
Nos bastidores da política em Itapororoca, ainda é um mistério a retirada da assinatura do vereador José Carlos Oliveira – Dada do PP, que inviabilizou a instalação da CPI, para investigar funcionários fantasmas, licitação fraudulenta dirigida, superfaturamento de compras e serviços, apropriação indébita das consignações de empréstimos de servidores junto a instituição financeira. Foi assim, que os vereadores Rodrigo Carvalho – PSDB, Paulo Queiroz – PSD e José Carlos – PP protocolaram em novembro de 2014, um requerimento na secretaria da Casa.
A decisão do vereador Dada pegou todos os outros oito parlamentares de surpresa e a população em geral. Há menos de dois meses Rodrigo, Paulo e Dada era tido na Casa de Rúbio Maia Coutinho como o grupo G3. Com a saída do parlamentar progressista, o prefeito Celso Morais (DEM) volta a ter maioria na Câmara de Vereadores.
Vereador Rodrigo Carvalho principal autor da Comissão Parlamentar de Inquérito, disse que a CPI está paralisada. Rodrigo afirmou que a partir de agora, as denúncias da Prefeitura que seriam investigadas pela Câmara Municipal, estão sobre a mira dos órgãos fiscalizadores federais: CGU, TCU, PF, além do TCE e MPPB.
Procurado pela reportagem da rádio Correio do Vale FM e do PBVale, Dada preferiu não falar o motivo que levou a retirar a assinatura da CPI para investigar diversas suspeitas de irregularidades do Governo Municipal.
Na opinião do vereador, José Nazareno do PMDB, a CPI de autoria do vereador Rodrigo Carvalho não teve continuidade na tramitação da Casa, devido às denúncias formuladas não ter fundamentação jurídica e sem provas, um dos motivos que contribuiu para Dada ter retirado a assinatura, explicou Nazareno.
Até o fechamento desta matéria o prefeito de Itapororoca, Celso Morais não foi localizado para falar sobre o assunto. Em novembro do ano passado, época da criação da CPI, o chefe do Executivo municipal, através de ofício iria solicitar a presença de um representante do Ministério Público da Comarca para acompanhar ao lado dos parlamentares as investigações, disse o secretário de Finanças da Prefeitura, Edilson Barbosa.
Da redação, por Chico Soares


