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segunda-feira, 9 março 2026
                          

Paraíba registra mais de 500 casos de sífilis em 2016, diz Secretaria de Saúde

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Redação PB Vale
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Testes rápidos de sífilis são feitos na rede municipal (Foto: Ivomar Gomes/Secom-JP)
Testes rápidos de sífilis são feitos na rede municipal (Foto: Ivomar Gomes/Secom-JP)

Foram confirmados 514 casos de sífilis congênita e em gestantes no ano de 2016 na Paraíba, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Até 7 de novembro de 2016, foram confirmados 311 casos de sífilis em gestantes, menos que em todo o ano de 2015, quando foram registrados 421 casos.

Se a incidência permanecer nesta média até o fim do ano, 2016 deve ter a menor quantidade de casos de sífilis desde 2011, último ano em que a Atenção Básica não disponibilizou o teste rápido para detectar a doença, com 306 registros.

Apesar disso, a pasta mantém o alerta em todo o estado diante da epidemia que o país enfrenta. “A gente não pode relaxar. A sífilis é uma doença com a qual se tem que se ter muita cautela. Se a população não usar preservativo, esses números podem multiplicar”, disse a chefe do Núcleo de DST/Aids da SES, Joanna Ramalho.

Em relação aos casos congênitos, a SES contabilizou 203 casos em 2016 e 341 no ano passado. Para Joanna Ramalho, essa diminuição é um reflexo do diagnóstico precoce da doença nas mães, que leva ao tratamento oportuno das gestantes e de seus parceiros, evitando a sífilis congênita.

“A SES avalia essa diminuição em decorrência de um trabalho de sensibilização que está sendo feito aqui no estado para o enfrentamento da sífilis, através de diálogos com os gestores e profissionais de saúde, campanhas para que a população use camisinha nas relações sexuais, seminários, palestras, tudo que leve informação para a população temos feito nos últimos anos”, comentou Joanna.

Ainda assim, a SES não descarta a possibilidade de haver subnotificação da doença. “É um sistema de informação, então a gente sempre trabalha com a questão da subnotificação. Esses não são os dados reais, mas são os oficiais”, declarou Joanna Ramalho. A notificação compulsória para casos de sífilis congênita e em gestantes começou em 2007.

Tratamento na rede municipal
A competência para o tratamento da sífilis na rede pública é municipal. O tratamento para a sífilis é feito com a penicilina benzatina, mas recomenda-se procurar um profissional de saúde para diagnóstico correto e tratamento adequado, dependendo de cada estágio. Se a criança nascer com sífilis congênita, ela deve ficar internada para tratamento por 10 dias, necessitando realizar uma série de exames antes de receber alta.

De acordo com a coordenadora da Seção de DST/Aids da SMS, Clarice Pires, os casos de sífilis vêm crescendo no país devido à falta de penicilina no país, mas alguns grupos têm o tratamento priorizado. “A prioridade para a realização do tratamento na rede pública está sendo para as gestantes e seus parceiros sexuais para evitar a transmissão da sífilis congênita para o bebê”, explicou. As informações são do G1.

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