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sábado, 14 março 2026
                          

Alimento estraga após carro ser retido durante protesto no Campus da UFPB em Rio Tinto

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Redação PB Vale
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Alimentos foram retidos por ex-estudantes que se auto denominam “Mobiliza”
Alimentos foram retidos por ex-estudantes que se auto denominam “Mobiliza”, no Campus IV

Um protesto de alunos no Campus IV da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em Rio Tinto, acabou deixando os estudantes do Campus I, em João Pessoa, sem almoço. A falta da refeição também  rendeu muitos protestos na Capital paraibana.

O veículo que transportava o alimento, produzido em Rio Tinto por causa de reforma no Restaurante Universitário, na Capital, ficou retido no protesto e a comida acabou ficando imprópria para o consumo humano.

“Essa alimentação foi avaliada pelo corpo da nutrição e foi determinado que não   tinha  condição sanitária de ser distribuída com os alunos. Nem uma refeição foi servida com esse alimento no Campus I”, disse professor Thompson Lopes de Oliveira, pró-reitor de assistência e promoção estudantil.

Para Thompson Lopes, o almoço dos estudantes ficou totalmente comprometido, mas a UFPB trabalha para que seja garantido o jantar da classe estudantil.

Ele disse que a pró-reitoria não vai emitir nenhum juízo de valor sobre o ocorrido e diz que respeita toda forma de protesto.

Na tarde desta terça-feira, o DCE-UFPB emitiu nota de repúdio aos  ex-estudantes que se auto denominam “Mobiliza” que evitou o transporte do alimento para o RU. O DCE-UFPB considerou o movimento com objetivos  meramente políticos.

A seguir, confira nota do “Mobiliza”:

Movimento Estudantil do Campus IV

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Hoje, a terça-feira pela manhã, especificamente as 5:30, estudantes do campus IV da UFPB fizeram uma barricada para impedir a saída do carro de alimentos, no qual levaria a comida do restaurante universitária do campus IV ao restaurante universitária do campus I. Tendo já esclarecido a situação do R.U do campus IV, na questão de insalubridade e abertura da cozinha do restaurante universitário de João Pessoa-P, do campus I, na qual acarreta na insalubridade do R.U por falta de trabalhadores suficientes que componham a necessidade higiênica do recinto, causando um mau cheiro e o desperdício de alimentos que ficam podres, motivo esse que influencia na proliferação de moscas popularmente conhecidas como varejeiras dentro do R.U.
Com tudo isto, vemos uma situação trágica do restaurante, em que o mau cheiro e as moscas tomaram conta do recinto, além disto, como fazendo parte da problemática de todo este crime; temos ainda como prejudicados desta cena, os estudantes do campus I, em que devido a falta de comunicação e a falta de transparência os estudantes do campus I não ficam ciente da situação, de que o transporte inadequado dos alimentos num carro que não tem uma climatização apropriada para fazer este transporte, traz a má qualidade no armazenamento do alimento podendo causar um mal a saúde dos estudantes. Sendo assim, queremos a construção da cozinha do restaurante universitário do campus I, João Pessoa-PB, imediatamente!.
Neste modelo, barramos e paramos a produção de alimentos do R.U, por ter em vista, que por todos estes motivos, fica claro, o estado inadequado e insalubre da distribuição de alimentos para a comunidade acadêmica, em especial os estudantes. Como se não bastasse, tivemos mais uma vez a recusa de negociação e dialogo com estudantes, em que o professor Antonio Luís falou a uma estudante que nós “calássemos a boca”. Portanto, diante disto tudo, só voltaremos a permitir a produção de alimentos do R.U e o transporte quando estas pautas forem resolvidas:
*Todos os relatórios emitidos pela nutricionista responsável da UFPB sobre os acontecimentos no RU do campus IV sejam atendidos prontamente e executados pelos responsáveis, no caso a empresa atuante JMarinho;
* A higienização adequada do RU, que hoje se encontra em calamidade pública;
* Abertura imediata da cozinha do Restaurante Universitário de João Pessoa, campus I;
* Um responsável da PRAPE para resolver imediatamente a situação das residências Universitárias RT/MME;
*As portas do Restaurante Universitário terão que ser abertas para TODOS os estudantes faltando 15 minutos para o fechamento do mesmo;
*Resolver a parte da estrutura elétrica do restaurante, pois ela está consumindo toda a energia do campus.
*Licitação da xerox para dentro do campus IV.
*Transporte para os estudantes, para locomover-se para eventos e congressos acadêmicos.
Vale lembrar, que também ficaremos sem R.U, por uma causa de justiça, que é o direito ao restaurante universitário e público. Para tal, pedimos o reconhecimento dos estudantes de nossa posição, em que estaremos de igual condição de precariedade e de luta por um restaurante público e de qualidade.

Da redação, PBVale

Com informações do MaisPB

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1 COMENTÁRIO

  1. É bom saber de dados importantes para podermos chegar a uma conclusão! Por exemplo, quanto tempo durou o protesto? O veículo que transportava os alimentos é refrigerado ou pelo menos termicamente capaz de manter a temperatura dos alimentos? Pois se o alimento está sendo transportado em condições precárias ele pode estragar mesmo! É bom observar que se o tempo do protesto for igual ao tempo de deslocamento até a capital somado com o tempo a ser disposto para os alunos no RU, então pode ser que eles já cheguem estragados na capital! e aí??

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