Pressionado pelas instituições de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) elevou para até 6,4% o reajuste que poderá ser aplicado nas matrículas para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Anteriormente, a pasta havia bloqueado o crédito para as instituições que aumentaram as mensalidades acima de 4,5%, que é a meta de inflação fixada pelo governo.
Segundo a assessoria do MEC, a mudança ocorreu depois que equipes técnicas da pasta e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) analisaram as informações prestadas pelas instituições de ensino. Com o novo patamar de reajuste, o ministério anunciou que o sistema para novos contratos do Fies será aberto no dia 23.
As inscrições poderão ser feitas no portal do programa. A novidade é que será estabelecido um prazo para que os estudantes solicitem o Fies. As inscrições estarão abertas até 30 de abril. Antes, a adesão podia ser feita a qualquer momento.
Segundo o MEC, os estudantes que aderirem ao fundo de financiamento até 29 de março não estarão sujeitos às mudanças feitas pela portaria, no final do ano passado.
Os que aderirem a partir de 30 março deverão ter obtido média de pelo menos 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e não ter tirado zero na redação.
As inscrições do Fies foram suspensas no início do ano para adequação às novas normas. Desde o final de janeiro, o sistema está aberto para renovação de contratos. As mudanças no Fies, feitas pela portaria do MEC, causaram polêmica no setor, pela possível redução de contratos. O fundo oferece cobertura da mensalidade a juros de 3,4% ao ano. O contratante só começa a quitar o financiamento 18 meses depois de formado.
Desde 2010, o Fies acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.
O Ministério da Fazenda negou hoje (13) qualquer intenção de confiscar a poupança ou outras aplicações financeiras. Em nota, a pasta qualificou de falsas as informações que circulam em redes sociais sobre o assunto.
“Tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”, destacou o comunicado.
De acordo com o ministério, foi detectado um volume expressivo de troca de mensagens, principalmente no aplicativo Whatsapp, dando conta do confisco de aplicações financeiras. Isso motivou a emissão da nota oficial.
Urso Apólo na Ilha Encantada foi o campeão com 168,3 pontos
Urso Apólo na Ilha Encantada foi o campeão com 168,3 pontos
A Prefeitura de Rio Tinto através da Secretaria Municipal de Cultura realizou por mais um ano o tradicional concurso carnavalesco envolvendo as categorias de bonecas e burrinhas, boi de reis, ursos mirins e adultos, além das fantasias de luxo.
A disputa realizada na Praça João Pessoa nos dias 10 e 11 deste mês, contou com uma premiação de mais de R$ 3.000,00 (três mil reais), além de troféus para os vencedores.
A secretária de cultura Maria Rita, agradeceu a todos que prestigiaram os dois dias das apresentações, e ressaltou a importância do apoio da Prefeitura para a cultura local e a promoção destas manifestações que acontecem todos os anos na cidade.
“Foi brilhante as duas noites, tivemos ai um público que superou nossas expectativas, não esperávamos tantas pessoas assim, mas, graças a Deus deu tudo certo”, comemorou.
Para o professor de arte, produtor cultural, dramaturgo e ator José Alberto que fez parte do corpo de jurados, as tradicionais apresentações podem ser observadas do ponto de vista de um olhar antropológico. “Esta plantado aqui uma raiz e não percebe se, a que profundidade ela está. Ou seja, acontece, as pessoas vem, participam, mas ninguém atenta para saber como isso surgiu de fato”, avaliou.
Organização entregou premiações em dinheiro e troféus
“Esses ursos daqui, interessante, são diferentes dos outros ursos da Paraiba. É diferente dos ursos de João Pessoa, de Campina Grande, de Cajazeiras no sertão. Eu que viajo muito enquanto professor da área de turismo do Senac, fiquei encantado. Não só com a festa, mas com o enredo em si que eles montaram. Existe uma preocupação de contextualizar a manifestação, inclusive colocando ela numa relação atual. Trazendo as reflexões que existem na atualidade. Via mídia e tudo mais. Isso é nada mais, nada menos, que a manifestação do carnaval”, considerou.
O senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB, confirmou em entrevista a imprensa paraibana, que o partido terá candidatura própria para prefeito de João Pessoa no pleito de 2016. Maranhão falou ainda sobre a ocupação de cargos pelo seu partido no governo do estado, e reconheceu que a legenda merece um espaço maior.
O peemedebista lembrou os nomes do deputado federal Manoel Júnior e do deputado estadual Gervásio Maia, para a disputa na Capital, mas revelou que esse debate só deve ser afunilado no ano que vem.
Sobre os espaços para o PMDB no governo do Estado, Maranhão evitou fazer uma reclamação mais explicita, mas reconheceu que pela importância do partido na vitória do governador no segundo turno e pela dimensão da legenda, poderia ocupar cargos mais relevantes.
O projeto ‘MP Combate’, que integra a temática transversal de enfrentamento às drogas, da Gestão Estratégica 2015 do Ministério Público da Paraíba (MPPB), pretende contribuir para a diminuição da violência (principalmente homicídios) relacionada ao tráfico e ao consumo de drogas no estado da Paraíba. O ‘MP Combate’ é um dos seis projetos estratégicos apresentados aos promotores de Justiça nos encontros regionais de Campina Grande, Sousa e João Pessoa, promovidos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
Sob a coordenação da promotora de Justiça Ana Maria França Cavalcanti de Oliveira, coordenadora do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial (Ncap) do MPPB, o projeto pretende em três meses ter em mãos um relatório completo sobre o número e tipos de drogas apreendidas no estado, a quantidade de pessoas aprendidas e os locais das ocorrências.
“Vamos ter um banco de dados, com informações enviadas mensalmente, armazenado no Ncap, para futuras operações empreendidas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco)”, explicou a promotora Ana Maria de França, durante o encontro regional realizado na manhã desta terça-feira (10), na cidade de Sousa. “Também devemos contribuir com o aumento da apreensão de drogas e o encaminhamento de usuários para o tratamento”.
Os promotores de Justiça que aderirem ao projeto terão a missão de fazer a interlocução com a Polícia Civil e a Polícia Militar da sua região para o repasse dos dados mensalmente – cópias de registro de ocorrências policiais militares, inquéritos policiais e termos circunstanciais de ocorrências (TCOs).
Também ocorrerão inspeções nas delegacias envolvidas no projeto, com a análise dos livros de registros de inquéritos policiais e TCOs e, inclusive, acerca da destinação dada às drogas apreendidas.
O deputado federal, Rômulo Gouveia (PSD), confirmou a visita do Ministro das Cidades, e presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab à Paraíba no final de fevereiro ou começo de março.
De acordo com Gouveia, a reunião que ele teve com o ministro tratou da retomada de obras importantes do Ministério nas cidades da Paraíba e garantiu que Kassab assumiu o compromisso de vir depois do carnaval, possivelmente dias 26 e 27 de fevereiro.
O Ministro já tem encontros pré-agendados com o governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB); com o prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PT) e com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB).
Primeiro será o encontro com Ricardo, onde vai tratar da entrega de casas, do viaduto do Geisel, urbanização do Açude de Bodocongó, além de uma visita ao VLT de Santa Rita a Cabedelo que foi um investimento do Ministério. Com Cartaxo, o ministro vai tratar da questão da urbanização da Lagoa, de esgotamento sanitário e pavimentação de ruas. Em Campina Grande, também será acompanhada a entrega de Casas, o anel viário, a alça leste e a questão da implantação do VLT em Campina Grande.
“Acredito que está pré-agendado. Ficou para o final de fevereiro ou início de março”, diz.
O aeroporto Castro Pinto, que fica no município de Bayeux, na Grande João Pessoa, registra movimentação normal, mesmo as vésperas do feriado prolongado de carnaval, e não há previsão de aumento no número de pousos ou decolagens.
Segundo a assessoria de imprensa da Infraero, até o fim da próxima quarta-feira (18) devem ser mantidos os atuais 19 voos diários que partem do Castro Pinto.
Os voos no principal aeroporto do estado contrastam com o aumento de 14% no número de pousos e decolagens registrados no Brasil. Os dados nacionais são da Secretaria de Aviação Civil do Brasil (SAC).
No total, cerca de 5,3 milhões de pessoas são aguardadas nos terminais do Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro; Congonhas e Guarulhos, em São Paulo; Brasília (DF), Salvador (BA) e Recife (PE), entre os dias 12 e 23 de fevereiro. Incluindo os terminais administrados pela Infraero, esse valor sobe para 7,4 milhões de passageiros.
Parte destes viajantes são turistas em viagem pelo Brasil, como revela estimativa do Ministério do Turismo. Estima-se que 6,8 milhões de brasileiros se movimentem pelo país em viagens de avião, ônibus e automóvel. São considerados os principais destinos da folia de sete estados.
O Aeroporto Internacional de Salvador vai receber uma média de 35 mil passageiros por dia. O volume, segundo a Assessoria de Comunicação da Infraero, representa um aumento de 30% em relação aos 24 mil embarques e desembarques registrados em períodos sem feriado.
Os números da SAC para os aeroportos de maior fluxo no Carnaval, como Rio, Recife e Salvador, e de grande circulação, como Brasília e Congonhas, consideram uma ocupação estimada de 85% dos 6,2 milhões de assentos disponíveis para o período.
Promotora de Mamanguape Ana Caroline Almeida Moreira
Promotora de Mamanguape Ana Caroline Almeida Moreira
A Promotora de Justiça da comarca de Mamanguape, Ana Caroline Almeida Moreira, foi homenageada, na última semana, com a entrega do Certificado de Amigo do Corpo de Bombeiro Militar da Paraíba (CBMPB). A solenidade ocorreu na sede da promotoria de Mamanguape e contou com a presença do comandante do 3º Batalhão, tenente coronel Joelson Silva de Macena – que representou o comandante geral do CBMPB, coronel Jair Carneiro de Barros.
Segundo o tenente coronel Macena, o certificado ‘Amigo do Bombeiro’ foi criado com o propósito de condecorar instituições públicas, autoridades civis e militares que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para o êxito das ações de natureza operacional ou social desenvolvidas pela corporação.
Ele disse, ainda, que a promotora Ana Caroline ficou honrada com a homenagem e agradeceu o reconhecimento da instituição pelo trabalho que o Ministério Público tem realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba.
Placa no local onde Dorothy Stang foi assassinada há dez anos presta homenagem ao trabalho da missionária em favor dos trabalhadores rurais Tomaz Silva/Agência Brasil
Placa no local onde Dorothy Stang foi assassinada há dez anos presta homenagem ao trabalho da missionária em favor dos trabalhadores rurais Tomaz Silva/Agência Brasil
Tranquilidade e segurança foram palavras que os assentados no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança evitaram usar ao relembrar o que mudou no local dez anos depois do assassinato de Dorothy Stang, missionária da Congregação Notre Dame de Namur que lutou pela reforma agrária no sudoeste do Pará e foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005.
O medo de perder a terra de onde hoje tiram seu sustento, o temor quanto a novas invasões de madeireiros e a ausência do Poder Público são alguns dos motivos citados pelos camponeses que vivem na região, próximo à cidade de Anapu.
Para as pessoas entrevistadas pela Agência Brasil, os avanços após a morte de irmã Dorothy são inegáveis e vão desde a ampliação do lote destinado ao PDS até a concessão de recursos para que os assentados possam construir casas de alvenaria e investir na produção. No entanto, os trabalhadores rurais reclamam que a situação, se não acompanhada de perto pelo Estado, tende a gerar novos focos de tensão.
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros enquanto caminhava pelas ruas do Lote 55 que, à época, ainda não estava incorporado ao PDS Esperança. A luta da missionária pelo acesso à terra aos pequenos agricultores contrariava os interesses de latifundiários que se sentiam proprietários da região. Os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, foram condenados como mandantes do crime.
A coordenadora nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), entidade que acompanha e contabiliza casos de violência decorrentes de conflitos no campo, Isolete Wichinieski, diz que os madeireiros continuam derrubando árvores na região – atividade proibida já que a prerrogativa do PDS é desmatar somente 20% do lote para o plantio de alguma cultura sustentável.
Ela confirma que, por causa do trabalho a que deram continuidade, as missionárias da congregação de Dorothy que ainda moram em Anapu, bem como o padre que conviveu com a missionária, foram ameaçados depois do assassinato.
Segundo Isolete, “sentenças de morte” diretas têm dado lugar a ameaças veladas. Ela lembra que Dorothy Stang estava na lista de ameaçados em 2004, mas que não concordou em receber proteção policial. “Mesmo com proteção policial, você não tem garantia de que a pessoa não venha a ser assassinada. O que resolveria mesmo o problema é dar fim ao conflito. Se as ameaças tivessem sido investigadas e as pessoas que estavam gerando ameaças fossem presas, aí você teria uma forma de fazer com que hoje a irmã Dorothy estivesse entre nós”, afirma.
A presidenta substituta do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Érika Borges, reconhece que ainda há focos de conflitos, mas acredita que esses problemas estão sendo combatidos com mais apoio do órgão que, na última década, ampliou o trabalho de assistência técnica e a infraestrutura dos assentamentos. “No último período a gente buscou dar fluidez na política pública e fazer o Estado estar mais presente. Então tem todo um processo dinâmico acontecendo na região, que a gente avalia como muito positivo.”
De acordo com o Incra, após a morte da missionária, não houve mais assassinatos ligados a conflitos fundiários na região próximo ao PDS Esperança. Ainda segundo o órgão, o número de ocupações indiscriminadas diminuiu, assim como a comercialização ilegal de terras.
Para as missionárias Kátia Webster e Jane Dwyer, irmãs de Notre Dame de Namur que conviveram com Dorothy Stang, a possibilidade de redução no número de funcionários que atuam no posto avançado do Incra em Anapu é um indício de que a tensão pode voltar a crescer. “[Os servidores] só vão acompanhar assistência técnica, isso não serve”, queixa-se Jane.
Os trabalhadores rurais também acreditam que a falta de presença do Estado pode trazer consequências. “A gente está se sentindo ameaçado nessa situação. Com a ausência do Incra no município pode haver novas pressões dos madeireiros, dos fazendeiros que estão dentro da terra e tudo”, alerta Fábio Lourenço de Souza, presidente da Associação Agroecológica dos Trabalhadores Rurais da Comunidade Santo Antônio do PDS Esperança.
Dos cinco servidores que atuam no posto avançado do Incra em Anapu, instalado em decorrência do assassinato, pelo menos dois não vão retornar ao município este ano. O chefe da unidade avançada especial em Altamira, Danilo Farias, avalia que Anapu não tem atrativos que faça os servidores se instalarem definitivamente na cidade. “Conviver em Anapu para quem é de fora é um tanto difícil. O esvaziamento não é por parte do Incra, mas sim por conta da situação de ter que vir pessoas de fora para uma cidade que não tem estrutura nenhuma.”
Outra insegurança relatada pelos trabalhadores rurais assentados no PDS é a ausência dos títulos de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU). O documento pode ser concedido individual ou coletivamente, já que na modalidade de PDS a posse da terra é da União e o assentado tem o direito de explorar o terreno.
Apesar de a área destinada ao projeto ter sido expandida formalmente – de 17 mil hectares em 2004 para 26 mil hectares em 2013 – , os trabalhadores ainda temem algum conflito por causa da indefinição. “Hoje a gente ocupa aqui a parcela, mas não tem nenhum documento que nos vincule [à terra] legalmente. A gente não tem nenhum contrato, a gente não tem documento nenhum que respalde a gente de estar aqui”, disse Souza.
De acordo com o chefe da unidade do Incra em Anapu, para a emissão dos documentos é necessário regulamentar a Lei 13.001, criada em 2014, que trata créditos concedidos a assentados da reforma agrária. “A gente está aguardando sair um decreto por parte da Presidência da República [regulamentando a lei]. Daqui para o final deste ano, caso saia o decreto até o final deste primeiro trimestre, com certeza todo mundo vai ter [a CDRU]”, prometeu.
Para o desembargador Gercino José da Silva Filho, ouvidor agrário nacional, a demanda é legítima e está perto de ser resolvida. “O presidente do Incra [Carlos Mário Guedes de Guedes] me disse, recentemente, que essa questão vai ser resolvida brevemente e vai ser definida a maneira de titulação dos assentados, resolvendo, assim, esse impasse e é um pleito que os trabalhadores realmente têm direito, têm fundamento.”
Na opinião de Nilmário Miranda, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República à época do assassinato da missionária, o Estado, que costuma não chegar a regiões distantes como Anapu, está mais presente hoje. Essa presença, entretanto, pode ser um fator que gera conflito.
“Quando você acelera a reforma agrária, a violência aumenta”, garante Nilmário. “A longo prazo, é um fator de coesão social, de harmonia. Dá o direito a todos, do acesso à terra, todos os que queiram nela trabalhar, mas a curto prazo, as pessoas que adquirem a terra, muitas vezes de maneira ilegal, acham que têm direitos absolutos sobre ela [terra].”
Ele explica ainda que esse processo esbarra, muitas vezes, na interpretação da Justiça que desconsidera a função social da propriedade. “Mesmo sendo um princípio constitucional basilar, [alguns juízes] dão valor absoluto à propriedade. Então dão sempre razão ao que se diz proprietário. Isso é uma fonte de conflitos e de ausência de Justiça.”
Para o procurador do Ministério Público Federal no Pará Felício Pontes, o Poder Público é pouco presente na Amazônia. Para ele, o Estado não tem aparato suficiente para cuidar da chegada de migrantes. “O Pará é uma região de fronteira. É aqui que a estrada acaba. Pessoas chegam do Brasil inteiro. Os primeiros que se estabelecem vão entrar em confronto com fazendeiros, com madeireiros que normalmente são a elite nessa região. E quando o Poder Público chega, o conflito já se instalou e muitas vezes mortes já aconteceram.”
Acontece nesta quinta-feira, na sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), a solenidade de posse do juiz Ricardo da Costa Freitas. Ricardo assumirá o mandato como membro efetivo da Corte do TRE-PB, substituindo o magistrado Eduardo José de Carvalho. A cerimônia está marcada para as 16h, na Sala de Sessões do Tribunal.
Ricardo é formado em direito, com pós-graduação concluída através de um convênio da Escola Superior da Magistratura e Unipê. O juiz ingressou na magistratura em 1997, ocupando o cargo de juiz substituto, no estado de Pernambuco. Na Paraíba, atuou como juiz nas comarcas de Campina Grande, Sousa, Boqueirão e João Pessoa. Atualmente atua como juiz titular na 9ª Vara Cível da capital do Estado.
Como juiz eleitoral, Ricardo exerceu o cargo na 62ª Zona Eleitoral, com sede na Comarca de Boqueirão e, entre 2002 e 2010, atuou como juiz auxiliar em diversas zonas eleitorais do estado. Além disso, o magistrado vem atuando na 64ª Zona Eleitoral, onde foi designado como Juiz da Propaganda Eleitoral nas Eleições Gerais de 2014. Para compor a Corte do TRE-PB, Ricardo foi indicado pelo Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), na sessão do último dia quatro.