
As filiações de Ricardo Marcelo e Jullys Roberto ao PMDB, nesta segunda-feira (16), tem dois significados: aproxima mais o PMDB do governo de Ricardo Coutinho (PSB) com uma mão e afasta muito com a outra. Roberto integra a base aliada do gestor socialista e se junta a Nabor Wanderley e Olenka Maranhão no diálogo governista. Já Marcelo vai reforçar a bancada contrária à gestão, onde se encontra o deputado Raniery Paulino, que não tem perdido a oportunidade de botar no dedo na ferida do governo em suas intervenções na Casa.

Jullys Roberto se filiou ao partido com o discurso de volta à sua antiga casa. Ele lembra que sua cidade natal, São Bento, tem uma longa tradição peemedebista, inaugurada pelo seu avô e seguida pelo seu pai. Ambos foram prefeitos da cidade, um projeto que ele diz não ter a intenção de encarar pelo menos por enquanto. “Vou permanecer na Assembleia Legislativa, nas oportunidades em que eu puder assumir o cargo”, relata o parlamentar que conquistou pouco mais de 22 mil votos no pleito de 2014 e ficou na suplência.

Ricardo Marcelo, com voz mais ativa e a experiência de ter comandado a Assembleia Legislativa em dois mandatos seguidos, vai para o PMDB com o cacife de cacique e dono de voz ativa. Derrotado pelo atual presidente da Casa, Adriano Galdino, na disputa da reeleição para o cargo, ele promete fortalecer o discurso de oposição. Com isso, o PMDB começa a fazer o caminho rumo à disputa das eleições de 2018, quando pretende voltar ao comando do Estado. Para isso, vai precisar encontrar um candidato.
via Blog do Suetoni Souto Maior


