
O senador Aécio Neves foi reconduzido à presidência nacional do PSDB neste domingo, em convenção, realizada em Brasília. O tucano recebeu 99,34% dos votos para cumprir mais um mandato de dois anos.
Em discurso, Aécio fez duras críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, afirmando que o governo está promovendo um “arrocho”. “O que temos em marcha é um ajuste sem reformas. E ajuste sem reformas não pode ter outro nome senão arrocho”, disse. “Devido a seus erros crassos e frequentes, a presidente não governa mais. Ela vê, a cada dia, o seu poder se esvair. A presidente perdeu o controle da máquina administrativa e da agenda do Brasil.”
Já o líder tucano no Senado, o senador paraibano Cássio Cunha Lima, propôs que o partido defenda a realização de novas eleições para presidente da República, diante das revelações de envolvimento da campanha de reeleição de Dilma com o escândalo investigado pela Lava Jato. Cássio ainda fez um apelo para que os tucanos participem das manifestações contra a presidente marcadas para o dia 16 de agosto.
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), seguiu na mesma linha. “A melhor coisa que poderia acontecer é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassar o mandato da presidente e afastar este governo corrupto.”
A aposta desses tucanos é que a presidente e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), tenham seus diplomas eleitorais cassados no TSE, onde tramita uma ação do partido acusando o PT e a presidente de abuso de poder econômico na campanha eleitoral do ano passado.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também fez duras críticas ao PT durante discurso na convenção. O paulista afirmou que o partido da presidente Dilma Rousseff chegou ao “fundo do poço” e que o governo deixará como único legado o “petrolão”. Disse ainda que o PT “contaminou” o Estado, como um “parasita”, e agora, ao propor o ajuste fiscal, tenta “debelar a doença com os remédios errados”, porque a conta vai ficar com os mais pobres.
Num ataque direto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin afirmou que o “povo não é bobo” e que sabe que o petista também é responsável pela atual situação do país.
Outras lideranças do partido pregaram a união dos tucanos, comentaram o momento político brasileiro e até defenderam uma postura mais dura contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
Da redação, com Blog do Gordinho


