A Polícia Militar divulgou, nesta segunda-feira (2), o resultado final da Operação Férias, realizada entre os dias 9 de janeiro e 1º de fevereiro em todo Estado. Segundo os dados, nesse período foram detidos 167 suspeitos por roubos e furtos, 112 por porte ilegal de arma, 57 por tráfico de drogas e 38 por homicídios. Também foram retiradas de circulação 148 armas, inclusive utilizadas em crimes contra a vida e assaltos.
A operação contou com um reforço de 1,6 mil policiais nas ruas, principalmente nas áreas de interesse turístico por causa do aumento do fluxo de turistas no período. Um dos pontos onde as ações foram intensificadas foi a orla de João Pessoa. No local, 19 pessoas foram presas por roubos durante a operação.
A última prisão foi na noite desse domingo (1º), no bairro de Tambaú. Policiais da Companhia Especializada em Apoio ao Turista (CEATur) prenderam Cristiano Fernandes da Silva, de 26 anos, após abordagem, na Avenida Ruy Carneiro. Ele foi reconhecido por vítimas como autor de vários assaltos realizados na mesma noite. O acusado foi autuado por roubo na 12ª Delegacia Distrital, em Manaíra.
Esta semana as forças de segurança do Estado lançam a Operação Carnaval, com foco nas ações para as prévias carnavalescas de João Pessoa e carnaval em todo Estado.
Um mercadinho e duas mulheres foram assaltados no último final de semana em Rio Tinto. ‘A onda de assaltos’ e roubo a pessoa tem sido motivo de temor por parte da população rio-tintense, cidade do Litoral Norte da Paraíba.
Na última sexta-feira (30), dois elementos não identificados, armados com uma faca, e conduzindo uma moto Fan Preta, sem placa, abordaram uma idosa e levaram o dinheiro de sua aposentadoria, que seria a quantia aproximada de R$ 1.200,00. A ocorrência registrada pela Polícia Militar aconteceu no conjunto do Bonfim, próximo ao pátio da Vaquejada. Ainda no mesmo bairro, no sábado (31), uma jovem teve todo o seu dinheiro levado quando voltava da feira, também por dois homens que passavam no local numa moto.
Por volta das 16h00 da sexta-feira criminosos armados com uma pistola roubaram a carteira com todos os documentos de um comerciante, além de três celulares, sendo dois de marca Samsung e um LG, além de levarem a quantia de R$ 30,00 em espécie, na comunidade de Taberaba.
Atemorizados com os constantes assaltos, moradores relataram a redação do PBVale o medo de andar por alguns pontos de Rio Tinto, cobrando a ‘ronda policial’, com mais frequências nessas comunidades.
A Justiça de São Paulo decretou nesta segunda feira, 2, o bloqueio de R$ 282 milhões da multinacional francesa Alstom e do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho, réus em ação de improbidade movida pelo Ministério Público Estadual.
A decisão é da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Em agosto de 2014, Maria Gabriella decretou o afastamento de Marinho de suas funções no TCE. Ele está sob suspeita de ter recebido na Suíça US$ 2,7 milhões em propinas da multinacional francesa Alstom, entre os anos de 1998 e 2005 (US$ 3,059 milhões em valores atualizados).
A Promotoria acusa Marinho de enriquecimento ilícito, sustenta que ele lavou dinheiro no exterior e afirma que o conselheiro de contas participou de um “esquema de ladroagem de dinheiro público”. A Promotoria afirma que o conselheiro recebeu propina para favorecer a Alstom, contratada na década de 1990 no âmbito do aditivo X do Projeto Gisel, empreendimento da Eletropaulo, antiga estatal paulista.
A ação é subscrita pelos promotores de Justiça Silvio Antonio Marques, José Carlos Blat e Marcelo Daneluzzi. Eles haviam pleiteado bloqueio total de R$ 1,129 bilhão, incluindo o valor do dano mais multa. A juíza Maria Gabriella definiu o valor a ser indisponibilizado em um quarto do valor total da ação proposta pela Promotoria. A jurisprudência, anotou a magistrada, impõe o bloqueio sobre o valor da causa, não incluindo a multa.
Ao mesmo tempo em que pediu o afastamento do conselheiro, a Promotoria ingressou com ação de improbidade contra Marinho, um sócio dele, o empresário Sabino Indelicatto, a Alstom e sua coligada Cegelec, além da offshore MCA Uruguay e da Acqualuz (de propriedade de Indelicatto). O bloqueio é de responsabilidade solidária, ou seja, todos os réus devem o valor global.
Robson Marinho nega ter recebido propinas da Alstom. A multinacional tem reiterado que colabora com as investigações.
A cantora Anitta foi a grande atração do encerramento da ‘Festa da Luz’ no município de Guarabira, localizado no Brejo da Paraíba, neste domingo (1º). O show foi uma oportunidade da funkeira se reencontrar com parte da família que mora na cidade paraibana.
A mãe de Anitta nasceu em Guarabira e saiu ainda criança da cidade indo morar no Rio de Janeiro, onde nasceu a cantora. “A gente fica contente, fica feliz em saber que tem uma pessoa [da família] que decolou na mídia, que é um sucesso hoje, não só nacional, como internacional, que é a Anitta”, afirmou Angélica Aquino, prima da cantora.
Na sua conta pessoal no instagram, a cantora demonstrou carinho e afetividade com os fãs que compareceram e lotaram a Praça Ronaldo Cunha Lima na cidade brejeira.
(Anitta postou mensagem no instagram)
“Lindo de morrer! Nao sei explicar o que foi esse dia aqui em Guarabira. Quanto carinho… Do início ao fim. Estou morrendo de amores, que show lindo! Me senti especial de verdade aqui hoje com tudo que vocês fizeram. Meus fãs vindos de todos os cantos do Nordeste. Foi incrível! Não é à toa que meu sangue veio todinho desse lugar cheio de luz e energia, né? Vi minha família, as irmãs da minha avó que tanto falo, que tanto amo e que me olha lá de cima. Abracei milhares desses seguidores que me enchem de amor, e finalizamos com esse show impecável que vocês fizeram pra mim. Já quero voltar”, postou.
Em nova decisão liminar, proferida na sexta-feira, 30 de janeiro de 2015, a Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Campina Grande (PB) e elevou de R$ 1 mil para R$ 5 mil a multa diária a ser aplicada à Faculdade Maurício de Nassau em caso de descumprimento de liminar proferida em 16 de janeiro de 2015. A nova decisão ratifica a liminar que determinou à faculdade a realização imediata das matrículas dos estudantes vinculados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que não conseguiram concluir o processo de aditamento, por causa de falhas no sistema eletrônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Conforme a decisão, as matrículas terão que ser feitas independentemente da exigência de pagamento da matrícula relativa ao período 2015.1 ou das mensalidades referentes ao período 2014.2. Também determinou-se que a faculdade apresente à Justiça Federal, a cada cinco dias, a relação dos alunos matriculados, acompanhada de documentação que comprove não haverem sido exigidos quaisquer pagamentos atinentes à matrícula e mensalidades. A Maurício de Nassau ainda terá que apresentar nova relação nominal contendo apenas os alunos que tiveram registradas demandas individuais perante o FNDE e não conseguiram concluir o aditamento referente ao período 2014.2.
Estudantes denunciam – O pedido de elevação da multa, feito pelo MPF, deu-se após diversos estudantes procurarem o Ministério Público para informar que a referida instituição de ensino continua a exigir o pagamento dos valores correspondentes à matrícula no período letivo 2015.1, além das mensalidades do período 2014.2, mesmo após a liminar proferida em 16 de janeiro. Na nova decisão, a Justiça registra que a liminar anterior não condicionou a efetivação das matrículas à conclusão dos processos de aditamento contratual com o FNDE. “A obrigatoriedade de matricular os estudantes foi estabelecida em benefício destes, como forma de garantir a continuidade dos estudos por alunos que, devido à hipossuficiência, não têm condições de custear o valor das mensalidades”.
De acordo com a decisão, o cumprimento da medida liminar não trará qualquer prejuízo à faculdade visto que “tão logo solucionado o problema, através do aditamento dos contratos de financiamento estudantil, a instituição de ensino obterá os valores correspondentes à matrícula e mensalidades”. Além disso, caso o estudante não faça o aditamento contratual durante o prazo de reabertura do sistema, a decisão é plenamente reversível e a faculdade estará autorizada a cobrar os valores que vêm sendo exigidos para a continuidade do vínculo com a instituição.
O ex-prefeito de Baía da Traição Marcos Antônio dos Santos foi condenado a quatro anos de prisão por desviar verbas públicas em favor da empresa Cobeza Construções Ltda. A sentença foi proferida pelo juiz da 16ª Vara Federal e publicada no diário da Justiça desta quinta-feira (29). A pena foi substituída pela obrigação de entregar uma cesta básica no valor de R$ 150,00 à entidade pública ou privada, bem como na prestação de serviço à comunidade. Ele também ficará inabilitado, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação.
Segundo consta da denúncia, o gestor teria desviado em proveito da empresa Cobeza parte das verbas federais transferidas ao município de Baía da Traição em decorrência do convênio nº 1.025/2001, firmado com a Funasa, que tinha como objeto a construção de melhorias domiciliares em áreas indígenas, além de ter deixado de prestar contas, no tempo devido, da aplicação de tais recursos que lhe foram repassados. Em 26 de março de 2002, a Funasa repassou para o município a importância de R$ 183.625,00. A empresa contratada recebeu cerca de 95% dos valores repassados.
Para a Justiça, houve intenção por parte do réu de desviar, em favor da Cobeza Construções, os valores repassados pela Funasa. “A julgar pela documentação acostada aos autos, pode-se afirmar que a materialidade delitiva, quanto à aplicação irregular dos valores que se destinavam à construção de melhorias sanitárias nas aldeias indígenas do município de Baía da Traição, cuja empresa responsável pela execução da obra era a Cobeza Construções Ltda, está devidamente comprovada”, escreveu na sentença o magistrado.
Ele já tem outras condenações na Justiça. Em janeiro de 2014, ele foi condenado por ato de improbidade administrativa, em razão de irregularidades em convênio com a Funasa. O gestor teve os direitos políticos suspensos por três anos, além de ressarcir aos cofres públicos a quantia de R$ 128.537,50.
Um dos casos aconteceu na cidade de Marcação, no Litoral Norte
Lúcia Inocêncio não é mais presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Marcação, no Litoral Norte da Paraíba, e quem responde pelo cargo, desde o último dia 24, é Giselda Silva do Nascimento, que exige rigorosa prestação de contas, da gestão anterior, até o dia 20 deste mês.
Lúcia Inocêncio foi destituída do cargo por solicitação do Conselho Fiscal da entidade, sob alegação de que não vinha cumprindo com dispositivos estatutários que tratam de processos de prestação de contas, nos aspectos contábil e financeiro. Ela ainda foi acusada, por membros do Sindicato, de não vir pagando, como devia, os honorários advocatícios referentes a demandas judiciais de interesse dos servidores, ainda permitindo-se subestabelecer a procuração de um advogado por outro, a seu bel-prazer, ou seja, sem consentimento da categoria.
Durante a Assembleia Geral, a ex-presidente ainda tentou convencer os associados de que não deveria ser afastada do cargo, apesar de que reconheceu todos os erros, inclusive os cheques sem previsão de fundo e alegou que o dinheiro do sindicato usava para ajudar seus amigos, como foi, mas não logrou êxito. Esforçou-se, ao máximo, em argumentos nas suas defesas que não sensibilizaram, de forma alguma, a toda uma plateia que assistia, ainda assim buscou na justiça suspender a assembleia através da comarca de Sapé um dia antes da assembleia.
A magistrada daquela comarca indeferiu o pedido e foi aplicada a democracia. A tentativa foi devido a convocação pelo o conselho fiscal para prestar conta e esclarecer o direito dos trabalhadores que a anos não convocaria uma assembleia, todos os debates ali verificados, sem qualquer interesse em retroceder a um momento da história da entidade.
Auto Esporte x Lucena, no Estádio Almeidão
(Foto: Lucas Barros / GloboEsporte.com/pb)
Auto Esporte venceu o Lucena por 2 a 0 (Foto: Lucas Barros / GloboEsporte.com/pb)
O Auto Esporte venceu, por 2×0, o Lucena na tarde deste domingo (1), e se tornou o novo líder do Campeonato Paraibano. Nos outros jogos, o Campinense ganhou do CSP por 2×1, o Treze empatou em 1×1 com o Santa Cruz, mesmo placar de Sousa x Atlético.
Jogando no Almeidão, em João Pessoa, o Auto jogou bem, conseguiu furar o bloqueio e resistiu aos contra ataques do Lucena. O placar foi aberto apenas aos 44 minutos do primeiro tempo, com um belo gol de falta de Eli.
Na segunda etapa, as duas equipes vieram dispostas a conseguir a vitória. O Lucena insistiu nos contra ataques, enquanto o Auto teve mais posse de bola. Aos 23 minutos, Léo Olinda encontrou Rafael Freitas dentro. O jogador do Auto cabeceou e ampliou placar. A partir do segundo gol, o Lucena se desencontrou em campo e não teve forças para reagir.
Com os resultados, o Auto Esporte se tornou líder do Paraibano, com sete pontos ganhos, junto com Sousa e Santa Cruz, mas fica a frente das duas equipes por ter um melhor saldo de gols.
Já o Lucena ocupa a sétima posição, com apenas três pontos.
O Treze não conseguiu passar pelo Santa Cruz-PB, mesmo jogando no PV na estreia pelo Campeonato Paraibano (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)
Treze x Santa Cruz
O Treze empatou com Santa Cruz, no estádio Presidente Vargas, em Campina Grande. O jogo foi bastante complicado para o Galo que encontrou um Santa Cruz bem colocado em campo, dificultando as ações ofensivas do Treze.
O placar do jogo foi aberto aos 11 do primeiro tempo. Em cobrança de pênalti, Fabrício Ceará chutou, o goleiro do Santa defendeu, mas no rebote o lateral Panda marcou o gol do Galo.
O empate do Santa Cruz veio aos 32 minutos, com Alisson Cacheado. A partir o ataque do Treze esbarrou na defesa do Santa Cruz.
No segundo tempo, o Treze continuou atacando, mas sem objetividade. O técnico do Galo, Everton Goiano, fez substituições No sistema ofensivo. Aos 30 minutos, o Galo teve um gol anulado por impedimento. No último ataque perigoso do jogo, Panda deixou Maciel na cara do gol, mas o jogador do Treze chutou para fora.
Com o resultado, o Treze ocupa a nona colocação, com um ponto. Já o Santa Cruz é um dos líderes do paraibano, ficando atrás apenas do Auto Esporte por conta do saldo de gols.
Atlético sai na frente, mas Sousa consegue o empate em casa (Foto: Jéfferson Emanuel/GloboEsporte.com/pb)
Sousa x Atlético
O outro líder do Paraibano, o Sousa, empatou com o Atlético em 1×1, no estádio Marizão, em Sousa.
O jogo começou com o Trovão Azul abrindo o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Durante uma jogada ofensiva e um chute da entrada da área, a bola bateu na trave e sobrou para o atacante Almir Sergipano marcar o gol do Atlético. Aos poucos o Sousa equilibrou o jogo, mas não conseguiu oferecer perigo ao gol do Atlético em boa parte do primeiro tempo.
Na segunda etapa, o Trovão Azul teve um pênalti a seu favor logo no primeiro minuto, mas, na cobrança, Maurinho chutou para a defesa do goleiro Ricardo. Motivado pela sua torcida, o Sousa empatou aos 22 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou parar Algodão marcar de voleio. O Dinossauro ainda tentou virar a partida, mas não conseguiu passar da zaga do Atlético.
Com o resultado, o Sousa ocupa a liderança, mas perde a primeira posição de forma isolada por ter menos saldo de gols do que Auto Esporte e Santa Cruz. O Atlético, que soma apenas dois pontos em quatro partidas, está na oitava colocação.
Campinense estreia com vitória no estadual deste ano (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)
Campinense x CSP
A Raposa conseguiu vencer na estreia do Paraibano. O time jogou no estádio Amigão, em Campina Grande, e bateu o CSP pelo placar de 2×1. Os gols do jogo saíram aos 28 do primeiro tempo, com Felipe Alves cobrando pênalti e abrindo o placar para o Campinense. Aos 33, a raposa ampliou com o lateral Paulinho.
Na segunda etapa o Campinense continuou tendo mais posse de e dominando as jogadas de ataque. Mas, aos 31 minutos, o CSP mostrou que estava disposto a vender caro a derrota e diminuiu o placar com Henrique. Com isso, o CSP cresceu na parida e quase empatou o jogo por diversas vezes.
Com o fim do jogo, a Raposa conseguiu marcar os primeiros pontos na estreia da competição e ocupa sexta colocação, com três pontos. Já o Tigre da Capital é o quarto colocado, com seis pontos ganhos.
Vídeo mostra deputado puxando os fios de sistema eletrônico de votação da ALPB
Vergonha nacional!
Imagem do deputado Tião Gomes (PSL) quebrando o sistema de votação eletrônico na assembleia legislativa da Paraíba. Os deputados governistas queriam voto em “cédulas”.
Eduardo Cunha é eleito presidente da Câmara dos Deputados
A candidatura de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados foi uma das mais conturbadas entre as quatro concorrentes ao cargo.
Desafeto do Palácio do Planalto, o deputado federal Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados na tarde deste domingo (1). Ele teve o voto de 267 dos 513 deputados e derrotou os outros três concorrentes: Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136 votos, Júlio Delgado (PSB-MG), que teve 100 votos, e Chico Alencar (PSOL-RJ), que teve 8. Conhecido por suas críticas ao governo, a vitória de Cunha era temida por integrantes do Planalto.
A candidatura de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados foi uma das mais conturbadas entre as quatro concorrentes ao cargo. Apesar de pertencer à base que ajudou a eleger a presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, Eduardo Cunha não poupou críticas ao governo e à forma como o Planalto se relaciona com a Câmara dos Deputados.
Entre as declarações polêmicas de Cunha ao longo da disputa, uma das primeiras foi sua análise sobre o comportamento da bancada do PMDB em relação ao governo. Segundo ele, a bancada do PMDB não seria uma aliada automática do Palácio do Planalto.
Depois de oficializar sua candidatura, ele partiu para o ataque e criticou duramente a gestão do seu principal adversário, o petista Arlindo Chinaglia. Segundo Cunha,a gestão de Chinaglia como presidente da Câmara, entre 2007 e 2009, foi “medíocre”.
Cunha também mirou no governo e nas supostas interferências que o Palácio do Planalto fez a favor de Chinaglia. Em tom de ameaça, Cunha chegou a dizer que se o governo interferisse contra a candidatura do PMDB, as “sequelas seriam graves”.
Independentemente das polêmicas, a eleição de Cunha à presidência da Câmara coroa a trajetória do ex-líder do PMDB na Casa.
Eduardo Cunha é economista formado pela Universidade Cândido Mendes e radialista. Foi presidente da Telerj (antiga estatal de telefonia do Rio de Janeiro) entre 1991 e 1993. Em 1999, foi subsecretário da Cehab (Companhia Estadual de Habitação) em 1999 e titular da pasta entre 1999 e 2000.
Em 2000, Cunha se licenciou do cargo após denúncias de irregularidades supostamente cometidas por ele virem à tona. Em dezembro, o STJ arquivou, por prescrição de prazo, o processo por improbidade administrativa e superfaturamento.
Em 2002, foi eleito deputado federal, cargo para o qual foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Em 2014, foi o terceiro deputado federal mais bem votado do Rio de Janeiro, com 232.708 votos, ficando atrás apenas de Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Nos próximos meses, Cunha deverá passar por uma importante “prova de fogo”. A PGR (Procuradoria Geral da República) deverá enviar ao STF (Supremo Tribunal Federal) a ação penal contra políticos envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras investigados pela operação Lava Jato.
Em janeiro, reportagens indicavam que, segundo depoimento do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, preso durante a operação Lava Jato, Cunha teria recebido propina oriunda do esquema.
Dias depois, os advogados do doleiro Alberto Youssef, apontado como operador do esquema e a quem Jayme seria ligado, afirmaram que Youssef e Cunha não tinham qualquer relacionamento. Cunha alegou que as reportagens eram uma tentativa de fragilizar sua candidatura.
As principais promessas de campanha de Eduardo Cunha durante sua candidatura são: construir mais um prédio anexo ao Congresso para acomodar deputados e assessores, implementar o orçamento impositivo e equiparar os salários dos parlamentares aos dos ministros do STF.
Do PBVale, Por Leandro Prazeres Com UOL, em Brasília