
A Prefeitura de Rio Tinto, através da prefeita Dudu de Brizola, esteve reunida na tarde da última quinta-feira (8), com a chefe da Área de Preservação Ambiental do rio Mamanguape, Thalma Grisi, com o objetivo de analisar e buscar alternativas para a qualidade de vida das tradicionais figueiras, bem como dos bichos preguiças da Praça João Pessoa, no centro da cidade.
A reunião que aconteceu no paço municipal da Prefeitura, contou com a apresentação em data show, de um trabalho de pesquisa elaborado pela estudante do curso de ecologia da Universidade Federal da Paraíba – Campus IV – Tamara Brito, que sugeriu a plantação de novas mudas, tanto para embelezamento e paisagístico, como para diversificação da alimentação do bicho preguiça.

Tamara lembrou que a pesar do trabalho ser recente, já se tem alguns resultados. “Depois da queda da arvore, foi encontrado 25 animais (preguiça) na Praça João Pessoa e, na Praça Castro Alves foram encontrados seis indivíduos”, informou.
Segundo a estudante, as folhas das figueiras não é o alimento adequado para esses animais, principalmente por se tratar de plantas exóticas e, consequentemente, tóxicas. Na verdade, os mamíferos da Praça central se readaptaram ao tipo de alimentação existente ao longo do tempo. “A proposta seria a implantação no ambiente, de um alimento natural que seria a capera, embaúba, jitaí, guabiroba; que são arvores encontradas em florestas de matas atlânticas, que são as alimentações naturais desses bichos preguiças, e a gente vai tentar implantar a partir de agora”, disse a estudante.

Para a analista ambiental e chefe substituta do ICMbio em Rio Tinto, Thalma Grisi, a reunião teve o intuito de discutir um novo projeto de arborização, além da qualidade de vida dos animais. “Conversamos com a prefeita para somarmos esforços para que as preguiças que habitam a Praça João Pessoa e o turismo de observação que é desenvolvido pela Prefeitura ganhe um outro aspecto, ou seja, que a gente melhore a arborização, a qualidade de vida dos animais e das pessoas que residem e passam e vão observar os animais”, destacou Thalma.
Foi tratado ainda sobre as providências que serão tomadas em relação à conservação das figueiras e da substituição da arvore que tombou no último dia (4/5).
“A nossa proposta é, monitorar essas árvores antigas que são uma tradição no município de Rio Tinto, que são as figueiras e, também, plantar outras árvores. Tanto as figueiras, em comum acordo com a Prefeitura, como outras mudas que são alimentação natural das preguiças, como embaúba, guabiroba, jitai, para que elas tenham um ambiente favorável e confortável e o município tenha uma Praça bem organizada e o turista tenha um turismo bem planejado”, ressaltou Grisi.

De acordo com a analista ambiental, diversos fatores já comprometeram a estrutura dessas árvores ao longo do tempo. “Elas estão muito comprometidas porque foram feitas ao longo dos anos muitas podas erradas, então elas têm muitos galhos apodrecidos e à medida que esses tecidos vão morrendo o cupim vai se alimentando e formando verdadeiras crateras no interior do tronco, e são plantas de raízes muito superficiais. Elas não têm sustentação, as raízes aéreas delas foram cortadas nesse sistema de podas erradas que foram realizadas, então, elas precisam de atenção especial”, lembrou.
A prefeita Dudu de Brizola avaliou como um trabalho muito importante e afirmou que o município estará de prontidão para a execução do projeto de arborização e replantio das novas mudas, ao tempo em que elogiou os pontos técnicos elencados pela estudante Tamara Brito e pela analista Thalma Grisi.
“Um dos pontos fortes do nosso turismo são as figueiras da Praça João Pessoa e a existência dos animais preguiças. Iremos concentrar os esforços necessários junto a Secretaria de Meio Ambiente para que não percamos nosso patrimônio ecológico, apesar de sabermos que essas árvores também tem um tempo de vida”, considerou Dudu.
A prefeita lembrou também que se faz necessário um trabalho de conscientização ambiental junto à comunidade local e ao público que frequenta a Praça durante todo o dia e a noite. “Identificamos nas imagens apresentadas uma certa concentração de lixos nas copas das arvores, apesar da limpeza diária que a Sedurb executa. Houve também a construção dos estacionamentos que consequentemente reduziu o espaço de terra no entorno das figueiras. São providências nesses aspectos que terão que ser tomadas o mais rápido possível, além das propostas apresentadas pela chefe da APA e da estudante de ecologia”, concluiu a gestora.
Da redação
PBVale


