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segunda-feira, 9 março 2026
                          

Por intermédio de Temer, Bolsonaro teve conversa com Alexandre de Moraes antes de “Declaração à Nação”, afirma Metrópoles

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Redação PB Vale
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A conversa telefônica ocorreu por intermédio do ex-presidente Michel Temer, que almoçou com Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (9/9).

O presidente Jair Bolsonaro conversou com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (9/9), antes de divulgar uma “Declaração à Nação” em tom de pacificação.

A conversa foi intermediada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), que se reuniu com Bolsonaro nesta quinta, no Palácio do Planalto, e ajudou o atual mandatário a redigir o texto da declaração.

À coluna, Temer contou que recebeu uma ligação de Bolsonaro na noite dessa quarta-feira (8/9) o convidando para almoçar hoje no Planalto. O atual presidente mandou um avião da FAB para buscar o antecessor em São Paulo.

Ainda na noite de quarta, o ex-presidente disse que “falou rapidamente” com Moraes, principal alvo de Bolsonaro nos discursos durante os atos de 7 de Setembro.

“O ministro Alexandre de Moraes me disse que age nos termos simplesmente jurídicos e nada mais que isso, e que não tem nada pessoal contra o presidente da República”, relatou o ex-presidente à coluna.

Na conversa, Temer também sondou a disposição de Moraes em conversar com Bolsonaro. A conversa, então, ocorreu enquanto o ex-presidente estava reunido com o atual mandatário no Planalto, hoje.

Segundo relatos, Moraes teria repetido a Bolsonaro o que disse para Temer na noite anterior: que age apenas nos termos jurídicos e que não tem nada pessoal contra o atual presidente e seus apoiadores.

Decisões judicias

À coluna, Temer contou ainda que, no almoço com Bolsonaro, ponderou que era preciso “pacificar o país” e respeitar as decisões judiciais, as quais o atual mandatário vinha ameaçando descumprir.

“Disse a ele que é preciso cumprir medidas judiciais, que medidas judiciais são combatidas por meio de outras medidas judiciais”, declarou o ex-presidente, que retornou a São Paulo logo após deixar o Planalto.

Igor Gadelha/Metrópoles

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