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terça-feira, 10 março 2026
                          

Microcefalia atinge mais bebês de mães que tiveram zika no 1º trimestre da gravidez

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Redação PB Vale
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Mais de 600 mães e bebês foram objetos do estudo
Mais de 600 mães e bebês foram objetos do estudo

Foram divulgados na quinta-feira (31) os resultados preliminares da pesquisa de caso-controle sobre microcefalia feita na Paraíba em parceria entre o Governo do Estado, Ministério da Saúde e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC). A primeira etapa da pesquisa mostrou, preliminarmente, que a microcefalia atinge mais os bebês de mães que tiveram a zika durante o primeiro trimestre da gestação.

De acordo com a pediatra e epidemiologista do CDC, Erin Staples, não foi encontrada nenhuma evidência que associe níveis de renda ou escolaridade com a microcefalia, o problema ocorre em classes sociais e níveis escolares variados. O estudo também não encontrou nenhuma associação da microcefalia com a exposição de produtos como inseticidas.

Mais de 600 mães e bebês foram objetos do estudo. Entre os bebês, 52% são do sexo feminino e 48% do sexo masculino, na faixa-etária de 0 a 7 meses. Erin Staples ainda explicou que a próxima etapa da pesquisa será feita nos Estados Unidos com a análise das amostras de sangue coletadas nas mães e bebês paraibanos. Somente após esta fase, os resultados finais serão divulgados.

O estudo teve início no dia 22 de fevereiro, contando com oito equipes de campo que realizaram um monitoramento de mais de 600 mães e bebês, com e sem microcefalia na Paraíba. O estudo de caso-controle foi feito por meio de coleta de dados, entrevistas e realização de exames em crianças com microcefalia, além de bebês saudáveis e suas respectivas mães.

Na ocasião da divulgação dos primeiros resultados, o governador Ricardo Coutinho enfatizou que o Estado foi pioneiro nas pesquisas em relação à microcefalia, buscando dar resposta aos questionamentos da população. “Estamos começando uma caminhada, mas ainda temos que buscar entender o universo de casos onde a zika não se relaciona com a microcefalia. As dúvidas ainda são enormes, nossa expectativa é continuar universalizando o conhecimento, porque a troca de saberes é fundamental para ambas as partes”, disse.

“Esse é um exemplo do que pode ser feito com a união de pesquisadores de diversas partes. Sem o empenho das equipes, nosso estudo não seria possível. Agradeço ao Governo do Estado, às famílias que abriram suas portas para as equipes e permitiram o êxito desta etapa da pesquisa”, ressaltou a representante do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo Americano, Amy Dubois. As informações são do G1.

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