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sexta-feira, 20 março 2026
                          

Annelise critica fala do presidente do CRM: “sou contra intervenção do Estado na definição das bolsas de residência médica”

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Redação PB Vale
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A médica Annelise Meneguesso, candidata a conselheira do Conselho Federal de Medicina (CFM) pela Paraíba, criticou a declaração do presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Bruno Leandro de Souza, que defendeu o controle estatal das bolsas de residência médica. Durante uma entrevista, ele sugeriu que o governo deveria decidir quais especialidades médicas receberiam bolsas, baseando-se nas necessidades do sistema público de saúde.

Annelise afirmou que é contra qualquer intervenção autoritária do Estado na definição das bolsas de residência. Ela propõe que as entidades médicas, com base em dados da demografia médica fornecidos pelo CFM e pela Associação Médica Brasileira (AMB), avaliem a distribuição de especialistas no país. A partir dessa análise, poderiam debater com o governo a ampliação de bolsas e a melhoria dos serviços nas especialidades que apresentem alta demanda social.

“Defendo que as entidades médicas, após uma avaliação dos números e da distribuição de especialistas no país, através dos dados da demografia médica realizada tanto pelo CFM quanto pela AMB, poderiam debater com o governo a ampliação de bolsas e melhoria nos serviços daquelas especialidades que apresentem alta demanda da sociedade”, argumentou Annelise. Ela enfatizou a importância de um plano de cargos e carreira, implementado por meio de concurso público, para garantir a fixação de médicos nas regiões mais remotas do país e atrair especialidades com déficit em relação à população.

A fala do presidente do CRM-PB gerou revolta entre os médicos, que consideram a proposta uma forma de imposição autoritária, contrária aos princípios democráticos. Ele mencionou o modelo canadense, onde as bolsas de residência são direcionadas às especialidades com maior demanda, como obstetrícia e pediatria, enquanto outras áreas, como dermatologia, recebem menos incentivos. Ele argumentou que esse modelo de gestão, baseado em evidências, deveria ser adotado no Brasil.

A fala de Bruno Leandro foi duramente criticada por médicos em grupos de discussão. Muitos destacaram que o controle estatal das bolsas poderia ser usado para interesses políticos, desvirtuando o propósito da residência médica. Alguns profissionais consideraram a proposta perigosa e argumentaram que a residência médica não deve ser manipulada como uma ferramenta de manobra política ou econômica.

A candidata a conselheira pela Chapa 2, Annelise Meneguesso, reafirma que a solução está no diálogo e na cooperação entre as entidades médicas e o governo, sempre com o objetivo de atender às necessidades da população sem comprometer a autonomia e a liberdade dos profissionais da saúde.

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