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terça-feira, 10 março 2026
                          

‘Cinquentinhas’ não poderão circular sem placas a partir do mês de abril na Paraíba

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Redação PB Vale
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Cinquentinhas deverão ser emplacadas
Cinquentinhas deverão ser emplacadas

“Municípios paraibanos têm 90 dias para comunicar ao órgão de trânsito estadual se farão o emplacamento ou deixarão a cargo do governo do Estado”.

A partir de abril, o Departamento Estadual de Trânsito na Paraíba vai começar a fiscalizar o emplacamento das chamadas motos ‘cinquentinhas’, com base na resolução nº 002/2015. O documento do Conselho Estadual de Trânsito foi publicado no Diário Oficial de 9 de janeiro.

Como explicou o diretor de Operações do Detran-PB, Orlando Silva, os municípios paraibanos têm 90 dias para comunicar ao órgão de trânsito estadual se farão o emplacamento ou deixarão a cargo do governo do Estado. Por isso é que só depois desse mesmo prazo começa a fiscalização. “A partir dos 90 dias, como está na resolução, porque é o prazo dos municípios para que eles se adequem”, disse.

O Detran-PB informou que o órgão já está pronto para receber as solicitações de convênio por parte dos municípios. Atualmente, apenas 10% dos municípios possuem esse convênio, já previsto em lei.

Orlando Silva também ressaltou que antes mesmo da resolução já era exigida do condutor da ‘cinquentinha’ a Autorização de Condução de Ciclomotor, que é a habilitação para ciclomotores. Para emitir o documento é preciso desembolsar um terço do valor da Carteira Nacional de Habilitação de tipo “A” para motos.

Durante as abordagens, os agentes de trânsito solicitam a ACC do condutor, a nota fiscal do veículo para comprovar a propriedade, além de observarem a utilização dos equipamentos de segurança, como capacetes e calçados. Também é verificado se a moto sofreu alguma alteração de potência. Atualmente, o pátio do Detran-PB, em João Pessoa, está abrigando cerca de 4 mil ciclomotores apreendidos.

Custos do emplacamento

Com a resolução nº 002/2015, o condutor terá que fazer investimentos para regularizar o veículo. Entre os procedimentos que vão gerar custos está o licenciamento do ciclomotor junto ao Detran-PB; pagamento da taxa do Corpo de Bombeiros; confecção da placa (uma unidade); e o seguro obrigatório, que cobre o DPvat em caso de acidente.

Benefícios

Os benefícios trazidos pela obrigatoriedade do emplacamento estão ligados à segurança e saúde públicas, além da mobilidade urbana.

Conforme explicou Orlando Silva, caso alguém roube um veículo desse tipo, fica muito mais fácil para o mesmo ser localizado, descobrindo-se, também o paradeiro do criminoso. “Para nós, o custo que pagamos é altíssimo com relação à estatística que tem no Trauma. Nisso também vai ter um ganho muito grande”, exemplificou.

Exigências

Com a resolução, nada muda na exigência da habilitação para condutores da cinquentinha. Os pré-requisitos para adquiri-la são os mesmos para solicitar a CNH. “Todo e qualquer veículo automotor para circular tem que ter habilitação. O condutor tem que ser maior que 18 anos. Tem que passar pelo Centro de Formação de Condutor e fazer tanto a parte de legislação como a parte prática”, lembrou Orlando Silva.

Os acessórios de segurança também continuam a ser cobrados na fiscalização de trânsito, segundo o diretor de Operações do Detran-PB. “O capacete também é de uso obrigatório tanto em moto de grande porte como em ciclomotor”, disse. “Ele (o condutor) tem que andar de acordo com o que o Código de Trânsito diz, calçado adequado, não pode andar de sandália, tem que andar de sapato”, acrescentou Orlando.

Proibição

É importante que o condutor lembre que o Código de Trânsito proíbe a circulação de ciclomotores em rodovias devido à baixa velocidade alcançada pelo veículo. Nesse caso, o caminho deve ser percorrido pelo acostamento, como já exigia a lei antes da resolução nº 002/2015. A fiscalização nas estradas federais que cortam o Estado ficará por conta da Polícia Rodoviária Federal.

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1 COMENTÁRIO

  1. Mais uma lei que atinge que é correto. . . aqui em Areia o q mais se vê são motoqueiros sem capacete, de sandálias e com emplacamento atrasado e ao invés de apertar a fiscalização o governador resolve cobrir o “buraco” assaltando o bolso de quem opta por um veículo de baixo consumo e que não causa engarrafamentos.

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