Manifestantes gritaram palavras de ordem contra 'mídia golpista no Brasil'
Manifestantes gritaram palavras de ordem contra ‘mídia golpista no Brasil’
Mais de 4 mil pessoas participaram na tarde desta sexta-feira (13) do ato em defesa da democracia, direitos trabalhistas, Petrobrás, e contra as manifestações em defesa do impeachment da presidente, organizado para o próximo domingo (15).
“Queremos a Petrobras, nossa soberania; queremos nosso governo, nossa democracia”. Foi com esse verso que os repentistas deram início às manifestações de apoio a presidente Dilma Rousseff na Presidência do Brasil, no anel interno do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, no Centro da Capital.
A Polícia Militar estima que 3 mil tenham participado do ato público. Os protestos tiveram exibição de faixas, mensagens, bandeiras e utilizaram um carro de som com repentistas que entoaram versos para conduzir a manifestação.
O evento contou com a participação de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Brasil, Estudantes, (MST), (LGBT), seguimentos religiosos, entre outros. Participantes do levante deixaram claro que não concordam com as alterações trabalhistas implementadas pela presidente.
De acordo o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, a manifestação foi em defesa da classe trabalhadora, da Petrobras como instituição, da democracia e da reforma política democrática e popular.
“Vamos sair em defesa da Petrobras. Ela é a empresa que mais investe no nosso país e nós não podemos deixar que continue acontecendo o que está acontecendo com ela”, disse.
Segundo a organização do movimento, caravanas de cerca de 20 cidades da Paraíba participaram do manifesto. Eles seguiram com apoio de carros de som pela avenida Presidente Getúlio Vargas, onde fica o Liceu Paraibano, fizeram o retorno à Lagoa, seguiram pelo Anel Externo, rua Diogo Velho, avenida Pedro II, Praça dos Três Poderes e concluíram no Ponto de Cem Réis, por volta das 19h.
Em João Pessoa, a segurança foi feita pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal; agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) reorganizaram o trânsito e orientaram motoristas sobre desvios.
Participantes
A movimentação ocorre em todo o Brasil e é organizada pela CUT, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, Movimento Nacional das Populações de Rua (MNPR), Fora do Eixo Mídia Ninja (FDE) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).
Integrantes de movimentos sociais lotaram a Avenida Paulista em São Paulo
247 – As manifestações em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). As bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos. Em São Paulo, onde ocorreu a maior movimentação, mais de 40 mil pessoas foram às ruas, segundo dados do Datafolha. A grande adesão aos atos de hoje surpreendeu até o governo, que temia conflitos com grupos contrários a Dilma, mas todas as manifestações foram pacíficas. Mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposição seja bem-sucedido, os atos deste 13 de março revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista será rechaçada nas ruas. Em outras palavras, é possível dizer que o golpe morreu.
Em São Paulo, onde ocorreu a maior concentração, com 41 mil pessoas, mesmo sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como “não vai ter impeachment, não” e “fica Dilma”. As pautas dos movimentos foram a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa da democracia e o repúdio ao impeachment, contra a privatização da Petrobras e a punição dos corruptos juntamente de uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial de campanha.
“A CUT e os movimentos estão habituados a construir suas reivindicações nas ruas, e o faremos sempre que a democracia estiver em perigo. Sempre que houver aqueles que não aceitam a vontade da maioria, nós estaremos nas ruas fazendo enfrentamento pelos nossos direitos“, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que disse que este é apenas o primeiro de outros atos.
Segundo ele, o movimento social saiu às ruas para apoiar a presidente Dilma Rousseff e pressionar pelos direitos dos trabalhadores. “Ela precisa de aliança com os movimentos sociais, operários, trabalhadores”, disse. “Ela tem as dificuldades de um governo muito heterogêneo, um congresso conservador, e que fica impulsionando a presidenta a tomar medidas impopulares, que não condizem com o discurso com que ela se elegeu”, afirmou.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, disse que os atos convocados pela CUT e o MST em defesa da democracia funcionaram como um marco em relação ao programado para o domingo contra o governo de Dilma Rousseff. Florisvaldo admitiu que a cúpula do PT chegou a sugerir que os organizadores cancelassem as manifestações desta sexta-feira. Mas hoje reconhece que a iniciativa foi importante. “Ficou demarcado que os golpistas estão do lado de lá”, disse ele.
Mesmo diante da força do ato, o senador Álvaro Dias (PSDB), um dos maiores apoiadores do golpe, disse ao Jornal Nacional que as manifestações foram “fracasso de público” e “prova da impopularidade do governo Dilma”.
No Rio
No Rio de Janeiro, cerca de 1 mil pessoas participaram do ato. Os manifestantes caminharam em direção à sede da Petrobras, onde o grupo fez um abraço simbólico e cantou o Hino Nacional na porta do edifício. Em seguida, gritaram “viva Dilma”. Após alguns minutos na frente do prédio, alguns manifestantes voltarão para a Cinelândia. Outros continuaram no local. João Pedro Stédile, líder do MST, se disse feliz com o que chamou de “jornada cívica em todo o país”.
O ativista defendeu a presença do povo nas ruas, conforme pedido feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato recente na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). “A rua é o único espaço em que o povo pode discutir política. O Parlamento é dos deputados, os palácios são dos eleitos. A rua é democrática e da paz. Quem é violento no Brasil sempre foram os poderosos. A elite que não aceita repartir com os trabalhadores a riqueza e o poder.”
Em Brasília
A manifestação a favor da presidente Dilma e contra a política econômica dela, convocada pela CUT, reuniu cerca de mil pessoas, segundo a PM, e os manifestantes, em Brasília. Os integrantes do movimento se encontraram na rodoviária da capital sob forte vigilância da polícia. As palavras de ordem eram a favor da presidente, contra o golpe, mas também contrárias ao ajuste fiscal, atribuído ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ao longo de toda a tarde não foram registrados confrontos.
Manifestações no Nordeste
As manifestações do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política ocorreram também em estados das regiões Norte e Nordeste, onde foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tiveram participação de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em Salvador, o ato ocorreu na parte da manhã e teve a presença do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Em discurso, assim como tinha feito ao depor ontem (12) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Gabrielli voltou a dizer que os desvios de recursos da empresa, investigados pela Operação Lava Jato, não tinham como ser detectados. “A Petrobras é uma empresa séria, que tem um sistema de controle. Portanto, não poderia capturar nos seus mecanismos de controle o comportamento criminal de alguns, que fizeram conluio e os comportamentos inadequados fora da companhia.”
Em Fortaleza, a manifestação ocorreu na Praça da Imprensa, no bairro Aldeota. Os participantes seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira e pediram também reforma política. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Representantes da CUT, que organizou a manifestação, estimaram que aproximadamente 3 mil pessoas estiveram presentes.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, as manifestações foram pacíficas e não houve registro de incidentes. Os policiais acompanharam os manifestantes, que seguiram da Praça da Imprensa até a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
Em Alagoas, 5 mil pessoas, segundo a CUT local, e 1.800, de acordo com a Polícia Militar, participaram de uma passeata pelas principais ruas de Maceió. A manifestação teve a presença de caravanas do interior do estado. O ato teve início às 9h e terminou às 13h30. Segundo a polícia, não foram registradas ocorrências.
No Acre, por causa da enchente que atinge parte da capital em função do transbordamento do Rio Acre, a manifestação ficou restrita aos locais de grande circulação de pessoas, como áreas comerciais e o Terminal Urbano de Rio Branco. De acordo com a representação da CUT no estado, 50 pessoas participaram do ato.
No Amapá, a forte chuva que atingiu pela manhã a capital, Macapá, obrigou a organização do movimento a alterar a programação. Em vez de percorrer algumas ruas da cidade, os manifestantes se concentraram, das 8h às 12h, na Praça da Bandeira. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a CUT.
Em Belo Horizonte, a CUT informou que a manifestação começou por volta das 16h, saido da Praça Afonso Arinos rumo à Praça Sete. Além da CUT e de outras centrais de trabalhadores, o MST e outros movimentos sociais e estudantis participaram do ato. A CUT estima que cerca de 5 mil pessoas tenham participado da mobilização.
Por Sebastião Gerbase (Basinho) - basinhocoms@zipmail.cbom.br
Era finalzinho de 2007, quando, inspirado no desabrigar de uns marimbondinhos que moravam em meu terraço, e relacionando-os com alguns “guerreiros” que também se encontravam desabrigados, graças ao fechamento do Bar do Edmilson, em Mamanguape, fiz uma crônica denominada “OS ARIPUÁS”. Teve uma repercussão, por que os frequentadores do extinto bar eram, em sua maioria, pessoas influentes da sociedade local.
De repente surgiu a ideia de se criar um Bloco Carnavalesco, denominando-o de OS ARIPUÁS.
O bloco foi criado e aceito pela sociedade, tanto é que estava crescendo ano a ano. E estava em boas mãos. Na condição de um dos seus fundadores, também estiva lá por um período, porém, por conveniência, há tempo me ausentei. O último carnaval não desfilou. Não me consta que, para tanto, tenham dado satisfação à sociedade. Mas isso – digamos – não é da minha conta.
Outrossim, nada do que eu disse, até agora, nos impede de projetar a criação de outro bloco. As pessoas na rua estão cobrando. Cobrando de mim, de você, de nós. Carnaval é coisa nossa. É alegria do povo.
Pois bem, o novo bloco 2016, se depender de mim, já está criado. Falta apenas à gente nos reunir, escolher um nome sugestivo, formar uma diretoria e registrar em órgão competente, começar a divulgar, providenciar uma cede provisória, criar sua logomarca e o hino oficial do bloco, identificar despesas e encontrar as receitas, distribuir tarefas e cair em campo: Confeccionar camisas, camisetas, bonés, adesivos, CDs, etc.; Comunicar e solicitar apoio das autoridades constituídas. Temos um pouco menos de um ano disponível para nos envolver, cuidadosamente, sem muita pressa, nesse projeto, e assim conquistar credibilidade e angariar apoios.
A 3ª edição da Copa Paraíba de Futebol Sub 15 foi lançada nesta sexta-feira (13), no auditório da PBTur. O ato contou com a presença de representantes de 90 clubes e entidades de todo o Estado, que participarão da competição destinada a garotos de até 15 anos e que é organizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).
De acordo com a reunião, para participar da Copa, os interessados devem encaminhar um ofício na sede da Sejel, que fica na rua São Rafael, 567, bairro do Castelo Branco I. “As inscrições vão até o dia 27 deste mês e é só levar um ofício à Sejel que automaticamente estará com a participação garantida”, disse.
O secretário executivo de Juventude, Esporte e Lazer, José Marco, afirmou que o Governo do Estado está investindo para o engrandecimento do esporte em todo o Estado. “A Copa Paraíba foi sucesso nos dois últimos anos e agora mostra o quanto vem investindo para o esporte crescer. Pelo terceiro ano consecutivo, essa competição será realizada no intuito de mostrar o trabalho também pelo esporte amador”, frisou.
Homenagem
A coordenação da Copa durante o evento homenageou o cronista esportivo Ivan Bezerra, da Rádio Tabajara, com uma comenda de Divulgador Oficial. “Ivan representa o maior divulgador do esporte amador e merece essa homenagem”, ressaltou Raimundo Braga.
Mais uma polêmica envolvendo Madonna causou alvoroço na mídia e nas redes sociais nesta semana. Em uma entrevista ao “Howard Stern Show”, falando sobre sua vida pessoal e início de carreira, a “rainha do pop” deixou fãs, apresentador, e mídia chocados ao comentar que na juventude, assim que chegou a Nova York, foi estuprada, mas que não prestou queixa contra o agressor.
“Eu fiquei em choque, não conhecia uma alma viva na cidade”, disse a cantora, que contou ainda que tinha apenas 19 anos quando tudo aconteceu. Segundo ela, quando se mudou para Nova York, ela não conhecia ninguém e vivia dizendo “‘oi’ para as pessoas na rua como uma idiota”.
Ingênua, a estrela conta que estava indo para sua aula de dança quando encontrou a porta de sua casa trancada e pediu dinheiro para usar o telefone público. “[Esse cara] deu a grana para mim, ele era amigável. Na época, eu confiava em todo mundo”. Madonna ainda revelou que o homem a fez usar o telefone de sua casa, que ficava do outro lado da rua. “Foi quando ele me estuprou”, relembrou ela.
Questionada se tinha denunciado o caso à polícia, a cantora afirmou que não: “Não é apenas a pena, é muita humilhação”, concluiu. A cantora também polemizou ao confessar que não proíbe os filhos de usar drogas, pois ela mesmo já usou. “Experimentei há muitos anos e não gostei”, disse a cantora e atriz.
Não estando preparada para os proibir de experimentar, pede no entanto à sua filha Lourdes que tome “decisões sábias” e que se experimentar drogas, então que o faça “com moderação e sem misturar com álcool”.
Uma jumenta foi abusada por um homem na zona rural da cidade de Araçagi. De acordo com o proprietário, o homem que violentou o animal ainda introduziu no reto e na vagina uma estaca de madeira, o que ocasionou ferimentos graves e a morte do animal. O crime aconteceu no domingo (01) na Agrovila Mulunguzinho.
Segundo Ivanildo Torquato, de 48 anos, a jumenta estava num curral onde ele sempre a deixava para passar a noite. Ele só tomou conhecimento do caso na manhã da segunda-feira (02), quando um morador avisou que ela estava doente. Ao ir no local, Ivanildo constou a agressão contra o animal. “Quando cheguei lá, vi a uma estaca com marcas de sangue e pelos das partes intimas da burra na ponta da madeira”, disse. O animal ainda chegou a ser medicado por Ivanildo, mas faleceu na terça-feira (03).
Ivanildo com a vara que foi usada pelo suspeito
Segundo o agente da Polícia Civil, Tarcísio Noberto, na localidade, populares apontam um morador conhecido como “Ica”, como o autor do crime.
Tarcísio Noberto disse que polícia vai investigar
Conforme relato dos moradores, “Ica” teria afirmado que teria dito no dia que iria “comer” uma burra. As suspeitas são reforçadas pelo fato do homem já ter sido flagrado abusando uma porca no interior de sua casa. Após ouvir o relato, o proprietário foi à Delegacia da cidade, onde realizou o boletim de ocorrência e agora espera pelas medidas policiais.
O agente disse que vai investigar o caso para identificar se realmente a pessoa cometeu o delito. “Vamos tomar as providências necessárias para elucidar esse crime”, frisou.
Esse é o segundo caso de maltrato a animais na região. No último domingo (07), um estudante divulgou um vídeo em que três pessoas, entre elas uma idosa de 80 anos, aparecem agredindo um cachorro até a morte, em Guarabira. A polícia deteve os três envolvidos, que foram levados para a delegacia e assinaram um termo, sendo, em seguida liberados. Eles responderão pelo mesmo crime.
“Situação na península coreana está tensa após exercícios militares de Seul e Washington”
A Coreia do Norte disparou nesta quinta-feira sete mísseis ao mar, em sua costa oriental, anunciou o ministério sul-coreano da Defesa. O líder norte-coreano Kim Jong-Un teria supervisionado pessoalmente a operação na quinta-feira à noite em uma base de lançamento na região da cidade de Sondok.
Os disparos acontencem após a Coreia do Sul e os Estados Unidos fazerem suas manobras militares anuais que sempre provocam reações do país vizinho, que as considera um teste geral para a invasão de seu território. Na semana passada, Pyongyang prometeu “ataques impiedosos” como resposta.
As manobras, que foram finalizados nesta sexta-feira, começaram no dia 2 de março e mobilizaram cerca de 10 mil soldados sul-coreanos e outros 8,6 mil militares americanos. O general Curtis Scaparrotti, chefe do comando das forças conjuntas, afirmou que os exercícios militares são “cruciais” para garantir a defesa da Coreia do Sul.
A outra fase das manobras – Foal Eagle – prosseguirá por mais seis semanas, com a participação de milhares de soldados, dos dois lados. Apesar de Seul e Washington afirmarem que trata-se de exercícios puramente defensivos, Pyongyang afirma que é a antessala de uma invasão.
Coreia do Norte e Coreia do Sul se tornaram Estados independentes em 1948 e a guerra da Coreia (1950-1953) reafirmou esta divisão. As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra porque após o armistício de 1953 não assinaram um tratado de paz.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na tarde de hoje (12) nota para tranquilizar os estudantes que ainda não conseguiram renovar o contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a pasta, todos os que firmaram contratos até 2014 têm assegurado o aditamento. Ao todo, foram renovados mais de 830 mil contratos de um total de 1,9 milhão. O sistema ficará aberto até o dia 30 de abril.
“Todos têm assegurado o aditamento de seus contratos”, destaca a nota. A pasta esclarece que, a qualquer momento em que for feito o aditamento, ele vale desde o início do semestre. A lentidão no sistema, enfrentada por alunos, está sendo corrigida, acrescenta o MEC.
O MEC informa ainda que, além das renovações, há vagas para novos contratos, mas não menciona quantas.
Em nota anterior, a pasta ressalta que usa critérios de qualidade, distribuição regional e disponibilidade de recursos para liberar os financiamentos, e que os cursos com nota 5 (avaliação máxima) serão todos oferecidos. Nos que têm notas 3 e 4, são considerados aspectos regionais como, por exemplo, localidades que historicamente receberam menos financiamentos.
O Fies oferece cobertura da mensalidade de cursos em instituições privadas de ensino superior a juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar após 18 meses da conclusão do curso. Desde 2010, o Fies acumula 1,9 milhão de contratos e abrange mais de 1,6 mil instituições.
“Deputado também se solidarizou com a Defensoria Pública e com os PMs licenciados que tiveram as suas reivindicações negadas pela situação na Assembleia”
O deputado estadual Janduhy Carneiro (PTN), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, lamentou na manhã desta quinta-feira, 12, não ter a maioria na Casa Epitácio Pessoa para impedir que o Governo do Estado conseguisse vetar até as emendas de metas que são prerrogativas do Poder Legislativo.
Na votação da manhã de hoje, a situação conseguiu manter os vetos do governador a todos os projetos e matérias colocada em pauta pelo presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino. As emendas eram da legislatura passada. Sob a alegação de que o governo teria pressa e que está engessado, houve uma votação onde os deputados foram obrigados a votar em bloco, quando se determina que deveria ser votado veto a veto.
“Até as emendas de metas, que é uma prerrogativa do parlamentar, para destiná-las em ações que beneficiem a população paraibana, em particular os municípios que ele representa, foram vetadas, quando no Governo Federal isto já está no orçamento impositivo, onde oposição e situação têm o mesmo direito”, declarou o deputado Janduhy Carneiro.
O deputado Janduhy Carneiro falou sobre a situação dos PMs licenciados que estão sem poder retornar aos quadros efetivos do Estado, apesar de estarem, legalmente, afastados das funções para tratar de assuntos pessoais, conforme confirma oficialmente o Comando da PM que enviou ofício ao Ministério Público confirmando o afastamento e não o desligamento dos policiais militares. “Foi cometida uma grande injustiça. Não se pode excluir dos quadros de pessoal quem está de licença a pedido. Espero que a categoria continue lutando na Justiça para reaver os seus direitos”, sugeriu Janduhy.
O parlamentar se solidarizou também com os defensores públicos que tiveram as suas reivindicações negadas e disse acreditar na Justiça, apesar da derrota obtida na Assembleia Legislativa. “Lamentavelmente nós fomos derrotados por dois votos na Assembleia. Mas temos a convicção de que a categoria dos defensores públicos irá ganhar no Poder Judiciário. Sabemos das vitórias conquistadas até agora pela Defensoria Pública em várias instâncias judiciais e acreditamos que os defensores irão lograr êxito”, acredita o deputado
“A Assembleia Legislativa da Paraíba, no contexto nacional, é a única do Brasil que não pode apresentar emendas ao orçamento, perdendo a sua autonomia. Isto é extremamente lamentável e saio desta Casa muito triste porque as emendas de metas dos parlamentares não estão sendo cumpridas pelo Governo. É só o que tenho a dizer, pois não tenho mais palavras para expressar a minha tristeza e decepção ao constatar que não podemos apresentar emendas porque são vetadas pelo estado da Paraíba”, lamentou, por fim, o deputado Janduhy Carneiro.
“Protesto em 26 capitais será contra ajustes do governo Dilma, mas pede “respeito aos resultados eleitorais”, em uma resposta aos atos pró-impeachment de domingo”
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou, para esta sexta-feira 13, manifestações em 26 capitais brasileiras. O ato é uma resposta antecipada a outro protesto marcado para este domingo 15, cuja pauta é o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Apesar de ser uma entidade ligada ao PT, a CUT promete protestar “contra o retrocesso”, em referência aos ajustes fiscais promovidos pelo governo que têm atingido direitos dos trabalhadores. No entanto, os sindicalistas enfatizam que o objetivo é também defender a democracia, além da Petrobras e de uma reforma política.
Os protestos têm apoio de outras organizações sindicais e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). Em manifesto sobre a convocação, a CUT chamou de “ataque a direitos” as mudanças que o governo Dilma tem feito no acesso a bens trabalhistas.
“As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora. Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor”, diz o comunicado.
Na mesmo texto, a central reforça que é preciso, no entanto, “respeita os resultados eleitorais”, em referência, justamente, à pauta dos manifestantes de 15 de março, que pretende derrubar o governo eleito. “Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada”, afirma.
Em resposta às denúncias de corrupção que envolvem na Petrobras, que surgiram durante a deflagração da Operação Lava Jato, os sindicalistas propõem a reforma política. Por isso, esta será outra bandeira da manifestação. “Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o povo.”
Em São Paulo, o ato da CUT está marcado para começar na avenida Paulista, altura do número 901, onde fica uma das sedes administrativas da Petrobras, a partir das 15h, mesmo horário em que ocorrerá a concentração no Rio de Janeiro, na Cinelândia. Em Curitiba, a manifestação está marcada para começar às 17h, na Praça Santos Andrade, e contará com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Paraná (APP Sindicato), que tem promovido uma série de protestos contra o governador do Estado, Beto Richa (PSDB-PR).