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sexta-feira, 13 março 2026
                          

CPI mostra que negro da periferia é a maior vítima de homicídios

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Redação PB Vale
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Ana Paula dos Santos, grávida de nove meses, morta no caminho para uma lanchonete perto de casa. Ângelo Damasceno, sequestrado e assassinado por policiais depois que a família não conseguiu o dinheiro do resgate. Luis Fernando Dalla Favera, assassinado na saída de um show de música sertaneja. Fabrício Alves Farias morto com um tiro nas costas depois de fugir de uma abordagem policial porque estava sem o documento da moto que pilotava.

Esses são apenas alguns dos 31 mil jovens entre 15 e 29 anos assassinados no país todos os anos. Os dados estão no relatório final da CPI do Assassinato de Jovens, apresentado nesta quarta-feira (8), no Senado, e mostram números preocupantes: a maior parte das mortes é de negros moradores da periferia. São 23 mil por ano. Sessenta e três por dia. Um a cada 23 minutos.

O relator da CPI, Lindbergh Farias, do PT, atribui a uma série de fatores a ocorrência dessas mortes. Entre elas, operações policiais mal sucedidas, racismo e preconceito, além de falta de preparo.

O relatório final apresenta uma série de medidas para tentar conter a violência contra essa parcela da população. A discussão de um Plano Nacional de Redução de Homicídios, a criação do Observatório Nacional sobre Violência, no Congresso, e a criação de um banco nacional de dados com informações consolidadas e sistematizadas sobre a violência em todo o país.

O relator propõe, ainda, medidas como a reestruturação e a desmilitarização da polícia e a criação de um Fundo Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Mesmo assim, as medidas são consideradas muito distantes da realidade das mães que perdem um filho para a violência.

Antônia Assunção da Silva teve a filha assassinada dentro do batalhão ambiental onde trabalhava, em Manaus, pelo próprio namorado, também policial.

Até hoje, o culpado pelo crime não foi punido, mesmo com os laudos apontando que ela estava desarmada e não reagiu ao ataque. O que fica, para Antônia, é o sentimento de injustiça e revolta.

Por Priscilla Mazenotti

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