cabeça é igual ou menor do que 32 cm

Microcefalia é uma condição médica que se caracteriza por um crânio menor do que o tamanho médio, geralmente por causa de uma falha no desenvolvimento do cérebro. O problema pode estar associado a síndromes genéticas ou a outros fatores como abuso de álcool e drogas durante a gravidez ou a infecção da gestante por rubéola, catapora ou citomegalovírus. Crianças que nascem com microcefalia podem ter o desenvolvimento cognitivo debilitado. Não há um tratamento definitivo capaz de fazer com que a cabeça cresça a um tamanho normal, mas há opções de tratamento capazes de diminuir o impacto associado com as deformidades.

Da Redação, com CODECOM

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