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segunda-feira, 9 março 2026
                          

PMs e irmã do agente Diogo são presos em operação que investiga fraudes em concursos

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Redação PB Vale
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A irmã do agente Diogo Nascimento, Dayane Nascimento de Souza, está entre as pessoas presas na segunda etapa da Operação Gabarito, nesta sexta-feira (12). A informação foi confirmada ao Portal Correio pelo advogado de defesa, Eduardo Luna.

Dayane é guarda municipal em Bayeux, na Grande João Pessoa e, segundo o advogado de defesa, está sendo investigada não por ter se beneficiado do esquema criminoso, mas por integrar a quadrilha que o comanda.

Eduardo Luna também informou que o carro de Dayane foi apreendido pela Polícia Civil. Ele falou que a cliente nega qualquer envolvimento com fraudes em concursos e disse que vai apurar os autos da investigação e possivelmente entrará com um pedido de habeas corpus.

Ainda conforme o advogado, Dayane Nascimento foi presa por força de mandado de prisão temporária, cuja validade é de cinco dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Policiais presos

A reportagem conseguiu apurar que um casal de policiais militares também está entre os presos. Segundo o advogado deles, Luiz Pereira, a Polícia Civil desconfiou da mulher, aprovada tanto no concurso da Polícia Militar, quanto no da Guarda Municipal. Ao cumprir mandado de busca e apreensão da casa do casal, policiais encontraram uma pequena quantidade de droga no colete do policial.

A defesa alega que o entorpecente foi apreendido em uma operação e o policial esqueceu de entregá-lo em uma delegacia. Mesmo assim, o casal de PMs deverá responder por peculato.

A Polícia Civil não divulgou por qual motivo desconfiou da policial. O órgão diz que só vai se pronunciar oficialmente sobre a operação em coletiva de imprensa marcada para a próxima segunda-feira (15).

Entenda o caso 

Dezenove pessoas foram presas no último domingo (7) suspeitas de envolvimento em quadrilha responsável por fraudes em concursos municipais, estaduais e federais.

Segundo o delegado Lucas Sá, que comandou as investigações, o esquema funcionava desde 2005 e estima-se que mais de 500 pessoas tenham sido beneficiadas com fraudes em pelo menos 60 concursos em vários estados do país. Na Paraíba, a suspeita é de que 20 concursos tenham sido fraudados, totalizando cerca de 200 aprovados ilegalmente.

Ainda conforme as investigações, pelo menos R$ 18 milhões já teriam sido lucrado pela quadrilha. 

Por Amanda Gabriel (Portal Correio) e Rammon Monte (Correio Online)

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