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segunda-feira, 16 março 2026
                          

Cana-de-açúcar gera vagas de emprego e ajuda economia

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Redação PB Vale
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Paraíba foi o estado que mais criou vagas de emprego em agosto de 2015.
Paraíba foi o estado que mais criou vagas de emprego em agosto de 2015.

Adriel Matias da Silva tem 34 anos e estava desempregado há um mês quando recebeu em agosto de 2015 a proposta de trabalho da Destilaria Japungu, na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. Um mês depois do contato, Adriel está empregado no setor do almoxarifado em uma das usinas da destilaria responsável por uma das maiores produções de cana-de-açúcar do estado.

Adriel foi um dos 1.470 novos empregados na cidade de Santa Rita no mês de agosto deste ano. A cidade foi a terceira do país que mais empregou no período, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ranking lista as cidades com mais de 30 mil habitantes.Mamanguape, no Litoral Norte, também aparece entra as primeiras  da lista, com 1.180 postos de trabalho criados no período. A Paraíba foi o estado com o melhor desempenho em agosto, com 4.293 vagas de trabalho.

O resultado do mês na Paraíba representa um crescimento de 1,06% em relação ao total de assalariados com carteira assinada em julho. Segundo o Caged, esse desempenho é decorrente das atividades de fabricação de açúcar e do cultivo da cana, ligadas aos setores de indústria da transformação e agropecuária, respectivamente. O setor sucroalcoleiro inicia as contrações no período de julho e agosto, tendo em vista a colheita e o processamento da cana-de-açúcar.

Neste caso, a maior parte das contratações é temporária, com contratos que variam de sete a nove meses. Mas Adriel Matias não integra o quadro que deve sair ao final do período de colheita por ocupar um cargo com estabilidade. “Recebi uma proposta de uma empresa de outro local e pouco tempo depois uma proposta ainda melhor dessa nova usina em que estou trabalhando. Preferi a Japungu por ser em Santa Rita, onde eu moro, e por já ter trabalhado com a empresa”, comentou.

O chefe do setor pessoal da usina onde Adriel Matias trabalha, Carlos Figueiredo, comentou que a maioria é contratada para os serviços diretos de colheita e transporte da cana, bem como no setor industrial de moagem e produção do álcool. “Esses dois setores, da colheita e transporte, e da indústria, empregam um grande percentual do pessoal contratado nesse período. Nossos contratos podem chegar a até nove meses, a depender da colheita”, explicou.

Mesmo se tratando de contratações temporárias, Carlos Figueiredo ressalta que na destilaria em que ele trabalha é feita uma base de dados com os funcionários, que na maioria dos casos são recontratados para o próximo período de colheita. “Aproximadamente 85% do pessoal que contratamos é aproveitado no período seguinte. Em outros casos, a depender do destaque do funcionários, continuamos com ele, mas readaptamos para uma outra função”, detalhou Figueiredo.

Para Adriel Matias, o fato da destilaria ter entrado em contato para contratar mostra que o seu trabalho foi valorizado. “A gente se sente valorizado como profissional, porque eles já conheciam o meu trabalho e cobriram a primeira proposta que eu já tinha recebido de outra empresa. Isso só motiva a fazer um trabalho correto e ganhar mais estabilidade ainda”, avaliou.

Do total de vagas criadas, 3.064 foram na indústria da transformação e 1.870 foram na agropecuária. Além destes, também registraram crescimento no total de empregados o setor de serviços (114 contratações) e a administração pública (7) contratações. Por outro lado, o pior resultado foi verificado no comércio, com 590 postos de trabalho fechados, seguido da construção civil (143 vagas extintas).

Mesmo com o resultado positivo em agosto, o saldo dos últimos doze meses, na Paraíba ainda está negativo, registrando mais demissões que contratações. No período de 12 meses foram fechadas 4.078 vagas de trabalho. Os dados fazem parte da série com ajustes, que incorpora as informações declaradas fora do prazo.

Da redação, com G1PB

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