
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, e o líder da bancada do partido no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), apoiam a participação dos senadores tucanos à CPI do HSBC. Proposta pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a comissão investiga as suspeitas dos crimes de sonegação e evasão fiscal em contas abertas por brasileiros em agências do HSBC na Suíça.
O Brasil aparece em quarto lugar em número de pessoas com contas no HSBC na Suíça, com 8.667 clientes que teriam movimentado R$ 20 bilhões por meio do banco. Apesar disso o senador paraibano segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo desta segunda-feira (04), resiste a ideia de convocar novamente o presidente do banco no Brasil, André Guilherme Brandão para depor na CPI. Essa seria a terceira tentativa, mas Cássio e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) resistem à ideia de convocar Brandão.
“O PSDB não apenas apóia a iniciativa do senador Randolfe, como participa, com quadros qualificados que tem, de mais essa CPI”, afirmou Aécio Neves em discurso no plenário recentemente. O presidente do partido usou a palavra para rebater mensagens postadas nas redes sociais acusando o PSDB de não apoiar a investigação. “Ao longo dos últimos dias houve uma cobrança muito grande, em especial nas redes, uma exploração desse tema, agora plenamente esclarecido”, afirmou o presidente nacional do PSDB.
Desencontro O apoio à investigação do caso HSBC foi reforçado pelo líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima. Ele explicou o desencontro ocorrido que impossibilitou os senadores tucanos de assinarem o pedido de instalação da CPI. “Na última quinta-feira, conversei por telefone com o senador Randolfe e, por telefone, comuniquei que o PSDB manifestava apoio à instalação da CPI. Ocorre que, num intervalo de tempo mais curto do que se imaginava, o senador Randolfe Rodrigues, de forma diligente, conseguiu o número mínimo necessário e apresentou o requerimento”, afirmou Cássio Cunha Lima.
Da Redação
Por PBAgora


