O número de mulheres que morreram em consequência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), na Paraíba, passou a quantidade de homens que perderam a vida pela mesma doença. Os dados foram levantados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e são referentes ao ano de 2017. As informações são do Jornal da Paraíba.
Na período da pesquisa, foram registrados 1.024 óbitos de pessoas do sexo feminino no Estado, já de pessoas do sexo masculino foram 1.012. A diferença pode parecer pequena, mas é expressiva se comparada ao histórico de casos no Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa, há 60 anos eram 9 mortes masculinas para 1 feminina.
O tema foi discutido no Simpósio Mulheres do Coração, promovido pela SBC, nesta sexta-feira (17) e sábado (19). O evento foi realizado no auditório do Centro Cultural do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em João Pessoa.
Fatores de risco
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o AVC é a principal causa de incapacidade no mundo e atinge 17 milhões de pessoas todos os anos. “Controlar os fatores de risco, como a hipertensão, o diabetes, colesterol, tabagismo e sedentarismo, pode reduzir em até 80% as chances de uma pessoa sofrer um derrame”, garante o presidente da SBC, Marcus Bolívar Malachias.
O aumento da jornada de trabalho e o ritmo intenso de atividades com a família e a profissão algumas vezes impedem a mulher de praticar atividade física e agregam dois outros fatores de risco: a obesidade e o estresse.


