90% dos recursos desviados são de responsabilidades de prefeitos
90% dos recursos desviados são de responsabilidades de prefeitos
Em uma década, o Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou 790 Tomadas de Contas Especiais (TCEs) cujos valores atingem a cifra de R$ 782.514.547,84 supostamente desviados ou mal aplicados por gestores paraibanos. Este ano, a maior parte das irregularidades investigadas através de TCEs envolveu recursos repassados pelo Ministério do Turismo para realização de shows, cujos gastos não foram comprovados ou apresentaram irregularidades na licitação.
Os dados fazem parte do Relatório de Atividades do TCU, que expõe um balanço das atividades desenvolvidas pela Secretaria de Controle Externo da Paraíba (Secex-PB) entre 2005 e novembro deste ano.
Somente este ano, as tomadas de contas autuadas envolvem um montante atualizado de R$ 23.692.918,80. O estudo mostrou que os prefeitos são os principais responsáveis por supostos atos de corrupção envolvendo recursos federais, respondendo por 94% dos valores constados nas tomadas de contas especiais deste ano, ou seja, R$ 22.377.671,64.
Nos últimos dez anos, o maior valor foi autuado no ano de 2012, chegando a R$ 373.290.178,05. Porém, o secretário de Controle Externo do TCU na Paraíba, Rainério Rodrigues, explicou que o valor constatado não significa precisamente o total desviado pelos gestores paraibanos, já que vários processos ainda aguardam julgamento no tribunal.
Até o dia 30 de novembro, havia no TCU 227 processos de tomada de contas especial ainda sem o julgamento do mérito, sendo 74% referentes a recursos federais transferidos a municípios. Em dez anos, o TCU julgou 565 tomadas de contas especiais. Destas, 486 correspondem a municípios paraibanos. Até novembro deste ano, 41 tomadas de contas especiais foram julgadas, quando 71% foram declaradas irregulares. Do montante julgado este ano, 37 são referentes aos municípios.
A declaração de irregularidade ocorre quando é comprovada a omissão no dever de prestar contas; prática de ato de gestão ilegal, ilegítimo, antieconômico, ou infração à norma legal ou regulamentar de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional ou patrimonial; dano ao erário decorrente de ato de gestão ilegítimo, além de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos.
“Modelo está internada em hospital no RS após aplicação de hidrogel. Ela agora quer ser embaixadora de quem é contra as aplicações estéticas”.
Cirurgião plástico Júlio Vedovato com Andressa Urach em novembro (Foto: Reprodução/Facebook)
Responsável pelas últimas intervenções realizadas em Andressa Urach, o cirurgião plástico Júlio Vedovato diz trabalhar desde agosto para reverter complicações originadas em procedimentos realizados por outros médicos e omitidos pela modelo. Em tom de desabafo, o especialista quebrou o silêncio e falou com exclusividade ao G1 sobre o drama que colocou a jovem de 27 anos entre a vida e a morte depois de sofrer uma infecção na coxa esquerda. Ela está internada na UTI do Hospital Conceição, em Porto Alegre.
Vedovato afirma que a modelo está arrependida e que relatou a ele que nunca mais realizará qualquer nova cirurgia para fins estéticos. De acordo com o hospital, a infecção que fez Andressa apresentar um quadro gravíssimo entre o domingo (30) e a quarta-feira (3) foi gerada por injeções de hidrogel na perna. O médico garante: jamais aplicou o produto, ou outros compostos com os mesmos fins, em Urach.
“Ela fará algumas pequenas intervenções para corrigir as cicatrizes, mas abandonou para sempre as plásticas. O objetivo dela é passar a ser uma embaixadora de mulheres que já passaram pelo mesmo drama, e são contra essas aplicações”, adiantou Vedovato.
O especialista relatou ainda que precisou superar o fato de Urach não ter contado a ele sobre as misturas perigosas injetadas na perna ao longo dos últimos cinco anos, antes de realizar uma drenagem em agosto deste ano, com o objetivo de conter a inflamação. “Prefiro deixar ela explicar como tudo isso transcorreu. Mas ela usou uma mistura perigosa: não colocou apenas hidrogel, havia também Aqualift e Metacril, o que é sim inadequado. Eu soube disso só em agosto, uma semana depois de fazer uma intervenção. Ela se arrependeu e me contou”, explicou.
Desde a hospitalização de Urach, o cirurgião evitava a imprensa. Ainda abalado com o caso e diante de especulações sobre as origens, o médico enfatizou que o silêncio buscou acatar as exigências do Conselho Federal de Medicina. “O código determina que o médico guardará sigilo enquanto o paciente estiver entubado. Agora, conversei com a Andressa e ela me pediu para passar esta mensagem”, declarou.
Vedovato é formado em medicina pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre (FFFCMPA), um das mais prestigiadas do Rio Grande do Sul, e tem especialização em cirurgia geral com Residência Médica pelo Hospital Pompéia, em Caxias do Sul, e Cirurgia Plástica com Residência Médica pelo Hospital Cristo Redentor de Porto Alegre.
O polimetilmetacrilato, conhecido pela sigla PMMA, ou por metacril, é um produto composto por microesferas de um material parecido com plástico. Já o Aqualift é classificado como um gel de preenchimento facial e corporal, composto por poliamida e solução fisiológica. Segundo o cirurgião, Urach jamais soube, precisamente, o total aplicado dos três produtos para aumentar os volumes das pernas. “Ela ficou com uma ‘bola’ na coxa, provocada pela mistura do PMMA e hidrogel. O metacril são microesferas de plástico no músculo”, explicou.
No dia 28 de novembro, depois da modelo continuar se queixando de dores, apesar de dois procedimentos de drenagem, Vedovato resolveu remover parte dos produtos da coxa esquerda, onde houve a infecção: “Foram mais de 200 ml entre hidrogel, sangue e gordura”, disse ele. Menos de 48 horas depois, as complicações prosseguiram, e ela foi hospitalizada.
O médico evitou classificar procedimentos realizados por outros profissionais como “erro médico”. “Nem sempre existe um cuidado, existem fatalidades, mas se foi erro quem deve fazer o julgamento é ela”, opinou. O médico diz ter acompanhado “diuturnamente” a paciente.
Urach, segundo ele, também ignorou avisos feitos pelo médico de que seria necessário descansar após ser submetida a uma nova drenagem. O alerta ocorreu no dia 23 de novembro, sete dias antes da internação, quando Vedovato fez um nova drenagem na coxa esquerda de Andressa para conter a inflamação. “Falei: ‘vá fazer repouso, mas ela foi a Brasília gravar uma matéria no programa de TV que apresenta”, afirmou.
Em seguida, no dia 28, foi a vez do procedimento de retirada de hidrogel, em uma nova tentativa de barrar a inflamação. Na casa da mãe, na Zona Norte de Porto Alegre, ela não suportou a inflamação. Teve de ser levada às pressas ao Hospital Conceição, local mais próximo da residência. Em boletins médicos, a instituição de saúde informou que a paciente chegou a ter uma paralisia nos rins. “A levaram ao bloco cirúrgico. A mãe se desesperou e queria minha presença.”
A proximidade de casa e a gravidade do estado de Andressa Urach foram decisivos para que sua mãe, Marisete, optasse por levá-la à emergência do Hospital Conceição no último sábado (29). Com infecção, muito fraca e com fortes dores, ela acabou internada na UTI da instituição, onde ainda permanece até a manhã deste sábado. O hospital atende exclusivamente pelo SUS e é um dos principais do Rio Grande do Sul, com mais de 27 mil pacientes para internação por ano.
O hospital faz parte do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), complexo que abrange outros hospitais e unidades básicas de saúde. O Conceição fica a cerca de um quilômetro do apartamento de Andressa, na Zona Norte de Porto Alegre. Ela chegou à emergência com a mãe, por volta das 22h30 de sábado.
Para evitar o assédio, o quarto da modelo tem um segurança à porta. O profissional foi posicionado especialmente para cuidar da privacidade da modelo. O objetivo é proibir fotos ou o contato com a paciente. A mãe de Andressa tem acesso ao quarto em horários diferenciados.
Andressa foi vice miss bumbum em 2012
Andressa nasceu em Ijuí, cidade a 414 quilômetros de Porto Alegre, e foi vice-miss Bumbum.
Oito governadores eleitos começarão o mandato, em 2015, com o desafio de segurar os gastos com o funcionalismo. Os estados estão estourando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal para as despesas com pessoal, segundo levantamento feito pela Agência Brasil com base em relatórios enviados pelos governos estaduais ao Tesouro Nacional.
A situação está mais crítica em Alagoas, na Paraíba, no Piauí, em Sergipe e no Tocantins, que ultrapassaram o limite máximo de 49% da receita corrente líquida (RCL) nos gastos com o funcionalismo público. Três estados – o Paraná, o Rio Grande do Norte e Santa Catarina – ultrapassaram o limite prudencial, 46,55% da RCL e já sofrem algumas sanções.
Se for levado em conta o limite de alerta (44,10%), o número de unidades da Federação com altas despesas no funcionalismo público aumenta para 17, com a inclusão do Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, de Goiás, Mato Grosso, do Pará, de Pernambuco, do Rio Grande do Sul e de Rondônia. O limite de alerta, no entanto, não implica sanções, apenas autoriza os tribunais de Contas estaduais e do DF a fazer uma advertência aos governadores.
Os estados que ultrapassam o limite prudencial sofrem restrições à concessão de reajustes (apenas os aumentos determinados por contratos e pela Justiça são autorizados), à contratação de pessoal (exceto reposição de funcionários na saúde, na educação e na segurança), ao pagamento de horas-extras e ficam proibidos de alterar estruturas de carreiras. Quem estoura o limite máximo, além das sanções anteriores, fica proibido de contrair financiamentos, de conseguir garantias de outras unidades da Federação para linhas de crédito e de obter transferências voluntárias.
Os números mostram a deterioração das contas estaduais nos últimos quatro anos. Em dezembro de 2010, apenas a Paraíba ultrapassava o limite máximo. Goiás, Minas Gerais, o Rio Grande do Norte e Tocantins tinham estourado o limite prudencial. O Acre, Alagoas, o Pará, Paraná e Sergipe estavam acima do limite de alerta. A pior situação ocorreu no Piauí, cujos gastos com o funcionalismo saltaram de 43,28% no fim de 2010 para 50,04% em agosto deste ano.
Alagoas, Sergipe e Tocantins passaram a estourar o limite máximo nos últimos anos. No entanto, alguns estados apresentaram melhoras significativas. Historicamente acima do limite máximo, a Paraíba conseguiu reduzir os gastos com o funcionalismo de 57,35% para 49,58% entre 2010 e 2014. O Acre, a Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, o Maranhão e Minas Gerais conseguiram reduzir as despesas de pessoal em relação à RCL. O Pará, acima do limite de alerta, e o Rio Grande do Norte, acima do limite prudencial, ficaram estáveis no período.
A estagnação da economia nos últimos anos explica, em parte, o aumento da proporção dos gastos com o funcionalismo. Diretamente relacionada à atividade econômica, a arrecadação dos estados, que forma a RCL, passou a crescer menos que as despesas de pessoal, que dependem de acordos salariais e dificilmente podem ser reduzidas.
Na prática, os gastos com o funcionalismo só podem ser cortados por meio da demissão de funcionários comissionados ou pela não reposição de servidores que morrem ou se aposentam. Por lei, salários não podem ser reduzidos, e servidores concursados só podem ser demitidos em casos excepcionais.
Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia.
Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia.
O satélite sino-brasileiro de sensoriamento remoto Cbers-4 foi lançado neste domingo (7) à 1h26 (no horário de Brasília, 11h26 em Pequim) da base de Taiyuan, a 700 quilômetros da capital chinesa, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este é o quinto equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e a China.
Em sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que o satélite amplia a cooperação Sul-Sul, pois fornecerá imagens aos países da América Latina e da África. “O Cbers-4 é fruto de parceria entre o Brasil e a China e, entre suas muitas aplicações, está o monitoramento do desmatamento na Amazônia”.
O satélite foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B. Quando atingiu o ponto ideal da órbita, um comando liberou a trava do dispositivo que prendia o Cbers-4 ao foguete. Impulsionado por molas, o satélite afastou-se do lançador e entrou em órbita 12,5 minutos após o lançamento.
Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Cbers-4 enviou os primeiros dados orbitais às 2h, quando atingiu 742,5 quilômetros de altitude. O satélite de sensoriamento remoto completa uma órbita em torno da Terra a cada 90 minutos e sua primeira passagem sobre o Brasil era prevista para as 10h de hoje.
Com duas toneladas e equipado com quatro câmeras, o Cbers-4 dará 14 voltas no planeta por dia. Em baixa resolução, ele faz imagens da Terra em cinco dias – em média resolução, esse tempo é 26 dias, e em alta, 52 dias.
De acordo com a AEB, as imagens do satélite, que são distribuídas gratuitamente para milhares de usuários, têm diversas aplicações na área de monitoramento ambiental, agrícola e planejamento urbano. A vida útil do Cbers-4 é estimada em três anos.
Na China, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina Diniz, o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, e o diretor do Inpe, Leonel Perondi, assistiram ao lançamento. No Brasil, o lançamento foi acompanhado por especialistas no Centro de Controle de Satélites do Inpe, em São José dos Campos (SP).
O lançamento do Cbers-4, inicialmente programado para dezembro de 2015, foi antecipado em um ano devido à falha ocorrida no lançamento do Cbers-3, em dezembro de 2013. Antes, foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007).
Iniciado nos anos 1980, o programa Cbers (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) é coordenado pela AEB e desenvolvido pelo Inpe.
8º ano do Natal Iluminado fez parte da programação de emancipação política de Rio Tinto
A decoração especial de Natal, com luzes e cores, foi oficialmente inaugurada ontem (05), pela Prefeitura de Rio Tinto, pelo 8º ano seguido, com o tema ‘Natal Iluminado’. Ao escolher a Praça João Pessoa como o ponto central do projeto, que levou o espírito natalino para diversos locais do município, a proposta concebida pela Secretaria de Turismo e Eventos visa resgatar o espírito de confraternização entre a população riotintense e a cidade, sentimento que pode ser visto no olhar de centenas de pessoas que já admiram a ornamentação que passou a enfeitar a avenida principal José Tenente de França (Patrício) e Manuel Gonçalves (rua da mangueira), incluindo alguns prédios públicos.
Nesta sexta-feira, a prefeita Dudu de Brizola esteve acendendo toda a iluminação do espaço da casinha do Papel Noel, com quem distribuiu cerca de 300 brinquedos e bicicletas para a criançada. Ao longo do calçadão da Praça, tendas com exposições dos trabalhos desenvolvidos pelas Secretarias de Educação e Ação Social, além da apresentação da Banda de música Antônio Cruz, foram atrações ‘a parte’, que cantaram e encantaram as famílias presentes.
“Secretários, vereadores, vice-prefeito e a população em geral, prestigiaram o momento único, de felicidade, lazer e espírito natalino”, ressaltou o secretário de Turismo e Eventos Pedro Neto. Para ele, este momento do Natal e do aniversário da cidade, proporciona além do lazer, um incremento nas vendas dos bares e lanchonetes do centro, que tem o fluxo de visitantes acrescido nesta época do ano. O projeto elaborado pela Secretaria de Turismo e Eventos foi executado com muita dedicação e criatividade pelas equipes da Sedurb e do cerimonial, sem a qual não seria possível a ornamentação belíssima, enfatizou Neto.
Depois de encerrado a entrega de presentes, houve apresentações de grupos de danças
“A decoração visa expressar o sentimento que move o nosso governo desde o início: o de resgatar a identidade da população com a cidade. Rio Tinto é uma das poucas cidades do interior paraibano que tem um calendário festivo tão extenso, desde o carnaval, padroeira, São João, 7 de setembro, aniversário da cidade, Natal e Ano Novo. Para isso, é preciso organização e programação financeira, tendo em vista outras prioridades, como educação, social e a Infraestrutura”, lembrou a prefeita Dudu de Brizola.
“Por isso, buscamos o que há de melhor em enfeites e em iluminação, produzindo trabalhos que possam despertar o orgulho de todos nós de sermos riotintenses, de sangue e também de coração. Estamos hoje aqui entregando por mais um ano, ao lado do papai noel, cerca de 300 presentes para que as nossas crianças possam ter um final de ano ainda mais felizes”, apontou a prefeita.
Abertura do 8º Natal Iluminado de Rio Tinto
8º ano do Natal Iluminado fez parte da programação de emancipação política de Rio Tinto
Abertura do 8º Natal Iluminado de Rio Tinto
Nas redes sociais, a abertura do Natal Iluminado foi elogiado pelos munícipes e moradores das 12 cidades do Vale do Mamanguape.
Recadastramento é motivado pela constatação do excessivo número de eleitores, explica corregedor do TRE-PB.
Recadastramento é motivado pela constatação do excessivo número de eleitores, explica corregedor do TRE-PB.
“Pelo menos nove municípios da Paraíba terão que passar por recontagem do eleitorado. É o que afirma a Corregedoria Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (CRE/TRE-PB).”
Além desses, outros 39 municípios remanescentes da revisão eleitoral determinada pela Resolução do TRE-PB 06/2009 ainda não passaram pelo processo. Segundo o corregedor regional eleitoral do TRE-PB, juiz Tércio Chaves de Moura, a revisão deverá ser feita no próximo ano, dentro da terceira etapa do recadastramento biométrico no Estado, com data ainda não definida pela Justiça Eleitoral.
Conforme explicou Tércio Chaves, o recadastramento é motivado pela constatação do excessivo número de eleitores em relação à população. “Em todos os municípios elencados na Resolução que ainda não passaram pela biometria, foi homologada a necessidade de revisão do eleitorado. Mas, nesses casos, e nos outros nove que vieram após ela, nossa orientação é para que essa recontagem seja feita conjuntamente com a biometria, que é uma revisão muito mais segura”, disse.
Tércio Chaves explicou, ainda, que é comum que partidos políticos e outros interessados apresentem pedidos para recontagem do eleitorado sempre que se desconfia de uma incongruência entre o número de eleitores no cadastro da Justiça Eleitoral e o da população ativa, segundo o IBGE. “Cabe à Corregedoria avaliar e, em caso positivo, solicitar ao Pleno que aprove o pedido de revisão”, afirmou.
Dentre os municípios que devem ser alvo do recadastramento eleitoral, conforme a Resolução 06/2009, estão Lucena, Riachão do Poço, Sobrado, Mogeiro, Riachão do Bacamarte, Borborema, Areial, São Domingos do Cariri, Caraúbas, Gurjão, Cubati, Frei Martinho, Várzea, Assunção, Quixaba, São Sebastião do Umbuzeiro, Zabelê, São Domingos de Pombal, Olho D’água, Boa Ventura, Poço de José de Moura, Santa Helena, São José do Brejo do Cruz, Santa Inês, Bom Jesus, Amparo, Congo, Pilões, Poço Dantas, Santarém, Coxixola, Curral de Cima, Jacaraú, Caturité, Riacho de Santo Antônio, São Francisco, Vieirópolis, Cacimba de Areia e Passagem.
Além desses, segundo Cibele Sousa, coordenadora em exercício da CRE/PB, o TRE-PB deverá revisar o eleitorado de Areia de Baraúnas, São João do Cariri, Santo André, Matinhas, Pilõezinhos, Algodão de Jandaíra, Mãe D’água, Lastro, Cajazeirinhas. Em todos esses municípios contabilizou-se um percentual de eleitores superior a 80% da população local. Em Cajazeirinhas, por exemplo, o número de habitantes é superior ao eleitorado, chegando a 101,37%, o que mostra a migração de eleitores de outros municípios.
RESOLUÇÃO VAI DEFINIR BIOMETRIA Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que deve estabelecer as datas e regras da revisão do eleitorado. A lista com os futuros municípios contemplados com a terceira etapa do Recadastramento Biométrico na Paraíba poderá não conter todos os municípios já homologados pelo Pleno do TRE-PB.
O corregedor Tércio Chaves disse que sequer foi iniciado o levantamento dos municípios que irão entrar na terceira etapa da campanha. “Estamos aguardando um ofício do TSE nos pedindo a lista, só aí iremos estudar a viabilidade de acordo com a localização zonal de cada município”, justificou, lembrando que da Res. 06/2009, apenas Igaracy e Algodão de Jandaíra já passaram pela biometria.
A diretora-geral do TRE-PB, Alexandra Cordeiro, que está em viagem oficial a Brasília, para balanço das eleições, disse que ainda não há definição de ações para o próximo ano. “Acreditamos que a próxima etapa da biometria será tratada em breve, mas não temos como precisar se irão comprar novos quites para a Paraíba, se vão entrar com uma nova frente de trabalho. Temos municípios remanescentes da Resolução 06/2009, além dos que vieram logo depois que podem entrar ou não. Ainda não temos nada definido”, explicou.
“O governo do estado iniciou neste sábado (6) o pagamento do abono natalino aos paraibanos que recebem o ‘bolsa família’, programa do governo federal.”
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, o pagamento de amanhã será efetuado nas 26 cidades que não possuem agências dos Correios. “A partir de terça-feira daremos início ao pagamento de acordo com o final do cartão do bolsa família. Final número um, recebe na terça, final número dois, na quarta, e assim, sucessivamente, até o dia 22, para quem tem final zero”, explicou.
Quem perdeu a data para receber o abono, poderá sacar o benefício em qualquer agência dos Correios a partir do dia 23. “Mais de 526 mil famílias terão direito e isso representa um investimento de R$ 24 milhões, R$ 32,00 para cada beneficiado”, falou.
Igreja Matriz Santa Rita de Cássia, no centro da cidade.
“Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estimada da cidade é de 23.431 habitantes, distribuídos em 466km² de área.”
A cidade de Rio Tinto, na região do Litoral Norte do estado, comemora neste sábado (6) 58 anos de emancipação política.
Fundada pelos herdeiros e filhos do sueco naturalizado brasileiro Herman Theodor casado em 1877 com a então prusso-holsteniana, hoje seria alemã, naturalizada brasileira Anna Elisabeth, entre os quais sobressai Frederico João Lundgren, o qual associado aos outros herdeiros gizou e fez executar o implemento do projeto fabril da Companhia de Tecidos Rio Tinto e a urbanização imprescindível para o assentamento populacional envolvente.
O município de Rio Tinto possui parte de seu território sobre três terras indígenas identificadas ou demarcadas pela FUNAI, com uma população de 2000 índios, cerca de 10% da população do município.
A Tradicional Festa da Padroeira Santa Rita de Cássia é um dos principais eventos do município. Além disso, existem importantes prédios da história de Salgado que foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep).
Confira fotos:
Igreja Matriz Santa Rita de Cássia, no centro da cidade.
Pai carrega filha ao longo da área costeira de Poblacion, nas Filipinas. (Foto: Reuters)
“Fortes ventos derrubaram árvores com um poderoso tufão se encaminhando para o leste das Filipinas neste sábado (6), trazendo chuvas intensas e ameaçando causar mais destruição em áreas que ainda mostram as cicatrizes de um super tufão de 13 meses atrás.”
Mais de meio milhão de pessoas já fugiram para abrigos antes da chegada do tufão Hagupit, que uma agência da ONU disse que foi um dos maiores retiradas em tempo de paz do mundo.
Com a chegada da tempestade, a eletricidade foi cortada na maior parte do ilha central filipina de Samar e nas proximidades da província de Leyte, incluindo Tacloban City, considerado o marco zero do devastador supertufão Haiyan no ano passado.
“O vento é muito forte, parece que está girando”, disse Mabel Evardone, funcionário da cidade costeira de Sulat em Samar Oriental, à rádio local. “As águas subiram agora.”
Não havia nenhuma menção sobre casos fatais.
O Hagupit foi classificado como tempestade de categoria 3, dois pontos abaixo do “super tufão”, mas ainda assim poderia desencadear uma enorme destruição com chuvas torrenciais e tempestades potencialmente desastrosa picos de até 4,5 metros, disse o serviço meteorológico.
O centro do tufão estava a 55 km da cidade de Dolores, Eastern Samar.
Com ventos de até 175 quilômetros por hora e rajadas de até 210 quilômetros por hora, a tempestade ganhou velocidade enquanto se movia ao norte noroeste a 16 quilômetros por hora.
“O impacto do Ruby será severo”, disse o secretário do Interior, Manuel Roxas, a uma rádio do governo, referindo-se ao nome local para Tufão Hagupit.
A Philippine Airlines e a Cebu Pacific cancelaram cerca de 100 voos para as regiões central e sul do país. Mais de 616 mil moradores de aldeias e áreas propensas a deslizamentos fugiram para escolas, centros cívicos, câmaras municipais, ginásios e igrejas, disse a agência nacional de desastres.
O tufão não deve atingir a capital Manila, onde vivem cerca de 12 milhões de pessoas, disse a agência.
“Tufão Hagupit está provocando uma das maiores evacuações que já vimos em tempos de paz”, disse Denis McClean, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, em Genebra.
O Haiyan, um dos tufões mais fortes da história do país, deixou mais de 7 mil mortos ou desaparecidos e mais de 4 milhões de desabrigados ou com casas danificadas. Cerca de 25 mil pessoas ainda vivem em tendas e abrigos.