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terça-feira, 17 março 2026
                          

Casa de radialista é alvo de vândalos em Rio Tinto

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Redação PB Vale
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Jornalista Felipe França
Jornalista Felipe França

Por Lenilson Balla

Investigação foi aberta pela Polícia Civil. “Fato pode ter ligação com tentativa de intimidação ao exercício da liberdade de imprensa”, acredita repórter.

A residência do radialista Felipe França, em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano, foi alvo de vândalos na noite da última quinta-feira (19). De acordo com informações, homens teriam jogado tinta óleo no portão da casa e no carro do jornalista, em tom de ameaça. A polícia informou que uma investigação foi aberta para identificar os autores do vandalismo.

Felipe é tido como um profissional polêmico e combativo. Diretor executivo do Portal PBVale, que detém repercussão estadual. Atualmente, faz parte do castim de repórteres do Rádio Repórter, radiofônico de maior audiência na região do Vale do Mamanguape. 

Conforme Felipe, nada foi roubado, nem houve feridos. “Todos os dias, em consequência da profissão, contrariamos interesses, principalmente, da classe política ou pessoas ligadas. Não tenho duvidas que o fato tenha sido por esse viés”, argumentou.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado na DPC da cidade. “Foi aberto um procedimento investigatório. É hora de colher detalhes sobre os possíveis suspeitos”, afirmou o delegado Norival Portela.

“Não iremos nos intimidar, pelo contrário. Isso prova que incomodamos os que vão de encontro com a lei. Nosso trabalho sempre foi pautado pelo jornalismo verdade. Doa em quem doer”, frisou França.

Amigos e companheiros de trabalho do comunicador condenaram a ação, que causou apenas danos materiais. “Agradeço as inúmeras mensagens de apoio. Mostra que, apesar de tudo, estamos no caminho certo”, declarou.

Na noite desta sexta-feira (20), o repórter divulgou uma nota em seu perfil na rede social Facebook. 

Confira abaixo na íntegra: 

N O T A

Cansado fisicamente, mas, revigorado psicológico e espiritualmente. Pronto para o “front” que nos espera a cada amanhecer. A consciência tranquila é o melhor travesseiro.

Deparei-me com uma passagem interessante de Clarisse Corrêia: “Eu erro muito. Quase todo dia, pra ser mais específico. Mas durmo com a consciência tranquila, com a alma serena. Não faço mal pra ninguém, ninguém mesmo. Talvez eu magoe algumas pessoas sem querer. Talvez, não, com certeza. Ninguém é como a gente espera. E eu já entendi que inevitavelmente a gente magoa e é magoado”.

Sobre o episódio de vandalismo praticado na madrugada desta sexta-feira (20), na minha residência, senti-me no dever de informar o que pode ser revelado aos amigos de boa fé. Mesmo aqueles que não nos tem contato pessoal, mas que, certamente nos acompanha diariamente por acreditar no nosso trabalho.

Esta foi uma tentativa infrutífera de intimidação ao livre direito constitucional da liberdade de expressão. Não tenham dúvidas, este episódio está ligado diretamente a agentes políticos e públicos que tiveram algum de seus interesses individuais contrariados. Não nos intimidarão, continuaremos atendendo o chamado vocacional do ato de informar, e de provocar reflexões sociais, quando assim, o dever diário nos convocar.

É lamentável que num momento em que instrumentos de democracia no Brasil convergem para uma pluralidade de opinião e de ideias, “elementos inescrupulosos” estejam a ocupar cargos públicos, fruto da outorga popular. Prontos para tentar censurar ou calar a imprensa com atitudes típicas do antigo coronelismo.

Aos amigos, conhecidos de vários lugares, companheiros de imprensa, agentes públicos do bem e familiares; quero agradecer imensamente as inúmeras mensagens de fortalecimento e apoio, seja pelas redes sociais ou por telefonemas recebidos durante todo o dia. Confesso que foi surpreendente.

Ao bandido – ‘mentor intelectual’ desse vandalismo, e aos covardes incentivadores – de ‘interesses contrariados’, eu os perdoo. Porém, medo não existe no meu dicionário. Não nos intimidarão.

Felipe França.

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